Sukhoi Su-57 exibirá baias abertas em voo pela primeira vez no Dubai Airshow

Sukhoi Su-57

O caça furtivo russo Su-57, identificado como “509”, está realizando voos de ensaio em preparação para sua apresentação no Dubai Airshow da próxima semana. A aeronave deverá se destacar ao exibir, pela primeira vez em 15 anos de participação em feiras internacionais, suas baias internas de armamento totalmente abertas durante uma demonstração de voo.

Segundo informações divulgadas pela United Aircraft Corporation (UAC), o Su-57 realizará o display portando dois tipos de mísseis: o antirradiação Kh-58UShK, projetado para neutralizar radares inimigos, e o R-74M2, um míssil de curto alcance para combate aéreo aproximado.

VÍDEO: Su-57 em voos de ensaio

A abertura das baias durante o voo é considerada um marco importante, uma vez que sistemas de armamento internos são elementos fundamentais no design furtivo, para preservação das características de baixa assinatura radar.

A demonstração promete ser um dos destaques da participação russa na feira, reforçando a estratégia de Moscou de promover o Su-57 no mercado internacional e mostrar seus avanços tecnológicos.

FONTE: @piotr_butowski



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Clésio Luiz

Eu sou da opinião que Robert McNamara atrasou os projeto de caças americanos com baias internas em 40 anos, ao empurrar o F-4 na USAF para economizar gastos militares. F-101, 102, 105 e 106, todos possuíam baias internas para transporte de armamento. Depois do F-4, a USAF só foi ter um caça (excluindo o F-111 e F-117, que eram bombardeiros) com baias internas quando o F-22 entrou em operação em 2006. O F-102 por exemplo, tinha baias internas para 6 mísseis Falcon e surpreendentemente, as portas continham lançadores para 24 foguetes de 70mm, algo que teria muita utilidade hoje contra… Read more »

Leandro Costa

McNamara foi um atraso em vários sentidos, mas nesse caso eu não tenho tanta certeza. A USAF não reclamou do F-4, e na verdade pediu bis. O problema é que essas baias internas dos Century Fighters era relativamente pequena, projetadas para serem usadas com os AIM-4 Falcon, péssimos mísseis. A baia do F-105, projetada para levar armamento nuclear, no final das contas levava combustível extra, e mesmo assim ainda precisava fazer reabastecimento aéreo no Vietnã. O próprio F-111 mesmo tinha baia de armamento relativamente pequena (apenas duas bombas), então geralmente era usada para levar combustível extra ou designador laser. A… Read more »

juggerbr

Os Century Fighters foram desenvolvidos pensando em tamanho, em interceptação, cada um era maior que o outro, baixa manobrabilidade, época de misseis ainda muito rústicos, os Mig mostraram para os EUA que o caminho era outro. E aí vieram os Teen Fighters…

Leandro Costa

Isso é mito. A URSS desenvolveu interceptadores ainda maiores e mais pesados que os EUA no mesmo período de tempo. A diferença é que a URSS nunca parou de desenvolver caças táticos de superioridade aérea, esses sim menores e manobráveis (MiG-17/19). Aí vieram os teen fighters.

O próprio F-106 era extremamente rápido e muito manobrável. Dava trabalho para F-4’s bem pilotados. E a USN ainda tinha o F-8.

Clésio Luiz

Eu acho que os mísseis Falcon teriam progredido melhor, se o desenvolvimento deles não tivesse sido interrompido para dar prioridade ao Sidewinder e Sparrow. E aliás, esses dois se mostraram bem ruins quando começaram a ser utilizados. Apenas nos anos 70 apareceram versões realmente eficazes para uso contra caças. Até lá foi uma série de modelos com melhoras incrementais. Isso poderia ter sido feito com o Falcon.

Leandro Costa

Houveram diversas versões do Falcon, mas nenhuma delas era boa para combate aéreo e apenas adequadas para interceptações. AIM-9 e AIM-7 eram armamentos muito superiores e podiam ser melhor atualizados.

O Falcon nunca teve seu desenvolvimento totalmente parado. Houveram mísseis novos da Hughes baseados no Falcon, o AIM-26 (Falcon um pouco maior com ogiva nuclear ou convencional), e também o AIM-47 Falcon, ainda maior, feito para o XF-108 e o YF-12, que nunca realmente entrou em operação, mas que depois de algumas modificações mudou de nome e designação para AIM-54 Phoenix e esse, todo mundo conhece.

Leandro Costa

Ah, e já haviam versões melhores do Sidewinder em fins da década de 1960. Versões da USN. Os da USAF continuavam ruins.

Abymael2

A gente lê tudo o que consegue mas nunca aprende tudo, sempre se depara com coisas novas. Digo isso porque nunca tinha ouvido falar que a USN e a USAF usavam versões distintas de um mesmo míssil. Na minha ignorância, achava que os mísseis eram padronizados, ou seja, usando o sidewinder como exemplo, todos usavam a versão B e, quando lançada a versão C, todos passavam a usar a nova e assim sucessivamente, com as versões posteriores.

Leandro Costa

Eu pensava da mesma forma, Abymael. E no início, estava correto. O Sidewinder foi um desenvolvimento da USN. Quando a USAF o adotou, também adotou a versão B. A versão C era uma versão guiada por radar semi-ativo para serem usados junto com os F-8 Crusader, mas que foi tão pouco utilizada que todas foram convertidas em mísseis anti-radiação (AGM-122 Sidearm). A USN estava insatisfeita com o ‘B’ e partiu para desenvolver o ‘D’, e uma das novas características desse míssil é que colocariam um líquido refrigerante para a cabeça de orientação infra-vermelha, melhoraram o envelope de lançamento, aerodinämica, etc.… Read more »

RSmith

..Alem dos comentarios acima, devemos lembrar que na epoca em questão, uma baia interna para armaneto não faria tanta diferença… so na decada seguites é que a preocupação com modos “passivos” de diminuir o “Radar Cross section”, se tornou uma preocupação e começou a ser estudado resultando primeito no F-117, concebido para uso de “ponta de lança” em ataques furtivos e depois no F22, para “superioridade aerea”. COm o Tio Sama mostrando o caminhos todos agora querem essa “vantagem”.

Leandro Costa

A diferença entre ter e não tera a baia interna, em época de início do desenvolvimento de motores de capacidade supersônica era justamente a performance da aeronave. Diminuição de arrasto.

Com o advento do J79, força bruta, essa preocupação diminuiu um pouco.

Vinicius Momesso

Os chineses devem ter compartilhado muitas informações para o refino do Su-57. Nesses 3 anos da invasão a Ucrânia, foi onde o caça teve mais atualizações, inclusive na criação de misseis exclusivos para ele.

Sergio Machado

Creio ser complicado você ter como referencial de refinamento protótipos e que participam de exibições públicas.
O que deve ter acontecido foi a normal manufatura operacional e maturidade de projeto em produção. Chineses competem com russos em tecnologia. Não há evidências que trocam tecnologia. Pelo contrário, cientistas russos foram presos por publicizar tecnologia hipersônica aos chineses.

Joanderson

Nada de china,isso se chama economia de guerra, se a Rússia tá dando mais prioridade a indústria de defesa depois de 2022,é natural a evolução dos equipamentos.

Emerson

Neste vídeo o mais impressionante foi ver um piloto de testes nesta idade fazendo aquelas manobras de alto G

Fábio de Souza

Essa aeronave é simplesmente linda !! É impressionante, como os Russos , conseguem construir aeronaves lindas .

Hamom

Sem entrar na questão da eficiência…que bela máquina voadora!

Frank

Uns 50 desses na fab seria otimo,em alguns anos a Embraer poderia absorver mt tecnologia kkk

Abymael2

O problema é que, assim que o Brasil assinasse o contrato com a Rússia, o tio Sam e a UE cessariam o fornecimento de qualquer peça de reposição para as nossas aeronaves de origem ocidental da frota da FAB. Teríamos então vários SU57 voando e … nada mais.
Apesar de que o kkk no fim da sua frase me deixou na dúvida se, de fato, vi falou sério.

Rustam

Who’s to blame for this? What makes Russia so powerful is that it has a full production cycle in every field—it takes decades of work, training, its own engineering school, and so on. What prevented Brazil from doing the same? Corruption?

Luís Henrique

Corruption is very rampant in Brazil, but I wouldn’t say it’s the main reason we don’t invest heavily in defense. Brazil hasn’t suffered the consequences of war for a long time. We only sent 30,000 men to World War II. The majority of the Brazilian people believe that spending on armaments is unnecessary and that it’s much better to spend on education and health. So, basically, investing in defense doesn’t win votes. So politicians prioritize what will get them re-elected. So, yes, we have a lot of corruption, but many politicians get rich through corruption by investing in other areas… Read more »

Hamom

A Índia consegue comprar equipamentos para sua defesa da Rússia e da Europa, sem ser boicotada ou sancionada.

É uma questão de ter pragmatismo e soberania sobre suas próprias decisões, a Índia tem.
Mas no Brasil profundamente infiltrado, dividido e com arraigada mentalidade de colonizado, é difícil…

Last edited 8 meses atrás by Hamom
Leo neves

Primeira vez enviado para fora um protótipo mais bem feito.
Na índia e china enviará o 054 e este aí é o 059 , vamos ver as fotos de perto se o acabamento melhorou.

Brunow

Se melhorou no acabamento foi nas unidades seriais, por que esse além de protótipo como o T-50-4, voou quase 9 anos atrás…
Mas os especialistas de internet dizem que os protótipos 510/11 tem sim alguma diferença dos outros..

Cassini

Belíssima aeronave!

Só estraga um pouquinho a verruga no nariz (o IRST), mas nada que desabone.