FAB realiza primeiro exercício de Tiro Aéreo com canhão do F-39E Gripen (2)

O caça deu mais um passo rumo à plena capacidade operacional para a manutenção da soberania do espaço aéreo

O programa F-39 Gripen alcançou mais um marco significativo na modernização da defesa aérea brasileira. Após demonstrar a capacidade de emprego do míssil de longo alcance Meteor e concluir a certificação de reabastecimento em voo com o KC-390 Millennium, o caça deu mais um passo rumo à plena capacidade operacional para a manutenção da soberania do espaço aéreo.

No dia 08/12, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, na Base Aérea de Santa Cruz (BASC), o primeiro exercício de tiro aéreo com canhão do F-39E, inaugurando uma nova etapa de qualificação dos pilotos e de desenvolvimento doutrinário do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA).

O responsável pelo primeiro tiro foi o Comandante do 1º GDA, Tenente-Coronel Aviador Ramon Lincoln Santos Fórneas, que descreveu o momento como histórico. “Participar desse marco na evolução operacional da defesa aérea brasileira é motivo de orgulho. E não apenas para mim, mas para todos os pilotos do GDA. Tive a honra de realizar o primeiro tiro, mas esse sentimento é coletivo: envolve pilotos, mantenedores, técnicos, equipes de armamento… toda a cadeia que trabalha para deixar o sistema Gripen pronto para operar.”, afirmou o oficial.

O exercício teve como objetivos principais realizar o treinamento dos pilotos em missões de tiro aéreo e aprimorar a doutrina de emprego do canhão no F-39E. Na mesma oportunidade, por se tratar do primeiro emprego operacional do sistema na FAB, a aeronave foi avaliada em condição de Alerta de Defesa Aérea. Foi simulada a preparação das aeronaves até atingir o estado de prontidão, o tempo de reposicionamento após missão, incluindo o remuniciamento, e a efetividade do Gripen na detenção de alvos típicos do contexto de Defesa Aérea brasileira.

Bolacha criada pelo artista digital e fotógrafo Juliano Lisboa

Após a verificação técnica e a validação logística, concluídas na Base Aérea de Anápolis (BAAN), em agosto e setembro deste ano, o sistema Gripen passa pela validação operacional. Para a avaliação analítica, foram considerados aspectos como a precisão do armamento, com a quantidade de acertos esperados para cada tipo de alvo, e a estabilização da solução de tiro diante do perfil de voo característico dos alvos vislumbrados. O alvo utilizado nos disparos foi rebocado por uma aeronave F-5M do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1° GAVCA).

“O treinamento fluiu com precisão e segurança, e o canhão Mauser BK-27 impressionou pela estabilidade e pela cadência de tiro. A combinação da plataforma Gripen com esse armamento oferece uma solução de tiro extremamente confiável, com alta taxa de acertos mesmo em perfis de voo desafiadores. Sem dúvida, um passo importante para a doutrina de Defesa Aérea”, declarou o Major Aviador Felipe Braga Galvão de Souza, piloto do 1º GDA.

O canhão equipado no F-39E é o Mauser BK-27, fabricado pela empresa alemã Rheinmetall, com calibre de 27 mm. A munição empregada apresenta características traçante, explosiva e perfurante, otimizada para engajamento em cenários reais contra aeronaves de baixa performance e em missões de policiamento do espaço aéreo. “Este é mais um marco importante na evolução operacional do Gripen no Brasil. O primeiro exercício de tiro aéreo com o canhão da aeronave no país demonstra o avanço consistente das capacidades da Força Aérea Brasileira com o sistema, resultado direto de um trabalho conjunto, técnico e altamente colaborativo entre a Saab e a FAB”, afirmou o diretor-geral da Saab Brasil, Peter Dölling.

 

A atividade reforça a integração tecnológica do Programa Gripen na FAB. Ainda na fase de desenvolvimento da aeronave, a empresa brasileira Akaer, sediada em São José dos Campos (SP), participou dos trabalhos de engenharia e projeto da seção estrutural denominada “gun unit”, parte da fuselagem do F-39E que acomoda o canhão. Esse desenvolvimento foi realizado como parte da Transferência de Tecnologia do Programa Gripen. O projeto representa mais um indicador do impacto positivo da iniciativa no desenvolvimento tecnológico, econômico e social do Brasil, com benefícios diretos à sociedade, como a geração de empregos de alto valor agregado.

Durante o exercício que marcou a etapa final de certificação do F-39 Gripen, o Comandante de Preparo, Tenente-Brigadeiro do Ar Raimundo Nogueira Lopes Neto, destacou a importância do tiro real do canhão e o avanço que isso representa para a prontidão da Defesa Aérea do País.

“O tiro real do canhão do F-39 Gripen era o último passo para que a aeronave atingisse sua plena capacidade operacional. Com esse exercício concluído com sucesso, o Gripen passa a reunir todas as condições para cumprir o Alerta de Defesa Aérea do Brasil — uma missão estratégica, permanente e essencial para a proteção da nossa soberania. A soma do canhão validado, do lançamento real do míssil Meteor e da certificação do reabastecimento em voo com o KC-390 coloca o País em um novo patamar de prontidão. É a confirmação de que temos um vetor moderno, preciso e plenamente integrado aos sistemas de defesa aeroespacial — e, para todos nós, é um grande motivo de orgulho ver o Gripen cumprindo exatamente o papel para o qual foi concebido”, destacou.

Com a realização do exercício, a FAB avança na consolidação operacional do F-39E Gripen, fortalecendo a capacidade de defesa aérea do País e a soberania nacional no domínio aeroespacial.■


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Leandro Costa

Excelente! Infelizmente não peguei nenhum Gripen em vôo aqui no Rio de Janeiro.

Um dia eu consigo.

Marcelo

A guerra batendo na nossa porta (Venezuela x u.s.a) e as aeronaves ainda sendo certificadas.
O Brasil não é para amadores.

Wellington

Não digo nem pela questão de certificação, é um processo demorado e precisa ser bem feito, com excelência.
Agora esses caças chegarem a conta gotas é sacanagem, já era pra ter os 36 iniciais e outro lote de 36 em produção.

Matheus R

“O tiro real do canhão do F-39 Gripen era o último passo para que a aeronave atingisse sua plena capacidade operacional”

Mas e quanto ao lançamento de bombas, não é preciso certificar também?

Leandro Costa

Sim, acho que isso é um equívoco também. Tudo bem chegar na IOC porque era prevista primeiramente a capacidade ar-ar, mas plena operacionalidade imagino que inclua também ar-solo e ar-mar.

Santamariense

E tem também a capacidade de lançar mísseis IR, com o IRIS-T, e missões de reconhecimento, usando pods como o RecceLite. Mas, quando estiver apto para todas essas missões ele terá alcançado a FOC.

Last edited 1 mês atrás by Santamariense
Douglas Rodrigues

Pois é, e mesmo para capacidade de combate aéreo a qual citam, também faltaria o lançamento do Iris-T.
Todavia, podemos ver que esses últimos meses foram intensos para certificar o Gripen com essas capacidades (reabastecimento, lançamento do Meteor e agora tiro com canhão). Acredito ser natural que os próximos passos sejam dados em breve, quem sabe ano que vem ao receber o primeiro produzido aqui no Brasil.
Agora, quais bombas do arsenal a FAB pode empregar no Gripen? E qual antinavio a FAB possui? – Se é que possui.

Fabio Araujo

Não é o ideal, mas se precisar do Gripen numa missão de interceptação com o canhão e o Meteor ele já consegue, o ideal seria ele ir com o IRIS-T também.

Camargoer.

Acredito que neste momento, acho que a FAB usaria os F5M em caso de interceptação real. Os pilotos estão treinados, há uma doutrina desenvolvida ao longo de décadas e sucessivas Cruzex e os mísseis Derby e Python estão certificados.

Acho improvável colocar um Gripen de R$ 1 bilhão em uma situação de incerteza tética.

Santamariense

Provavelmente em janeiro o F-39 assume o alerta em Anápolis. E dificilmente as aeronaves do alerta ficam armadas com mísseis. Somente se houver algum fator geopolítico ou outra peculiaridade. Caso contrário, é apenas canhão.

Rinaldo Nery

Negativo. As aeronaves de Alerta DA são sempre armadas com míssil IR.

Rodrigo Silveira

Quem que negativa uma resposta de quem sabe e vivenciou isso de perto?

Camargoer.

Olá Rinaldo

Os F5M ficam armados com misseis IR ou também BVR? Estava aqui atinando que no procedimento de interceptação padrão, as aeronaves primeiro se aproximam da ameaça para identifica-la e fazer a comunicação.

O abate é a última opção. Desta forma, faz pouco sentido este tiop de defesa aérea ser feita com mísseis BVR, mas é razoável que os aviẽos estejam com mísseis IR para serem usados em curta dstância.

Rinaldo Nery

Somente IR.

Santamariense

Então, o Gripen não vai assumir o alerta até testar o lançamento do IRIS-T ou vai ficar no alerta com Meteor.

Rinaldo Nery

Ninguém cumpre alerta no ESTALE 0 com míssil BVR.

Santamariense

Então, o Gripen só vai assumir o alerta depois de lançar o IRIS-T. E por que o comandante de preparo disse que, com a lançamento do Meteor, uso do canhão e certificação de REVO, a aeronave está pronta para cumprir as missões de defesa aérea? Eu concordo que míssil BVR em alerta em tempo de paz e sem problemas a vista, é exagero. Mas, o Gripen precisa estar apto para usar o IRIS-T. Sem isso, se for ficar no alerta, será só com canhão.

Juliano Lisboa

A princípio não vai ter campanha de tiro do iris-t. Foi feita na Suécia em 2018 e 2021.

Santamariense

Mas, o Meteor também foi lançado pelo Gripen E na Suécia, em 2022. E a FAB acabou de lançá-lo aqui. O mesmo vale para o canhão. Não realizar o lançamento do IRIS-T e colocá-lo em operação é o uso de outra metodologia, diferente do que fizeram com o Meteor e o canhão.

Leandro Costa

Cara, eu acho (foco no achismo absoluto), que isso pode ser devido aos atrasos no programa e, consequentemente, na entrada em operação dele. No caso do Meteor, acho que foi a primeira vez que fizemos lançamento de um míssil BVR desse quilate (não acho que chegamos à lançar os R530 com os Mirage 2000), ao passo que lançamos mísseis IR com alguma regularidade. Talvez por isso entrem em alerta com o Iris-T sem fazer a campanha antes, deixando para fazer a campanha de lançamento em momento oportuno no futuro. Mais uma vez, é super achismo chutado meu, mas é o… Read more »

Santamariense

Pode ser, Leandro. É uma possibilidade plausível.

Santamariense

Sério??? Só se for nos últimos tempos. Já vi muitas imagens de F-5 no alerta em Canoas sem mísseis. E como fica a vida útil desses mísseis, pendurados por horas e horas nos trilhos? Fazem rotação de mísseis, mas mesmo assim, o míssil degrada rapidamente fora do seu local de armazenamento. Na época da interceptação do Vulcan, os F-5 estavam só com canhão. Tinham o vetusto AIM-9B, mas era o que tinha, porém não estavam equipados com ele.

Last edited 1 mês atrás by Santamariense
Rinaldo Nery

O consumo da vida útil do míssil no Alerta não é significativo. É pra isso que servem. Em Anápolis os Mirage sempre estavam com o Python, quando de alerta. Os F-5 que decolaram p interceptar o Vulcan não estavam de alerta. Iriam decolar para uma missão na área Barreiro.

Last edited 1 mês atrás by Rinaldo Nery
Rinaldo Nery

Os Mirage de alerta em Anápolis SEMPRE estavam armados com o Python.

Santamariense

Certo.

Santamariense

Os Mirage que interceptaram o avião cubano em 1982 também não estavam com mísseis, mesmo contando com o R530. Tá certo que aquele míssil e nada era praticamente a mesma coisa, mas estavam só com canhão. Muitos anos depois, o Python 3 foi integrado na aeronave.

NUNES-NETO

Bom creio que numa situação de necessidade o Gripen tá ok, olha a Ucrania, em 6 meses os pilotos treinam , recebem um avião totalmente novo e já saem atirando,nao têm anos e anos de treinamento,de teste, blablabla….é igual a adição de misseis novo,na ucrania nao teve isso de 5 anos modernizando aviao,avionica, foi mete esse missil alemao na asa do aviao da guerra fria e atira…

Paulo

Bombas inteligentes com alcance de 100km Spice 250 e Spice 1000 de origem israelense . Este é parte do arsenal do F39 E/F . Inclui também o missil anti radiação MAR – 1 ( O desenvolvimento, fabricação e homologação do MAR – 1 foi assumida recentemente pela Macjee. Há também a ideia de homologar o Mansup e o Mansup- ER versão Ar – superfície para o F39 E/ F.

Camargoer.

Neste momento, a FAB está certificando o Gripen para a defesa aérea, ao menos é o que eu lembro.

A parte de ataque ao solo será posterior.

Cássio Euler

Em dezembro de 2022 o comando da FAB determinou o IOC do Gripen E… E não disparavam canhão nem mísseis…

Há, esqueci, não pode se criticar o comando da FAB…

Camargoer.

Olá Cassio.

Eu não recebi o memorando proibindo as críticas. Se fosse assim, eu já teria sido advertido e excluído da comunidade há muite tempo

Cássio Euler

Não me referia a ti.

Camargoer.

Entendi. Eu tenho feito muitas críticas ao alto comando das forças armadas e também ao modelo anacrõnico e perdulário adotado no Brasil. Contudo, são críticas institucionais. Eventualmente, travo alguma discussão com algum colega militar porque temos opiniões divergentes, não porque eu seja civil e eles ou elas militares. E mesmo quanto há divergencia de opinião, é uma questão de ideias sem que precise ser levada para o lafo pessoal. Nas vezes que a discussão virou birra, eu desisti e fui cuidar da minha vida. Lembro de um sujeiro que tinha o hábito de me ameaçar e até colocar meus dados… Read more »

Hamom

Diria que alcançou “capacidade operacional plena” em procedimentos essenciais e armas até agora disponíveis e integrados ao Gripen.

Quando (e se) a FAB tiver adquirido para o Gripen mísseis anti-radar,
ar-mar, bombas guiadas, etc… aí então poderá ampliar o leque de “plenas capacidades”.

Last edited 1 mês atrás by Hamom
victor

Embora sejam marcos tão “corriqueiros”, é legal saber que, enfim, o esquadrão Jaguar tem uma mínima quantidade de aviões modernos e totalmente operacionais no contexto da defesa aérea brasileira.

Leonardo

Millennium 7 * HistoryTech

O Gripen E é como um Tesla (CLIP)
https://m.youtube.com/watch?v=E9mNJczBso4&pp=ygUMbWlsbGVubml1bSA3

Qualidade é melhor que quantidade? (CLIP)
https://m.youtube.com/watch?v=YaLga0pOcPU

Piloto Oficial da SAAB, Gripen

Nemo revoltado

Comemorar tiro canhão, da próxima vão comemorar que ele voa.

Leandro Costa

Hoje em dia eu comemoro quando algumas pessoas optam por ficarem quietas.

Alecs

É melhor ficar calado e ser considerado um tolo do que falar e eliminar qualquer dúvida” Abraham Lincoln

Camargoer.

Pois é. È um ensinamento bíblico. Lembrei de meu avô ensinando que Até o tolo, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os seus lábios, por entendido”. Está no livro de Provébios.

Eu sempre preferi o Novo Testamento, mas o livro de Provérbios é um dos melhores do Velho Testamento.

Deadeye

Nemo, Nemo. Nemo. Acho que você precisa procurar a Dory.

Nemo revoltado

KKKKKKKKKKK

Camargoer.

A FAB já fez esta celebraçao quando o primeioro Gripe decolou de SC e foi até Gavião Peixoto, pelo que lembro.

Nemo revoltado

Não consegui adicionar esta parte no meu comentário original, então posto aqui. A mediocridade do brasileiro, como povo, como nação, é algo que ainda consegue me surpreender. Comemorar aquilo que qualquer país desenvolvido — mesmo com um PIB menor, mas que se leva a sério — trata como rotina é patético, senhores. Chegará o dia em que uma potência estrangeira virá contra nós com qualquer pretexto estapafúrdio para roubar tudo o que puder, e, quando esse dia chegar, vocês poderão pensar: “Será que, se tivéssemos coragem e vontade de realmente construir um país decente, estaríamos passando por isso?” Porque possibilidade… Read more »

JULIANO LISBOA

Essas etapas: Revo, míssil e canhão como o video diz são o básico pra assumir o alerta a partir de janeiro. Aqui é GDA, ataque ao solo e naval são atribuições de outras unidades.

Leandro Costa

Pode ser. Mas a certificação da aeronave na FAB, como um todo, está sob responsabilidade do GDA, não?

Pessoalmente vou ficar feliz quando o F-39 iniciar sua estréia no alerta.

JULIANO LISBOA

Pilotos de prova que estão em GPX.

Santamariense

Mas, quem lançou os primeiros Meteor e usou o canhão pela primeira vez foram os pilotos do GDA, com aeronaves do GDA.

Leandro Costa

Até onde eu lembro, o GDA seria o polo dos Gripen. Aonde pilotos e mantenedores seriam treinados para operar o Gripen antes de seus esquadrões serem equipados com a aeronave. Daí sempre acreditei que fossem certificar todas as capacidades da aeronave para passar esse conhecimento, mesmo que no dia a dia suas funções sejam de defesa aérea.

Santamariense

Pois é. Embraer, SAAB, IPEV e GDA, entre outras organizações, trabalham em conjunto.

Last edited 1 mês atrás by Santamariense
Santamariense

Se a FAB, com apenas 36 unidades, com perspectivas futuras e bem otimistas de chegar, se chegar, a 50 aeronaves, pensa em manter o GDA apenas como um esquadrão de defesa aérea, há algo de muito errado dentro da Força. Todas as Unidades Aéreas tem que ser aptas a realizar todas as missões que a aeronave e capaz de cumprir. Se não for assim é, no mínimo, sub-utilização do vetor.

Caçador Cometa

Não necessariamente. “Quem de tudo faz, nada faz direito”. Eu optaria justamente pelo oposto. Unidades especializadas e dominantes tecnicamente e doutrinariamente das suas tarefas específicas. Depois se tu quiseres que os pilotos tenham esses conhecimentos, só os revezar entre os esquadrões.

Santamariense

Se a quantidade de vetores e Unidades Aéreas fossem maiores, sim. A FAB chegou a operar 8 esquadrões com jatos, na época dos Mirage III, F-5, A-1 e AT-26, quando no total eram quase 200 aeronaves. Naquela época, até pelos vetores não serem multifunção, haviam esquadrões especializados. Mas, com 36, 40 ou 50 vetores, a multifuncionalidade deve ser explorada e exercida ao máximo. Imagina o GDA com 12, 16 ou 18 aeronaves realizando apenas missões ar-ar…isso cabia na época do Mirage III e até do Mirage 2000C, mas com um vetor tão versátil e verdadeiramente multifuncional com o Gripen, não… Read more »

GFC_RJ

Pelo que sempre acompanhei desse programa, o compromisso era justamente esse.
O FX buscava uma aeronave multi-role, que facilitava a logística e a manutenção. E o Gripen além de atender a isso, se caracteriza por ser facilmente configurável para os diversos tipos de missão. Os videozinhos institucionais da SAAB vivem “vendendo” isso.
Dessa forma, dentro dessa lógica de limitação do número de vetores, sim, os pilotos e os esquadrões deveriam se tornar multi-roles também.

Santamariense

Exatamente.

Caçador Cometa

Não acho que seja uma alternativa ruim que os esquadrões sejam “multi-role”. A questão é que atualmente não temos esforço aéreo (horas de voo) para que sejam exercidas assim todas as tarefas em suas plenitudes.

Se ao menos nossos pilotos voassem algo em torno de 300 horas ano, uma multi especialização seria o mais vantajoso, sem dúvidas.

Mas a realidade é diferente da teoria discutida em foruns, na internet, de defesa.

Last edited 1 mês atrás by Caçador Cometa
Santamariense

Concordo contigo no ponto do quantitativo de horas de vôo, que é muito baixo. Mas, o aumento das horas deve ser perseguido, e se talvez aprovarem o aumento do percentual do PIB para a Defesa, isso será possível.

Lucarelli

Infelizmente a versão F não tem o canhão.

Os engenheiros brasileiros que participaram do desenvolvimento dessa versão não deveriam ter deixado isso passar… mas faz parte

Marcelinho

Se tem o tucano, pra que canhão numa aeronave de guerra eletrônica?

Matheus R

Pra que ter a versão E então?

Deadeye

Fizeram essa mesma pergunta no Vietnã e não deu certo

Palpiteiro

Se precisar, meu palpite é que se pode colocar em um dos pilones

Leandro Costa

Problema com os pods é que os SUU-16 não tinham conexão de ‘dados’ com a aeronave (F-4B/C/D/J) e portanto não apresentava um ‘cálculo’ de mira aprimorado. O piloto era obrigado à julgar ângulos, velocidades, etc., no olhômetro, porque foi literalmente desenvolvido para ser uma arma ar-solo, mas ainda assim foi bem vindo. Já o SUU-23, que veio depois, dispunha desse artifício, sendo basicamente um SUU-16 mas com previsão de uso ar-ar. Foi extremamente bem vindo. O problema, no caso da USAF, é que aumentava significativamente o arrasto e portanto, o consumo de combustível e havia relativamente pouca disponibilidade no teatro… Read more »

Camargoer.

Sabe que eu tenho dúvidas sobre o uso de canhão em aeronaves de alto desempenho, mas dai a gente lembra que o Rafale e o F35A possuem canhões. Até o Su35 tem canhão.

Acho que ninguém havia pensado na ameaça dos drones. Decidiram manter os canhões mais por apego do que necessidade. Talvez, enfim, com o advento dos drones, os canhões ganharam efetivamente uma importância de autodefesa.

Caçador Cometa

O canhão não é somente uma arma ofensiva. Também é uma arma de auto-defesa.

Santamariense

Até o F-22 tem canhão. E isso não é apego. É necessidade. E é preferível ter e não precisar usar do que precisar usar e não ter.

MMerlin

A USAF pensou a mesma coisa quando lançou o F-4 phantom.
Depois de diversas perdas no Vietnã, tiveram que improvisar um casulo para suprir a deficiência.
Falha essa que só foi corrigida definitivamente na versão E da aeronave.
O canhão é tido como o último recurso de ataque.

Santamariense

Quem disse que o F é uma aeronave de EW? O F é uma aeronave de conversão operacional e também de uso operacional.

Santamariense

Os Gripens B e D também não tem canhão. O segundo assento ocupa espaço e por isso optaram por suprimir o canhão na versão biplace.

Marcelinho

Nosso gripen tem algum despitador rebocado? Isca? O 390 tem algo assim?

GFC_RJ

Decoys rebocados, não.
Os decoys são os shaffs e flares, o BriteCloud, além dos sistemas eletrônicos de alerta e contramedidas.

Fabio Araujo

Mais uma etapa da certificação completa!

Abymael2

Devagarinho está tudo entrando nos eixos. Atrasou, demorou, mas está acontecendo.

Fabio Araujo

Já estamos conseguindo ou já temos a autorização para a produção local dessa munição de 27mm?

groosp

Sem imagem do HUD, sem like 😉

Rinaldo Nery

Na minha humilde opinião, o Tiro Aéreo é uma das missões que mais exige pé e mão. Imaginei que usassem o alvo sonico, ao invés de biruta. O Nogueira foi cmt do 3 °/10° GAV. Foi Adelphi também.

Rommelqe

Prezado Rinaldo: o fato da versão biposta não possuir canhão me parece ser uma limitação importante quanto ao treinamento do piloto, uma vez que o comportamento dinâmico de todo o conjunto parece requerer um monitoramento ativo do instrutor. Não sei se esse ponto específico é válido, até mesmo porque a operação do canhão me parece ser mais dificil de monitorar .

eded
Observador

Normalmente ele tem munição pra quantos tiros?

MMerlin

Carrega 120 cartuchos.
Mas uma rajada de 5 segundo contínuos ela vai toda.
A cadência do canhão é 1700 disparos por minuto.

Juliano Lisboa

Cel. Nery pode me corrigir se eu errar datas. Mas o Mirage III começou a tirar alerta com míssil python entre 1998/99. Mas a campanha de tiro real só foi feita em 2001. E naquela época nem simulador tinha como hj temos com o F-39. No simulador atual da pra fazer todas as etapas. Claro o lançamento real do iris-t é importante. Mas não impede o uso.