Su-57 - 10

A Força Aérea Indiana (IAF) está avaliando a aquisição de aeronaves de combate de quinta geração para modernizar sua frota. Os principais concorrentes são o Su-57 russo e o F-35 norte-americano. A exigência mínima da IAF é estimada em dois a três esquadrões, equivalentes a 36–54 aeronaves. Como alternativa, a Índia também está analisando o desenvolvimento de seu programa nacional Advanced Medium Combat Aircraft (AMCA), embora seu cronograma ainda seja incerto.

De acordo com a Asian News International, citando uma fonte do Ministério da Defesa da Índia, especialistas indianos e russos estão avaliando em conjunto o investimento necessário para estabelecer a produção do Su-57 nas instalações da Hindustan Aeronautics Limited (HAL), em Nashik. Essa planta atualmente fabrica o Su-30MKI sob licença, oferecendo uma base de produção consolidada e mão de obra experiente para a montagem do Su-57. Além disso, empresas indianas já produzem componentes do Su-30MKI com tecnologia russa, o que poderia ajudar a reduzir custos por meio da produção local do caça de quinta geração.

A Índia participou anteriormente do projeto FGFA (Fifth Generation Fighter Aircraft), uma iniciativa de desenvolvimento conjunto baseada no Su-57. Em 2018, Nova Délhi se retirou do programa, alegando preocupações com as características furtivas da aeronave, aviônicos, capacidades de combate e divergências financeiras. Contudo, a evolução do cenário de segurança internacional e as crescentes demandas sobre a frota de aviação de combate indiana reacenderam o interesse em uma possível cooperação.

Paralelamente, a Índia avança com o programa AMCA. Declarações oficiais indicam planos para construir cinco protótipos até 2027 e iniciar a produção em série até 2035. No entanto, a falta de testes concluídos e o financiamento incerto tornam o cronograma do programa imprevisível.

O Su-57 é um caça pesado bimotor com velocidade máxima de aproximadamente Mach 2. Seu alcance máximo em cruzeiro subsônico com combustível interno completo é de 2.670 milhas náuticas (4.300 km), podendo ser estendido para 3.420 milhas náuticas (5.500 km) com tanques externos (2.000 ou 3.400 litros, designados PTB-2000 ou PTB-3400 em fontes russas). Em velocidade supersônica sem pós-combustão, a aeronave pode percorrer até 1.080 milhas náuticas (2.000 km) com carga total de combustível. O Su-57 é capaz de empregar uma ampla variedade de munições contra alvos terrestres, marítimos e aéreos.

O F-35, em contraste, possui configuração monomotor, velocidade máxima de Mach 1.6, raio de combate de aproximadamente 600 milhas náuticas (1.100 km) e um sistema integrado de gerenciamento de armamentos. Dados preliminares sobre o AMCA sugerem que ele atenderá aos requisitos modernos de furtividade e será equipado com um motor indiano ou estrangeiro, embora parâmetros específicos ainda não tenham sido divulgados.

Analistas de defesa observam que a produção local do Su-57 na Índia poderia reduzir os custos de aquisição para a IAF, aumentar a independência tecnológica e gerar empregos adicionais no setor aeroespacial. Aproveitar as capacidades de fabricação da HAL e a colaboração com empresas indianas experientes em tecnologia russa poderia acelerar a integração da nova plataforma.

Diante das incertezas do mercado global de defesa e das restrições às transferências de tecnologia ocidental, a Índia busca diversificar suas fontes de aviação de combate. A avaliação de investimentos em andamento reflete o aprofundamento da parceria entre Moscou e Nova Délhi. A escolha final da plataforma dependerá de análises de custo, prazos de entrega, níveis de localização e considerações políticas. A Índia também observa que o caça russo de quinta geração já tem clientes estrangeiros programados para receber suas primeiras aeronaves até o fim deste ano, reforçando a urgência de incorporar seus próprios esquadrões de quinta geração em futuro próximo.■

FONTE: RuAviation


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37 Comentários
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Clésio Luiz

Os atrasos com o motor de nova geração destinado ao Su-57, prejudicaram demais o projeto. A força aérea russa até hoje se recusa a comprar a aeronave em grandes quantidades, enquanto o motor novo não sai. Sem falar nas dificuldades adicionais causadas pelos embargos.

Já os Chineses, com dinheiro de sobra, não tiveram problema em comprar o J-20 em quantidade com motores provisórios.

Sergio Machado

Mas o que o novo motor traz de tão extraordinário a ponto de prejudicar o projeto?
É tão somente a propulsão. Ainda assim é uma variante o AL41F do Su35, de 142,5 kN cada e empuxo vetorado 2D com vetoração independente, único na atualidade.
Ainda que o AL51F traga melhorias substanciais, como ignição à plasma e APU integrada, e 167kN, o Su57 é mais de 1ton mais leve que o Su35, gerando uma melhor relação empuxo/peso nas já ótimas relações de desempenho do Su35.
É um motor provisório de alto desempenho.

Joanderson

O Su-57 é mais leve que o Su-35?

Sergio Machado

Carregado, sim. É o que conta, visto que ninguém combate “pelado”.

Joanderson

Obrigado.

Carlos Campos

Acredito, que o novo motor seja melhor de manter, além de gerar energia elétrica em mais abundância, que daria para vc usar radar e equipamentos de EW em uma potência que caças 4G não são capazes de fazer.

Iran

O AL51 não diminuiria a assinatura de calor e o RCS traseiro tbm?

Sergio Machado

A promessa seria essa, especialmente a de calor, visto que o fabricante afirma que inovou em muitos materiais cerâmicos, maus condutores.
Quanto ao RCS é muito dependente da geometria, que pouco ou nada muda. Exceto se vier acompanhado de tubeiras como visto em um protótipo.

Groosp

Desde 2024 os Su-57 estão sendo entregues com o Saturn AL-51.

Willber Rodrigues

“A força aérea russa até hoje se recusa a comprar a aeronave em grandes quantidades, enquanto o motor novo não sai”

Melhor esperar o motor ficar pronto pra finalmente dar o “ok” pra produção em massa, ou fazer igual o F-35, comprar do jeito que está, e pagar mais depois pra atualizá-lo?

Dúvida cruel…

Pedro Sousa

É interessante relembrar q o F-14 na sua 1a versão tinha motores considerados fracos pra sua missão. Só a partir da variante B, introduzida mais de 10 anos depois da 1a, que foram incorporados novos motores. E mesmo assim o F-14 manteve sua boa reputação de um excelente caça interceptador.

Cerberosph

A variante Su57M1 já vem com o novo motor e com outras melhorias como o radar com nitreto de gálio.

Last edited 10 meses atrás by Cerberosph
juggerbr

India não tem opção, de verdade. F-35 com todo o risco de embargos futuros e seus problemas sem prazo de correção. E mesmo o Sukhoi, não é nenhuma garantia de estar a altura dos caças chineses/paquistaneses.

Rodolfo

Os japoneses e britanicos ofereceram participação no projeto de 6a geração que também envolve os italianos, mas isso é um projeto pra 2035+.

Heli

Índia precisa pra ontem, e esses dois projetos europeus de caças de nova geração estão com seríssimos problemas de várias ordens, e vao atrasar bastante

Cristiano ciclope

Melhor um SU-57 furtivo que depender de caças de 4 geração para lutra com os J-35 se esses forem vendidos para o Paquistão, conflito índia e China pelo vistoz está muito improvável, garças ao Thrump, eles estão se aliando agora.
Não acha que China e Índia irem manter desavenças num momento em que a união e essencial para lidar com problemas maiores por causa do pico de umas montanhas!

Sergio Machado

Estrategicamente falando, precisamos material de defesa fora do eixo EUA/Europeu, que usa muito componente americano. O momento atual escancarou essa necessidade.
Seria prudente uma análise de produção conjunta na Índia do Su57 dentro do contexto de produção do C390. Seguramente os indianos irão exigir fábrica da EMBRAER no país se o pedido for grande como se supõe.

Joanderson

Nos precisamos é de material de defesa seja lá de que eixo seja,nunca vi um país tão desleixado com as forças armadas como esse,acho que das 20 maiores econômias só estamos melhores do que o México.

MMerlin

Sergio. Concordo no que tange curto prazo. Mas também, não adianta ficarmos pulando de galho em galho no quesito “parceiros”. Isso demonstra falta de continuidade e compromisso. Indeoendente, como estamos, sempre ficamos refém de posicionamentos geopolíticos, mudanças ideológicas e sanções. Precisamos pensar além e não existe segredo. É necessário investir da indústria nacional de defesa. E não apenas fomento com compras pelo MD, mas também criação de mão de obra técnica especializada e investimento massivo em tecnologia interna. Mas infelizmente vemos um caminho inverso crescendo. Sou empresário e vejo diversos conhecidos da área industrial migrando suas linhas de produção para… Read more »

Willber Rodrigues

Vendo pelo lado indiano, é a melhor alternativa. EUA e aliados vão liberar F-35 com ToT e acesso a código-fonte pra Índia? A resposta é óbvia… Tem algum 5° geração européia pronto? Não. Vão comprar caça de 5° geração chinesa? Reaposta igualmente óbvia… A Rússia precisa de um parceiro com grana pra injetar nesse programa e fazê-lo “andar”, e os russos tem um longo histórico em compartilhar tecnologias com os indianos. Os indianos precisam de um caça 5° geração pra “ontem”, pra não ficar atrás da China, e estão dispostos a pagar por ToT. Se eu fosse indiano, eu faria… Read more »

Rodolfo

Alem disso o Paquistão pode estar próximo de adquirir o J35 chines.

Filipe Prestes

Eu levo mais fé no Kaan que no Su-57 mas a enorme quantidade de componentes embargáveis deve ser um must not pros indianos e a única opção realista é a Sukhoi mesmo

Carlos Campos

Eu acho que seria uma boa escolha, enquanto o AMCA ainda não está pronto, além de eles conseguirem as Tripas da Rússia, como ter acesso a tecnologia de radar, EW embarcada, IRST e etc.

fewoz

Enquanto a Índia implementa, a duras penas, o Tejas 4.5 e tenta alguma coisa melhor estrangeira, a China já apresentou 3 aviões de sexta geração… A diferença entre os dois países é abismal e o conflito com o Paquisão foi apenas uma amostra grátis… Um conflito convencional contra a China seria uma derrota abismal para os hindus. Impressionante o quanto os chineses estão anos-luz à frente da Índia, não apenas no setor militar, mas também em todos os outros: infraestrutura, limpeza, transporte, tecnologia… São dois mundos diferentes. Em termos gerais, a Índia está uns 35 anos atrás, talvez mais em… Read more »

juggerbr

A China tem espiões melhores…

Macgarem

Não da pra India nessa, desafio para a China é os EUA.

Tanto que os chineses estão sugando todo mundo a volta e aumentando a inflencia rapidamente.

Felipe Augusto Batista

Se a Índia equivale a China do início dos anos 90, o Brasil está parado em qual década?

E no final dos anos 2000 a China queria que a MB os ensinasse a operar NAes…

Last edited 10 meses atrás by Felipe Augusto Batista
fewoz

O Brasil… nem dá pra comentar. É um país completamente estagnado em todos os setores. Não há qualquer futuro para este país.

Alecs

FONTE: RuAviation. Confiabilidade 0

Uriel PR

Está certa a Índia, deve diversificar sua frota aérea e evitar compras estratégicas dos Estados Unidos, país esse que lhe coage.

Marcelo

Tudo leva crer que os indianos escolheram o avião russo para sua linha de frente.

João Carlos

Porque os Indianos não se juntam ao projeto Coreano? Está bastante avançado, os Americanos nunca iriam protestar, livravam-se do abacaxi do avião dos Russos (que nem o exercito Russo parece gostar). Os Indianos entravam com o dinheiro e aprendiam a fazer aviões.

RSmith

O Avião Koreano tem motor e eletronicos do Tio Sam…. continuariam sendo dependente do TIo Sam

Sensato

Su-57 traz problemas com a CAATSA. F-35 traz um excesso de dependência que eles evitam a anos. Entrar no projeto do Kaan me parece uma hipótese com melhor custo benefício.

Joanderson

O kaan também é cheio de peças Norte Americana,se os EUA quiserem embargar conseguem fácil, a opção da india é a Rússia mesmo,primeiro pelo histórico de cooperação militar Rússia-india,segundo a Rússia é o único disposto a vender tudo que o bolso indiano poder pagar,e terceiro a Rússia é o único país com um caça de 5 geração já pronto,digo o único porque é impossível a india comprar da china e os EUA podem até vender mas sobre pesadas condições, e digo podem até vender poriq não dependem só da vontade de Trump para isso acontecer.

Tuxedo

Outra porcaria russa que não chega nem aos pés do F-22 Raptor.

felipe

fonte?