Lockheed Martin intensifica ofensiva para incluir Portugal no programa F-35
Lockheed Martin F-35A
A empresa norte-americana Lockheed Martin intensificou nos últimos meses os seus esforços para que Portugal considere a aquisição do caça de quinta geração F-35, posicionando-se como parceira estratégica no processo de modernização da Força Aérea Portuguesa.
Em declarações ao Jornal de Negócios, Greg Day, responsável pelo desenvolvimento internacional do programa F-35, afirmou que “chegou a hora de considerar o F-35 para cumprir a missão aérea” em Portugal, destacando a longa cooperação com a Força Aérea e a interoperabilidade do modelo com sistemas da OTAN.
Ao mesmo tempo, a Lockheed Martin já firmou um memorando de entendimento com o cluster português de defesa AED Cluster visando identificar empresas nacionais que possam integrar a cadeia industrial e tecnológica do programa. A ideia é viabilizar participação em produção de componentes, investigação, manutenção e formação caso o modelo seja adotado.
Desafios políticos e estratégicos
Apesar do interesse por parte da fabricante, o processo enfrenta resistências e incertezas no plano político. O governo português ainda não se pronunciou sobre uma decisão definitiva para substituir sua frota de F-16.
Além disso, a Lockheed Martin, buscando suavizar possíveis objeções, afirma desvalorizar o papel geopolítico como argumento central da proposta, insistindo que seu apelo se baseia mais em tecnologia, cooperação industrial e continuidade do programa.
Por outro lado, Portugal também tem sinalizado interesse em alternativas europeias ou em programas de caça de sexta geração, em uma tentativa de diversificar parcerias e reduzir dependência externa.
Importância estratégica e potencial impacto
Para a Lockheed Martin, incluir Portugal no programa F-35 reforçaria sua presença na Europa e serviria de porta de entrada à cooperação industrial ibérica. Segundo o fabricante, a adoção do F-35 traria ganhos em capacidade tecnológica e interoperabilidade com aliados da OTAN.
Se a compra for aprovada, haverá necessidade de investimentos em infraestrutura, treinamento, manutenção e garantias contratuais. O custo de saída de fábrica do F-35 nos últimos anos tem ficado em cerca de US$ 82,5 milhões (cerca de 72 milhões de euros), valor que não inclui todos os custos adicionais.
Próximos passos
A expectativa é que, nos próximos meses, ocorram mais encontros entre representantes do governo português, a Lockheed Martin e o cluster AED para analisar viabilidades técnicas, financeiras e estratégicas. A decisão final dependerá de um equilíbrio entre os compromissos políticos, orçamento e alinhamento com a estratégia de defesa nacional.
Enquanto isso, paralelamente, outras fabricantes e países — como a sueca Saab com seu caça Gripen — também têm intensificado sua presença diplomática e industrial em Portugal, transformando a disputa pelo vetor de substituição dos F-16 em um terreno concorrencial acirrado.■
SAIBA MAIS:
ESPECIAL: Comparação padronizada de custos de caças ao longo da vida útil

Dizem que Portugal irá de Rafale.
Negativo, a escolha da FAP é F-35A sendo complementados por Typhoon, Gripen E ou Rafale. O Rafale é a ultima escolha.
Vão comprar o que uns 6 F-35? lembrem-se dos reajustes no Canadá e na Suíça. O Canadá assinou com a LM um contrato de 19 bilhões de dólares por 88 F-35, isso já virou 27 bilhões e já estão falando de outro acréscimo de mais 5,5 bilhões. Na Suíça eram 6.4 bilhões, que agora serão 7.8 bilhões, e com possibilidades de mais acréscimos LM pelo jeito não é muito confiável quando o assunto é dinheiro. “The Swiss government justified its choice by explaining that the American aircraft presented the “best relationship between efficiency and cost according to specific criteria”, with… Read more »
27 caças.
https://cnnportugal.iol.pt/defesa/f-35/sao-invisiveis-extremamente-letais-e-usam-ia-forca-aerea-portuguesa-quer-comprar-27-dos-avioes-mais-caros-do-mundo/20240517/66477337d34ebf9bbb3da670
E mais por política do que por razões técnicas, por conta das posições do Trump o F-35 virou o azarão na disputa.
Se Portugal escolher o Gripen você ainda tem duvida que terá veto americano.
Por ser membro da OTAN comprando de outro membro da OTAN não teria veto.
Cuidado Tugas… é cilada!
E o orçamento? F-35 é um sugador de recursos, estão preparados pra esse ralo de euros?
O problema maior do caça sao os atrasos no TR3 que foi anunciado como entregue mas muito mais por pressao da LM e o Block 4 vai ser drasticamente reduzido e quiçá estará pronto em 2030. Pelo menos Portugal já pegaria os Block 4 se assinar agora visto que a produção dos proximos anos já está comprometida para outros parceiros.
Quanto a consumo de recursos, nao sei se o custo de manutenção é muito maior que onde outros caças, duvido que o custo do Rafale e Eurofighter sejam muito inferiores.
Sobre custos:
https://www.aereo.jor.br/2024/11/21/especial-comparacao-padronizada-de-custos-de-cacas-ao-longo-da-vida-util/
Não obrigado.
Entre os dados providenciados pelos MoDs dos diversos países europeus que selecionaram F-35 e os dados de mais um(!) estudo tendenciososo comissionado por uma fabricante que está desesperada em vender um produto inferior, fico com os MoDs e seus relatórios.
O problema maior é como pagar a conta de manutenção. Entrega tudo na compra e depois chegam os “penduricalhos”.
O F-35A sugador de recursos?
Só se for comparando com um Cessna rsrs
Segundo os relatórios e análises de MoDs de alguns outros países europeus, o F-35 tem CPFH e custos de ciclo de vida comparáveis ou até mesmo inferiores aos da maioria dos outros caças ocidentais.
Além disso, em 2021 oficiais da RNAF até disseram que o F-35A deles estava na época com custo de hora de vôo de $12,546 USD e que era apenas um pouco acima do custo da hora de voo dos F-16AM/BM que eles ainda tinham.
Manda os links aqui para a gente dar uma olhada.
Tem fonte para todo mundo… “The direct cost per flight hour of the F-35A is currently estimated at US$42,000, or approximately €39,500. This figure, published by the US Department of Defense for fiscal year 2020“ “These costs include fuel, routine maintenance, technical consumables, immediate support labor, and minor repairs carried out between operational missions. They exclude initial investments, training, infrastructure, and the long-term replacement of major components.“ “In comparison, an F-16C/D has a direct cost of approximately $25,400 per hour, a difference of more than $14,000. This increase is linked to the greater sophistication of the systems on board the… Read more »
Sobre o custo Norueguês, papel aceita tudo. “ Os custos operacionais para caças consistem principalmente em dois tipos de custos: custos variáveis, que dependem de quanto você voa, e custos fixos, que são em grande parte os mesmos, não importa quanto voamos. Exemplos de custos variáveis são combustível e manutenção. Exemplos de custos fixos são o desenvolvimento adicional da aeronave, operação dos esquadrões, simuladores, etc. Como esses custos são afetados pela forma como um é organizado, eles variam bastante entre os 14 países que até agora encomendaram o F-35. Nos planos orçamentários noruegueses, calculamos custos variáveis e fixos para o… Read more »
“custo de hora de vôo de $12,546”
Ninguém sã de consciência e minimamente informado acata esses 12.000 dólares, absolutamente ridículo.
Esse avião é um sugador de recursos $$$ !!!
Olha ai :
https://www.navylookout.com/us-watchdog-warns-of-growing-risks-to-f-35-programme/
O especialista do blog falam que o F35 nao e a melhor escolha…só esquecem que o custo de produção caiu e todos países que adotaram o mesmo têm plano de mais aquisição…o F35 e um sucesso igual o seu antencedo F16
Qual alternativa ao F-35 para OTAN e os outros aliados dos EUA, como Japão, Israel, Austrália, Singapura?
KAAN?
KF-21 na versão 5ª Geração que ainda está sendo desenvolvido?
FCAS?
Tempest?
J-20?
J-35?
Su-57?
A FAB tivesse escutado a Embraer nao teria os problemas que ta tendo com o Gripen…sem falar que aos longos do tempo o custo de manutenção dos Gripens serão altíssimo pela baixa cadência de produção
O problema do BR é grana… Avião ou fabricante algum resolve isso…
Pra Otan??? F35, eurofighter, rafale, gripen E e F16B70. Os poloneses devem comprar o Block 2 do KF21 coreano mas o carro chefe deles vai ser o F35. E pros países membros do nuclear sharing, só F35 ou F16, tanto que a Turquia ta comprando Block 70 e fazendo upgrade dos seus f16. FCAS e GCAP sao programas pra provavelmente pros anos 2040.
O KAAN só no sonho dos turcos que agora nem mais turbina tem, também vai estar operacional lá pra 2040+.
J20, J35, Su 57 nao sao opções pra países OTAN.
Pergunta para o Canadá se o custo de produção dos F-35 deles caíram….
O custo nem é mais tanto o problema. Hoje o maior problema é o atraso dos TR3 e do futuro block 4. O TR3 foi declarado parcialmente ready, mas foi mais pressão da LM já que o patio tava lotado de aviao enquanto a cadeia de produção nao tinha parado. Dentre os problemas que justificam o atraso inclui o software inchado (technical legacy) e a questao termal que fica mais a cargo da turbina da Pratt and Whitney. Nenhum desses dois deve ser resolvido e o aviao nunca vai entregar tudo o que poderia. Ainda assim, vai ser o melhor… Read more »
A regra é clara
Quem pode F-35 não vai de Gripen
O resto é choro ou mau caratismo
Será que irão ofertar ou sutilmente ameaçar veladamente para que portugal adquira seu produto? Porque hoje em dia, qualquer um que desagrade Washington,pode ser intimidado com a implementação de tarifas…
Não se esqueça que o comércio externo dos membros da união europeia é domínio da UE, qualquer aplicação de tarifas a Portugal será aplicação de tarifas a toda a união europeia.
Ficaram definidas em 19% após negociação com a UE.
O pessoal fica fazendo piada de portuga mas aí eles foram inteligentes. Encarar esse poço sem fundo de dinheiro é só pra doido.
Que Deus livre Portugal desse calvário do F-35.
erro histórico, avião que não voa, quando voa cai e é caro voando e parado.
Israel manda lembranças!!
Seria ruim se a SAAB perdesse essa. Portugal é um país minúsculo com relevância pequena na OTAN.
Totalmente desnecessário um caça caro como o F-35.
Portugal deveria ir de Gripen E/F.
Muito provavelmente e o que se fala nos corredores, é que será uma solução Hi com cerca de 20 F35 e Low com cerca de 20 de um dos outros. Mantendo-se também alguns dos F16 até ao fim da vida útil.