AIM-120

Washington, 22 de dezembro de 2025 — O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou uma possível venda militar estrangeira à Dinamarca de mísseis ar-ar Advanced Medium Range Air-to-Air Missile – Extended Range (AMRAAM-ER) e equipamentos associados, em um pacote avaliado em até US$ 951 milhões, segundo informou a Agência de Cooperação em Segurança de Defesa (DSCA), responsável por notificar o Congresso norte-americano.

De acordo com a notificação, Copenhague solicitou a aquisição de até 236 mísseis AMRAAM-ER e de cinco seções de guiagem AIM-120-C8. O pacote inclui ainda itens não classificados como equipamento militar principal, entre eles treinadores de carga, contêineres, equipamentos de apoio, peças sobressalentes, softwares, publicações técnicas classificadas e serviços de suporte técnico, logístico e de engenharia prestados pelo governo dos EUA e pela indústria.

Segundo Washington, a venda proposta tem como objetivo reforçar a segurança de um aliado da OTAN, considerado um ator importante para a estabilidade política e o progresso econômico na Europa. Os EUA afirmam que a medida ampliará a capacidade da Dinamarca para enfrentar ameaças atuais e futuras, garantindo munições ar-ar modernas para suas aeronaves e capacidade adicional para sistemas de defesa aérea baseados em terra, além de aprofundar a interoperabilidade com as forças norte-americanas e com aliados regionais da Aliança Atlântica.

O governo norte-americano destacou ainda que a incorporação dos sistemas não deverá alterar o equilíbrio militar regional, nem implicará impacto negativo na prontidão de defesa dos EUA. A RTX Corporation, sediada em Arlington, Virgínia, será a principal contratada do programa. Até o momento, não há acordos de compensação industrial (offset) definidos; eventuais entendimentos deverão ser negociados posteriormente.

A DSCA informou que a implementação do potencial acordo não exigirá envio adicional de pessoal militar ou contratado dos EUA à Dinamarca. A proposta ainda aguarda os trâmites formais de aprovação e de negociação contratual entre os dois governos.■




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André Macedo

Menos de uma semana depois do Trump anunciar um “enviado especial” para a Groenlândia, o que motivou os dinamarqueses a chamar de volta seu embaixador em protesto, as tentativas de afirmar autonomia dos europeus são como um latido de Pinscher, um vôo de galinha.

Adriano RA

Impressionante. Os EUA estão afrontando descaradamente a Dinamarca (e a Europa como um todo) e ainda são premiados todos os dias com contratos bilionários. Por décadas fizeram isso com a Rússia… no setor de energia. Deu no que deu.

Last edited 9 meses atrás by Adriano RA
Rodolfo

Realmente os dinamarqueses se submeteram a essa situação e agora com sua aviação de caça baseada no F35 não tem nenhuma outra alternativa até os italianos e britânicos completarem a integração do Meteor no TR3 e futuro block 4. Por isso mesmo os países do consórcio Eurofighter continuam encomendando novas unidades a por todos os ovos numa única cesta.
Seria inteligente se os politicos em Copenhagen decidissem entrar no programa de caça britanico-italiano-japones.

Ruas

Pior que os EUA estão certos em reivindicarem a Groenlândia. Um território gigantesco, cheio de recursos, estratégica para a crescente navegação do Polo Norte. A Dinamarca tem porte de assegurar a segurança desse território? Óbvio que não. Não tem nada. Deveria ser dos EUA, Canadá, França, Reino Unido, Alemanha, ou outra grande potência.

Rodolfo

O povo nativo da groelandia quer independência da Dinamarca mas nao desejam se tornar americanos… e os americanos ja operam em bases no território. Alias a população de lá deseja cooperar com americanos para explorar os seus recursos e pra garantir sua defesa já que eles provavelmente seguiriam dentro da OTAN. Nao existe necessidade alguma em tornar o território da Groelandia parte dos EUA. E se esse seu argumento for valido, alguma potencia pode muito bem declarar que o Brasil nao tem a menor capacidade de proteger a Amazonia, também cheio de recursos, e invadir o território brasileiro. E como… Read more »

Ruas

Mas a Amazonia não é externa ao Brasil, ela é o próprio Brasil continental, totalmente integrada, não é “colônia”. E o Brasil, querendo ou não, possui muito mais peso geopolítico-militar que a Dinamarca.

Diferente do caso Dinamarca-Groenlândia. Ou seja, temos um país socialmente rico, porém fraco e sem peso militar controlando um semi continente gelado praticamente na América do Norte.

Não tô dizendo que tem que ser dos EUA, só estou constatando que um território desse peso ser da Dinamarca não faz sentido dentro do Realismo geopolítico.

Marcelo

Vai lá,coloca uma base de um exército estrangeiro dentro do seu país cheio de riqueza você vai ver o que você vai arrumar para sua cabeça.
Os americanos vai tomar a Groelândia na mao grande e ninguém vai falar nada.

Bosco

Quer dizer que o AMRAAM-ER será empregado no modo ar-ar?
Até agora só havia previsão dele ser adotado na função sup-ar.

Heli

Rússia devem começar a invasão anfíbia deles pela Dinamarca, de lá eles seguirão para invadir a Inglaterra e depois os Açores. Tudo isso pra despistar a OTAN que espera que eles comecem por terra pela Polônia. O objetivo deles é o petróleo e as terras raras que a Europa é riquíssima.