Consórcio LIG NEX1–Korean Air lidera disputa pelo programa sul-coreano de aeronaves de guerra eletrônica
O consórcio formado pelas empresas LIG NEX1 e Korean Air despontou como primeiro colocado na avaliação técnica do programa sul-coreano de aeronaves de guerra eletrônica, um projeto estimado em 1,78 trilhão de won (cerca de US$ 1,29 bilhão), segundo fontes da indústria de defesa.
A Administração do Programa de Aquisição de Defesa (DAPA) deverá anunciar o licitante preferencial no próximo mês, após concluir as sessões de debriefing, verificar as avaliações e abrir o período para eventuais contestações. O plano prevê o desenvolvimento de quatro aeronaves de guerra eletrônica até 2034, inserindo a Coreia do Sul em um seleto grupo de países com domínio dessa tecnologia.
Resposta à crescente ameaça norte-coreana
O programa surge em meio a um aumento sem precedentes nas operações de interferência de GPS por parte da Coreia do Norte, que, de outubro de 2024 a agosto de 2025, afetaram quase 5.000 aeronaves e 1.000 navios, forçando inclusive a queda de ao menos três helicópteros não tripulados da Marinha sul-coreana. Hoje, a Força Aérea da Coreia do Sul não possui aeronaves dedicadas à guerra eletrônica capazes de executar operações ativas de bloqueio de sinais, dependendo de meios da Força Aérea dos EUA, como o EC-130H Compass Call.
Ponto forte: experiência em sistemas e modificações
A vantagem técnica da LIG NEX1 é atribuída ao seu amplo portfólio em guerra eletrônica, incluindo o desenvolvimento do primeiro sistema nacional de guerra eletrônica para caças (ALQ-200) e a suíte integrada do programa KF-21. Sua solução naval SONATA já ganhou reconhecimento internacional ao neutralizar radares de piratas no Golfo de Áden em 2011.
A Korean Air, por sua vez, agrega experiência em modificação de aeronaves, tendo modernizado os P-3C de patrulha marítima e liderado a conversão da aeronave de reconhecimento Baekdu-I. Analistas consideram a combinação de expertise em sistemas de guerra eletrônica e em conversão de aeronaves um fator decisivo para o sucesso da proposta.
O consórcio rival, Korea Aerospace Industries (KAI)–Hanwha Systems, enfatizou suas credenciais na fabricação de aeronaves e no desenvolvimento do caça KF-21, destacando sinergias com o radar AESA fornecido pela Hanwha.
Exigências e impacto estratégico
O projeto requer aeronaves capazes de operar com um alcance mínimo de interferência de 200 km, aptas a coletar e analisar sinais inimigos, neutralizar redes integradas de defesa aérea e proteger as forças amigas. A primeira fase prevê a entrega de aeronaves Block I, com bloqueadores de sinais de longo alcance, até 2034, seguida de uma Block II com upgrades de inteligência artificial.
Especialistas ressaltam que a guerra eletrônica já demonstrou sua importância em conflitos modernos, como na guerra da Ucrânia, onde estimativas indicam que até 75% dos drones russos e ucranianos foram desativados por interferências eletrônicas em 2024.
Se bem-sucedido, o programa reduzirá a dependência da Coreia do Sul dos ativos norte-americanos e poderá abrir caminho para o país se tornar exportador de tecnologia avançada de guerra eletrônica, fortalecendo sua base industrial de defesa por décadas.■
FONTE: CHOSUNBIZ

Incrível como aumentou o número de países investindo em novos aviões dedicados a electronic warfare (EW)
Off topic, mas nem tanto:
Nova aeronave AEW&C sul coreana:
(https://www.twz.com/air/south-korea-has-chosen-its-next-airborne-early-warning-radar-jet)
Coreia do Sul escolhe L3Harris e IAI com radar Elta EL/W-2085 para programa de aeronaves AEW&C de US$ 2,2 bilhões