Relatório do GAO sobre o F-35: Atrasos, Custos e Melhorias Necessárias
Novo relatório do Escritório de Responsabilidade Governamental (GAO) avalia a modernização e produção do caça F-35 Joint Strike Fighter, destacando atrasos significativos nas entregas e aumento de custos.
O documento detalha como os esforços de modernização, conhecidos como Block 4 e Technology Refresh 3 (TR-3), enfrentam superações orçamentárias e atrasos de cronograma, com entregas de aeronaves e motores consistentemente atrasadas.
O GAO critica a eficácia dos incentivos contratuais que recompensaram os fabricantes, como Lockheed Martin e Pratt & Whitney, mesmo com as entregas fora do prazo.
O relatório também explora a necessidade de o programa adotar melhores práticas de desenvolvimento de produtos e aprimorar o rastreamento de desvios das especificações contratuais. Por fim, são feitas seis recomendações ao Departamento de Defesa (DOD) para abordar essas questões e melhorar a entrega de capacidades ao combatente.
Relatório de Informações Detalhadas: F-35 Joint Strike Fighter
Data do Relatório: Setembro de 2025 Fonte: GAO-25-107632, “F-35 JOINT STRIKE FIGHTER: Actions Needed to Address Late Deliveries and Improve Future Development”
O documento detalha os principais temas, ideias e fatos relevantes do relatório do Government Accountability Office (GAO) sobre o programa F-35 Joint Strike Fighter, com foco nas entregas tardias e na necessidade de melhorias no desenvolvimento futuro.
1. Visão Geral do Programa F-35 e Desafios Atuais
O F-35 Joint Strike Fighter é uma aeronave crucial para a segurança nacional dos EUA e seus aliados, integrando tecnologia stealth com sensores avançados e redes de computadores. O Departamento de Defesa (DOD) planeja adquirir 2.470 aeronaves F-35 para substituir outras aeronaves, com um custo de aquisição e sustentação projetado para exceder US$ 2 trilhões ao longo de 77 anos. No entanto, o programa tem sido marcado por crescimento de custos, atrasos de cronograma e problemas de desempenho.
- Crescimento de Custos e Atrasos Históricos: “O DOD concluiu a fase final do programa de desenvolvimento original do F-35 em março de 2024, que estava atrasado em mais de uma década e custou US$ 250 bilhões a mais para ser adquirido do que as estimativas originais.” Desde 2012, os custos de aquisição aumentaram em US$ 89,5 bilhões, totalizando US$ 485 bilhões até dezembro de 2023.
- Modernização Block 4: Um esforço de modernização de US$ 16,5 bilhões, o Block 4 visa fornecer novas capacidades, como novas armas e melhorias de radar. Atualmente, os custos do Block 4 estão “mais de US$ 6 bilhões acima e a conclusão está pelo menos 5 anos mais tarde do que as estimativas originais”. O programa planeja reduzir o escopo do Block 4 para entregar as capacidades em um ritmo mais previsível.
- Technology Refresh 3 (TR-3): Uma suíte de hardware e software de US$ 1,9 bilhão, o TR-3 é fundamental para o Block 4. Seu desenvolvimento tem enfrentado atrasos significativos, impulsionando as entregas tardias das aeronaves. A entrega do TR-3 está atrasada em 3 anos, com expectativa de início em 2026.
- Modernização do Motor e Gerenciamento Térmico de Potência (EPM): Iniciativas para modernizar o motor F-35 e os subsistemas de gerenciamento térmico de potência para atender às necessidades futuras de energia e resfriamento. As deficiências de energia e resfriamento identificadas em 2008 levaram a um aumento de US$ 38 bilhões nos custos do ciclo de vida do programa devido ao maior desgaste do motor.
2. Entregas Atrasadas e Problemas de Produção
Tanto a Lockheed Martin (principal contratada de aeronaves) quanto a Pratt & Whitney (principal contratada de motores) têm consistentemente entregado aeronaves e motores com atraso.
- Atrasos na Entrega de Aeronaves (Lockheed Martin): Em 2024, a Lockheed Martin entregou 110 aeronaves, todas com atraso médio de 238 dias, um aumento significativo em relação aos 61 dias em 2023.
- TR-3 como Principal Impulsionador: O TR-3 é o “principal impulsionador das entregas tardias de aeronaves em 2024”. A imaturidade do processador central integrado e os atrasos no software TR-3 são fatores chave.
- Aceitação Provisória de Aeronaves Não-Combativas: Para mitigar os riscos de ter mais de 100 aeronaves paradas, o programa começou a aceitar provisoriamente aeronaves não-combativas com hardware TR-3 instalado em julho de 2024. Estas aeronaves são usadas para treinamento, enquanto as atualizações de software de combate estão previstas para julho de 2025.
- Escassez de Peças: A Lockheed Martin continua a enfrentar escassez de peças, resultando no acúmulo de aeronaves na fase final da linha de produção. Em fevereiro de 2025, havia mais de 4.000 faltas de peças na linha de produção, o dobro da média histórica.
- Atrasos na Entrega de Motores (Pratt & Whitney): Em 2024, a Pratt & Whitney entregou todos os 123 motores com atraso, devido a problemas de produção e cadeia de suprimentos. O atraso médio aumentou de 68 dias em 2023 para 155 dias em 2024.
3. Desvios das Especificações do Contrato (MVRs) e Falta de Rastreamento
A Lockheed Martin tem entregue todas as levas de aeronaves com Major Variance Requests (MVRs), que são pedidos dos contratados para entregar aeronaves que não atendem totalmente às especificações do contrato.
- MVRs Persistentes: Desde a 10ª leva de produção (2018), as aeronaves são entregues com uma média de cerca de 40 MVRs. “Em março de 2025, 475 dos 830 MVRs únicos permanecem abertos, e o programa afirmou que planeja eventualmente fechá-los, mas não tinha uma data de fechamento planejada específica.”
- Causas dos MVRs: Principalmente devido à abordagem deliberada do programa de desenvolvimento e produção simultâneos, o que o GAO considera inconsistente com as melhores práticas. Muitos MVRs foram descobertos durante testes de durabilidade ou inspeções de manutenção, revelando problemas como peças que precisam ser substituídas antes do tempo, rachaduras, corrosão ou mau funcionamento.
- Rastreamento Inadequado: O programa não possui um mecanismo abrangente para rastrear informações sobre MVRs, como nível de risco, planos de fechamento, custos e prazos. O banco de dados existente tem problemas de qualidade, como entradas duplicadas e erros de digitação, e não contém informações completas.
4. Incentivos Contratuais Ineficazes
O programa F-35 pagou centenas de milhões de dólares em taxas de incentivo aos contratados, mesmo com o aumento dos atrasos nas entregas.
- Incentivos para Lockheed Martin: “A Lockheed Martin ganhou uma grande porcentagem da taxa de incentivo de desempenho de entrega no prazo para as levas 13 e 14, embora tenha entregue aeronaves com atraso.” A estrutura permitia que a Lockheed Martin entregasse aeronaves com até 60 dias de atraso e ainda ganhasse parte da taxa.
- Reaproveitamento de Incentivos: Para as levas 15-17, quando ficou claro que a Lockheed Martin não cumpriria os prazos de entrega do TR-3, o programa modificou o contrato e “reaproveitou” as taxas de incentivo não ganhas para outras áreas, como capacidade de laboratório de software e reparos de hardware do TR-3, “economizando milhões de dólares dos contribuintes”.
- Incentivos para Pratt & Whitney: A Pratt & Whitney também ganhou dezenas de milhões de dólares em taxas de incentivo, embora tenha sido parcialmente penalizada por entregar motores com atraso. Os incentivos por testes de qualidade e tempo de montagem superaram as penalidades por atraso.
- Conclusão do GAO: “O uso de taxas de incentivo pelo programa F-35 tem sido em grande parte ineficaz em responsabilizar os contratados pela entrega de motores e aeronaves no prazo.” O GAO recomenda que o DOD reavalie o uso dessas taxas para alinhar melhor os incentivos com os resultados desejados.
5. Estabelecimento de Novos Subprogramas e Práticas de Desenvolvimento
O DOD está estabelecendo novos subprogramas para o Block 4 e EPM, mas há preocupações sobre a adesão às políticas de aquisição e o uso de práticas de desenvolvimento líderes.
- Subprograma Block 4: Congressos direcionaram o DOD a gerenciar todos os elementos do Block 4 e TR-3 coletivamente como um “major subprogram”, com métricas separadas de custo, cronograma e desempenho. O novo subprograma terá “menos capacidades” e um cronograma atrasado (conclusão prevista para 2031, 5 anos depois do planejado). Os custos estimados para este escopo reduzido são atualmente desconhecidos.
- Subprograma EPM: O programa concedeu contratos de pré-desenvolvimento à Pratt & Whitney (US$ 1,3 bilhão para a atualização do núcleo do motor) e à Lockheed Martin (US$ 107 milhões para análise do PTMU). O EPM será formalmente designado como um major subprogram.
- Atrasos no EPM: A atualização do núcleo do motor deve iniciar a produção em 2031. Os atrasos na EPM podem afetar as capacidades pós-Block 4, que agora estão previstas para 2033.
- Problemas de Maturidade Tecnológica: Duas tecnologias críticas de fabricação da pá da turbina do motor estão no nível 5 de prontidão tecnológica (TRL 5), o que significa que são imaturas. O GAO recomenda TRL 7 no início de um programa formal.
- Não Conformidade com a Adaptive Acquisition Framework: O programa F-35 planeja gerenciar o subprograma EPM sob a política de aquisição anterior, agora cancelada, em vez de selecionar um caminho da estrutura de aquisição adaptativa (Adaptive Acquisition Framework) do DOD. “Sem selecionar um caminho de aquisição apropriado, o subprograma perderá oportunidades de aproveitar as flexibilidades oferecidas na Adaptive Acquisition Framework.”
- Práticas de Desenvolvimento Líderes: O programa tem oportunidades de expandir o uso de práticas líderes, como feedback contínuo do usuário, produtos mínimos viáveis (MVPs) e ferramentas de design modernas (gêmeos digitais, modelagem e simulação, e thread digital).
- MVP Inconsistente: O programa F-35 demonstrou “uma incompreensão de como usar um produto mínimo viável no desenvolvimento iterativo.” A aceitação de aeronaves TR-3 não-combativas como MVP não se alinha às melhores práticas, que exigem que o MVP atenda às necessidades essenciais da missão.
- Ferramentas de Design Modernas: Há investimentos e planos para gêmeos digitais e threads digitais. No entanto, o ambiente de simulação conjunto está atrasado em relação à configuração da frota e não é usado para informar o ciclo de desenvolvimento iterativo em tempo real.
6. Recomendações do GAO
O GAO faz seis recomendações ao DOD para abordar essas questões, com o objetivo de melhorar a entrega de sistemas e capacidades ao combatente. O DOD concordou com quatro e parcialmente com duas recomendações.
- Avaliar Capacidade de Produção: Avaliar a capacidade de produção da Lockheed Martin e ajustar o cronograma futuro. (Concordou)
- Mecanismo de Rastreamento de MVRs: Estabelecer um mecanismo abrangente com informações de qualidade para rastrear MVRs de motores e aeronaves F-35. (Parcialmente Concordou)
- Reavaliar Taxas de Incentivo: Reavaliar o uso de taxas de incentivo para futuros contratos de produção para melhor alcançar o cronograma desejado. (Concordou)
- Selecionar Caminho de Aquisição para EPM: Selecionar e empregar um caminho da Adaptive Acquisition Framework para o major subprogram EPM. (Concordou)
- Expandir Práticas de Desenvolvimento Líderes: Expandir o uso de práticas de desenvolvimento líderes (MVP, gêmeos digitais, modelagem/simulação em tempo real) para os subprogramas Block 4 e EPM. (Parcialmente Concordou)
- Formalizar Práticas no Documento de Aquisição: Formalizar o plano para incorporar práticas de desenvolvimento líderes na documentação de aquisição dos subprogramas Block 4 e EPM. (Concordou)
Para acessar o relatório completo em inglês, clique aqui.■




eu penso o contrario, tais informações devem ser publicas, em paises democraticos, as forças armadas DEVEM prestar contas a sociedade, pois na teoria e acredito eu, na minha humilde opinião, na pratica, os militares devem servir a sociedade civil, uma força armada que não é transparente,se isola do resto e se torna quase independente e autônoma me parece perigosa, quase como se fosse um quarto poder. um dos problemas das forças armadas do brasil hoje é a ineficiencia do ministério da defesa,parte dessa culpa sendo politica pois a pasta da defesa não é levada muito a sério pelo legislátivo e… Read more »
“A guerra é uma coisa demasiada grave para ser confiada aos militares.” – Georges Clemenceau.
Nos países mais desenvolvidos, a Defesa Nacional é gerida como Política Pública.
exposição de informações para potenciais inimigos no exterior não impede a gao e outros orgãos de publicar atrasos, desvios, superfaturamento e outros erros administrativos e morais ao publico, se a china vai ver potencial em tal informação é outra historia. uma força militar vai se auto regular como? demitindo seu corpo de oficiais ineficientes? algo complicado de acontecer sem intervenção e interesse da classe politica. isso precisa da “opinião publica”, na teoria e na pratica. foi dinheiro publico gasto para treinar e formar tal oficial que talvez não se tornou apto ao serviço. uma força militar vai ser auto suficiente… Read more »
O que vc propõem é um potencialmente corrupto buraco negro de verbas públicas.
Como se não bastasse os militares (de todos os Países) serem uma casta que vive completamente afastada da realidade da nação, você também sugere que os gastos deles sejam secretos. Agora, sobre essa parte de defesa da nação, a vontade de rir é imensurável, as Forças Armadas passaram mais tempo planejando e/ou executando golpes de estado do que atuando na defesa do País.
Concordo plenamente com suas palavras.
Ótimo que ficou evidente.
Missão da Trilogia Forças de Defesa:
Desenvolver uma Mentalidade de Defesa no Brasil
A Estratégia Nacional de Defesa apresenta dentre suas metas o desenvolvimento de uma mentalidade de defesa na sociedade.
Nesse sentido, os blogs da “trilogia” Forças de Defesa (www.fordefesa.com.br) têm como objetivo estimular o debate e a reflexão sobre a Defesa Nacional como Política Pública, divulgando a História Militar e as notícias mais revelantes sobre a Indústria de Defesa e Forças Armadas, explorando suas conexões com a Geopolítica, Geoestratégia e as Relações Internacionais.
“O poder militar e consequentemente a defesa nacional responsabilidades de uma elite militar.”
Elite militar e suas famílias em defesa dos seus privilégios nem que pra isso atentem contra a democracia como aconteceu recentemente no Brasil.
Comentário típico de brasileiro.
Estuda e te habilita para fazer a diferença, ao invés de ficar criticando quem estudou e se habilitou para fazer parte da “elite militar”.
Depois o exemplo, seja aquele que “abriu mão dos seus privilégios”, por uma nova gestão.
Quem sabe não é você que vai mudar o status que tanto critica.
Claro que vai exigir muito estudo, muito esforço, muitos anos e será bem mais difícil que apenas escrever uma frase com crítica pela crítica.
“Atentem contra a democracia”. Quando e onde? Quem morreu? Quem foi deposto?
Quando você tentar matar alguem e não consegui,você é condenado por tentativa de homicídio (fato não consumado) e vai preso.
Mesma coisa vai acontecer com bolsonaro.
Tentativa de golpe de estado (fato não consumo) com vasta provas no processo.
Tentativa também da cadeia.
Agora ele vai poder pedir para pegar leve no tratamento para o torturador ustra lá na cadeia.
Vai vangloriar torturador lá na cadeia lugar que ele merece.
“Vastas provas”? Aonde? Golpe com apoio armado de quem? Da moça do batom? Não vi nenhum blindado na rua. Você poderia postar a foto da “minuta do golpe”? Eu nunca vi.
Pode ser utopia no Brasil ainda, mas é assim que funciona nas sociedades mais avançadas. Os Livros Brancos de Defesa (ou “White Papers”) são instrumentos estratégicos formulados por meio de comissões ou painéis multidisciplinares envolvendo especialistas civis e militares. O Reino Unido, por exemplo, na avaliação estratégica revisada — Strategic Defence Review 2025 — incluiu mais de 1.700 contribuições de organizações, cerca de 200 empresas e 150 especialistas. https://www.forte.jor.br/2025/06/02/reino-unido-publica-a-strategic-defence-review-2025/ Elaborados sob supervisão dos Ministérios da Defesa (ou equivalentes), os Livros Brancos visam orientar decisões governamentais e orçamento a longo prazo como política de Estado. Tais documentos são submetidos ao Parlamento… Read more »
Muda pra Coreia do Norte
Editor, a existência da Trilogia merece reconhecimento e aplausos. As missões citadas, da mesma forma. Contudo, mesmo em um dia bem otimista, é difícil observar um vislumbre de mudança, que não seja no longuíssimo prazo, no Brasil. Usando a Trilogia como referencia, conforme a realidade brasileira, uma parte dos entusiastas não deve ter o discernimento mínimo de não jogar o lixo no chão (ou recolher o lixo jogado no chão). Outra parte dos entusiastas emite comentários totalmente desfocados da realidade, sem conhecimento algum, baseado em opinião, da opinião de quem “acha”. Uma terceira parte, me arrisco a dizer, aparentemente usa… Read more »
Quando um forista fica utilizando um nickname de jogador de videogame, depois de velho, o mesmo que utilizava pra jogar online com os amigos na adolescência, já perdeu toda a credibilidade.
Vamos sugerir criar um estatuto para o blog com as suas vontades. Aliás, já pensou em montar um blog só para você, com as suas regras? Vamos lembrar que o fluxo de acesso do blog que o remunera.
Outro com nick…
Tu tá na página errada ” cumpanheiro”
Não senhor, a elite vai destruir o país para seu benefício próprio.
Na Rússia a elite (direita)foi contra a Guerra da Ucrânia e tramou derrubar o governo Putin.
O que aconteceu ?
Todos da elite foram jogados pela janela e o governo russo se apropriou das suas empresas.
A elite quer destruir para conquistar.
Me lembro de uma piada sobre a antiga Prússia: que era um exército que tinha uma país
É por causa de “pensamentos” assim que o Brasil está nessa M…
A Venezuela é um exemplo perfeito do tipo de governo cuja uma “elite” detém a responsabilidade sobre “tudo” e a população além de não saber de nada, vive na miséria e na fome…
Essa “democracia” relativa que vocês pregam está acabando com o Ocidente
“O GAO critica a eficácia dos incentivos contratuais que recompensaram os fabricantes, como Lockheed Martin e Pratt & Whitney, mesmo com as entregas fora do prazo”
Chutaria que essa foi a raiz de todo mal em torno do programa F-35.
Nunca ví um programa em que, para cada atraso, estouro de prazos e de orçamento e promessas não cumpridas, a empresa responsável era “punida”…
Com mais cheques em branco.
Acho que nem na Guerra Fria o complexo militar norte-americano fazia isso.
Força Aérea dos EUA: O desempenho da sua aeronave não está de acordo com os padrões originalmente declarados!
Lockheed Martin : Barato, é tudo o que pode ser feito, mas posso fazer atualizações e melhorias técnicas!
USAF: Pois bem, faça isso!
LM: Tem que adicionar dinheiro!!!
Então a LM, ao renová-lo gradualmente, aumentou o preço passo a passo, até ficar mais caro que o F-22…
A LM inventou a primeira aeronave com DLC.
Genial.
Mas deixando a piada de lado, os EUA também tiveram sua parcela de culpa nisso, querendo uma aeronave “faz-tudo”, em 3 versões, recheado de tecnologias não testadas até então.
Então, não pode reclamar se o orçamento estoura todo mês.
Ironicamente, esta aeronave “faz-tudo” foi concebida pra cortar gastos.
Se não me engano o F-111 também padeceu de problemas semelhantes
O A220 esta sendo desmontado nos pátios para retirar peças, tem um atraso enorme entrega aeronaves setor civil, portanto não acho anormal atrasos. Os upgrades tecnológicos mostram potencial enorme evolutivo desta plataforma, como diz relatório, tem que ter prazos realistas para desenvolvimento e testes. Vejo operadores puxando mudanças significativas com prazos irreais, o que a realidade mostra. Estar no limiar desenvolvimento tecnológica custa caro e da muito trabalho, os operadores sempre vão querer melhor mais rapido, porém a realidade cobra em mais tempo e mais valor.
A Boeing está tendo prejuízo em sua unidade de defesa. A Lockheed vai muito bem.
Unidade de Defesa, nem tanto, porque teve vendas recentes para exportação de Apache, e a USAF fez contrato pra mais F-15.
Mas na area civil e aeroespacial, o “trem tá feio”, é atraso sobre atraso, estouro de orçamento sobre estouro de orçamento.
Militares já tem sindicância interna; Já tem sua própria justiça militar, separado da justiça civil; Já tem serviço de saúde e de aposentadoria a parte da civil; Já tem regras específicas pra aposentadoria, baixa, afastamento e punição separadas da civil; E ainda quer que eles se “auto-regulem” sobre prestações de contas, sem dar nenhuma satisfação pro contribuinte? Ah sim, percebe-se o quanto esse modelo dá certo no Brasil, com destaque especial pra MB….a própria MB se “auto-regulando” e não dando contas a ninguém sobre o que ela faz com sua verba… Por gentileza, com exceção da Coréia do Norte, me… Read more »
A essa altura é tipo dizer que o céu é azul, só reforça a verdade há tempos: Pegaram um monte de tecnologias imaturas e sem logística definida e enfiaram num só projeto, o problema poderia ter acabado aí, mas a fome do complexo industrial-militar é maior e empurraram um protótipo pra produção em massa. Recentemente saiu nas notícias que o F-35 britânico continua enfrentando diversos problemas, sua taxa de prontidão consegue chegar a um terço do ideal, a integração dos Meteor e Spear vai atrasar até 2030 pelo menos (era pra dezembro do ano passado), fora a péssima logística oferecida… Read more »
Falta de peças é um problema intransponível.
Avião aterrado na índia por 30 dias por falta de peças de reposição.
Demorou 30 dias para arrumar o problema porque tinha urgência em tirar o avião de lá.
Se o problema técnico acontece na Inglaterra eles encosta o avião em qualquer hangar lá e arruma quando der.
O F-35 é um excelente caça contra aeronaves de 4ª geração. Contra outros da mesma geração ninguém sabe. Esses ainda estão em desenvolvimento e os projetos que existem padecem de motores que, TAMBÉM, sejam de 5ª geração. Como tudo que é novo vai padecer de uma série de problemas. O F-14 que o diga. O grande problema do F-35 é a sua maturação. Problemas demais no projeto e programas que incluem caças de uma geração posterior e drones. Mas, mesmo com todas as suas problemáticas, vejo que AINDA é melhor tê-lo em seu arsenal do que não. Enquanto a 6ª… Read more »
“O Departamento de Defesa (DOD) planeja adquirir 2.470 aeronaves F-35 para substituir outras aeronaves, com um custo de aquisição e sustentação projetado para exceder US$ 2 trilhões ao longo de 77 anos.” Não sabia que o “programa F-35” tem um prazo de execução tão largo, 77 anos é uma vida inteira. Americanos que nasceram em 2015; 2016, no inicio da aquisição do F-35 por parte da USAF e US Navy… os que tiverem sorte de viver uma vida longa poderão ver o ciclo de vida completo do “Gordo”. Em 10 anos a USAF adquiriu 443 F-35 e a US Navy… Read more »
A frota de F-16 da USAF vai durar até pelo menos os anos 2040, temos certeza que outros clientes vão usa-los por mais tempo, então podem sim chegar aos 80 anos de programa ou mais também. Ainda usamos o F-5 que nasceu em 1964, e o F-16 continua sendo atualizado e produzido até hoje…
Sim, se parar para pensar é isto mesmo.
Mas o futuro é imprevisível, com novas tecnologias como o crescente uso de drones e IA, muita coisa pode mudar nestes projetos de longo prazo.
Enquanto isso, em Pequim…
Ainda não sanaram os problemas?! Da ultima vez que li,estava na casa de uns 800 e alguns quebrados problemas pendentes…
E falando sobre o F35, tá uma merd@ mas tá bom assim, enquanto continuar vendendo é até a esperada chegada de um substituto, o mais rápido possível!!!
Se a força for sua tudo bem. A que eu pago quero saber aonde está indo o recurso e cobrar para que seja bem usado o recurso.