H-6K e Tu-95

As Forças Aeroespaciais da Rússia e a Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China conduziram nesta terça-feira (9/12) um amplo exercício aéreo combinado envolvendo bombardeiros estratégicos sobre o Mar do Japão, o Mar da China Oriental e a parte ocidental do Oceano Pacífico.

O treinamento, que ocorreu ao longo de várias horas, incluiu simulações de lançamento de mísseis, reabastecimento aéreo e integração de aeronaves de alerta antecipado e caças de escolta, segundo informações divulgadas por fontes militares russas e chinesas.

Bombardeiros Tu-95MS partem de base no Extremo Oriente russo

Por volta da meia-noite (UTC), quatro bombardeiros russos Tu-95MS decolaram da base aérea de Ukrainka em direção ao Mar do Japão. Um quinto Tu-95MS deixou a mesma base às 03h00 (UTC).
Às 03h30, os aparelhos realizaram simulações de lançamento de mísseis Kh-101 sobre o arquipélago japonês.

Duas aeronaves-tanque Il-78M, decoladas da base de Belaya, realizaram reabastecimento em voo dos bombardeiros entre 09h00 e 12h30 (UTC), garantindo continuidade da missão.

Grupo de ataque combinado com bombardeiros chineses

Após o reabastecimento, os Tu-95MS seguiram para o Mar da China Oriental, onde se reuniram com dois bombardeiros chineses H-6K, formando um grupo de ataque combinado russo-chinês.

Durante a operação, um avião de alerta antecipado russo A-50U (RF-50606) atuou como posto de comando, mantendo ligação com um navio grande antissubmarino do Projeto 1155 que operava no Mar de Okhotsk. Do lado chinês, o controle do espaço aéreo foi feito por um KJ-500A.

Os bombardeiros foram escoltados por caças chineses J-16 e J-11, além de caças russos Su-30SM (RF-81700 e RF-91815).

Japão e Coreia acionam caças em resposta

As manobras provocaram reação imediata dos países da região. Caças F-15 da Força Aérea da Coreia do Sul e F-35 da Força Aérea de Autodefesa do Japão foram acionados para acompanhar os aviões militares russos e chineses.

Os Ministérios da Defesa de Tóquio e Seul afirmaram que as aeronaves estrangeiras permaneceram no espaço aéreo internacional, mas classificaram os exercícios como uma “atividade de alto nível” que exige monitoramento contínuo.

Cooperação militar em expansão

Os exercícios refletem o aprofundamento da cooperação estratégica entre Rússia e China, que vêm realizando missões conjuntas com frequência crescente no Pacífico. Ambos os governos afirmam que as operações são voltadas para “estabilidade regional” e não têm caráter provocativo, enquanto analistas japoneses e sul-coreanos veem as manobras como demonstração de força em um ambiente de disputas territoriais e rivalidades crescentes na Ásia-Pacífico.■




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Fábio de Souza

Esses Exercícios tem por finalidade , de testar a prontidão Japonesa .E ao mesmo tempo , levar um recado a Primeira Ministra Japonesa .