CEO da Airbus diz que França é ‘livre para sair’ do programa FCAS
O presidente-executivo da Airbus, Guillaume Faury, afirmou que a França é livre para abandonar o programa europeu do futuro caça de sexta geração FCAS (Future Combat Air System) caso a Dassault Aviation, parceira francesa do consórcio, não esteja satisfeita com os termos atuais de participação.
A declaração foi feita à margem da divulgação dos resultados trimestrais da Airbus e ocorre em meio a uma crescente disputa industrial entre a empresa francesa e a Airbus Defence & Space, responsável pela parte alemã do projeto.
“Se não estão satisfeitos com o que foi decidido e não concordam em continuar com essa estrutura, são livres para decidir sair do FCAS”, disse Faury, em resposta às críticas da Dassault sobre a divisão de trabalho no programa.
Crise em programa estratégico europeu
A Dassault, contratante-principal pelo lado francês em um projeto avaliado em cerca de €100 bilhões, reclama de sua participação na fase de desenvolvimento do caça propriamente dito — núcleo do sistema de combate que também integra enxames de drones e conectividade avançada.
A empresa insiste em assumir um papel de liderança mais dominante nessa área e chegou a sinalizar que preferiria desenvolver um avião de próxima geração sozinha a continuar sob os termos atuais com a Airbus. A ameaça é levada a sério pela indústria europeia, visto que a França já abandonou programas anteriores, como o que deu origem ao Eurofighter.
Pressão política e calendário comprometido
Governos de França, Alemanha e Espanha, parceiros no FCAS, haviam estabelecido o final deste ano como prazo para solucionar o impasse. No entanto, a formação do novo governo francês atrasou reuniões cruciais — incluindo um encontro previsto para outubro em Berlim entre ministros da Defesa, adiado sem nova data confirmada.
Na semana passada, a nova vice-ministra da Defesa da França, Alice Rufo, encontrou-se em Berlim com seu homólogo alemão, Jens Plötner, em uma tentativa de destravar as negociações.
Implicações para a soberania militar europeia
O FCAS é considerado o maior e mais ambicioso programa militar europeu desde a Guerra Fria, e sua continuidade sem rupturas é vista como crucial para manter autonomia tecnológica e competitividade frente aos avanços dos EUA e da China em aviação militar de próxima geração.
Caso a França se retire, especialistas alertam que o projeto pode enfrentar atrasos severos — ou até colapso — abrindo espaço para maior dependência europeia do F-35 norte-americano e fragilizando esforços de cooperação industrial na defesa do continente.■

Já vimos este filme.
O mais bizarro é que esse CEO é cidadão frances e uma das principais sedes da Airbus fica na França, que alias gera muito mais dinheiro pros cofres franceses que a Dassault.
Seria o equivalente ao CEO da Embraer mandar a FAB ir pra quele lugar.
A França só está colhendo informação para desenvolver seu avião sozinho que será concorrente a esse projeto.
A França sempre fez isso.
Foi assim que surgiu o Dassault Rafale.
Tem mais episódio que Velozes e Furiosos
Franceses sendo franceses …
Lembra o FEFA na primeira metáde da década de 1.980.
Esse projeto dificilmente sairá do papel. A França, como de costume, acaba entrando em atrito com o restante da Europa em praticamente todos os projetos conjuntos de defesa.
No fim das contas, a única plataforma realmente consolidada, furtiva e totalmente integrada com diversas tecnologias de ponta continua sendo o F-35.
E o Brasil, já definiu em qual plataforma ou projeto de 5ª geração pretende ingressar?
Rapaz, o Brasil não decidiu nem se vai ter 2º lote de Gripens, que dirá de 01 caça de 5ª geração.
Qualquer um que saiba sobre o histórico de projetos europeus + franceses, já sabia que isso aconteceria, mais cedo ou mais tarde…
Já vimos esse filme. A Dassoult sairá e a França construirá sozinha um caça melhor e que venderá mais que o seu concorrente europeu.
Cada país quer puxar a maior sardinha para sua rede (e não estão errados). Logo, é muito difícil franceses, espanhóis e alemães concordarem em um projeto dessa magnitude. E isso porque britânicos e suecos não estão envolvidos no mesmo bolo, pois a divisão é a confusão seria ainda pior.
Não sei se o Rafale é superior ao Eurofighter, se estivermos a comparar o desempenho.
Quanto à beleza, aí sim, não há discussão, o Rafale tem linhas mais harmoniosas, sem dúvida.
Acho que eles podem fazer um caça sozinhos, mas pra lá de 2040, 100bi para desenvolver um caça, preço unitário vai ser 200mi pra lá, França vai ter que fazer das tripas coração, ou arrumar alguém que aceite ter participação menor
Não, os últimos números indicam um total de até 600 Typhoons vendidos até agora, contra pouco mais de 300 Rafales. A grande vantagem do Rafale é ter versão naval. Querem ver que a França também vai navalizar seu caça de sexta geração?
Querem ver? É certo que vão fazer isso, afinal de contas não apenas não há a menor previsão de deixarem de ter aviação embarcada, como já estão trabalhando no sucessor do CdG.
Outra diferença é que o Rafale leva ogivas nucleares, o Eurofighter, não…
Se não me engano foi o Marx que disse, sobre o Golpe do 18 Brumário, que a historia sempre se repete; a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa.
Franceses sendo Franceses.
Olha eu acho que deviam logo era expulsar a França, Dassault, peguem dinheiro com a Polônia, Chamem a Noruega ou a Holanda sei lá, França que se vire sozinha, só o F35 gastou 80bi em vlaores corrigidos pela inflação, 65bi nos anos de desenvolvimento, a França não tem dinheiro para fazer um caça sozinha, não um pra voar em 2035 pelo menos.
Pra cada Jaca, foram construídos 2 Eurofighter EF-2000. E avião por avião, o EF-2000 desde o início cinematicamente sempre superou o avião francês. Até pela sua origem como aeronave de defesa aérea.
Quer dizer que os franceses sozinhos produziram metade do número produzido por um conjunto de 4 países? E você acha isso uma desvantagem?
Sim, claramente uma desvantagem, pois ditou o tamanho e a massa da aeronave, a complexidade do radar a potencia da motorização, impactando até as características de voo.
tô contigo nessa, o Rafale não perde em nada para o Typhoon, e foi feito apenas por um país, os números do Typhoon são uma vergonha, da pra dizer que é outra jaca
França tem a moral de ter construido um caça de 4.5 geração sozinha.
Nao é o tipico capachinho europeu, é outra raça. Ja foram o Umbigo do mundo
Sei não…
A ultima guerra que os franceses venceram foi a Revolução Francesa. E só pq estavam lutando contra eles mesmos…
Depois disso foi só ladeira abaixo.
Levaram uma surra épica no Vietnam !
Perder guerras é com eles mesmos!
mas lá até os fuderosos americanos tomaram um couro.
Mas as invasões em outros países? só perdeu pq a Rússia usou seu tamanho como arma
As guerras revolucionarias francesas não foram travadas apenas na França. Diversas monarquias europeias se uniram para destruir a revolução em 7 coligações (contando com as guerras napoleônicas, cujo governo foi uma continuação mais moderada da revolução). Dessas 7 coligações os franceses perderam apenas 2 duas, e perderam por que Napoleão cometeu o erro de avançar muito profundamente na Rússia Central (deixando seus flancos expostos) e perder tempo demais em Moscou. Se Napoleão tivesse recuado em Setembro de Moscou, teria conseguido continuar a luta na Bielorrússia pois seu exercito não teria sido destruído no inverno russo, com reforços ele poderia continuar… Read more »
A última vitória deles foi a Guerra dos 100 anos contra a Inglaterra, e isso quando o Brasil nem “existia” ainda.
Foram
Acho que se a Dassault pegar o Rafale como base, dá pra partir para um ótimo 5G, mais ou menos como a Sukhoi fez com o SU-57.
Isso é uma surpresa para 0 pessoas…
Sou da opinião que a França não tem nada a ganhar com esse projeto e que os franceses deveriam fazer seu próprio avião com tecnologia própria. O mesmo vale para aquele tanque franco alemão …a França deve ter um tanque nacional e manter sua independência.
“Se não estão satisfeitos com o que foi decidido e não concordam em continuar com essa estrutura, são livres para decidir sair do FCAS”.
A porta da rua é a serventia da casa…
As vezes penso que a Soberba da Dassault é a causa dos inconvenientes nos programas que ela entra,de uma certa forma acho que eles se acham no direito de reinvindicar o protagonismo e a liderança do consórcio.