Cheonryong

A Coreia do Sul alcançou um marco importante em seu programa de defesa ao realizar com sucesso o primeiro teste de separação do míssil ar-solo de longo alcance Cheonryong, desenvolvido localmente.

O novo armamento promete ampliar drasticamente a capacidade de ataque de precisão da Força Aérea sul-coreana, podendo atingir alvos estratégicos a até 700 km de distância.

O míssil foi testado acoplado a um caça leve FA-50, também de fabricação nacional, com foco na verificação da separação segura do armamento em voo. A partir de 2027, o Cheonryong será integrado à nova frota de caças KF-21 Boramae, elevando a capacidade de ataque estratégico da Coreia do Sul.

Desenvolvido desde 2018 com um investimento de cerca de 2,7 trilhões de wones (aproximadamente 2 bilhões de dólares), o Cheonryong surge como substituto do míssil alemão Taurus KEPD 350, atualmente utilizado pelos caças F-15K da Força Aérea sul-coreana. O novo míssil supera seu antecessor em alcance, com uma capacidade estimada entre 600 e 700 km.

VÍDEO: FA-50 lança o Cheonryong

A precisão do Cheonryong também impressiona: segundo autoridades sul-coreanas, ele é capaz de atingir alvos com margem de erro inferior a dois metros. Além disso, o míssil foi projetado com uma ogiva penetrante de dupla carga, o que lhe permite destruir alvos protegidos por até 8 metros de concreto, atuando como uma arma do tipo “bunker buster”.

Segundo o pesquisador Kim Dae-young, do Instituto Coreano de Estratégia Nacional, o Cheonryong terá papel essencial na cadeia de ataque preventivo sul-coreana, conhecida como “Kill Chain”, voltada para a neutralização antecipada de ameaças nucleares e de mísseis da Coreia do Norte.

O teste bem-sucedido ocorre em um contexto de crescente atenção internacional às capacidades de ataque de precisão. A referência à recente ofensiva israelense contra o Irã, em que mísseis ar-solo de longo alcance foram utilizados para neutralizar defesas aéreas a 300 km de distância, destaca a importância deste tipo de armamento em operações modernas.

A expectativa é que, com o Cheonryong em operação, caças sobrevoando regiões como Daejeon ou Gyeryong poderão atingir instalações críticas em Pyongyang, reforçando significativamente a postura dissuasória sul-coreana diante das ameaças regionais.

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Bosco

A guerra na Ucrânia deve ensinar duas capacidades ao Ocidente. Uma delas seria aproveitar os velhos mísseis sup-ar de longa alcance para operação sup-sup. Há uma imensa quantidade de mísseis Standards da USN e PAC-1 do USA que poderiam ser adaptados para atingir alvos terrestres. Possuem ogivas respeitáveis e alcance igualmente respeitáveis , na casa de mais de 250 km com certeza. Outra expertise seria adaptar mísseis sup-sup para lançamento de aeronaves. Todos os foguetes guiados e mísseis do sistema MLRS/HIMARS (M-30/31, GMLRS-ER, ATACMS, PrSM) podem ser adaptados para lançamento aéreo com vantagens imensas. O alcance de um desses “mísseis”… Read more »

H.saito

Se precisar eles o farão, pois já possuem a experiência para tal.
Exemplos:
O Tomahawk originalmente concebido como sup-sup já foi adaptado para lançamento a partir de aeronaves, enquanto o harpoon Ar-sup foi convertido no Standoff Land Attack Missile, sup-sup, e o Aim-9 foi convertido de ar-ar para sup-ar.

Bosco

Pois é!
Apesar de não ter sido adotado nunca houve mesmo uma versão lançada do ar do Tomahawk.
Adaptar um míssil de lançamento de superfície para lançamento aéreo é mais fácil.
Mais difícil é na maioria das vezes adaptar um míssil de lançamento aéreo para lançamento de superfície, que no caso de mísseis “aspirados” exige a instalação de um booster.
Só de curiosidade o LRASM está sendo adaptado para lançamento de superfície pelo sistema de lançamento vertical Mk-41, o que levará sua versão JASSM-ER a igualmente poder ter essa opção.

Bosco

Nossa!
Reescrevendo: Apesar de não ter sido adotado houve mesmo uma versão lançada do ar do Tomahawk.

José Farias

Alguém se lembra de um tal MICLA-BR???
Pous é.
Outra “cabeça de bacalhau” que a FAB torrou verbas!!!!!

Rodolfo

Quem sabe agora que a situação da Avibras esta se desenrolando? o AVMT300 e o Micla BR vao pra frente e entram em operação até 2045…

José Luís

Tá bem otimista hein kk

A6MZero

Desenrolando kkkkk, a novela não chegou nem na metade…

José Farias

Simples amigo.
Pega os projetos dos mísseis e transfere para a SIATT.
Tenho que pensar para esses militares incompe%&@tentes também?

José Farias

O mais engraçado de tudo, é que toda vez que o Brasil dá passos em sua real independência tecnologia em áreas estratégicas, como mísseis e foguetes por exemplo, as empresas passam por “problemas”. Olhem o caso da Engemissil, Mectron, agora Avibras. Vale ressaltar, que a Mectron, além dos mísseis, estava envolvida no torpedo nacional (com grandes avanços), sonares, MANPAD,s, etc. Entregou prototipos de quase tudo o que estava desenvolvendo. O diretor da SIATT disse em entrevista que só não continuaram o projeto MAR-01, MAA-1 B porque o “cliente” final, não quis mais (leia-se FAB). O MANSUP da MB é Max… Read more »

Atirador

As empresas torraram rios de dinheiro e quando chegaram ao produto final era insatisfatório

José Farias

Não acredite muito nisso não amigo.
O problema sempre foi os militares nacionais

Diogo de Araujo

Brasil: “exército adquire novos binóculos….de empresa estrangeira”

José Luís

Kkkkkkk e aparece um monte de gente pra justificar o injustificável.
A Defesa aqui não é levada a sério, e nunca será, lembra dos Pilotos de Caça pedindo baixas, sem luz no fim do túnel meu amigo; já foi aprovado hoje aumento no número de Dep Federais, tem dinheiro sobrando…..

Colombelli

Binoculos termais não tem nacional e a dotação nao justifica desenvolvimento nacional pelo número baixo. Há monoculo nacional e este foi homologado recentemente e será adquirido. Nao confundir binóculos de dotação de subunidades e OA com outros dispositivos mais comuns.

Adriano madurei

Apesar de não ser uma aeronave naval,poderia set um Bom paliativo aos idosos e obsoletos A=4 SkyHawks…

Eles tem um bom pacote de armas principalmente mísseis navais.

A6MZero

Gastar vela boa com defunto ruim, deixa os A4 aquilo já torrou dinheiro demais, melhor torcer pela baixa deles mesmo.

Carlos Campos

parabéns, o design da a entender que tem baixo RCS, ou seja poderia ser lançado longe de uma área coberta por defesa anti aérea e mesmo assim, adentrar o local e produzir o dano

Leandro Mendes

Fiquei surpreso com o valor do desenvolvimento, $ 2 bilhões é muita coisa. Se comprarem 1.000 mísseis, só o valor do projeto vai ser de $ 2 milhões por míssil.

José 001

O caso deles é diferente do nosso.

Já devem estar aplicando o conhecimento adquirido em outros projetos.

adriano Madureira

quando se tem um inimigo perigoso e poderoso em potencial, gastar grandes somas de dinheiro em um armamento se mostra um grande e acertado investimento em defesa…

nem todos ficam vivendo de samba,futebol e cerveja e ficam achando que ninguém irá lhe fazer mal porque você é a nação amistosa e boa praça.

Fabio Araujo

Certo estão eles, aqui nos autossabotamos já deveríamos ter o nosso em fase de teste se levássemos a defesa a sério.

Zezão

Afirmar que este novo míssel sul coreano Cheonryong tem um alcance estimado de 800 km com velocidade de cruzeiro supersônico é bastante suspeito, duvido que tenha este alcance voando nesta velocidade.
Aliás, muitos sites, inclusive sul coreanos, estão afirmando que o alcance é de 500 km.
Fonte:
https://www.bizhankook.com/bk/article/29074

Bosco

Zé,
Tem um gráfico aí em cima que fez confusão.
Esse míssil é subsônico.

sergio S.

esse link que você colocou, traduzindo para o português……: “O míssil Cheonryong é um míssil ar-terra em desenvolvimento desde 2018 e pode realizar ataques de precisão contra alvos importantes, como postos de comando subterrâneos inimigos a mais de 500 quilômetros de distância.”. Atingir alvos a mais de 500 km e não ate 500 km de distancia, agora se chega ate 800km, ai eu ja não sei.