M-346N in-flight near Wichita, Kansas

M-346N

A Textron Aviation Defense LLC, subsidiária da Textron Inc., anunciou que, se for selecionada pela Marinha dos Estados Unidos no programa Undergraduate Jet Training System (UJTS), irá fabricar o jato de treinamento avançado Beechcraft M-346N em sua unidade de Wichita, Kansas — berço histórico da marca Beechcraft há quase um século.

A empresa informou que investirá mais de US$ 38 milhões para modernizar cerca de 4.600 m² de instalações de produção e montagem em seu campus leste. O projeto deve gerar aproximadamente 100 empregos diretos e dezenas de oportunidades indiretas, fortalecendo a posição de Wichita como o centro da indústria aeronáutica norte-americana.

“O compromisso da Textron com Wichita reflete nossa herança de inovação e nossa determinação em apoiar as necessidades de treinamento da próxima geração de pilotos navais dos Estados Unidos”, afirmou Travis Tyler, presidente e CEO da Textron Aviation Defense.

O Beechcraft M-346N, derivado do jato italiano Leonardo M-346, é um treinador biplace equipado com sistemas digitais de voo fly-by-wire, cockpit com Head-Up Display duplo, controle HOTAS e motores Honeywell F124-GA-200, capazes de atingir velocidade máxima superior a 590 nós e teto de serviço de 45 mil pés. A aeronave incorpora ainda o sistema automático de prevenção de colisão com o solo (Auto-GCAS) e arquitetura voltada para o treinamento de pilotos de caças de 4ª e 5ª geração.

O programa UJTS substituirá gradualmente os atuais treinadores T-45 Goshawk e deve receber propostas formais em 2026, com adjudicação prevista para janeiro de 2027. Se a Textron for escolhida, Wichita voltará a ter papel central na produção de aeronaves de treinamento militar.

Autoridades do Kansas saudaram o anúncio. O senador Jerry Moran destacou que o projeto “demonstra a confiança na força de trabalho altamente qualificada do estado”, enquanto o congressista Ron Estes afirmou que a decisão da Textron “reforça a prontidão militar e consolida Wichita como a capital mundial da aviação”.■



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Wellington

Essa versão para a marinha terá capacidade de operar em porta-avioes como o Goshawk?

Rinaldo Nery

Óbvio.

Henrique A

Não.

RSmith

Peraia….. é Óbvio ou Não?

Leandro Costa

Deveria ser óbvio, mas a USN declarou que não precisa pousar no porta-aviões em si. Estão aceitando aeronave apenas capaz de ‘touch and go’.

Sinceramente acho isso um tanto absurdo.

Rinaldo Nery

Acho difícil isso… Creio que não procede.

Leandro Costa

Infelizmente procede. Também custei à acreditar, mas chequei fontes oficiais.

E sim, diversos aviadores navais Americanos também ficaram incrédulos.

RSmith

United States Navy The M-346 is being offered to the United States Navy Undergraduate Jet Training System (UJTS) competition to replace the aging McDonnell Douglas T-45 Goshawk by Leonardo (company) with Textron Aviation Defense being the prime contractor for the bid.[84] On July 28, 2025 Textron announced it will offer a US-made version of the Italian light jet under the designation Beechcraft M-346N.[85] The offer has been described to have been adapted to the Navy’s revised requirements, conducting only Field Carrier Landing Practice (FCLP) approaches to wave off, thereby obviating the need for a tailhook, catapult launch bar, or extensive… Read more »

José 001

Instalar um ski-jump no Atlântico para operar um 8 destes e teríamos a marinha mais poderosa do hemisfério sul.

E mais 4 AH-1J para os fuzileiros.

Santamariense

Vou entender que tu está sendo irônico (em especial pela versão do AH-1 que você sugeriu). Mas, se não estiver:
E o aparelho de parada? Qual o tamanho das modificações para isso? Qual a capacidade de armazenamento de combustível atual e qual o tamanho do aumento desses depósitos para operar aeronaves bimotoras com o M346? Tem também a velocidade máxima de 18 nós do Atlântico, baixa para operar com aviação de asa fixa. O Minas Gerais alcançava 25 nós e o São Paulo, 32 nós.
Quanto aos helicópteros, quem os opera é a MB. CFN não opera aeronaves.

José 001

Obrigado pelo esclarecimento.

Juro que não sabia disso.

Mas agora que falou eu refleti melhor.

Poderiamos utilizar um turboélice como o Super Tucano com uma estrutura reforçada, nem precisaríamos de um jato, turboélice como o Super Tucano, ainda mais com o genitor que teve, já é o suficiente e supera o jato.

Paramos por aqui, é melhor para não sermos bloqueados.

Tenha uma boa noite.

Jagder

Zé, o Atlântico foi construído com requisitos de engenharia de navio civil. Não precisamos mais falar a respeito disso.

Last edited 9 meses atrás by Jagder
José 001

Você achou que eu falei sério sobre isso?

Eu quero é ver comentários da turma do Top Gun que defende aviões para marinha ao invés de navios.

Jagder

AH OK!

Henrique A

O Atlântico já está na meia vida e uma atualização desse seria materialmente impossível.

Santamariense

Materialmente, quase tudo é possível, basta ter a grana. Mas, aí o custo/benefício vai para o ralo. Realmente, uma loucura dessas nem a MB pensa em fazer.