Turquia finaliza acordo para adquirir 12 aviões-transporte C-130J da Royal Air Force
O Ministério da Defesa da Turquia confirmou que o país firmou um acordo para adquirir do Reino Unido uma dúzia de aviões-transporte táticos Lockheed Martin C‑130J Super Hercules, utilizados anteriormente pela Royal Air Force (RAF) britânica.
Os 12 aparelhos do tipo C-130J-30 estenderão a capacidade de transporte médio da Turquia, que até agora opera modelos mais antigos da família C-130B/E. Os C-130J-30 da RAF tinham sido retirados de serviço em junho de 2023.
Segundo o anúncio turco, os aviões serão inicialmente entregues a uma empresa de manutenção no Reino Unido para “manutenção e modernização”, antes de serem integrados na frota da Força Aérea da Turquia. Entre as modificações previstas estão substituição de caixas centrais de asa, atualização de aviônica e adaptação aos requisitos turcos de operação.
No Reino Unido, a empresa Marshall Aerospace, sediada no aeródromo de Cambridge, será responsável por parte do programa de modernização, estimado em mais de £200 milhões (cerca de US$ 268 milhões) ao longo de quatro anos.
O governo turco não divulgou a data exata de chegada dos primeiros aviões, mas fontes indicam que as entregas deverão iniciar após 2026, uma vez concluídas as intervenções de manutenção e modernização.
Este negócio destaca-se como um reforço importante da capacidade logística e tática da Turquia, ao mesmo tempo em que demonstra a continuidade da cooperação militar entre Turquia e Reino Unido no domínio da aviação de transporte.■

O KC-390 perdeu um cliente em potencial. Isso talvez atrapalhe os veículos turcos que concorrem nos programas do EB e do CFN. Digo talvez porque nem sempre é necessário que um país compre um equipamento militar de outro para que um negócio seja fechado. Para ficar nos negócios recentes do Brasil: os EUA não compraram algo para compensar a venda dos Blackhawks; a França não comprou nada para compensar a venda dos Scorpenes; a França e Alemanha não compraram nada para compensar a venda dos Caracals; a Alemanha não comprou nada para compensar a venda das Tamandarés; a Suécia não… Read more »
Não sabemos o estado desses C-130. Levando em conta que são aeronaves de quase 30 anos, logo precisarão de um substituto
Logo logo o KC ganha mais dois. A400M é mais caro de operar, embora mais capaz, fora a complexidade
Eles serão modernizados, então serão usados por mais de uma década.
Muito mais. Poderão voar facilmente por 20 anos.
Fui conservador no meu comentário.
Operaram na RAF por 24 anos. Se levarmos em conta a longevidade dessa família de aeronaves, poderão operar por mais algumas décadas, visto que a Turquia opera hoje as variantes B e E, muitíssimo mais antigas.
No caso da Índia o jogo muda um pouco pois os concorrentes também oferecem TOT e produção na Índia, então para ganhar o contrato a “carta na manga” do Brasil pode ser justamente uma compra de equipamentos militares indianos. É óbvio que o Brasil não é obrigado a fazer isso, mas com certeza isso será um grande diferencial e poderá ser decisivo. Quando o orçamento militar é grande e o país comprador tem demanda para uma grande compra, ele pode barganhar mais. Afinal o C-390 já teve 41 unidades exportadas para 8 países e já é um sucesso por isso,… Read more »
Nos nossos programas de submarinos, caças e fragatas todos os concorrentes teriam que fabricá-los aqui também. E ninguém precisou comprar algo nosso para ganhar.
É claro que se o Brasil fizer uma encomenda de produtos militares indianos para compensar a venda, isso ajudaria, mas também não garantiria a venda.
Enfim, o KC-390 é a melhor aeronave da categoria e tem grandes chances de vencer o C-130 e até mesmo o A400M (apesar de eu achar mais provável que os indianos comprem dois tipos de aeronaves), não sendo obrigatório que o Brasil compre Tejas, Brahmos ou Akash. Vamos esperar para ver.
Podemos dizer que ganhou um cliente em potencial Royal Air Force?
Eles aposentaram esses C-130 para padronizar com A400M.
Editores. O texto bate com o número? Uma dezena e meia não seriam 15?
Nota da redação:
Obrigado, erro do estagiário, para variar!
Que sacanagem!
Os caras adquirindo velharias de segunda mão enquanto o C-390 está disponível? Poxa, perdemos um cliente por não termos bastidores!
Bastidores com rabo político amarrado, estão mais preocupados com Gaza do que com caos segurança Brasil. Este viés obtuso prejudica Brasil. Comprar material de eficiência duvidosa Turca ou Indiana prejudica operadores segurança Brasil. Veja helis russos.
Errado. É mais do que estratégico firmar parcerias com países tecnologicamente em paridade com o Brasil. Índia e Turquia ainda possuem “qualidade duvidosa”, pois estão caminhando com seu parque tecnológico ainda, o que nos dá uma abertura para poder participar e trocar tecnologias e informações que possam beneficiar todas as partes. Um país tecnologicamente avançado não vai trocar informações sensíveis com outro, tanto por segurança quanto porque não desejam concorrentes, agora, um que ainda está engatinhando, vai sempre procurar e aceitar parcerias, principalmente em pontos cruciais em que ainda não tem expertise. Os principais membros da OTAN, China e Rússia… Read more »
Concordo em parte. Nossa situação atual não permite aventuras. Pouco dinheiro investimento, material antiquado/obsoleto e necessidades enormes visto situação geopolítica atual e dimensões Brasil. Temos 3 expertos em guerra atual, Ucrânia e Israel que podem compartilhar tecnologia comprovada. Turquia so apareceu radar pelos d rones utilizados em ações kamikaze início guerra Ucrânia e saíram foco com entrada tecnologia maior. Lembrando que d rones utilizados Azerbaijão era israelense que sumiu mídia para não ter represália russa
E se esses aí terem sido mais baratos? E se os turcos queriam entregas mais rápidas?
Óbvio que foram muito mais baratos. São aeronaves velhas.
Penso que, numa aquisição assim, a Turquia pretende ter agilidade na compra, receber as aeronaves logo. Talvez tenha uma lacuna na aviação de transporte, que precisa ser reparada rapidamente. Entrega rápida não aconteceria com aeronaves novas, inclusive o KC-390.
Turquia parceiro estratégico, esquece. Estão na OTAN e tem caso com Rússia. No mínimo governo Turco atual não e confiável. ( caso F35 versus S400 e bem ilustrativo)
12 C-130J seminovos, sem dúvida vai atender as demandas deles e não vão precisar comprar mais nada!
Com certeza vai atender. Esses C-130 geralmente possuem vida longa, aliado a modernização, terá pelo menos uns 20 anos de vida útil.
Uma pena não terem adquirido nosso KC, porém se levar em conta os valores, esses C130 darão uma baita economia pra e atenderão as demandas da Turquia.
Não sei qual foi o contrato, porém é bem provável a RAF ter “dado” de graça, condicionando a modernização em solo britânico, aliado a algum contrato de manutenção.
Não tenho dúvida que os KC são melhores, porém esses C130 ainda tem muita lenha pra queimar rsrr..
Os C-130 desta compra não representam a fabricação de novos aparelhos. Isso também ocorre com o México. Por um lado estes países poderiam ter comprado os KC-390, mas por outro lado terão aparelhos limitados operacionalmente, com vida útil limitada.
Limitados operacionalmente? Por que? Vida útil das células deve ter uns 50% disponíveis ainda, ou mais.
Esses C-130J iriam para a Suécia , que coisa em ,nada como um dia apos o outro …bom , questão de escolha , mas e obvio que a família ”tulpar” perde ponto para um futura aquisição por parte do EB , … embora a Familía CV-90 seja ampla favorita nisso…
A Suécia negociou a compra do C-130 usado da Itália e não do Reino Unido.
erro meu , então os Italianos ainda estão encalhados … quem sera que vai levar
A Grécia andou estudando comprar alguns dos C-130J italianos, mas não sei se a negociação avançou ou não.
Devem estar sem dinheiro e pegaram avião velho, igual a MB comprando navio usado da Marinha britanica tbm. A Turquia nao é essa festa toda com grana nao.
Avião velho seria se fosse versão H. Esses J britânicos, os mais velhos tem 24 anos de operação. Os primeiros C-105A da FAB chegaram em 2006…já tem 19 anos de operação. Tu achas eles velhos, também?
Como chamamos uma aeronave de 20/30 anos de uso?
Estão investindo na produção de um caça de quinta geração local e de um avião de treinamento avançado também local, estão negociando o upgrade dos F-16, estão fabricando navios novos e comprando caças Typhoon do Catar, não é falta de dinheiro é opção de comprar usado mesmo, suponho é que seja pela entrega mais rápida .