A330 MRTT+ Royal Thai Air Force Artist view (3D Render)_A330_THAI_HILLS 2

Getafe (Espanha), 25 de setembro de 2025 – A Força Aérea Real da Tailândia (RTAF) formalizou a compra de um Airbus A330 Multi Role Tanker Transport Plus (MRTT+), a mais recente versão do consagrado avião-tanque e de transporte estratégico da fabricante europeia. O contrato marca um reforço estratégico para a defesa aérea do país e amplia a parceria industrial entre a Tailândia e a Airbus.

O A330 MRTT+, baseado no A330neo, incorpora sistemas de reabastecimento duplo – tanto o boom (haste rígida) quanto o hose-and-drogue (mangueira com cesta) – permitindo abastecer em voo diferentes tipos de aeronaves em uma mesma missão. O modelo adquirido também virá equipado com kit de evacuação médica (MEDEVAC) e uma configuração VVIP, que possibilita transporte de autoridades ou missões humanitárias.

A aeronave entrará em conversão militar no centro de modificação da Airbus em Getafe, Espanha, em 2026, com entrega final prevista para 2029. Segundo Jean-Brice Dumont, chefe da divisão Air Power da Airbus Defence and Space, a escolha tailandesa “demonstra a confiança na plataforma e na evolução de sua eficiência, capacidade e sustentabilidade”.

Inovação e desempenho aprimorado

Apresentado no Salão Aéreo de Farnborough 2024, o MRTT+ traz avanços derivados do A330-800 comercial, incluindo motores Rolls-Royce Trent 7000, aerodinâmica otimizada e novas wing-tips. Essas melhorias proporcionam redução de até 8% no consumo de combustível, menor emissão de ruído e aumento do peso máximo de decolagem para 242 toneladas, o que amplia o alcance e a capacidade de transferência de combustível.

Com 95% de comunalidade estrutural com a atual frota A330 MRTT, o novo modelo garante treinamento e manutenção compatíveis com a rede global já estabelecida. Atualmente, o A330 MRTT detém mais de 90% do mercado fora dos EUA e já foi encomendado por países como Austrália, França, Reino Unido, Singapura, Coreia do Sul e Arábia Saudita, totalizando 85 aeronaves para 11 clientes.

Cooperação industrial e “Make in Thailand”

Paralelamente ao contrato, a Airbus assinou com a Thai Aviation Industries (TAI) um memorando de entendimento ampliado para garantir suporte de manutenção no próprio país. O acordo fortalece a política governamental “Make in Thailand”, ao transferir conhecimento, tecnologia e competências para a indústria aeroespacial local e aumentar a autossuficiência da Tailândia em operações críticas.

Com a chegada do MRTT+, a Tailândia eleva sua capacidade de reabastecimento aéreo, transporte estratégico e resposta a emergências, consolidando-se como ator relevante na segurança e estabilidade do Sudeste Asiático.■


Subscribe
Notify of
guest

13 Comentários
oldest
newest most voted
Leandro Costa

Façam suas apostas!

1) Vai ser entregue antes do primeiro convertido para a FAB;
2) Vai ser entregue antes dos dois convertidos para a FAB;
3) Vai ser entregue depois do primeiro convertido para a FAB;
4) Vai ser entregue depois dos dois convertidos para a FAB, e;
5) Convertido para a FAB? Tá bêbado! Isso non-ecsistirá!

Façam suas apostas, mas 10% é da casa!

Marcelo

essa é mole, 5 na cabeça

Jorgemateus77

questão nível ITA
Acho q a resposta flutua entre 1) e 5)

Rinaldo Nery

Se o nosso for convertido ainda transportará a “primeira vagabunda”?

Leandro Costa

Acho que isso pode ser enquadrado na categoria ‘Multi-Role’ do MRTT.

Abymael2

Que é isso, que falta de educação do senhor. Lamentável.

adriano Madureira

militar,queria oque?!

adriano Madureira

Ué?! Michele Bolsonaro será presidente ou primeira dama em 2027?!

EduardoSP

Caramba, Cel.
O senhor está se expressando no mesmo nível do Gen. Mário Fernandes.

Heinz

5, é o gabarito, sem dúvidas!

MMerlin

Segundo a Airbus, a FAB não iniciou o trâmite para início do processo de contratação da conversão. A FAB, devido aos problemas orçamentárias, tem priorizado recursos para os programas KC-390 e F-39. E, depois que o contrato com a fabricante for assinado, o tempo da fila de espera (apenas para iniciar a conversão) é de pelo menos um ano. Então, se entrasse no orçamento de 2026 (o que duvido), o contrato fosse negociado e assinado no mesmo ano, entrasse no fim de 2027 para conversão, veríamos a primeira aeronave sendo entregue lá por 2029 também. Isso sem atrasos por questões… Read more »

Fábio CDC

Eu até rio dessas piadas mas ai me lembro que é verdade e me sinto profundamente triste. Falo sério.

Leo Costa

sem comentários!