EUA aprovam possível venda de mísseis AGM-65G2 Maverick à Coreia do Sul por US$ 34 milhões
O Departamento de Estado dos Estados Unidos autorizou uma possível Venda Militar Estrangeira (FMS) para a República da Coreia, envolvendo 44 mísseis táticos AGM-65G2 Maverick e serviços associados, em um acordo avaliado em aproximadamente US$ 34 milhões. A Agência de Cooperação em Segurança de Defesa (DSCA) notificou oficialmente o Congresso americano sobre a proposta.
Detalhes do contrato
O pacote inclui, além dos mísseis, serviços de engenharia, suporte técnico e logístico prestados tanto pelo governo dos EUA quanto por contratados privados. O principal fornecedor será a RTX Corporation, sediada em Arlington, Virgínia.
Embora seja comum que compradores solicitem acordos de compensação industrial (offsets), até o momento não há indicação de que tal medida esteja prevista neste caso.
Objetivos estratégicos
De acordo com a DSCA, a venda proposta reforça a política externa e os objetivos de segurança nacional dos EUA, ao apoiar um aliado-chave no Indo-Pacífico, região considerada estratégica para a estabilidade política e econômica.
O armamento deverá fortalecer a capacidade sul-coreana de defesa aérea e aumentar sua prontidão contra ameaças atuais e futuras, além de garantir interoperabilidade com as forças norte-americanas.
Contexto
A Coreia do Sul já possui mísseis Maverick em seu inventário, o que deve facilitar a absorção da nova encomenda sem impacto operacional significativo.
As autoridades americanas ressaltaram ainda que a operação não alterará o equilíbrio militar regional nem exigirá o envio adicional de representantes do governo ou contratados dos EUA para Seul.
O míssil Maverick
O AGM-65 Maverick é um míssil ar-superfície amplamente utilizado para ataque de precisão contra alvos blindados, fortificações e embarcações. A versão G2 conta com melhorias em seu sistema de guiagem e desempenho, consolidando-se como um armamento versátil em cenários de combate moderno.
Com essa aquisição, a Coreia do Sul reafirma sua intenção de modernizar seu arsenal aéreo e manter dissuasão robusta frente às tensões crescentes na Península Coreana e no Indo-Pacífico.■

Há tempos não lia notícias sobre o ASM Maverick. Com tantos outros mísseis antiblindados em uso atualmente pensei que o Maverick tinha sido descontinuado.
Os Mavericks antitanques são os das versões A, B e D. Dotados de ogivas HEAT de 120 lb (54 kg_ Eles basicamente são mísseis de ataque a baixa e média altura. O A era guiado por TV e o B era guiado por TV com intensificador de imagem (LLTV) *No desenho há um erro em designar o B como sendo CCD . O D é guiado por imagem térmica. Desses apenas o D está em operação e nenhum é mais fabricado. = As versões E, F, G e K são dotados de ogivas de alto explosivos (HE) de 300 lb… Read more »
Boa tarde, Mestre Bosco.
Como a quantidade é pouca deve ser para alvos muito específicos e já conhecidos pela Força Aérea Sul Coreana, imagino. Obrigado pela aula.
Isso aí é para equipar os FA-50.
Não tinha pensado nesse vetor. Bem provável.
Inclusive, a foto de abertura mostra um AGM-65 sob a asa de um FA-50PH da Força Aérea Filipina.
Bosco, será que faria sentido também por ser um sistema independente de GPS para guiamento? Talvez seja um diferencial em um ambiente mais saturado, mas isso é especulação minha. Ab.
Pode ter a ver sim.
Essa versão deve ser utilizada mais na linha de frente com caças convencionais implementado apoio aproximado a baixa altura.
Trancam no alvo, disparam e dão meia volta lançado chaffs e flores.
O míssil segue sozinho.
Flores: margaridas e girassóis! Corretor maldito…. kkkkkk
rsss
Realmente.
Lançado = lançando
Flores = flares
Maverick nos super tucanos é possível ? E porque a FAB não tem um míssil desse semelhante ?
Sim. É possível. O Chile usa:

.
A FAB não lança bombas guiadas tem tempo, imagine então, colocar dinheiro para ter esse tipo de míssil em Super Tucano. E se for ver, um investimento que faria muito mais sentido, seria em kits como o APKWS para foguetes Hydra 70mm.
Acho que seria possível sim, mas como o bosco disse acima há outras opções mais baratas no mercado. “JDAM e Paveway para ataques de médio alcance contra alvos fixos” e mísseis Hellfire para atacar blindados. Acredito que o Spike israelense seria uma ótima opção também, mas a turminha do free palestine começaria a chorar.
Alecs, Mas a versão G seria interessante para o Super Tucano porque ele não tem energia para lançar bombas a grandes distâncias. Um míssil Maverick com uma ogiva de 300 lb é quase igual uma Mk-82 com a vantagem de poder ir muito mais longe, deixando ele fora do alcance de alguns sistemas de defesa AA de curto alcance. Já contra alvos táticos móveis aí sim um Hellfire seria mais interessante. Só como exemplo, uma JDAM lançada a 6000 metros por um ST a 500 km/h atinge um alvo a uns 4 km, já um Maverick teria pelo menos o… Read more »
Concordo contigo. Alvos como uma bateria SAM principalmente. Ainda mais na atual situação de aposentadoria dos A-1.
Olha o preço, quase US$ 1 milhão cada… Deve ter opções mais em conta com desempenho semelhante…
Bom, os coreanos aparentemente precisam atingir alvos fixos e a baixa altura. Até porque uma bomba planadora faz mais sentido na guerra moderna.
No entanto, para os Super Tucanos da FAB faria sentido, no apoio de fogo, embora seja uma arma cara, agregaria. Inclusive, os chilenos usam nos seus.
Tem a versão sueca, o RB75, com o mesmo desempenho. Creio que com a modernização dos Super Tucanos, essa capacidade seria interessante. Praticamente um “Apache” veloz e barato, que pode decolar de qualquer pista sem necessidade de logística complexa.
Seria interessante pros Skyhawk da MB terem um meio anti-navio mais capaz do que bombas burras.
“As autoridades americanas ressaltaram ainda que a operação não alterará o equilíbrio militar regional ..” Quando se trata deles, suas vendas de armas, etc., nunca alteram o equilíbrio regional.
Mas vc queria que os EUA baseasse sua política no sentido de defender os interesses da China, Rússia , Irã ou CN?
OFF Gulfstream G550 Coreia do Sul escolhe L3Harris e IAI com radar Elta EL/W-2085 para programa de aeronaves AEW&C de US$ 2,2 bilhões Although the final commercial G550 produced by Gulfstream was delivered in June 2021, deliveries of special-mission airframes to military customers have continued beyond that date. The G550’s versatility extends to government and military applications. United States: The Air Force, Navy, Army, and Coast Guard operate G550s in various configurations, including the C-37B for VIP transport and the NC-37B, with structural modifications to conduct Range support missions. Israel: The Israeli Air Force employs G550s for Airborne Early Warning (AEW) and… Read more »