Reino Unido envia caças Typhoon para reforçar vigilância aérea da OTAN sobre a Polônia
Londres / Varsóvia, 15 de setembro de 2025 — O governo do Reino Unido anunciou nesta segunda-feira que vai despachar caças Typhoon da Força Aérea Real (RAF) para realizar missões de defesa aérea sobre a Polônia, como parte da operação Eastern Sentry, da OTAN. A medida foi decretada em resposta a recentes incursões de drones ligados à Rússia sobre o espaço aéreo polonês e romeno, que foram consideradas graves violações da soberania nacional.
Segundo comunicado do Ministério da Defesa britânico, os caças Typhoon sairão da base RAF Coningsby, em Lincolnshire, com apoio logístico de aeronaves de reabastecimento aéreo do tipo Voyager, oriundas da base de Brize Norton. Os voos terão o objetivo de reforçar a proteção do espaço aéreo aliado e dissuadir novas incursões aéreas, especialmente de drones não tripulados vindos da Rússia.
O anúncio se debruça também sobre a recente violação detectada em 9 de setembro, quando cerca de 19 drones entraram no espaço aéreo polonês, supostamente partindo da Rússia — episódio que levou o governo da Polônia a ativar o Artigo 4 do Tratado do Atlântico Norte, que convoca consultas entre membros da aliança. Também houve relatos de um drone cruzando para o espaço aéreo romeno durante o mesmo período.
Em declarações oficiais, o Primeiro-Ministro Keir Starmer afirmou que as ações russas foram “comportamento irresponsável” e uma “violação do direito internacional”, justificando a necessidade de uma resposta aliada firme. O Secretário de Defesa John Healey reforçou que o envio dos Typhoons demonstra a união da OTAN diante das pressões do Kremlin e que a missão visa proteger tanto os países do flanco leste quanto a integridade do espaço aéreo europeu.
A missão Eastern Sentry foi formalmente inaugurada em 12 de setembro de 2025, como resposta coordenada da OTAN para reforçar a segurança aérea nos países do flanco oriental. Além da Grã-Bretanha, participam da operação aeronaves aliadas da Dinamarca, França e Alemanha.
As missões incluirão patrulhas aéreas regulares, monitoramento de fronteiras e, se necessário, interceptações. Embora os Typhoon sejam aeronaves modernas, o governo britânico enfatiza que o espectro de ação não será apenas militar: diplomacia, cooperação aliada e reforço de capacidade antidrone também fazem parte da estratégia.
A resposta britânica reflete uma crescente preocupação entre os membros da OTAN com o uso de drones como instrumentos de desestabilização. Até agora, as incursões russas não causaram vítimas diretas, mas aumentaram o temor de que violações menores possam abrir caminho para crises maiores.■

Os russos começaram a atacar os depósitos de armamentos na Polônia que são repassados a Ucrânia.
https://youtu.be/0519EbU65hg?si=r9imofvs-1jCuKdH