F-35A bombing test

WASHINGTON, 24 de novembro de 2025 — A Força Aérea dos Estados Unidos confirmou oficialmente que seus caças F-35A Lightning II realizaram operações de supressão de defesas aéreas inimigas (SEAD) durante a Operação Midnight Hammer, o ataque de 22 de junho contra instalações iranianas de enriquecimento de urânio e centros de pesquisa nuclear. As aeronaves também forneceram escolta aos bombardeiros B-2 Spirit durante a saída do espaço aéreo iraniano, em uma das missões stealth mais complexas da história recente.

Embora relatos anteriores já sugerissem que os F-35 haviam neutralizado defesas iranianas, sua participação direta na missão SEAD só agora foi confirmada oficialmente.

F-35s “abriram o caminho” para os B-2 lançarem bombas bunker buster

Segundo novos detalhes divulgados pela Força Aérea, os F-35A do 388th Fighter Wing, baseados na Hill Air Force Base (Utah), foram as primeiras aeronaves dos EUA a entrar no espaço aéreo iraniano, utilizando furtividade, guerra eletrônica e sensores avançados para suprimir múltiplos sistemas de mísseis superfície-aérea (SAM) do Irã. Em seguida, escoltaram sete bombardeiros B-2 que lançaram 14 bombas GBU-57 Massive Ordnance Penetrator, projetadas para destruir alvos profundamente enterrados.

A missão fez uso do conceito de emprego ágil de combate (Agile Combat Employment), com aeronaves decolando de locais dispersos.

O coronel Charles Fallon, comandante do 388th Fighter Wing, afirmou:

“A efetividade deste ataque validou tudo o que dizemos há anos. O F-35 é essencial para as guerras de hoje e para as guerras de amanhã — onde quer que ocorram.”

“Nenhum tiro inimigo foi disparado” — furtividade e guerra eletrônica foram decisivas

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, disse que nenhum radar ou sistema iraniano conseguiu disparar contra o pacote de ataque. Segundo ele, a combinação de furtividade dos F-22, F-35 e B-2 — junto com operações de inteligência, ciberataque e guerra eletrônica — cegou as defesas do Irã.

O tenente-coronel Aaron Osborne, comandante do 34th Expeditionary Fighter Squadron, relatou que os F-35 neutralizaram diversos sistemas SAM:

“Voamos centenas de quilômetros dentro do Irã, escoltando os B-2 o tempo todo. Empregamos armas com grande eficiência contra múltiplos sistemas de mísseis.”

Ele acrescentou que os radares iranianos “tentaram nos engajar com sistemas de última geração, mas a suíte de guerra eletrônica do F-35 tornou tudo inútil”.

Primeiros marcos históricos para o F-35A

A Força Aérea também confirmou vários feitos inéditos:

  • Primeira missão SEAD real realizada por pilotos dos EUA em 20 anos.
  • Primeiras vitórias ar-ar de um F-35A contra drones suicidas.
  • Primeiro uso de novas armas de penetração profunda em ataques contra túneis.

Os F-35 também participaram da Operação Rough Rider, contra rebeldes houthis no Iêmen.

Missão SEAD: da Guerra do Vietnã à era stealth

A missão SEAD — criada pelos “Wild Weasels” durante a Guerra do Vietnã — evoluiu drasticamente com a chegada de caças de quinta geração. Enquanto aeronaves antigas dependiam quase exclusivamente de mísseis antirradição, o F-35 combina:

  • furtividade,
  • guerra eletrônica,
  • sensores avançados,
  • armas de precisão,

Criando uma abordagem multidimensional para neutralizar defesas inimigas. A USAF não informou se os F-35 usaram o novo AARGM-ER, mas a Marinha confirmou seu uso em operações no Iêmen.

Modelo do AARGM-ER na baia interna do F-35
Modelo do AARGM-ER na baia interna do F-35

Operação Midnight Hammer envolveu 125 aeronaves

O Pentágono disse anteriormente que 125 aeronaves participaram da operação, incluindo, F-35A, F-22, F-15E, F-16, bombardeiros B-2, mísseis de cruzeiro Tomahawk. Segundo a Força Aérea, o ataque alcançou seus objetivos e todas as aeronaves retornaram em segurança.■

RELEMBRE:

Operação ‘Midnight Hammer’: Bombardeiros furtivos dos EUA atingem alvos nucleares iranianos

EUA passaram 15 anos planejando o ataque ao programa nuclear do Irã


 



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29 Comentários
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Vertigo9

Será mesmo, esses americanos são bravateiros, só tiveram algum sucesso talvez por causa das sabotagens internas promovidas pelo mossad.

Last edited 9 meses atrás by Vertigo9
Bjj

É provável que seja verdade, mas um tanto romantizada. Antes dessa operação os F-16 israelenses, que nem furtivos são, já voavam impunemente por lá. Eles deram uma pitada de heroísmo.

W ciclope

Não se sabe se os F-16 entraram em território iraniano ou se dispararam bombas plantadoras,isso de cruzeiros ou mísseis aerobalisticos, armas que Israel já usou, eles nunca falam entrou em espaço aéreo iraniano, disseram que participaram ou atacaram alvos iranianos, mas isso pode se feito a longas distâncias por aeronaves de 4° geração, usando armas de longo alcance e precisão!

Bjj

Se não me falha a memória havia até filmagens dos F-16 sobrevoando algumas cidades iranianas. A maior parte dos sistemas AA de médio/longo alcance foi destruída por ATGMs lançados por unidades especiais.

Hcosta
Bernardo

Papel aceita tudo, ainda mais na wikipedia. Muitas das quantidades dos sistemas autóctones sequer citam fontes. A realidade se impõe, propaganda não resiste à ação cinética.

Hcosta

sim, é muito diferente ter e operar e no caso do Irão ter números aproximados…

Mas pensar que a maior parte foi destruído por OE, uma narrativa que tenta minorar as capacidades do F-35 e de outros sistemas de armas, também me parece ser algo que não resiste à ação cinética…

Bosco

Ciclope,
Concordo com vc, mas se me permite, um adendo: míssil aerobalístico é sinônimo de míssil semibalístico e não de míssil balístico lançado por aeronaves (ALBM).
No caso os israelenses parecem ter empregado os 2 tipos, balístico e aerobalísticos, ambos lançados pelos caças.
O balístico foi o Gold Horizon (que parece ser uma versão do Blue Sparrow) e o aerobalístico foi o Air LORA.

Bernardo

Eles afirmaram inúmeras vezes e tem bastante imagem dos pods gravando enquanto os alvos eram atingidos já no espaço do Irã. Não câmera do armamento, gravação dos pods mesmo.
Mas as aeronaves de 4ª geração só entraram, obviamente, quando já sido feita a limpa.
O Irã é muito grande, existe um alcance limitado dentro do arsenal israelense SE não for o último recurso (e não foi). E aqui eu falo de custo-benefício mesmo. Não daria pra atacar tudo como foi do Iraque, é muito longe.

Augusto Cesar

Se não me falta a memoria, os israelenses não tentaram nenhum ataque direito contra as instalações nucleares iranianas. Provavelmente as defesas antiaéreas dessa região ainda estavam intactas, ou ainda possuía em certo grau de proteção. Os iranianos devem ter alocado nessa região seus melhores sistemas de defesa (porque esse era local mais visado de um ataque do EUA).

Jagder

Hahahahah

amarante

Calma lá nobre, apesar de nenhuma simpatia pelos Yankees, não estamos falando da VKS.

Carlos Campos

Mossad unipresente, tá em todo canto, kkkkkkk tem que ver aí, ou Israel seria destruído pelo Irã, ou o Mossad ia destruir o Irã de dentro pra fora.

José Joaquim da Silva Santos

Atingiram o objetivo político ?

José Joaquim da Silva Santos

no aguardo da resposta ainda.

juggerbr

A LM fica muuito feliz com esta notícia, comprovação de uso em combate, pelos EUA, do F-35.

Thiago Santos

E a gente sem capacidade nenhuma de SEAD, que tristeza.

GFC_RJ

Po… mas a gente não tem nem o AD, quanto mais o SEAD!

José Gregório

A única coisa que temos e funciona 100%, com recursos ilimitados, é o GTE, salvando a nossa democracia.

Rodrigo Maçolla

bom essa é a suspeita confirmada, mesmo sendo furtivos não iam arriscar usar os B-2 antes de um ataque de supressão de defesas aéreas.. Tai. E é por isso também que o F-35 é tão caro não,,, , Tem que justificar o investimento ….

Fabio Araujo

A furtividade cumprindo sua função, os F-35 israelenses já tinham mostrado que a defesa aérea iraniana não tinha como detectar os F-35.

Victor Hugo

Com Radares sendo destruídos antes por sabotagem a e fica fácil, esta jogando no fácil, se fosse mesmo furtivo e se as defesas aéreas iranianas não prestassem então não precisa de serem sabotadas era só ir para cima, porém, antes precisou sabotar e ainda precisaram de todo um preparo inclusive com iscas para garantir que nenhuma bateria com radar sobrevivente abatesse um B2 Spirit aclamado como extremamente furtivo pela mídia, indústria americana e fãs dos eua que sempre tomam tudo que ele fala como verdade absoluta. Deve ser difícil viver de narrativas e inverdades e é uma pena que uma… Read more »

José Gregório

Fácil? vai lá e faz.

Bosco

Pelo visto não só as defesas aérea (e antiaéreas) iranianas não prestam mas também as defesas terrestres haja vista comandos israelenses “sabotarem” todo o sistema via terrestre.

Bernardo

É muito avião que os cara tem pqp. A IAF inteira colocou 200 aviões simultâneos (não em toda operação que durou quase duas semanas, 200 ao mesmo tempo), eles colocaram 125 numa só tacada. É muita coisa, tá maluco. Pensei que tinha sido vá lá uns 30 no máximo. Nego aproveitou pra treinar também né, até F-22 foi, zero necessidade.

Bacchi

Limpa o canto da boca que o veneno tá escorrendo, claramente pelo tipo de comentário que tu faz fica muito claro que lado tu apoiaria se estivesse nos anos 40.

Bosco

Robotskovik Cherabundovisk,
Injúria racial no Brasil é crime.

Augusto Cesar

Aprende como se faz Russia.

Newton Jaques luz

O Iran é só um grão de arroz perante o poderio militar aéreo de Israel! O mais correto é destruí todo o poderio militar iraniano, inclusive armamento nucleares, se é que tem. Não deixar nada. Fazer tudo virar pó. É um país que impera o terrorismo no mundo inteiro.