F-16 SABR radar

Radar SABR do F-16

A Northrop Grumman anunciou que a combinação entre sua suíte de guerra eletrônica Integrated Viper Electronic Warfare Suite (IVEWS) e o radar AESA Scalable Agile Beam Radar (SABR) leva o caça F-16 Fighting Falcon a um novo patamar tecnológico, oferecendo maior capacidade de sobrevivência e poder de fogo em ambientes aéreos altamente contestados.

A empresa explica que a chave dessa evolução está no uso inteligente do espectro eletromagnético. Desde a fase de projeto, o IVEWS foi desenvolvido para operar de forma totalmente integrada ao radar SABR, permitindo que ambos utilizem a mesma faixa de frequência ao mesmo tempo — sem comprometer a eficiência de nenhum dos dois sistemas. A comunicação ocorre “pulso a pulso”, de forma sincronizada.

“Dominar o espectro eletromagnético abre caminho para todas as outras operações”, afirmou James Conroy, vice-presidente de guerra eletrônica e direcionamento da Northrop Grumman. “Ter sistemas que trabalham juntos de forma coordenada dá aos pilotos uma vantagem significativa para operar com segurança e eficiência em cenários de alta complexidade.”

Defesa eletrônica contra ameaças modernas

Integrated Viper Electronic Warfare Suite (IVEWS)

Com ameaças cada vez mais ágeis e imprevisíveis, o IVEWS foi projetado com uma arquitetura de banda ultralarga e alta potência embarcada, permitindo detectar, identificar e neutralizar ameaças móveis que mudam de frequência rapidamente. Isso garante uma resposta em tempo real quando a aeronave entra na zona de risco — e não apenas na zona de detecção.

O sistema foi selecionado pela United States Air Force em 2019 e já completou mais de 70 surtidas de teste em ambientes de espectro complexos, acumulando mais de 250 horas de voo. O radar SABR, por sua vez, já tem mais de 900 unidades entregues desde 2013, consolidando-se como uma solução madura e confiável para frotas de F-16 no mundo todo.

Testado em combate simulado

O IVEWS mostrou resultados sólidos desde o primeiro voo. No exercício Northern Lightning, realizado em 2021, o sistema operou junto ao SABR em um ambiente com forte congestionamento eletromagnético, enfrentando ameaças terrestres e aéreas.

“O sistema funcionou perfeitamente já no primeiro voo, o que é inédito para uma suíte de guerra eletrônica totalmente integrada”, destacou o tenente-coronel Christopher B. James, da USAF. “Durante toda a Avaliação Operacional, ele apresentou um desempenho excelente e comprovou sua capacidade de proteger a aeronave e a tripulação.”

Desde então, o IVEWS vem sendo testado contra uma ampla gama de ameaças aéreas, marítimas e terrestres, demonstrando sua capacidade de preservar a liberdade de manobra da aeronave e aumentar a segurança dos pilotos em combate.

Atualizando uma plataforma consagrada

Projetados e fabricados nos Estados Unidos, tanto o IVEWS quanto o SABR estão prontos para proteger a frota global de mais de 2.800 caças F-16. A integração dos dois sistemas coloca a aeronave uma geração à frente em termos de guerra eletrônica e detecção, mantendo sua relevância mesmo frente a adversários com tecnologias avançadas de interferência e ataque eletrônico.

Especialistas apontam que a combinação de radares AESA com sistemas de guerra eletrônica embarcados é hoje uma das formas mais eficazes de prolongar a vida útil operacional de caças de quarta geração. Nesse cenário, a solução da Northrop Grumman é vista como uma alternativa de alta performance e custo controlado para modernizar aeronaves existentes sem depender do desenvolvimento de novas plataformas.■


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21 Comentários
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Bosco

Interessante a montagem vertical da antena.
É de conhecimento geral que o maior responsável pelo RCS frontal de uma aeronave é o radar, daí, quando desligado , um radar MSA (varredura mecânica) fica “emborcado” pra um lado enquanto radares ESA (varredura eletrônica) são montados voltados para cima.
Esse aí privilegiou o desempenho em detrimento da furtividade.

Fabio Araujo

Os radares AESA americanos costumam ser fixos já que o radar já tem uma abertura de operação, o radar do Gripen tem um deslocamento que aumenta o ângulo de uso do radar, esse radar SABR é fixo?

Bosco

É fixo e montado na vertical.
Melhora o desempenho na varredura do solo mas piora a furtividade, aumentando o RCS frontal.

Carlos Campos

Interessante, já outros radares dos EUA que são AESA e geralmente vi eles fixos, até um piloto de F15 quando veio aqui achou o legal o sistema do Gripen que desloca o radar de lado para o outro, e o radar do gripen é curvado, aumentando o ângulo de visanda quando movimentado, antigamente achava que todo radar era como o Gripen, meio curvado o tempo todo.

Bosco

A maioria dos radares AESA em caças são fixos e voltados para cima (inclinados).
Isso reduz o RCS porque o feixe de radar do inimigo que incide sobre ele não volta para o receptor.
Radares AESA que pivotam , que eu saiba, só do Gripen e do Su-57.
Quando desligados eles ficam apontados pra cima.

Bosco

Em tempo.
Esse radar ECRS Mk1 do Eurofighter também pivota mecanicamente.

Carlos Campos

Vlw Bosco, eles serem voltados para cima não seria ruim? pois prejudcaria o modo de abertura sintética para o terreno mais proximo, mesmo se trantando de varredura eletrônica.?

Last edited 8 meses atrás by Carlos Campos
Bosco

Sim Carlos. Do ponto de vista da varredura prejudica, mas principalmente em caças stealths ajuda a diminuir o RCS frontal. E o prejuízo não deve ser grande porque o fato é que os engenheiros utilizam essa opção para aeronaves que têm função de atacar a superfície. Já ouvi falar de material RAM que funciona só de um lado e do outro deixa passar a energia EM. Fazer um radome dele seria interessante porque o radar poderia ser posicionado verticalmente. Mas esse material teria que ser resistente a altas temperaturas no caso de caças supersônicos. Como não deve existir esse material… Read more »

rui mendes

E o ECRS MK2.

DSC

As antenas AESA do Su-57 são fixas também.
Hoje, os únicos radares AESA de aeronaves de caça que possuem antena móvel são só mesmo o ES-05 Raven do Gripen E/F e os ECRS Mk0, Mk1 e Mk2 dos Eurofighter mais modernos.

Bosco
Carlos Campos

Parece que a Leonardo ta criando moda

Hamom

Já que uma das vantagens dos radares AESA e PESA sobre os radares de varredura mecânica foi justamente eliminar a necessidade de movimento destes últimos, não surpreende que a grande maioria dos radares AESA sejam fixos.

Alguns poucos radares AESA adotaram uma abordagem mixta, mas seu movimento deve ser apenas complementar e de muito menor amplitude.

Last edited 8 meses atrás by Hamom
DSC

Nesse aspecto o AN/APG-83 é igual aos AN/APG-63(V)3 (F-15C Golden Eagle), AN/APG-82 (F-15E modernizado, F-15EX), RBE2 AESA (Rafale F3 pra frente), entre outros…

Bosco

Realmente 2.

Fabio Araujo

Uma boa plataforma projetada para sofrer upgrade tem vida muito longa, enquanto a célula aguentar ela vai continuar tendo upgrades e seguindo em uso.

Carlos Campos

Deviam falar se ele faz jamming e spoofing, se ele atua na banda S ou só na X

Burgos

É um sobrevivente esse F-16 👍

Ricardo

O custo quase proibitivo para produzir e manter os F-35 (que viria para substituir toda frota) faz o F-16 ainda voar, ser atualizado e fazer parte da espinha dorsal da defesa. Lembrando que se os planos estivesse dado certo, esse caça hoje seria relegado a paises de 3ºmundo

Last edited 8 meses atrás by Ricardo
Tuxedo

Eterno F-16

Jagder

Off topic: Ucrânia e Suécia firmam acordo histórico para produção local do caça Gripen E.