Japão envia caças F-15 para Canadá, Alemanha, Reino Unido e EUA em sua maior missão transatlântica

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F-15J JASDF

A Força Aérea de Autodefesa do Japão (JASDF) inicia nesta semana sua mais ambiciosa missão transatlântica já realizada, batizada de “Atlantic Eagles”, levando cerca de 180 militares e oito aeronaves a quatro países aliados da América do Norte e da Europa até 1º de outubro.

Segundo comunicado do Estado-Maior da JASDF, a operação de 18 dias reforça a percepção de que “a segurança do Euro-Atlântico e do Indo-Pacífico está interconectada”, sinalizando uma ampliação do foco de cooperação militar japonesa para além da região do Pacífico.

A força destacada combina caças e aeronaves de apoio de várias alas da JASDF. O elemento de combate é formado por quatro caças F-15 do 2º Esquadrão Aéreo de Chitose. Para reabastecimento em voo, participa um KC-767 da 1ª Ala de Transporte Tático de Komaki. O transporte de pessoal e equipamentos será garantido por um C-2 do 2º Grupo de Transporte Tático de Iruma, outro C-2 e um KC-46A da 3ª Ala de Transporte Tático de Miho.

O itinerário começa na Base Aérea de Eielson, no Alasca, ponto estratégico para operações trans-Pacífico e já conhecido dos pilotos japoneses que participam do exercício Red Flag Alaska. Em seguida, a missão segue para a CFB Goose Bay, em Newfoundland e Labrador, no Canadá, onde haverá treinamento em ambiente ártico e intercâmbio com as Forças Armadas canadenses.

Na Europa, a comitiva visita as bases RAF Coningsby e RAF Brize Norton, no Reino Unido, antes de encerrar o circuito na Base Aérea de Laage, na Alemanha.

Cada parada prevê exercícios conjuntos, trocas operacionais e atividades de interoperabilidade com as forças anfitriãs, reforçando a capacidade do Japão de manter operações prolongadas longe de seu território e demonstrando sua capacidade expedicionária em fase de modernização, que combina aeronaves veteranas como o F-15 com plataformas mais novas como o KC-46A.

A complexa logística da Atlantic Eagles exige reabastecimentos aéreos de precisão, transporte de pessoal e equipamentos por múltiplos fusos horários e coordenação multinacional em ambientes de infraestrutura variada.

Com essa missão, o Japão aproxima suas forças aéreas dos principais aliados ocidentais, fortalecendo laços estratégicos e sinalizando que, para Tóquio, os desafios de segurança globais exigem cooperação que ultrapassa o Indo-Pacífico.■


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8 Comentários
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JuggerBR

Que bela pintura desses f-15…

Carlos Campos

realmente muit linda, só não é mais que as do F2

Abymael2

Eu gosto mais das camuflagens coloridas dos japas. Ele fazem umas misturas de cores que ninguém mais faz.

Rubens

Gostaria muito que a FAB fizesse parte também de intercâmbio com as forças do ocidente . Infelizmente o atual governo prefere eixo vermelho.

Israel Martins

Se a gente tivesse pelo a quantidade de caças que um país de nível intercontinental deveria ter, sim, também gostaria de fizesse intercâmbios….

Carlos Campos

mas a gente faz, só não fazemos mais pq não temos dinheiro, aliás seria favoravel a voar até a China para ver como eles treinam, já que uma guerra no pacífico é provavel, alem dos coreanos e japas, seria muito bom. Israel então para infiltração aérea e ataque não tem outra igual.

Gavião

Exagero, o Brasil se relaciona com países do Ocidente , Oriente Médio, China e tantos outros, mostrando que não somos alinhados, embora em termos de FFAAs há mais contato com os americanos mesmo, incluindo fazer parte do FMS, programa exclusivo para países amigos.

Gavião

Creio haver um equívoco. Em Chitose, temos a 2a. Ala, com dois esquadrões de F-15, o 201 e o 203.