Índia aprova aquisição de três aeronaves ISTAR em programa de US$ 1,2 bilhão
O Conselho de Aquisições de Defesa da Índia (Defence Acquisition Council – DAC) aprovou a compra de três aeronaves de Inteligência, Vigilância, Aquisição de Alvos e Reconhecimento (ISTAR), em um programa avaliado em US$ 1,2 bilhão. A decisão marca o início da próxima fase do processo, que definirá a plataforma aérea a ser adotada pela Força Aérea Indiana (IAF).
Segundo fontes da indústria, a concorrência foi reduzida a dois modelos: o Gulfstream G550, da Gulfstream Aerospace, e o Global 6500, da Bombardier Aviation. A escolha final deverá ocorrer até o fim de 2025.
O programa ISTAR tem como objetivo dotar a IAF de aeronaves multimissão avançadas, capazes de empregar sensores de EO/IR, radar SAR/GMTI, SIGINT/ELINT, além de processamento apoiado por inteligência artificial e integração em tempo real entre forças aéreas, terrestres e navais. Operando em grandes altitudes, essas plataformas fornecerão uma visão operacional comum para apoiar ataques de precisão, mantendo-se em espaço aéreo seguro.
Atualmente, os ativos de inteligência e vigilância da Índia incluem três aeronaves A-50I Phalcon AWACS de origem israelense, sistemas não tripulados como o IAI Heron Mk.II (MALE UAS) e uma negociação de US$ 3 bilhões para a aquisição de 31 drones MQ-9B de grande autonomia. Paralelamente, a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento em Defesa (DRDO) avança no desenvolvimento do TAPAS BH-201, um drone de média altitude e longa permanência (MALE UAS), que recentemente completou seu 200º voo experimental.
Com a introdução das aeronaves ISTAR, a Índia busca consolidar uma rede integrada de vigilância e inteligência, elevando suas capacidades de comando e controle em um ambiente estratégico cada vez mais competitivo no sul da Ásia.■

Parece que o sacode que o Paquistão deu neles surtiu efeito.
Depois desse episódio a Índia vai gastar bastante dinheiro nos próximos meses com material bélico. Se realmente a Embraer conseguir vender as dezenas de KC-390 que os indianos querem comprar, acho que até 60, o Brasil pode se aproveitar adquirindo as baterias de Akash NG e algumas unidades da Classe Nilgiri. Seria lindo!
Pra ser adquirido pela IAF o “+1” precisa passar pelo teste nas ALG do Himalaia, senão não será comprado. O que praticamente garante o C-130, como também abre um flanco para uma possível aquisição do A-400M. Não são lugares amigos de turbo-fans, o imensamente capaz C-17 não opera lá. Por outro lado An-32 e C-130 são visitantes frequentes, aliás o ac norte americano opera lá já há 10 anos, inclusive a noite, os indianos sabem o que esperar do Hércules.
Durante o MMRCA em Leh, um dos concorrentes em avaliação necessitou de toda a pista, 2700m, pra levantar voo.
O C-130J já está fora de cogitação pelos indianos, inclusive saiu uma matéria aqui no PA sobre isso. E os indianos também cancelaram recentemente a compra de mais aeronaves P-8I em resposta as tarifas impostas pelos EUA, então acho muito difícil eles quererem comprar armamento americano a esta altura do campeonato. Tudo leva a crer que o vencedor do MTA vai ser o KC-390 ou A-400M.
https://www.aereo.jor.br/2024/12/12/novo-requisito-para-aeronave-de-transporte-da-forca-aerea-indiana-elimina-o-c-130j-da-competicao/
Saudações a todos.
Quem demonstrou o avião lá foi um companheiro de turma, que voa na EMBRAER, há mais de 10 anos. Conversei com ele em São José. Parece que conseguirão cumprir o requisito.
Boa notícia,
Será que tem a opção de aumentar a potência do V2531-E5 ou já está no limite térmico do motor?
Ele literalmente opera na Antártida e você acha que no Himalaia não consegue?? kk
A questão é potência dos motores em lugares altos e quentes, a Antártica é um lugar baixo e frio, pressão alta e temperatura baixa, ar denso logo não tem limitações de potência dos motores e os aerofólios desenvolvem melhor a sustentação
Questão respondida pelo forista Blackriver, a Antártida não é o Himalaia.
Parece que mesmo o mercado de defesa que os EUA lideram está se reconfigurando nessa era Trump.
Bem, sempre terão os colônias europeias para sustentar, mas de longe essas atitudes dele irão abrir mais mercados Mundo afora, e não apenas de materiais bélicos.
Sacode qual? A IAF abortou a missão? Não! Abateram comprovadamente pela existência de destroços, uma única aeronave, após dispararem talvez dezenas de mísseis PL-15 em modo defensivo. Dos quais diversos terminaram por cair em território indiano, possibilitando sua recuperação para posterior análise. Expuseram isso sim, um sistema de armas. o que os indianos agradecem.
A Índia fez o funeral com honras de três pilotos de caça (saiu aqui e no exterior), presumivelmente esses pilotos estavam dentro dos aviões.
O Rafale abatido conforme informações e fotos publicadas aqui e no exterior, era biplace. Qnto ao terceiro piloto você poderia esclarecer as circunstâncias do abate e eventualmente publicar um link comprovando? Obrigado.
Então, o avião é somente a plataforma que carrega a solução de ISR a ser empregada. Assim qual é a solução, equipamento de missão, contida em cada uma das plataformas selecionadas oferecidas?
E nada de fechar a compra de kc390 hum fala sério Índia.
Cadê o BRICS para colocar a Embraer numa condição vencedora??? BRICS virou política??
Tudo no mundo é resultado de política e interesse.
Precisaríamos de lobby para isso. E estes tipos de coisa não fazem parte da agenda governamental há pelo menos umas 7 décadas. Se é que um dia fizemos lobby e movimentação de bastidores pelos nossos próprios interesses Mundo afora, algo que duvido que já tenha acontecido realmente.
Aqui não se faz lobby nem para assuntos militares internos,que dirá de outros países…
Não é melhor comprar vários modelos menores como esse e outros do tipo.
Que comprar grandes aeronaves como o E-7 ou outra plataforma como o E-3, que são grandes e mais vulneráveis em combate ?
Depois de levar um banho dos J-10CE e do PL-15 foram atrás de aviões de inteligência.
Os EMB-145 são muito inferiores será? para não terem feito mais pedidos?
Eu acho que a Embraer assume uma posição meio defensiva e “na zona de conforto” – entre aspas apenas por figura de linguagem – ao não adentrar nesse nicho dos executivos de longo alcance e nem falo pelo mercado militar. Acredito que a empresa tem sim condições de brigar com Bombardier (já o fez várias vezes), Gulfstream e Dassault por esse mercado, especialmente agora com a Airbus metendo o nariz na aviação regional.
Penso o mesmo, Embraer poderia ter uma aeronave para competir com os Bombardier e sua família de jatos Global Express.
É a mesma coisa que desenvolver um WB para competir com B787 e A350
Mas eu acredito que num futuro próximo a EMB venha a entrar nesse mercado de jatos executivos com ultra longo alcance