Anduril YFQ-44A Fury

Anduril YFQ-44A Fury

A Anduril Industries e a Força Aérea dos Estados Unidos anunciaram um marco acelerado no desenvolvimento de aeronaves não tripuladas de combate: o protótipo YFQ-44A, concebido como um Collaborative Combat Aircraft (CCA), realizou voos de teste apenas 556 dias após o projeto “clean-sheet”.

O YFQ-44A foi projetado para operar em ambientes altamente contestados, priorizando autonomia e a capacidade de produção em massa a baixo custo. Segundo o comunicado conjunto, a aeronave não foi concebida como um veículo remotamente pilotado; desde os primeiros testes de solo e de voo, o protótipo vem operando de forma semi-autônoma, com um operador “on the loop” — supervisionando, mas sem pilotar ativamente a aeronave.

A fase de ensaios em voo tem por objetivo validar não só características tradicionais de desempenho — velocidade, manobrabilidade, alcance e integração de armamentos —, mas sobretudo as capacidades de trabalho em equipe entre plataformas robóticas e tripuladas. O objetivo declarado é aumentar a sobrevivência, a letalidade e a eficácia das missões, seja apoiando caças tripulados, seja operando de forma independente.

“Voar é apenas o começo”, afirmam os responsáveis pelo programa: a verdadeira transformação esperada com os CCA está na capacidade de um esquadrão de aeronaves autônomas colaborar para cumprir objetivos complexos de missão. Para isso, Anduril e a USAF estão desenvolvendo conceitos táticos de equipe homem-máquina que serão testados e refinados durante a campanha de ensaios.

A velocidade do programa foi apontada como imperativa diante da evolução tecnológica dos adversários. No comunicado, a equipe destaca que ameaças estratégicas e inovações rivais tornaram urgente a capacidade de colocar “novas aeronaves mais inteligentes” em operação com a cadência exigida pela ameaça, e que apenas a produção em massa a baixo custo pode garantir dissuasão adequada.

Para alcançar essa escala, a empresa está preparando um novo sistema de produção apoiado por um backbone de software chamado ArsenalOS e por princípios de fabricação orientados à simplicidade e maturidade tecnológica. Está em construção a instalação Arsenal-1, uma unidade de 5 milhões de pés quadrados em Columbus, Ohio, onde a produção de protótipos deve começar no primeiro semestre de 2026; enquanto isso, a empresa afirma já ter mais do que dobrado sua velocidade de fabricação por meio de otimizações e ajustes de projeto voltados à produtividade.

O comunicado também ressaltou a dimensão humana e emocional do projeto: além dos investimentos técnicos e financeiros, a equipe credita o êxito até aqui à persistência e ao empenho coletivo — “aviões são uma experiência emocional”, disse um membro da equipe, em referência ao legado que conecta o programa à história da aviação.

Analistas e autoridades militares acompanham esses desenvolvimentos com atenção, já que a integração operacional de aeronaves semi-autônomas promete redefinir conceitos de combate aéreo e logística de forças. Anduril e a USAF apresentam o YFQ-44A como a primeira página de um novo capítulo na história da aviação militar — caberá ao tempo mostrar como essas plataformas serão integradas em operações reais e qual será o impacto estratégico de sua adoção em larga escala.■



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Phacsantos

“The Flame of the West”

Marcelo Bardo

Forjada dos fragmentos de Narsil.

Mauricio R.

Esse é o futuro que a Embraer não é capaz de prover, pois está esperando a ToT receber….
A engenharia de obra pronta, fabricação sob licença, já deu o que tinha que dar.
É hora de mudar o modelo!!!!
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!!!!
Então cluster dos drones da indústria aeroespacial brasileira, que tal não ser Avibrás e nem Embraer e partir pra criar nossa própria tecnologia, nossos próprios produtos?

Leandro Costa

T-27, EMB-110, EMB-120, A-29, E-Jets, KC-390 são frutos de fabricação sob licensa? São produtos próprios, inclusive de sucesso. Se alguma outra empresa surgir para fazer algo do gênero, ótimo. O importante é desenvolver e não importa de onde venha. Mas a Embraer teria mais chances. O único problema é que não há investimento em desenvolvimento por parte do Governo, e provavelmente nenhuma empresa bancaria uma empreitada dessas, pioneira em território nacional e obviamente bem cara, sozinha. Nem Embraer, nem ninguém. E considerando que eu acredito que o governo ainda não tenha pago a P&D do KC-390, não acho que esse… Read more »

Mauricio R.

Xavante, A-1 e agora o Gripen, foram e são somente isso mesmo, engenharia de obra pronta, fabricação sob licença. Que é o que a Embraer é capaz de fazer. Desde de que receba ToT pra isso. O CCA objeto desta matéria, é uma concorrência do Dpto de Defesa (ou Guerra, vai saber), do governo norte americano. Por aqui, sequer haveria concorrência, fariam uma dispensa de licitação e entregariam pra AEL ou como quase aconteceu com o UCAV, prá onipresente Embraer. Apesar de sabe se lá qual UCAV ela projetou, fez voar e fabrica, se é que fabrica? Ainda bem que… Read more »

Fernando EMB

Como você fala merda, meus Deus. Vai ser tratar!

Mauricio R.

Vá se tratar você!

Chris

Você ainda não conseguiu perceber que o problema no Brasil é falta de dinheiro?

Embraer pode desenvolver o que quiser, pode contratar ate engenheiros estrangeiros, nesse mundo globalizado… Mas o mundo sempre irá preferir projetos prontos de quem tem experiência… E é ai que o governo brasileiro precisava entrar com dinheiro, compras e garantias…

Last edited 9 meses atrás by Chris
Gustavão

Deve ser acionista da Embraer, ou e só um otário mesmo.

Mauricio R.

Não sou acionista, cruz credo! E o otário é você!

Carlos Campos

Ela tinha um projeto junto com a FAB, e não foi pra frente, além do mais o Leandro Costa te mostrou vários aviões que não fora obra de engenharia pronta, mas vc fingiu que não viu pra continuar criticando, a EMBRAER não dependende de programas da FAB para viver a muito tempo, graças a deus existe a embraer.

Mauricio R.

Se alguém fugiu do tema, foi o Leandro, trazendo aeronaves que sabidamente não foram fabricadas sob licença.

Carlos Campos

Esse é o futuro que a Embraer não é capaz de prover, pois está esperando a ToT receber…. esse foi teu comentário, o colega te refutou com outros projetos, a EMBRAER pode fazer o que a LM e a Boeing fazem, a questão é dinheiro que isso ia consumir, e eles não são burros, pra que fazer um drone, se não vai ter mercado, eles não são uma startup de defesa, e a propria anduril é patrocianda pelo Pentagono, pra que diabos eles vão entrar em mercado concorrido, onde o principal cliente deles é um morto de fome, melhor gastar… Read more »

Mauricio R.

Refutou nada, continua rodando, fugindo, mencionei aeronaves fabricadas sob licença, aquelas fabricadas com a tecnologia de terceiros! Não produtos próprios da Embraer. Drone não vai ter mercado? Drone não teve mercado, depois que Israel amassou os sírios no Vale do Bekaa? Qndo foi isso? 1982. Drones não vão ter mercado, depois da invasão da Ucrânia? Ah a Anduril é patrocinada pelo Pentágono!!!! Se esqueceu da CONCORRENTE dela na CCA, a General Atomics. E a Embraer é o que no projeto de reequipamento da FAB, com o Gripen, alguma ong? “…pra que diabos eles vão entrar em mercado concorrido, onde o… Read more »

Carlos Campos

É tão fácil vender drone militar né? Pq a Stella Tecnologia não está vedendo drones para o mundo todo, pq a Xmobots não está vendendo para vários países que viram a efetividade dos drones na Ucrânia, tu vive em mundo de fantasia, como se drone fosse vendido feito cerveja na praia.
Cadê tecnologia e produto, pra isso? Já te respondi, não tem, pq não é interesse da EMBRAER, não vale a pena,

Rodolfo

A Embraer iniciou estudos de um mesmo tipo de aeronave em 2021, morreu por falta de dinheiro na FAB. Nada disso é feito de graça, nenhuma empresa nos EUA desenvolve um prototipo sem algum contrato que garanta o financiamento do projeto pelo Dep de Defesa. A Anduril nao ta construindo o prototipo do Fury YQF44A de graça.

https://youtu.be/ed4soLcEXJ8

Mauricio R.

Conforme escrevi:

“O CCA objeto desta matéria, é uma concorrência do Dpto de Defesa (ou Guerra, vai saber), do governo norte americano.”

Aqui no Brasil, foi um memorando de entendimento, entre o Comando da Aeronáutica e a Embraer, sequer houve licitação.

Carlos Campos

Qual outra empresa no Brasil teria capacidade de desenvolver e fabricar um drone Stelth de longo alcance, movido com turbofan? AVIBRAS não tinha, Stella não tinha, AKAER não tinha, WEG não tinha, XMobots não tinha, etc……

Last edited 9 meses atrás by Carlos Campos
Mauricio R.

A Embraer também não tinha e aliás continua não tendo.

Carlos Campos

eles tem, me diz aí como que eles não teriam, as leis da fisica são diferentes no Brasil? A Embraer é incapaz de calculo estrutural, eles não conseguem estudar as ondas de radares e seus comportamento ao atingirem uma superficie sólida pq a física nessa região do mundo é diferente da dos EUA? eles não tem galpão para fabricar, e nem gente com experiência na montagem de aeronaves?

Mauricio R.

Então cadê esse design furtivo da Embraer? Ninguém sabe, ninguém viu!

Carlos Campos

As equações sobre reflexão de formas é de conhecimento púbblico e até vc se tivesse tempo pra estudar poderia criar um software que calcularia o rcs de um design de aeronave e fosse atualizando ele, mas pq vc perderia tempo nisso, e pq a EMBRAER q pode pagar engenheiros e fisicos para fazer um software e design stelth faria isso? entao ninguém viu e ninguém sabe, pq não existe mesmo, não pq ela não é capaz, e sim pq não tem interesse em tirar do seu bolso o dinheiro para isso.

Mauricio R.

“…e até vc se tivesse tempo pra estudar poderia criar um software que calcularia o rcs de um design de aeronave e fosse atualizando ele, mas…” Se é assim tão simples, pra que a Europa precisou de 6 países pra fazer o nEUROn, um mero demonstrador de conceito? E ainda por cima liderados pela Dassault. Necessidade? Relevância? Projetos de aeronaves similares, demonstradores de tecnologia para UCAV, ou alguns que talvez se tornaram aeronaves reais pelo mundo: AVIC 601-S BAE Corax BAE Taranis Boeing Phantom Ray Boeing X-45 DRDO Ghatak EADS Barracuda Hongdu GJ-11 Lockheed Martin Polecat Northrop Grumman X-47A Pegasus… Read more »

Carlos Campos

Pq os Europeus queriam minimizar os custos, não pq eles não conseguiam sozinhos, tu acha que a Anduril recebeu software de design stelth de alguém? ela investiu tempo e dinheiro, não entendo a tua obecessão em fazer a EMBRAER desenvolver um drone furtivo, só vc ter uma ideia o conceito de fazer Turbofan é fácil, vc vai comprimindo o ar depois joga numa camara de combustão e prssuriza ainda mais só que dessa vez está queste, aumentando a velocidade dos gases, pronto tá feito o turbifan, na realidade fazer um é complexo demais, e caro até chegar em design que… Read more »

Mauricio R.

É muito fácil fazer um turbofan que funcione, do qual se possa depender, Índia e China PRC que o digam
Esqueceram de avisar a SAAB. Agora o Gripen é projeto da Embraer e viva o só pode se for Embraer…

Burgos

Só falta embarcar a IA a bordo, com todas as táticas e técnicas de combate para ela discernir no que fazer no momento crucial em um eventual engajamento.
Vixe !!!👀
To falando bonito hoje 😏
Tomo como exemplo o filme que ilustra o que falei (Ameaça Invisível de 2005).
Esse dia vai chegar, estamos perto 👍

Carlos Campos

acredito que com datalink e IFF ele pode agir sozinho e matar sem intervenção humana, esse dia só não chega amanhã pq ainda não estamos em guerra mundial

Renan Nunes

Tiraram o canopi do F-16 e adicionaram o chat gpt 😅

Last edited 9 meses atrás by Renan Nunes
Mauricio R.

Mas bunitinho esse avião, pensei no F-100 Super Sabre, apesar do jeitão de F-16.
Lembra bastante uma arte feita sobre o míssil Regulus II, transformando-o no “caça” YF-103.
Para países periféricos poderiam oferecer uma versão opcionalmente tripulada, sem IA.
Seria a grosso modo e completamente desvinculado do contexto original, um assim F-5E de nova geração.

JHF

Acredito impossível desenvolver uma “versão tripulada” partindo de um projeto deste tipo. Já o contrário pode (e já foi feito várias vezes). Mas usando carcaça quase descartável e depenando o projeto original. A engenharia para um projeto clean IA reduz custo, aviônica e sistemas embarcados e aumenta capacidade de manobra e espaço interno na aeronave.

ATS
TJLopes

Ele parece usar o mesmo trem de pouso do F-16.