Austrália recebe 13º P-8A Poseidon e inicia modernização avançada da frota de vigilância marítima

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13th P-8A Poseidon Arrival

A Boeing anunciou o início do programa de modernização dos aviões de patrulha marítima P-8A Poseidon da Real Força Aérea Australiana (RAAF), ao mesmo tempo em que a frota recebeu sua 13ª aeronave.

A Austrália torna-se o primeiro cliente internacional a incorporar as atualizações do pacote Increment 3 Block 2, que promete elevar significativamente as capacidades de vigilância, guerra antissubmarino e comunicação estratégica do país.

O primeiro P-8A australiano já foi entregue às instalações da Boeing em Jacksonville, na Flórida, onde passará por quatro anos de upgrades que incluem novos sensores, antenas e softwares dedicados ao processamento de dados e à comunicação de missão. O pacote de modernizações permitirá que as tripulações detectem, rastreiem e engajem submarinos de última geração com maior precisão e alcance.

“O conjunto de atualizações, juntamente com a entrega do 13º P-8A, representa dois importantes avanços para a defesa da extensa costa australiana”, afirmou Naomi Smith, diretora de Operações de Sustentação da Boeing Defence Australia. “O Increment 3 Block 2 trará capacidade de detecção e rastreamento de próxima geração, enquanto a nova aeronave fortalece a prontidão operacional e amplia o alcance estratégico, mantendo plena interoperabilidade com a frota norte-americana.”

A 13ª aeronave P-8A chegou à Base Aérea de Edinburgh, no sul da Austrália, em 29 de setembro. A 14ª e última unidade está prevista para ser entregue em 2026, completando o lote atualmente planejado pelo governo australiano.

As duas primeiras aeronaves serão modernizadas nos EUA, enquanto o restante da frota será atualizado pela Boeing Defence Australia no centro de manutenção e modificação localizado próximo à Base de Edinburgh. A medida reforça o desenvolvimento da cadeia industrial local e amplia a capacidade de suporte regional do programa.

O P-8A Poseidon é considerado um dos sistemas mais avançados do mundo para patrulha marítima, guerra antissubmarino e missões de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR). Com a modernização e expansão da frota, a Austrália fortalece sua postura estratégica em meio ao aumento das tensões e atividades navais na região Indo-Pacífico.

A introdução do novo padrão tecnológico posiciona a RAAF na vanguarda da patrulha marítima global, alinhando-se à US Navy e consolidando a interoperabilidade entre aliados no monitoramento e defesa das rotas marítimas estratégicas.■


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Jaguar

Vai que sai uma negociação com o Gov brasileiro, seria um sonho um P-8 na patrulha Brasileira. Acho que seria uma boa ideia também trabalhar em um meio tipo o E-195E2 de patrulha e alerta.

Henrique A

Não tem dinheiro pra nada e o pouco que tem a MB prefere gastar em sonhos com o charuto nuclear.

Leandro

Concordo discordando…. dinheiro tem e sabemos para onde vai…a questão são as prioridades.. comentei uma notícia a meses atrás sobre como o Reino Unido trata essas questões ponto eles simplesmente desativam meios ou bases aqui não tudo permanece mantenha-se bases pessoal não se fala em cortes. Minha opinião é e sempre foi as forças armadas deveriam reduzir o tamanho e as unidades e focar em profissionalização e racionalização de meios. Menos privilégios, mas mantem-se várias unidades por aí para terem comandantes e alto escalão.

BlackRiver

Exatamente isso, no fim das contas, militar no Brasil é só mais um funcionário público que chuva ou sol recebe o salário no fim do mês, e passado o tempo de serviço se aposenta as custas do trabalhador…

Henrique A

Sim, está correto, mas você já viu dependente químico deixar por conta própria o vício? Esses desperdícios e ineficiências já são a rotina das FFAA, não tem ninguém lá com disposição pra mudar.

Não tem justificativa pra MB ter 70 mil membros e tantos quartéis por todo o país, mas ninguém lá quer mexer nisso.

Leandro

Exato.
Uma hora quem de direito vai ter que parar e dizer quantos quartéis realmente são necessários. Quantos meios realmente são necessários. Qual o número realmente necessário de pessoal ponto e aí trabalhar dentro de um orçamento real e poder alocar recursos para investimento ou para onde realmente for necessário.

Leandro Costa

Na MB eu acho pouca gente.

O problema, para mim, não é a quantidade de pessoas, mas sim a quantidade de missões quando comparado com o número de pessoal e meios disponíveis para a execução dessas missões. Aí que o bicho pega.

Bueno

Off Topic.KC390
Mais um incidente com o KC390 FAB2859 Avião entregue em 2025 ,
Um incidente em PA no mes de Junho e um agora em Setembro na Argentina , a aeronave retornou mas passara por analise de avaliação estrutural e se continuara operacional!

Triste!

Last edited 2 meses atrás by Bueno
BlackRiver

“Profissionais de alto gabarito segundo a propaganda”

Mauricio R.

Temos que maximizar o valor do pouco dinheiro disponível, se é que há realmente algum.
Dinheiro não tolera desaforo, ser for público menos ainda, sua malversação é crime.
Então esqueçam os aviões de power point da Embraer e concentrem-se nos que são reais, tangíveis, estão em produção seriada e em serviço ativo mundo a fora!

BlackRiver

Temos dinheiro
Temos capacidade técnica e conhecimento

So não temos respeito pelo dinheiro público.

Rodolfo

Existe dinheiro, nao teria logoca nao ter dinheiro com a quantidade de imposto que o brasileiro paga, mas ao mesmo tempo falta. O estado tá endividado- falido 25% de toda arreação é usado no rolamento de dividas. Com uma divida publica do tamanho do PIB e de curta duração com 15% juros, grande parte da arrecadação é comida nisso. O Japao tem uma divida proporcional 2x maior, mas a maioria emprestada a 20-30 anos com juros ridiculos. Dai adiciona mais 100 bi de precatorios, que em 2027 entram na conta do arcabouço fiscal. 50 bi de verbas parlamentares Joga previdencia,… Read more »

Jadson S. Cabral

A Austrália no seu 13° Poseidon, e a gente… bom pelo menos ainda temos alguns P-3. O cenário ficará bem pior quando esses derem baixa, pois não temos nenhum plano para substituí-los.

Aliás, se a FAB não tem dinheiro paga recompor sua aviação de caça, quem dirá se importar com patrulha marítima… a MB é outra. Ainda que herdasse essa responsabilidade, não conseguiria mantê-lá.

Mas alguns dirão que na Austrália o problema é a China, que aqui não precisamos disso, não precisamos daquilo…
Eu quero ver é o que faremos quando precisarmos.

Silvano

Se tiverem 2 P3 operacionais atualmente na FAB, é muito!!!

Renato Pereira

Li um tempo atrás que tínhamos parece que 3 em condições de voo…

Rodrigo

O modelo australiano de força armadas que deveria ser o modelo a ser copiado pelo Brasil…não so o modelo de força armadas, mais previdenciário e de estado

Renato Pereira

Sempre falo com um amigo que deveríamos passar para Forças de Defesa, focar em primeiríssimo lugar em garantir nos defender…

Brasil querer projetar poder…qual poder? Onde? No Malawi? Dominica? Papua Nova Guiné?

Nunca tivemos poder para projetar nada em lugar algum! WWII foi na base da gambiarra e o Tio apadrinhando, hoje não seria nada diferente…

Sergio

Camarada, a Austrália é o Brasil que deu certo. Tudo aqui deveria ser comi lá. Eu conheço quem vive por lá ou já viveu. Os relatos, reforço que de amigos maduros e de pé no chão, são de chorar tamanho o abismo entre as duas sociedades. Socialmente, na convivência dia a dia, o valor exato que se dá ao trabalho, sem a obsessão e a escravidão daqui são de desesperar ao refletir o quanto a sociedade brasileira ficou para trás de um país colonizado muitos anos após o nosso. Não a toa até o brizola, um esquerdista pré histórico, amava… Read more »

Abymael2

Uma pena não terem pensado nisso antes e utilizado o 757 como plataforma.
Seria bem mais vistoso.
A Rússia tinha alguns planos para isso com o Tu-204 (vigilância marítima e AEW) mas, com a guerra, não sei qual será o destino desses planos. Os caras foram tão aloprados que conseguiram ter A-50 abatidos, imagina se o camarada Putin vai botar mais dinheiro para desenvolver novos AEW e depois passar essa vergonha? Acho que não.