Força Aérea Brasileira combate tráfico internacional com aeronaves e satélites
Imagens de sensores, obtidas por plataformas aeroembarcadas e espaciais, definiram a mobilização da Polícia Federal (PF) e da Marinha do Brasil (MB)
A Força Aérea Brasileira (FAB) desempenhou papel decisivo em inédita apreensão de uma embarcação semissubmersível que seria utilizada para o transporte de cocaína com destino à Europa. A operação aconteceu nesse sábado (31/05) e foi realizada pela Polícia Federal (PF), na região da Ilha de Marajó (PA). A ação contou com o emprego de tecnologias de inteligência artificial, imagens de satélite de alta resolução e aeronaves da FAB equipadas com sensores especiais, que permitiram mapear movimentações fluviais atípicas na Amazônia.
Durante a missão de reconhecimento aeroespacial, realizada pelas aeronaves R-99 da FAB, foram identificadas estruturas navais camufladas entre galpões ribeirinhos, além de padrões logísticos atípicos ao longo de rotas estratégicas nos rios da região. As imagens de sensores, obtidas por plataformas aeroembarcadas e espaciais, subsidiaram a mobilização das Forças de Segurança para a execução da operação.

O sucesso da ação reforçou a importância da inteligência integrada e do uso de plataformas aeroespaciais para antecipar estratégias do crime organizado e proteger o território nacional. O isolamento geográfico da Ilha de Marajó amplia as vulnerabilidades da região, exigindo sofisticação logística por parte das organizações criminosas e também respostas rápidas e precisas das Forças Armadas.
A interceptação de uma embarcação semelhante nas águas de Portugal, em março de 2025, reforçou o trabalho de inteligência das autoridades brasileiras. Depois desse episódio, imagens orbitais e dados eletrônicos captados por aeronaves passaram a ser analisados de forma integrada pelas equipes da FAB e da PF. O cruzamento das informações permitiu identificar a fabricação regional e o destino transatlântico das embarcações artesanais, além de evidenciar o uso de rotas fluviais clandestinas para o tráfico internacional.
De acordo a Lei Complementar nº 136/2010, artigo 16-A, cabe às Forças Armadas, como atribuição subsidiária, atuar de forma preventiva e repressiva na faixa de fronteira terrestre, no mar e em águas interiores contra delitos transfronteiriços e ambientais, em coordenação com outros órgãos do Poder Executivo.
FONTE: Força Aérea Brasileira

Imagino este tipo de ataque( com Drones de espera) no mar contra navios. Muita coisa vai ter que ser revista na arte da guerra.
Acho que vc confundiu a Matéria
Podemos tentar contextualizar: Imagina esses submersíveis do tráfico só que ao invés de drogas coloca explosivos e ao invés de tripulação, coloca um sistema autônomo com IA para reconhecer os navios inimigos. O tempo que essa coisa pode ficar no mar é quase infinito e é muito difícil detectar esse treco. Ele vira uma espécie de mina inteligente.
Drones de espera, tem aparecido isso sendo usado pela Rússia(e vice-versa provavelmente) no TO da Ucrania, conceito bem interessante que pode ser exportado para o meio naval.
Conseguiram isso comprando imagens de satélite de empresas estrangeiras, imagina se tivéssemos nossa própria frota de satélites de inteligência…
Não precisaria ser muita coisa, uns 4 satélites, 2 ópticos e dois SAR de alta definição já seriam excelentes. Isso seria mais barato que muita coisa inútil que as forças amadas gastam dinheiro atoa, como atualizar cascavel e manter Skyhawks
Satélites sem dúvida mas drones também. A info obtida por um R99 seria facilmente confirmada por drones que poderiam, inclusive gerar imagens e provas pra condenação dos responsáveis. Não me conformo também, por sinal, que isso não seja usado pelo Core, Bope, Rota e etc.
Não foi usado nenhum drone na operação ?
Por que não jogam um J-dam ai? Destrói logo tudo
O pessoal já chora quando queimam equipamento apreendido com gasolina.
E como choram, é um milagre o lobby dessa galera não ter mudado ainda a legislação ambiental pra impedir o IBAMA de queimar equipamentos, como volta e meia tentam fazer por meio de normas estaduais…
J-dam? A Força Aérea Brasileira possuí isso no inventário?
A segurança da Amazônia brasileira começa com um bom sistema de inteligência e satélite avançados. Sem isso é muito difícil fazer algo eficaz.