Mitsubishi TX

A Mitsubishi Heavy Industries (MHI) revelou oficialmente o conceito do novo jato treinador TX durante a feira DSEI Japan 2025, realizada em Chiba. Projetado para substituir o atual Kawasaki T-4, o TX visa preparar pilotos da Força Aérea de Autodefesa do Japão (JASDF) para operar aeronaves de quinta e sexta gerações, como o F-35A e o futuro caça do programa Global Combat Air Programme (GCAP).

O TX é uma aeronave bimotor de dois assentos, projetada para atingir velocidades de cruzeiro de pelo menos Mach 0,8. Seu design incorpora avanços significativos em aviônicos, desempenho de voo e integração com sistemas de simulação modernos. O cockpit contará com painéis sensíveis ao toque e displays interativos, além de funções de simulação embarcadas que permitirão treinar evasão de ameaças como mísseis e radares.

A MHI possui experiência prévia no desenvolvimento de treinadores a jato, como o Mitsubishi T-2, introduzido em 1975, e na colaboração com a Kawasaki no programa T-4. O novo TX busca combinar a confiabilidade desses projetos anteriores com as expectativas tecnológicas modernas.

Diferentemente de plataformas de treinamento como o T-50 Golden Eagle da Coreia do Sul ou o M-346 Master da Itália, que são produtos de parcerias internacionais, o TX enfatiza o design e a produção nacionais. O objetivo é fornecer uma solução específica para as necessidades do Japão, preparando os pilotos da JASDF para uma transição eficiente para aeronaves avançadas desenvolvidas ou operadas domesticamente.

A MHI planeja apresentar formalmente o conceito do TX ao Ministério da Defesa do Japão em breve.

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Andromeda1016

Como sempre vão insistir em nacionalização de 100%, e com isso atrelar a capacidade do caça aos limites da capacidade tecnológica de sua indústria bélica, além de custar 3 vezes o valor originalmente proposto.

JuggerBR

Mas estão errados? Se gastam 3 vezes o que deveriam, por outro lado cada iene gasto ficará em terras nipônicas.
Melhor do que comprar aeronave estrangeira com TOT bilionária e que não será usada pra nada. A indústria nacional não tem capacidade, competência ou mesmo interesse nisso.

Andromeda1016

Ninguém tem capacidade de nacionalizar 100% os aviões que produz, nem os gringos, ou porque não tem capacidade técnica ou porque economicamente é mais vantajoso adquirir de outros a preço melhor. A insistência em usar somente tecnologia local quando existem fornecedores com produtos melhores e mais sofisticados, e assim desenvolver o melhor equipamento possível, condena o país à obsolescência de seus equipamentos.

Carlos Campos

Industria Bélica do Japão é bem avançada, então não vejo problema

Chris

Morei no Japão por 20 anos… Eles estacionaram feio no quesito tecnologia. E hoje ate o CEO da Toyota reconheceu que ate as fábricas chinesas estão mais modernas, em visita ao país.

Em algum momento da história desistiram tbem da indústria bélica e passaram a adquirir produtos americanos a rodo.

Mas estão sim tentando retomar agora, apos os sustos do Trump (E da China, que quase diariamente invade espaço aereo japonês, não dando paz para os F-15.. Chegaram a sobrevoar Okinawa com um drone)

Last edited 11 meses atrás by Chris
Carlos Campos

Que a China passou o Japão na eletrônica, assim como os Coreanos é vdd, mas no domínio da tecnologia militar o Japão continua a frente da Coreia e bem posicionado a nível mundial, sensore AESA em míssil AA, antes de qualquer um ocidental ou chinês, tecnologia de radar Nacional em caça o primeiro país a ter, optrônicos avançados em carros de combate, metalurgia de ponta para canhos de MBT e outros, além de submarinos, fabrica um moderno radar de banda X para seus navios, também AESA, está desenvolvendo capacidades EW de noga geração para o GCAP

Andromeda1016

Não é bem assim. O Japão está cheio de projetos militares fracassados por falta de tecnologia. Pesquise.

Chris

So tomara que desta vez de certo…

Porque ficou feio aquele negócio de cancelarem o concorrente Mitsubishi para a Embraer… Alegando muitos problemas técnicos… Choveram críticas pelo Japão todo (Eu estava la).

Last edited 11 meses atrás by Chris
Andromeda1016

O último caça que eles projetaram foi o F2, que na verdade é um F16 esticado e isso faz décadas, logo eles não tem mais capacidade de projetar um caça moderno sozinho, razão pelo qual se junta a países ocidentais para suprir essa deficiência. Sendo assim acredito que o treinador deles será um avião modesto se eles insistirem em desenvolver sozinho o avião. Quanto ao Mitsubishi fracassado varreram o assunto para debaixo do tapete e fingiram que isso nunca existiu, bem do jeito aí ele costumam tratar seus fracassos rsrsrs

Carlos Campos

GCAP é tão avançado que só os EUA é capaz de fazer algo parecido, nessa hora pesou o pragmatismo, e o Japão não e restrito a sua indústria bélica e vc sabe bem disso, usam muita coisa importada, projetos fracassados todos tem, até os EUA inclusive pela falta de teologia no momento, Coreia Tem, China tem, Brasil tem

Andromeda1016

Bom. Se eles forem pragmáticos mesmo vão saber dosar com inteligência a mistura entre tecnologia nacional e estrangeira. No passado não tiveram esse pragmatismo, razão pelo qual fiz a minha observação.

Tallguiese

Joga no computador o conceito de um projeto de treinador a jato, coloca as configurações: envergadura, velocidade máxima, teto máximo, g negativo/g positivo, cockpit em tandem regra de área pra no final sair outro M-346. Não é uma crítica, mas se percebe que os projetos estão gerando jatos bem parecidos. Nada contra só uma constatação. Interessante não e?

Last edited 11 meses atrás by Tallguiese
danieljr

Antigamente cada escritório de design tinha métodos de elaboração, testes e fornecedores diferentes (dassault, MiG, Douglas etc.). Isso gerava uma variedade de modelos bem diferentes. Hoje em dia praticamente todo mundo usa CATIA para fazer o design, cálculos matemáticos, e algumas simulações em software. Muitos fabricantes usam os mesmos equipamentos para testes in loco. Os engenheiros são formados nas mesmas escolas, trocam de empresas entre si. Os fabricantes usam os mesmos fornecedores de peças, motores, materiais, subsistemas. Todo mundo quer uma rede mundial de fornecimento de peças e mão de obra. A tendência é ficar tudo meio igual mesmo. O… Read more »

Aéreo

Bons projetos de aeronaves geralmente se tornam a “base line” para outras aeronaves na forma de um um conjunto de configurações técnicas, requisitos e parâmetros de desempenho acordados que servem como referência durante o desenvolvimento. Exemplos são o Spitfire, 737, 707, F-16 e porque não o Super Tucano no seu segmento.  Outro conceito é o design dominante que é o modelo de projeto que se estabelece como padrão em um determinado segmento de aeronaves.  Novamente, o 737 é um bom exemplo, os delta-canards para caças de quarta geração é outro exemplo,  o Sidewinder no mundo dos mísseis IR, e nesse… Read more »

Ozires

E na categoria de treinadores primários o Tucano (EMB-312) foi a aeronave que definiu a configuração padrão.

Clésio Luiz

Ele usa o leiaute do T-4, mas com LERX. Este por sua vez foi altamente inspirado no franco-alemão Alpha Jet.

Os japoneses produzem seus próprios treinadores desde a década de 1950 (Fuji T-1), então não é de se esperar que vão parar agora.

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Aéreo

Mais um projeto para as nações que seguem a linha de aviões de treinamento de alto desempenho representados pelo M-346, Yak-130, Hongdu L-15, T-7 Red Hawk, KAI T-50 e TAI Hürjet. 

A categoria de aeronaves treinadoras sempre foi um pouco “congestionada”, porque diversas nações (o Brasil foi uma delas) enxergam esse tipo de programa como uma oportunidade para desenvolvimento de sua base industrial aeronáutica.

Underground

Compra direta x fabricação sob autorização x desenvolvimento interno
Depende da quantidade a ser adquirida.

Groosp

Mais do mesmo. Nem para ter as linhas do EADS MAKO para poder evoluir para um caça leve ou loyal wingman.

Observador

Bonitão, parece até mais bonito que o modelo sul-coreano.
Será que vão lançar uma variante de ataque leve, como tem sido tendência?
Tomará que não tenha o mesmo fim do último avião da Mitsubishi…
De toda sorte, sabemos que como todo produto de defesa japonês, será de grande qualidade, caro e provavelmente, de uso restrito pelo próprio Japão.

Mario

O M 346 não é o resultado da cooperação internacional, mas é desenvolvido e produzido pela Leonardo em colaboração com a Força Aérea Italiana e é a base da escola de voo internacional na Itália, onde pilotos japoneses, entre outros, treinam

Carlos Campos

Eu achava que era um Yak modificado

Iran

Apesar do design ser originalmente russo, o M-346 veio antes, então o Yak é entre muitas aspas uma cópia do italiano.

Iran

M 346 é fruto de uma cooperação russa com a Itália, o design é completamente russo, mas os italianos e russos brigaram por conta das especificações, e o design se manteve na mão dos italianos, por isso o Yak-130 (que os russos fizeram sozinhos dps da quebra com os italianos) é tão parecido.

carvalho2008

Eu sou critico destes treinadores especializados…. Nenhum deles decola de fato, em vendas internacionais de vulto… Fazem sentido para quem tem grandes forças aereas com modelos perfeitamente segregados em missão….mas a verdade, é que poucos paises podem se dar ao luxo atreinadores que não façam papeis com alguma relevancia de combate, precisam de complementos de 2a ou 3a. linha…. Daí vem o problema, alguns até podem fazer, mas passam a ser muito caros e quem precisa rechear lacunas, acaba colocando modelos usados de 1a linha no lugar, mais capazes e baratos, apesar de usados…. Os antigos treinadores de 3a. Geração… Read more »