UAC testa com sucesso o novo Superjet russo em ensaio de resistência à água
Moscou — A United Aircraft Corporation (UAC) anunciou a conclusão bem-sucedida de uma série de testes de certificação em pista molhada com o novo Superjet 100 totalmente nacionalizado, equipado com motores PD-8 de fabricação russa. O ensaio, realizado no aeródromo do Instituto de Pesquisa de Voo M.M. Gromov, em Jukovski, confirmou que a aeronave pode operar com segurança em condições de pista encharcada, sem risco de ingestão de água pelos motores.
O teste foi conduzido em uma estrutura conhecida como “pool”, um tanque de mais de 70 metros de comprimento por 12 metros de largura, projetado para simular a presença de lâminas d’água sobre a pista conforme os padrões técnicos russos e europeus. Durante a campanha, o jato realizou acelerações e frenagens, incluindo o uso de reversão de empuxo, operação crítica durante pousos sob chuva intensa.
“Os testes confirmaram que a água não interfere no funcionamento dos motores principais nem da unidade auxiliar de potência durante o movimento. Também foi verificada a eficiência do sistema de reversão de empuxo, usado por todas as aeronaves comerciais modernas para frenagem na pista”, afirmou Vadim Shirokih, piloto de testes e chefe do complexo de ensaios em voo da filial de aeronaves regionais da PJSC Yakovlev, empresa integrante da UAC.
As avaliações foram acompanhadas por equipes de certificação, engenheiros da Yakovlev Aircraft Company e da United Engine Corporation (UEC), além de registros com sensores de bordo e câmeras instaladas no solo e na fuselagem.
“Ensaios de resistência à água são fundamentais, já que o Superjet deverá operar em condições de chuva intensa. Os motores PD-8, desenvolvidos pela UEC com tecnologias de última geração, demonstraram desempenho estável e confiável durante todos os testes, garantindo a segurança dos passageiros em qualquer condição climática”, destacou Fyodor Mironov, vice-diretor de vendas da UEC.
O Superjet 100 é uma aeronave de corredor único e alcance regional, com capacidade para cerca de 100 passageiros. Desenvolvido originalmente com ampla participação de fornecedores estrangeiros, o modelo passou por um processo de substituição total de componentes importados, incluindo aviônicos, sistemas hidráulicos e, agora, motores — todos de origem nacional e produzidos por empresas vinculadas à Rostec State Corporation.
O motor PD-8, fabricado na planta UEC-Saturn, em Rybinsk, é uma turbina de fluxo duplo com empuxo de 8 toneladas, projetada não apenas para o Superjet, mas também para equipar aeronaves anfíbias Be-200. O programa de certificação marca um passo decisivo na busca da Rússia por autonomia tecnológica na aviação civil, reduzindo a dependência de componentes ocidentais e reforçando a capacidade industrial do país no setor aeroespacial.■

Esse era uma aeronave que estava em processo de enterro e esquecimento. Mas aí as circunstâncias mudaram drasticamente com a guerra e eis que ele se tornou, junto com outros programas já na mesma situação (como o Tu-204), na salvação da aviação russa, ao menos para que ela não pare totalmente enquanto a produção do MC-21 não ganhe ritmo. É aquele negócio, o lixo de uns é o luxo dos outros: Il-96, Tu-204 e SSJ100 não são bons o suficiente para a aviação ocidental e nem para as cias. russas já “ocidentalizadas” (antes da retomada da Crimeia). Mas…melhor eles do… Read more »
As linhas de produção do IL96 e do Tu204/214 ainda estão abertas, mesmo q produzindo a conta gotas e com pouquíssimas encomendas. Estamos falando de 3 fábricas diferentes. A fabrica q produz o 214 foi reformada e supostamente teria uma encomenda de 20 aeronaves para 2026.
Você mencionou que 3 fábricas estão em funcionamento produzindo essas aeronaves. Poderia me indicar onde se acessa esse tipo de informação? (não é ironia nem estou duvidando, só gostaria de saber a fonte para poder consultar também, sobre esse assunto e outros também).
Em sites de aviação russos e foruns. Tem o Ruavia.su, russian aviation insider e uns outros q o nome é em cirilico e tem q ligar o google tradutor rs
Obrigado!
A Rússia também ocupa um lugar de relevância econômica na Ásia Central, então pode ser que haja ali alguma exportação ainda que modesta do MS-21. A Índia é sempre uma possibilidade também, principalmente se forem fabricados por lá. Mas em linhas gerais, essa aeronave não será uma competidora do E2 ou do A220.
Se essa aeronave for apenas pra “consumo interno”, pra equipar as empresas aéreas russas, só isso já garante encomendas pra anos.
Com grandes quantidades encomendadas, também vem a cadeia logística de peças de reposição em quantidade, o que tornaria atrativo pra outras companhias aéreas da Asia Central.
O jacto Chinês começou a ser usado por uma companhia aérea, acho que Vietnamita, mas ao fim de poucos meses, desistiram do contrato e pediram mais aviões Airbus.
Parabéns aos Russos. Estão construindo seus próprios motores, estão se tornando “independentes “. Esse é o caminho que todos os países que querem ser “grandes” precisam fazer, fabricar seus próprios produtos e não ficar dependendo de outros. E isso não
vale só pra “motores “, é pra “tudo “.
Parabéns….