MICA NG lançado por Rafale

França deu um passo decisivo para reforçar sua superioridade aérea com o primeiro disparo bem-sucedido do míssil ar-ar MICA NG (Missile d’Interception, de Combat et d’Auto-défense Nouvelle Génération) a partir de um caça Rafale. O lançamento ocorreu em 19 de junho, no campo de testes da DGA-Missiles no Mediterrâneo, e envolveu equipes da MBDA, da Direção Geral de Armamentos (DGA), da Dassault Aviation e da Força Aérea e Espacial Francesa.

O disparo, realizado em modo de autoguiagem contra um alvo de exercício, marca um avanço fundamental no programa de desenvolvimento do míssil iniciado no final de 2018. A versão testada foi a equipada com buscador infravermelho, contribuindo para validar as cadeias funcionais do novo armamento.

Projetado para enfrentar ameaças aéreas emergentes, o MICA NG representa uma evolução significativa em relação à geração anterior. O míssil oferecerá capacidades aprimoradas para interceptação de médio alcance, combate próximo e autoproteção das aeronaves Rafale, tanto da Força Aérea e Espacial Francesa quanto da Marinha Nacional. Além disso, sua versão superfície-ar (MICA NG VL) será empregada na defesa de navios e áreas terrestres sensíveis, como bases militares ou eventos estratégicos.

Segundo a MBDA, o MICA NG incorpora novas tecnologias que o habilitam a enfrentar uma gama mais ampla de ameaças. Além de alvos tradicionais como aviões e helicópteros, o míssil poderá engajar alvos de baixíssima assinatura infravermelha ou eletromagnética, incluindo drones, caças furtivos e certos tipos de mísseis de cruzeiro altamente manobráveis.

Entre as inovações técnicas destacam-se um novo propulsor de duplo pulso, que aumenta o alcance e a manobrabilidade do míssil, e melhorias estruturais que prolongam sua vida útil durante o transporte aéreo. Sensores internos monitorarão o estado do armamento ao longo de seu ciclo de vida, reduzindo custos de manutenção e propriedade.

O MICA NG manterá o conceito duplo característico de seu antecessor, com duas versões: uma equipada com buscador infravermelho de alta sensibilidade, baseada em sensor matricial, e outra com buscador eletromagnético dotado de antena transmissora ativa modular (EASA), aprimorando a detecção e o rastreamento de alvos.

A continuidade das características físicas, elétricas e aerodinâmicas do MICA facilitará a integração do novo míssil nas plataformas e lançadores existentes. Essa abordagem garante flexibilidade operacional ao Rafale, permitindo engajar diversos tipos de ameaças com precisão.

Próximos testes estão programados para validar todas as capacidades do MICA NG em diferentes configurações, velocidades e altitudes, consolidando sua versatilidade para operações de alta intensidade. A expectativa é que os mísseis MICA NG sejam entregues às Forças Armadas Francesas até o final desta década, reforçando significativamente as capacidades de combate aéreo do país.

FONTE: MBDA

 

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Luís Henrique

Pelo que li o Mica NG terá alcance entre 100 e 130 km, um ótimo aumento frente ao alcance de 60 à 80 km do Mica.

Creio que a versão IR terá cerca de 100 km e a versão EM cerca de 130 km.

Outro avanço importante é que a versão EM usa um radar AESA.

É o terceiro míssil ar-ar BVR a adotar um radar AESA, o primeiro foi o japonês AAM-4b e o segundo o PL-15 chinês.

Bosco

Tudo indica que o AIM-260 , que dizem já estar em operação, também tem um seeker tipo radar AESA , provavelmente combinado com um seeker IIR.

Carlos Campos

to interessado em ver a cara desse míssil, pois dois sensores na frente do míssil parece apertado

EduardoSP

São duas versões do míssil. O mesmo corpo, com cabeças de busca diferentes.

Bosco

Carlos,
Mas tem vários mísseis com seeker duplo e até triplo.
Alguns antiaéreas por exemplo são o Stunner, o SM-2 Block IIIB, o RAM…
Outros tipos são o JAGM, Brimstone DM, Storm Breaker, AARGM, AARGM-ER, LRASM, etc.

Last edited 10 meses atrás by Bosco
Carlos Campos

Obrigado, vou pesquisar sobre eles, mas como fica a disposição do sensor, o IR fica frente e radar atrás?

Last edited 10 meses atrás by Carlos Campos
Bosco

Carlos,
No caso do SM-2 Block IIIB fica o radar na frente e o IR mais atrás e na lateral, formando uma protuberância.
No caso do Stunner o nariz do míssil ficou parecendo com um nariz de golfinho para acomodar os dois sensores lado a lado.
No caso do RAM tem um seeker IR na frente e duas antenas receptoras que se sobressaem ao lado.
Se o AIM-260 tiver os dois tipos de sensor eu imagino que deverá ser parecido com o SM-2 Block IIIB como mostrado nessa foto.
comment image
O seeker IIR é essa protuberância lateral.

Last edited 10 meses atrás by Bosco
Carlos Campos

,uito obrigado Bosco

Bosco

Eduardo,
No caso do AIM-260 a expectativa é que será um buscador duplo num mesmo míssil.

Nelson Junior

Falando neles… os EUA estão apostando alto neles, já estão no forno

https://www.twz.com/air/aim-260-air-to-air-missile-funding-to-start-production-sought-in-new-budget

Bosco

Eita!
Coincidência.

groosp

Sim, um ótimo aumento de alcance. Componentes do Meteor foram desenvolvidos com financiamento dos EUA e precisam da aprovação deste para a exportação. Egito e Sérvia não conseguiram tal aprovação e seus Rafales estão meio ‘capados’ na arena ar-ar. A França está desenvolvendo uma versão sem componentes americanos e o MICA NG parece uma boa opção até lá.

albert_008

Only 130KM , no match to PL15

Cristiano Salles (Taubaté-SP)

BOA TARDE a todos!!!

Tenho uma dúvida…, não sei se alguém consegue tirar…

Por quê…, mesmo nos tempos atuais de fotografias digital e de alta performance nos pixels…, continuam tirando fotos preto e branco nos teste de equipamentos…, bem como nas fotos de espionagem dos satélites…

Obrigado

carcara_br

São imagens, a diferença não é apenas a palavra “foto”, muitas vezes estão analisando um espectro totalmente diferente do visível, ou um espectro específico, ou faixa de espectro. Basicamente você vê o resultado de um grande processamento de dados…

Last edited 10 meses atrás by carcara_br
Cristiano Salles (Taubaté-SP)

Obrigado

Aéreo

Provavelmente porque a imagem em preto e branco foi tirada por uma câmera com alta taxa de quatros para poder analisar depois a separação do armamento com a aeronave.

Uma câmera colorida para a mesma taxa de quadros gera três vezes mais informações que uma monocromática (preto e branco). Como o maior interesse é a taxa de quadros (que permite analisar melhor o movimento) e não a resolução espectral (cores), as imagens em preto e branco são mais adequadas para esse ensaio em específico.

Cristiano Salles (Taubaté-SP)

Obrigado

groosp

Parece que o MICA NG manteve o TVC. É dito que a inclusão de um TVC em um míssil BVR reduz o alcance de 5% a 10%.

Bosco

Num míssil BVR com propulsão “dual pulse” o TVC faz diferença porque pode ser utilizado na fase terminal.
Mas sem dúvida ocupa um espaço precioso que poderia ser utilizado para mais propelente.
*Aí como a precisão melhora devido so TVC pode compensar reduzindo a ogiva.