ITA desenvolve simulador inédito para avaliação de radares militares sob interferência
Software fortalece pesquisas militares e formação especializada
Um software desenvolvido por pesquisadores militares e civis do Programa de Pós-Graduação em Aplicações Operacionais (PPGAO) do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) foi oficialmente registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A ferramenta, denominada Simulador Avançado de Radar, representa um avanço estratégico na área de Guerra Eletrônica, ao proporcionar um ambiente virtual robusto para avaliação do desempenho de radares militares sob condições de interferência eletrônica.
O desenvolvimento do software foi conduzido por uma equipe formada pelos Professores Doutores Felix Dieter Antreich e Dimas Irion Alves, pelo Coronel Especialista em Comunicações Olympio Lucchini Coutinho, pelo Capitão Aviador Leandro Geraldo da Costa e pelo Capitão Aviador Derek do Espírito Santo Nogueira.
O simulador permite a recriação virtual de diversos cenários complexos de combate eletrônico, incluindo interferências do tipo Range Gate Pull-Off (RGPO) e técnicas passivas baseadas em abertura sintética com o uso de antena única. Esses recursos tornam a ferramenta essencial para estudos avançados e o desenvolvimento de soluções tecnológicas no setor de defesa.
De acordo com o coordenador do PPGAO, Coronel Aviador Sérgio Rebouças, a capacidade de simular diferentes situações operacionais facilita o estudo e a criação de contramedidas eletrônicas mais eficazes, contribuindo diretamente para o aprimoramento das capacidades operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB). “Com esse registro, conseguimos também demonstrar nossa capacidade de desenvolvimento tecnológico, o que fortalece as competências da FAB e do país na fronteira do conhecimento, integrando a pesquisa acadêmica com demandas operacionais concretas”, destacou.
Além do uso em cenários de guerra eletrônica, os algoritmos implementados no software também estão sendo avaliados para aplicações na área espacial. Especificamente, o simulador é considerado uma base tecnológica para o Projeto de Desenvolvimento de Cargas Úteis de Recepção de Sinais Eletromagnéticos para Satélites (LOM – Fase 1), iniciativa apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e executada no Centro de Competência em Guerra Eletrônica (CCGE) do ITA.
IMPACTO ACADÊMICO
Além de sua aplicação operacional direta, o Simulador Avançado de Radar já se consolida como uma ferramenta essencial na formação de especialistas militares. O software vem sendo empregado em cursos de alto nível, como o Curso de Especialização em Análise do Ambiente Eletromagnético (CEAAE), oferecido no âmbito da pós-graduação do ITA, reforçando a capacitação técnica de profissionais atuantes em Guerra Eletrônica.
O impacto acadêmico da ferramenta também se reflete em sua utilização como base para diversas publicações científicas, apresentadas em eventos técnicos de destaque, como o Simpósio de Aplicações Operacionais em Áreas de Defesa (SIGE), o Simpósio Brasileiro de Telecomunicações (SBrT) e a revista especializada Spectrum.
Entre as contribuições recentes, destacam-se os trabalhos “Simulação e Análise dos Efeitos da Técnica de Interferência Range Gate Pull-Off em Detectores CFAR”, apresentado no SBrT 2024, e “Single Antenna Passive Synthetic Aperture DoA”, publicado no SIGE 2024.
A Pró-Reitora de Administração do ITA, Coronel Intendente Vivian Santos Gomes, destacou o papel estratégico da atuação conjunta entre civis e militares no avanço científico e tecnológico do país. “Iniciativas como o Simulador Avançado de Radar evidenciam o papel fundamental do ITA no fortalecimento das capacidades operacionais e tecnológicas da FAB, refletindo um compromisso contínuo com a segurança nacional e o progresso científico brasileiro”, comentou.
GUERRA ELETRÔNICA
A Guerra Eletrônica pode ser compreendida como uma modalidade de conflito focada no domínio do espectro eletromagnético. Essa área envolve o uso de tecnologias avançadas para interromper ou manipular comunicações e sistemas de detecção inimigos, enquanto protege os próprios sistemas contra interferências. Trata-se de uma das formas mais críticas e eficazes de atuação militar contemporânea, amplamente empregada em operações ao redor do mundo.
Atualmente, o Centro de Competência em Guerra Eletrônica (CCGE) do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) atua no fomento ao ensino e à pesquisa em áreas estratégicas para a Defesa Nacional. Sua missão é viabilizar soluções educacionais e científicas em Guerra Eletrônica, por meio da implementação, adaptação e manutenção de infraestrutura laboratorial, além de prestar assessoria técnico-científica à Força Aérea Brasileira (FAB) em temas alinhados às suas linhas de pesquisa.
FONTE: Força Aérea Brasileira


Parabéns a FAB quanto mais soubermos nos defender de ataques de Guerra Eletrônica melhor
Puxa, se o Brasil contasse com mais ITAs , IMEs e etc…que são ilhas de excelência, nossa situação estaria melhor, mas com as universidades públicas totalmente aparelhadas com o que há de mais atrasado da história do mundo não deixa o Brasil avançar um milímetro, quantos professores guilhotina tem por aí recebendo salário nababescos para disseminar ódio e desgraça.
As federais são um antro de esgoto e influência ideológica da esquerda. Poucos cursos se salvam, e até mesmo nos da área de exatas ainda têm algumas aberrações. (Faço facul na federal)
Concordo com ambos. Tem um professor de federal que posta muito aqui. Daqui a pouco vem a réplica tergiversando sobre o tema.
É que o brasileiro médio quer universalizar o ensino superior com qualidade de ITA e IME, o que é impossível e contraproducente. Também defendo “ilhas de excelência”, não só nas áreas de engenharia como também nas biológicas e humanas. Fecha o resto ou privatiza o ensino superior como nos EUA, investe tudo em ensino básico e técnico. E falo isso sendo mesmo sendo pardo, de origem pobre e tendo estudado na UFG e na USP, antes que alguém entre e me acuse de querer aumentar a desigualdade social. Mas ainda corro o risco de ser chamado de capitão-do-mato e sem… Read more »
Então tá. Por causa de uma minoria barulhenta e incômoda , você quer privatizar as universidades públicas, que são a maior fonte de desenvolvimento tecnológico e cultural deste país? Por que, pelo mesmo motivo, você não defende a privatização das FAs, cuja minoria tentou e quase promoveu um golpe de Estado?
Apagaram minha resposta. E ela foi respeitosa e dentro das regras.
Vou reescrever de forma resumida, já que os editores apagaram minha resposta original e ela estava dentro das regras. “Por causa de uma minoria barulhenta e incômoda, você quer privatizar as universidades públicas,” Não, eu quero aumentar a pesquisa e desenvolvimento criando ilhas de excelência. Com que dinheiro? Realocando o orçamento da educação superior para o ensino básico e técnico, privatizando a maioria das federais e concedendo bolsas de estudos por mérito e desburocratizando o registro de patentes, para incrementar o orçamento privado no financiamento do ensino superior, desafogando o orçamento público. A militância política de qualquer espectro pode prejudicar… Read more »
Meu caro, milícias privadas já existem aos montes pelas comunidades Brasil a fora, principalmente aqui no RJ . Melhorou algo? Não. Piorou o que já era ruim? Sim.
Você conhece a Lei de Milícias de 1903? Foi a isso que me referi.
E nem citei sua falácia por associação no comentário anterior.
Vale lembrar que guardas municipais e metropolitanos e vigilantes são milícias, nesse caso sejam patrimonial, de eventos sociais, condomínios fechados, carros-fortes, escolta armada ou segurança pessoal e nem por isso vejo as pessoas prescindindo deles para proteger serviços públicos e comércios e indústrias, cargas, dinheiro e pessoas. De toda forma o assunto é secundário e no comentário que apagaram eu abordei isso ao dizer que é um erro de categorias comparar os dois casos porque no estado mínimo a defesa do estado é uma necessidade lógica para proteger os direitos naturais (devido à agressão e organização de agressores como as… Read more »
Você é dos que acreditam no “gópi”? Assiste Goebbelsnews?
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A ralidade é que somos um país de população pobre, temos que diminur nossos gastos e cursos que geram pouco resultado prático, precisamos de tanto advogado? assistente social? sociologo? até mesmo engenheiro civil, etc. vários cursos de humas que coloca os jovens para serem vendedores e motorisa de Uber, seria melhor investir em tecnolgoia de ponto e tentar industrializar o país novmaente, gerando empregos de nível técnico e tentar atingir um real mais perto do dólar, para que mesmo que com um emprego qualquer as pessoas vivessem com dignidade
Concordo. Só a parte do dólar que confesso não poder opinar por não ter formado convicção ainda sobre o assunto. Mas concordo em todo o restante.
Limitar a idade maxima em 23 anos…isso sem é contraproducente!
Fiz engenharia na USP e a realidade é a mesma aqui. A minoria barulhenta supera a maioria silenciosa e omissa. É feio apoiar as ideias consideradas de direita, é como ter lepra social.
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Colegas foristas, temos aqui o exemplo prático do que eu denunciei. Isso que ele está fazendo aqui é exatamente o que eles fazem na USP e nas federais pessoalmente com quem ousa pensar diferente do cercadinho deles. E lá é pior porque usam táticas de enxame, discriminação social e acadêmica e as vezes ataques físicos. Mas vamos ao exemplo que o colega mauricio tão prontamente nos agraciou: “sem capim desde 2022 no cercadinho, tá revoltadinho, acordou cedo esperando oportunidade de destilar baboseiras, cansou do zapzap.“ Mais uma vez temos aqui um exemplo de ataque retórico esquerdista que tenta estabelecer adjetivos… Read more »
Prezados editores, vi o aviso agora, estava rolando a página e respondendo na sequência, só agora atualizei e vi o aviso. Peço desculpas ao mesmo tempo em que gostaria que não fosse utilizado o mesmo peso a mim que a ele. Em todo momento segui as regras sem ataques pessoais nem proselitismo político, apenas fazendo análise do discurso, uma análise técnica baseada nas regras da lógica, da retórica e sua relação com os fatos apresentados no debate. Mas estão me tratando como se fôra eu a atacar os outros, quando nem em minha defesa de tais ataques ousei fazer. Peço… Read more »
Vocês apagaram até minha resposta ao Sequim, que nada tinha a ver com esse meu debate com o mauricio. 2 – Mantenha o respeito: não ataque outros comentaristas, nem o site ou seus editores; Não quebrei essa regra porque não ataquei meu interlocutor. Apenas fiz análise de discurso demonstrando onde estava errado pelas regras lógicas e onde estava usando retórica pelas regras erísticas. 3 – Mantenha o blog limpo: não use palavras de baixo calão ou xingamentos; Não usei. 4 – Não escreva em maiúsculas, o que equivale a gritar com os demais. Não usei. 5 – Não use o… Read more »
Ok Ten. Murphy, eu iria apagar meus comentários, mas o moderador ja o fez, então está tudo certo, desculpe as ironias, vou tomar um chá que está frio, até mais.
“Tamo” junto, irmão. Faz parte do jogo. Nada pessoal. Nós dois entendemos o que o outro estava fazendo. Tomar um chá que está frio aqui também. Abraço.
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Em cursos de humanas essa polarização é quase predominante. Nas áreas de exatas ela existe mas não é necessariamente majoritária. O que ocorre é que se visualiza uma minoria barulhenta e organizada, contra uma maioria que não quer comprar nenhuma “guerra cultural”. Da mesma forma que se você for a um quartel da PM ou de alguma das três forças vai achar a mesma coisa, porém com sinal trocado. Eu não vejo problema em ideias de esquerda ou de direita, com moderação ambas tem seus pros e contras. O problema é defender um vigarista que vendia greves e comandou um… Read more »
Fale por você mesmo… Até porque isso é uma reprodução de mentalidade tão elitista, senão, auto-sabotadora e não reflete a realidade da produção acadêmica e nem de tecnologias idealizadas… Há tanta coisa boa que sai de pesquisas das federais, profissionais qualificados e que a população não faz ideia e que não são divulgadas por conveniência da mídia mesmo… Não é a toa que a UFRJ se configura como a melhor do Brasil/América Latina atualmente, fora tantos outros campus (Unicamp, USP e por aí vai) Essa falácia é um projeto em curso por uma pequena parte da sociedade que é contra… Read more »
As universidades brasileiras não estão nem entre as 100 melhores do mundo, por ai vc ve!
“Até porque isso é uma reprodução de mentalidade tão elitista, senão, auto-sabotadora e não reflete a realidade da produção acadêmica e nem de tecnologias idealizadas…” Não necessariamente. Isso é um erro categorial. Militância política nas universidades existe, sempre existiu e é amplamente divulgado desde meados do século 20. Excelência na produção acadêmica é um assunto diferente. Uma coisa pode interferir na outra, mas correlação não é causalidade. “Não é a toa que a UFRJ se configura como a melhor do Brasil/América Latina atualmente, fora tantos outros campus (Unicamp, USP e por aí vai)” Segundo os rankings a UFRJ é a… Read more »
A UFRJ não se configura como a melhor do país. USP, Unesp e Unicamp estão a frente.
https://oglobo.globo.com/google/amp/brasil/noticia/2025/08/19/usp-se-mantem-entre-as-150-melhores-universidades-do-mundo-segundo-ranking.ghtml
Aqui, no segundo comentário jaz qualquer chance de um comentário interessante sobre o simulador, e outros programas complementares que certamente teriam papel preponderante numa atualização nos nossos meios de detecção e de contramedidas eletrônicas.
Descanse em Paz.
Como se o segundo comentário bloqueasse as pessoas de comentar o que quiserem em resposta ao segundo comentário ou iniciando um novo comentário a partir do terceiro e quarto comentários. Nem tanto ao mar nem tanto à terra, amigo.
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Estudei na USP e fazer passeata contra o Bolsonaro em 2019 valia nota em 2 matérias, em substituição às provas e trabalhos previstos na grade curricular e ementas. E meu curso nem era de Humanas, era de Exatas/Biológicas. E eu era pressionado a ser de esquerda por ser negro/pardo e pobre. Os professores sabidamente de direita eram raros, a maioria era omisso politicamente, enquanto uma minoria barulhenta regia as massas estudantis para a esquerda usando pautas identitárias e espiral do silêncio.
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SEJA EDUCADO E MANTENHA O NÍVEL OU ACABARÁ BLOQUEADO!
O problema tanto do ITA quanto IME, é a militarização do ensino nas mesmas. Limitar a idade maxima em 23 anos é muito cruel. É por isso que nunca será as grandes universidades do mundo. Quantos alunos talentosíssimos com mais de 23 anos, foram impedidos de cursar nesses institutos? Milhares.
ITA orgulho nacional, uma pena que esse país seja inimigo da ciência e da excelência.
Bacana, tem também o simulador de localizador passivo de emissão de radares.
Programa uma IA e faz os dois brigarem até se chegar numa solução otimizada rsrsrsrs.
Brincadeira, mas tem um fundinho de verdade.
Tem um documentário no Netflix chamado Explorando o Desconhecido: robôs assassinos que cita esses tipos de experimentos com no computador, depois caça versus caça e depois piloto humano versus IA. Muito interessante. Fala de outros assuntos militares relacionados a drones comandados por IA e sobre comando e controle determinados por IA. A meu ver esse documentário relata o futuro da guerra. Tem um no HBO que ainda não assisti, mas pretendo quando possível.
Xadrez, hoje nenhum humano ganha de uma máquina, boa parte do treinamento é contra ela mesmo ou outra “engine”. Claro não é só desenvolver programas separados de simulação, envolveria criar todo um ambiente simulado comum e algum supercomputador pra dá conta de todas as variáveis. Que por sua vez deveriam estar atreladas a componentes reais capazes de sofrer aperfeiçoamento.
Sem contar que ela simula em minutos o que os humanos levariam anos para simular. A evolução dela é absurda de tão rápida.
A molecada do ITA é sensacional. É cada ideia mais absurda — no bom sentido — que outras. Fico imaginando se fossemos um país mais sério, com política séria de defesa e gastos necessários; muitas ideias boas viriam dela que surpreenderiam o mundo. Temos muitas cabeças pensantes no Brasil, entretanto, o nosso mal, é não os valorizar e, infelizmente, muitos acabam saindo do Brasil e indo trabalhar em grandes instruirias militares mundiais por isso. Por um lado, fico muito feliz e orgulhoso dessa notícia, mas por outro, triste por não termos investimentos constantes na área militar.
Tive um professor que dava aula no MIT e ele dizia que as ideias geradas lá são inacreditáveis. E dizia também que temos material humano para fazer o mesmo aqui. Muitas vezes a dificuldade para financiar pesquisas ou para registrar patentes dificulta muito nossa vida. Acaba que a maioria vai virar acadêmico profissional ou trabalhar no exterior.
Muito triste isso cara.
Parabéns aos técnicos e estagiários envolvidos, que aliás, logo estarão trabalhando fora do Brasil. Infelizmente essa é a nossa realidade, de grandes desenvolvedores de tecnologias, que não são aproveitadas a contento e de grandes cérebros, formados em escolas públicas ruins e faculdades, piores ainda (Sim. Em alguns casos) e que são cooptados e exportados por quem realmente dá valor a seus talentos. E depois somos obrigados, com desgosto, a vê-los dando entrevista na TV, falando dos projetos maravilhosos que desenvolvem no exterior, com a bandeira Brasileira pregada na parede ao fundo.