E-7 Wedgetail OTAN

E-7 Wedgetail

Londres, 18 de setembro de 2025 – O governo britânico anunciou um contrato inédito com a Boeing que permitirá ao Reino Unido construir aeronaves militares para a Força Aérea dos Estados Unidos pela primeira vez em mais de meio século. O acordo prevê a criação de mais de 150 novos postos de trabalho em Birmingham e garante ainda o suporte a outros 190 empregos em todo o país, gerando um impacto estimado de mais de £36 milhões na economia britânica.

Pelo contrato, dois jatos comerciais Boeing 737 serão modificados no Reino Unido para se tornarem prototótipos avançados de aeronaves de vigilância aérea E-7 Wedgetail destinados à Força Aérea americana. Esses aviões, equipados com radares e sensores de longo alcance, são capazes de detectar aeronaves, mísseis e drones hostis a mais de 480 km de distância, e já foram encomendados pelo próprio Reino Unido – que deve receber sua primeira unidade em 2026.

Atualmente, o programa britânico do E-7 já sustenta cerca de 190 empregos especializados, sendo 130 deles em Birmingham, onde a Boeing opera a linha de modificação. Com o novo contrato, a empresa vai expandir a capacidade de produção e preparar as duas primeiras unidades que serão entregues aos EUA. Mais de 40 fornecedores britânicos participam do programa, incluindo a construção de duas novas instalações de engenharia em RAF Lossiemouth, na Escócia.

O ministro da Defesa, John Healey, destacou que o acordo “reforça a relação especial entre o Reino Unido e os Estados Unidos, transforma a defesa em um motor de crescimento econômico e fortalece a segurança coletiva”. Healey lembrou ainda que a iniciativa integra a nova Estratégia Industrial de Defesa, lançada na semana passada, que prevê £250 milhões em novos acordos de crescimento para o setor e £182 milhões em programas de capacitação técnica.

Além de impulsionar empregos e tecnologia no Reino Unido, o contrato também beneficiará empresas norte-americanas, que fornecerão componentes para a cadeia global de suprimentos do E-7. A cooperação garante que, quando os aviões entrarem em operação, forças aéreas dos dois países compartilhem sistemas e aumentem a interoperabilidade de suas missões de vigilância e defesa aérea.■



Redes Sociais

A Trilogia Forças de Defesa também está presente nas redes sociais. Para comentar e discutir as matérias com os editores e outros leitores, entre no nosso grupo no WhatsApp e no Facebook. Para correções, críticas e sugestões de pauta, contate os editores: redacao@fordefesa.com.br.
Subscribe
Notify of
guest

6 Comentários
oldest
newest most voted
Hcosta

Parece que o desfile de carnaval compensou…
Mas o que aconteceu ao conceito MAGA e o objetivo das tarifas? Não é para aumentar a produção industrial dos EUA?

E o E-7 não era para ser cancelado e substituído por satélites de baixa órbita? Ou isso foi cancelado depois do Musk ter sido afastado?

Mauricio R.

Os satélites de baixa órbita parece que ficaram pra depois, a USAF andou flertando com o E-2D da US Navy.
Mas essa história do controle de tráfego aéreo por satélites, ainda tem muito chão pela frente:

(https://www.twz.com/space/track-moving-aircraft-via-radar-satellites-instead-of-surveillance-jets-still-far-from-reality)

Jorge

Perfeito!
Historinha para boi dormir!!!
América voltando a crescer!!!
Kkkkkkk, e os cachorros batendo palma!!!!

Felipe

É mais caro e desafiador tecnologicamente, o satélite sozinho ainda não substitui a capacidade do MESA (radar do E-7) de gerenciar batalhas em tempo real com baixa latência! Essa transição acontecerá, mas não agora! Entendeu agora sabidão? Quando a pessoa acha que sabe de tudo, mais q na vdd não sabe nada, só fala MERDA!

André Macedo

Parece o episódio do Chaves vendendo churros pra ele mesmo kkkkkkkkkkkkkk

Peniba

Título apelativo ao se ler a matéria. O Reino Unido não vai produzir nenhuma aeronave para os EUA, e sim adaptar Boeing já existente, alias, o investimento informado na matéria é inferior ao custo das aeronaves civis.