Dassault Aviation e Thales firmam parceria para desenvolver IA soberana aplicada ao combate aéreo do futuro
Paris, 25 de novembro de 2025 — As francesas Dassault Aviation e Thales, por meio do seu acelerador de inteligência artificial cortAIx, anunciaram uma nova parceria estratégica para o desenvolvimento de soluções de IA controlada e supervisionada voltadas à aviação de defesa e aos sistemas de combate aéreo colaborativo do futuro.
O acordo foi assinado em 18 de novembro por Éric Trappier, presidente e CEO da Dassault Aviation, e Patrice Caine, presidente e CEO da Thales. O anúncio público ocorreu nesta terça-feira, durante o International Adopt AI Summit, realizado no Grand Palais, em Paris, sob o patrocínio do presidente francês.
IA soberana para aeronaves tripuladas e não tripuladas
A parceria visa criar tecnologias avançadas baseadas em IA para diversas funções críticas de combate, incluindo:
- observação e coleta de informações,
- análise situacional,
- apoio à tomada de decisão,
- planejamento de missões,
- controle de aeronaves tripuladas e não tripuladas durante operações militares.
As empresas destacam que o objetivo central é garantir soberania tecnológica europeia em áreas sensíveis de defesa, ao mesmo tempo em que respeitam os princípios éticos e regulamentações nacionais e da União Europeia, incluindo o recém-aprovado AI Act.
Pesquisa, inovação e combate aéreo colaborativo
Segundo Pascale Lohat, diretora técnica da Dassault Aviation, o acordo representa a consolidação de anos de discussões estratégicas entre as duas empresas:
“Este acordo reflete nossa visão conjunta para inserir IA confiável, soberana e totalmente controlada nas capacidades aéreas de defesa. Ele reforça nossos programas de pesquisa e inovação dedicados ao combate aéreo colaborativo do futuro.”
A colaboração está diretamente ligada aos desenvolvimentos financiados pelo Fundo Europeu de Defesa, que incentiva o avanço de tecnologias estratégicas europeias em oposição a dependências externas.
cortAIx: acelerador global de IA de defesa
Mickael Brossard, vice-presidente da cortAIx Factory, destacou que a iniciativa combina décadas de experiência militar da Thales com a agilidade de um ambiente de inovação acelerada:
“A cortAIx reúne o melhor do legado tecnológico da Thales e a dinâmica de um acelerador de inovação. Estamos presentes em França, Reino Unido, Canadá, Singapura e, em breve, nos Emirados Árabes Unidos — sempre com parceiros tecnológicos reconhecidos globalmente.”
O ecossistema criado por Dassault e Thales pretende consolidar-se como um polo internacional de IA crítica para defesa, com foco em segurança, confiabilidade, transparência e interoperabilidade.
Apresentação no Adopt AI Summit
Durante o evento em Paris, as duas empresas apresentaram uma demonstração de larga escala ilustrando as ambições tecnológicas associadas ao combate aéreo multimodal e colaborativo do futuro. Representantes de instituições francesas e europeias, além de universidades e grandes empresas, acompanharam a apresentação.
Gigantes da indústria de defesa europeia
A Dassault Aviation, fabricante do caça Rafale, da família de jatos executivos Falcon, drones militares e sistemas espaciais, entregou mais de 10 mil aeronaves em 90 países ao longo de um século. Em 2024, registrou receita de €6,2 bilhões e emprega cerca de 14.600 pessoas.
Já a Thales é líder nas áreas de Defesa, Aeroespacial e Cibersegurança, com mais de 83 mil funcionários em 68 países. Seu investimento anual em P&D ultrapassa €4 bilhões, com foco em IA, computação quântica, nuvem e tecnologias de resiliência digital.■

Esse Neuron da Dassault já fez 13 anos que esta voando e até agora continua um mero demonstrador de tecnologia.
Vai passar para um loyal wingman do Rafale F5, através de um drone stealth muito superior ao Neuron, que serviu o propósito de validar “mera” tecnologia, que se não queres ter que pagar sempre por transferências de Know-how, tens que desenvolver meros demonstradores de tecnologia.
Quem sabe,sendo inocentemente otimista daqui a uma década teremos nosso próprio loyal wingman…
sim, vamos pagar o triplo por conta da transferência de tecnologia, é assim que a banda toca por aqui.
Que assim seja.
É um belo eufemismo para pegar dinheiro público e valorizar as ações da empresa. Os chips serão franceses ou americanos? dependendo da resposta já cai por terra o “soberana”.
Ao menos foi ela que o construiu, com tecnologia própria, quanto ao chip, pode ser até USA, Chinês ou de Taiwan.
E esses chips, sem aquela maravilhosa tecnologia Holandesa, das máquinas litográficas, que parece ser única no mundo, não caírá a soberania também???
Para quem acha e chama soberania, a filiais de empresas estrangeiras e pequenas participações em projectos estrangeiros ou pagamento para transferência de tecnologia, foi muita sensibilidade.
Off Topic , por que o canal não está dando nenhuma cobertura sobre os Gripens no ensaio BVR em Natal ?