FAB realiza primeiro lançamento real do míssil Meteor com o caça F-39E Gripen no Brasil
F-39E Gripen da Força Aérea Brasileira lança o primeiro Meteor
A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou hoje o sucesso do disparo real do míssil europeu Meteor BVR a partir de um caça F-39E Gripen. O lançamento ocorreu durante a campanha de tiro real chamada Operação BVR‑X, realizada a partir da Base Aérea de Natal (BANT). O drone alvo foi atingido com sucesso.
Segundo a FAB, quatro caças Gripen participaram da operação, que também contou com apoio de caças A-1 AMX e helicópteros, além da utilização de drones de alta performance como alvos simulados
Importância estratégica e capacidades

O Meteor é um míssil ar-ar além do alcance visual (BVR) desenvolvido pela empresa MBDA, com capacidade para engajar alvos a grandes distâncias, incluindo caças, veículos aéreos não tripulados e mísseis de cruzeiro. Sua integração ao Gripen representa um salto técnico significativo na capacidade aérea da FAB.
Com esse disparo real, a FAB valida a capacidade operacional do Gripen com armamento moderno e reforça os esforços para alcançar a plena capacidade operacional (FOC) da aeronave até 2026.

O míssil ar-ar MBDA Meteor é um dos mísseis BVR mais avançados do mundo. Entre suas características técnicas destacam-se:
- Comprimento ≈ 3,7 metros, diâmetro ≈ 178 mm e peso de cerca de 190 kg.
- Propulsão por motor ramjet (jato de fluxo contínuo) que fornece empuxo contínuo até a interceptação do alvo — permitindo que o Meteor mantenha alta velocidade ao longo de toda a trajetória.
- Velocidade superior a Mach 4, com zona de “no escape” (ou seja, zona em que o alvo não consegue escapar da interceptação) superior a 60 km — considerada a maior entre mísseis ar-ar atualmente em serviço.
- Alcance operacional oficial é de mais de 100 km, com estimativas que alcançam 200 km dependendo do perfil de lançamento e da condição de interceptação.
- Guiagem por radar ativo (“seeker” ativo) com sistema de datalink bidirecional: o caça lançador pode fornecer atualizações de rota em voo e até redirecionar o míssil conforme a situação tática.
- Ogiva de fragmentação de alto explosivo, com espoleta de proximidade e impacto, projetada para garantir destruição efetiva mesmo contra alvos manobráveis e em ambiente de guerra eletrônica.
Repercussão e próximos passos
O sucesso da Operação BVR-X com o míssil Meteor consolida o Gripen como a principal plataforma de defesa aérea da FAB, com capacidade ampliada de dissuasão e superioridade tática. A iniciativa também demonstra o compromisso do Brasil em modernizar sua aviação militar com tecnologia de ponta.
Os resultados da campanha reforçam a prontidão da força e que novos exercícios com armamentos ar-ar estão programados para os próximos meses — parte da rotina de certificação e treinamento do Gripen.■


Excelente…precisamos agora de mais caças e mais mísseis.
Canhão vai ser testado no Rio mês que vem
Sabe a semana? Marambaia não é tão longe daqui e pode valer a pena um spotting
Entre 8 e 12 de dezembro
Ali tinha que ser uma nuke..
Alguém sabe mais ou menos o tamanho do lote de Meteor?
https://www.aereo.jor.br/2019/06/09/mbda-assina-contrato-de-200-milhoes-de-euros-com-o-brasil-para-fornecer-100-misseis-meteor/
100 unidades…agora, 99.
Foram comprados 100 mísseis Meteor e outros de treinamento.
Única coisa que achei ridículo no contrato do gripen foi a suíte eletrônica mais barata. Sim, o sistema que opera a partir da ponta das asas que infelizmente no contrato dos nossos caças veio com um sistema mais simples. Se for pra gastar dinheiro público com um equipamento que ao menos seja o melhor.
Foi otimizado para o cenário loca que não tem ameaças tão avançadas, não gostei, mas isso pode ser alterado no futuro em caso de necessidade..
Eu aprendi uma coisa interessante sobre a palavra otimizar:
Uma vez eu trabalhava num escritório e a empresa fez um comunicado para “otimizar os recursos da empresa”. Entre outras coisas que essa otimização trazia era não usar o ar condicionado e deslocamentos em viagem passarem a ser feitos sempre que possível de ônibus, ao invés de taxi.
A lição que eu aprendi foi: Sempre que alguém falar que “otimizou” algo, na verdade tiraram alguma coisa.
Cortaram o cafézinho?
Está brincando? Assim o programa todo para, os trabalhadores vão para a rua e quebram tudo! Corta-se tudo, menos o café!
Otimizado é exatamente o contrário de ótimo.
Pensamento medíocre.
Fiquei até excitado aqui, a nega vai sofrer hj.
Excelente, mais uma etapa vencida com sucesso!
Que os resultados reforcem a visão da FAB em ter o Gripen como caça único, sem alternativa tampão.
Parabéns!
Não tenho dúvidas que escolhemos o melhor avião para a nossa realidade, com certeza o F39 é o vetor mais tecnológico e mais capaz da América Latina!
Mas fica a dica para os apaixonados pela F39 e também para os ferozes críticos do F35
A avaliação reflete o que os brigadeiros canadenses desejam. Você não dá notas altas para a aeronave que os políticos querem comprar.
Entre os resultados estão notas mais altas do F-35 para manutenção e atualizações, o que é uma piada diante das baixas taxas de disponibilidade do F-35, e do sistema fechado de aviônicos, onde só entra o que a Lockheed/USAF quiserem e apenas Israel teve permissão de incluir hardware doméstico.
Pois é. Eu li a matéria e a parte que mais chamou a atenção foi o F-35 pontuando mais alto que o Gripen em “sustainment”. Isso enquanto a disponibilidade do F-35 gira em torno o de 50%, há problemas de conhecimento público com atualizações e fluxo de peças de reposição e – ironicamente – o próprio programa canadense enfrenta estimativas de custos cada vez maiores.
É o tipo de coisa onde a propaganda não bate com a realidade.
Acredito que a questão do sustainment esteja relacionado com a quantidade de vetores em uso.
Como exemplo simplista (mas serve para ilustrar), tenho uma Intruder 250 1999. É muito, mas muito, mais difícil encontrar peças para ela do que para uma CG 125 1999, que vendeu muito, mas muito, mais que a Intruder. E quando encontra é muito, mas muito, mais caro.
Então, no ciclo de vida total dos vetores, considerando as estimativas de quantidade de cada um deles em operação, não considero absurda a pontuação maior do F-35.
F39 perder o F35 pra mim é o mais normal, o F35 tem um motor gigante, manobra em 9g, tem mísseis bons, uma capacidade EW sem comparação a outros caças, o F22 inclusive ia perder contra o F35
exatamente, caças de categoria e capacidades diferente , Caças bom é o que a força consegue comprar e operar ! F-35A Lightning II1 × turbofan Pratt & Whitney F135-PW-100 — empuxo com pós-combustor ~ 43.000 lb-f (≈ 191 kN) 18.250 lb ≈ 8.280 kg de combustível interno. Raio de combate ≈ 669 nmi (~ 1.240 km) com combustível interno. Alcance com combustível interno: ~ 1.200 nmi (~ 2.220 km) Gripen E1 × turbofan — versão para Gripen E/F; empuxo com pós-combustor citado ~ 98 kN (≈ 22.000 lb-f) para a versão atualizada. ≈ 3.400 kg de combustível interno. Alcance de… Read more »
O F-22 é superior ao F-35, mesmo sendo mais velho. Tudo de melhor foi escolhido para produzir o F-22, diferente do F-35 q foi feito para ser barato, produzido em grande quantidade, exportado para paises amigos, etc. É como comparar um Honda Fit 2010 e um Fiat Moby 2020. O Honda Fit mesmo 10 anos mais velho provavelmente estará bem mais durinho q o Fiat Mobi o qual os plasticos ja vao ter começado a sair do lugar, fazer barulho, problemas cronicos de porta e chave de seta da fiat, etc. Ou um Iphone de 5 anos de uso contra… Read more »
O F-22 inclusive tem o RCS menor q o F-35.
Salve senhores,
Não faz mais que a obrigação!
O caça é o tal quinta geração, invisível eletronicamente etc.
Mas jamais nos esqueçamos que os fatores, treino, doutrina, cenário, fazem a diferença em um engajamento com sucesso.
Exemplo clássicos modernos e recentes apontam isso.
Sgt Moreno
Sim, o avião é caríssimo de comprar e manter, mas se o F35 tiver com o radar ligado, o F39 pode ver ele, em teoria é claro
Avaliação tendenciosa .
Entao… A FAB lançou o edital do Fx2. Os franceses, ingleses e suécos ofereceram o Rafael, o Typhoon e o GripenNG. A Boeing ofereceu o F18E/F e a LM oferceu o F16-block70 (eu acho). Após fechar o prazo, os russos pediram para para participar com o Su35, o que foi aceito. Todos tiveram chance de oferecer que tinham de melhor ou mais apropriado para aquele processo de seleção. Durante a primeira fase, um grupo técnico da FAB visitou cada fabricante. O Ministro da Defesa e o Brig.Saito acompanharam esta visita Na visita da fábrica do F16, a LM ofereceu o… Read more »
E nada impede a FAB de adquirir futuramente um punhado de F-35 se ela achar adequado e houver disponibilidade de verba.
É disso que o povo gosta! Finalmente um excelente exemplo de utilização dos meus impostos!
Agora compra mais 40 Gripens e 300 mísseis desse. (sonhar ainda não paga imposto neste país. Ainda…)
Gripen + E-99 + Meteor
A FAB tá bem servida com esse tripé, falta apenas maiores quantidades do 1° e do 3° pra ficar ainda melhor.
O perfil de voo do míssil foi reto, sem subida parabólica/balística (ou loft em inglês).
De duas uma: ou o motor do Meteor é tão bom que ele não precisa de “lofting”, ou o alvo estava perto sendo desnecessário “loft”.
Me chamou atenção também, vi o vídeo esperando um subida agressiva do míssil após o lançamento.
Muito bom.
Para completar ainda quero ver o Gripen armado com mísseis RBS 15 e BrahMos-NG.
Salve senhores do Aéreo e Trilogia!
Bravo Zulu!
NOTA:
Que todas as forças positivas do universo nos ajude a completar o programa e atingir ao menos 72 aparelhos operacionais até 2040.
Sgtº Moreno
2040 tá longe… Vamos ser mais otimistas , 70 unidades até 2036
Quando o cometa Halley voltar vem o próximo disparo real.
bah..achei que era só eu que achou que isso demorou para isso acontecer…
Um pouco fora do tempo: Mas algum momento a FAB realizou uma campanha de disparo real do Derby a partir do F-5M?
Do Derby eu não lembro, mas Python teve alguns anos atrás.