Esquadrilha da Fumaça

Criada em 1952, na antiga Escola de Aeronáutica no Rio de Janeiro (RJ), a septuagenária Esquadrilha da Fumaça atravessa décadas encantando pessoas por onde passa

A Esquadrilha da Fumaça, nome popular do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) – da Força Aérea Brasileira (FAB) – comemora, nesta quarta-feira (14), 73 anos de história consolidando-se como símbolo de profissionalismo, disciplina e paixão pela aviação.

Criada em 1952, na antiga Escola de Aeronáutica no Rio de Janeiro (RJ), a septuagenária Esquadrilha da Fumaça atravessa décadas encantando pessoas por onde passa. Desde os antigos T-6 Texan, primeiros aviões utilizados pelo Esquadrão, passando pelos jatos franceses Fouga Magister, T-25 Universal, os longevos T-27 Tucano, que fizeram história ao longo de mais de 30 anos sendo utilizados para representar a Força Aérea por meio dos rastros de fumaça dispensados nos quatro cantos do Brasil e mais de 20 países, até os atuais A-29 Super Tucano, que já estão completando 10 anos de atuação no EDA.

Entre seus feitos mais marcantes, destaca-se o recorde mundial conquistado em outubro de 2006, quando a Esquadrilha da Fumaça realizou um voo em formação com 12 aeronaves invertidas, de cabeça para baixo, a uma distância de dois metros de separação, na Academia da Força Aérea (AFA), sediada em Pirassununga (SP), diante de um público de aproximadamente 60 mil pessoas conquistando, assim, a homologação do livro dos Recordes (Guinness Book), fato que consolidou mais uma vez o prestígio internacional do Esquadrão.

Sendo o segundo Esquadrão militar de demonstração aérea mais antigo do mundo – o primeiro são os Blue Angels (1946), da Marinha dos Estados Unidos da América – o EDA atravessa gerações cumprindo sua missão de levar um pouco da Força Aérea aos mais distantes rincões do País. No dia 28 de abril de 2023, próximo de completar 71 anos, a Esquadrilha da Fumaça atingiu, em Torres (RS), o marco de 4.000 demonstrações aéreas.

“Sinto-me honrado em fazer parte desta seleta equipe. Esta é a minha segunda passagem pelo EDA, estive na equipe entre 2017 a 2021 voando como número #4, e tive o privilégio de retornar em 2023 como Comandante. A Força Aérea incumbiu-me o dever de dar prosseguimento a uma história longeva com um passado de glória, um presente de grandes momentos e um futuro que, certamente, será trilhado da melhor maneira possível pelos seletos integrantes que farão jus à farda que carregarão”, comentou o Tenente-Coronel Juliano Augusto Sousa Nunes, Comandante da Esquadrilha da Fumaça.

Ao longo desses 73 anos de acrobacias, a Fumaça teve um breve hiato entre 1976 e 1980 quando, já na AFA, o então Comandante incentivou a reativação da Fumaça. Após selecionar alguns instrutores, que passaram a treinar com os T-25 Universal que equipavam o Esquadrão de Instrução Aérea, colocou no ar o “Cometa Branco”, o qual incorporou os procedimentos de segurança e a doutrina da antiga Fumaça.

Em 10 de julho de 1980, aconteceu a primeira demonstração de um grupo de instrutores, durante a cerimônia de entrega de Espadins aos Cadetes que, naquele ano, haviam ingressado na AFA. Após 55 demonstrações, os “Tangões” passaram a incorporar a famosa Fumaça e, em 21 de outubro de 1982, era criado oficialmente o Esquadrão de Demonstração Aérea.

“O EDA é vitrine para os nossos Cadetes da Academia, eu mesmo sou fruto dessa história, quando jovem ingressei na Força Aérea por conta da Fumaça. Antes mesmo de ver uma demonstração aérea, eu conhecia o trabalho e o profissionalismo dos graduados e praças, os “Anjos da Guarda” – como é reconhecida a equipe de manutenção das aeronaves -, eu tinha bastante contato com eles e vinha até a Academia para ver a saída da Fumaça. Portanto, estendo os meus parabéns a todos os integrantes de hoje e de ontem, que compõem a Esquadrilha da Fumaça.

T-27-Fumaça.jpg

Parabéns ao EDA! É um orgulho para a Academia da Força Aérea acompanhar o dia a dia do empenho e profissionalismo deste Esquadrão, para que cada demonstração seja brilhante e impecável.”, pontua o Comandante da Academia da Força Aérea, Brigadeiro do Ar Eric Breviglieri.

A Esquadrilha da Fumaça é uma longa história de paixão pela aviação. Os rastros de fumaça dispensados nos céus do início dos anos 1950 não se apagaram 73 anos depois e nunca se apagarão. Fumaça… Já! E Sempre!

FONTE: Força Aérea Brasileira

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LUIZ CARLOS - PARÁ DE MINAS - MG

saudades do T-27 nas cores vermelho/branco/preto. elegância do ¨tucaninho¨ , insubstituível .
acrobacias coladas no chão .
hoje, pra ver as manobras da atual, tem que levar luneta

Rinaldo Nery

Creio que não é bem assim…

LUIZ CARLOS - PARÁ DE MINAS - MG

super tucano para acrobacias é um avião tendencioso, pesado, voa compensado,
( peso de calda / chumbo no berço do motor ) .
famoso ¨cobra mal matada ¨
T-27 baila sem fazer força.

Last edited 11 meses atrás by LUIZ CARLOS - PARÁ DE MINAS - MG
Santamariense

Calda, não. CaUda.

Quanto ao resto, já assisti umas 20 apresentações do EDA. O A-29 substituiu muito bem o T-27. Todas as manobras que o T-27 realizava, o A-29 também realiza. Quanto à altitude das apresentações, também na notei diferença. O A-29 não tem toda a manobrabilidade do T-27, mas o treinamento repetido à exaustão e a habilidade dos pilotos, não deixa transparecer essa diferença entre as aeronaves.

Rinaldo Nery

E não entendi o “compensado”. Voei 2.339h no A/T-27, por 12 anos.

LUIZ CARLOS - PARÁ DE MINAS - MG

refiro me ao A-29 .
pode ser ao invés de ¨compensado¨ ¨voa trimado¨
é cobra mal matada mesmo, o danado.
parafuso no super tucano ? DEUS nos acuda…. vai dá ruim

Rinaldo Nery

O T-27 também voa trimado. Todos os aviões do mundo devem voar trimados, até o Aero Boero. Você já voou A-29?

Last edited 11 meses atrás by Rinaldo Nery
LUIZ CARLOS - PARÁ DE MINAS - MG

o A-29 não. mas o Boerão 180 sim. no reboque ( PP – GAG )

Last edited 11 meses atrás by LUIZ CARLOS - PARÁ DE MINAS - MG
Rinaldo Nery

Então como sabe que o A-29 tem problemas de parafuso?

GILMAR LEAL

Sim, as apresentações dos vermelhinhos eram bem mais emocionantes em virtude da proximidade das aeronaves com o público.

JuggerBR

A face mais visível da FAB. Embora trabalhe bem menos que o GTA…

Rinaldo Nery

GTE.

JuggerBR

Vero.

MRabello

Tive a oportunidade de assistir à Fumaça no longínquo ano de 2011 quando passaram pelo interior do RJ, na cidade de Itaperuna. Lembro que fui esperar as aeronaves chegarem à cidade, no dia anterior à apresentação se minha memória não falha, cedo peguei minha bicicleta e parti para o aeroporto. Esperei sozinho por horas ao lado da cerca de arame farpado que cerca a pista, quase desisti. Mas as horas de espera valeram a pena, ouvi longe um som de motor, depois um T-27 solitário se aproximou, sobrevoou a pista e depois subiu rápido ganhando altitude e balançando as asas… Read more »

André

Fui a uma comemoração de aniversário do EDA, em 2014, na sede do esquadrão (AFA). juntamente com o meu falecido sogro, ex-fumaceiro, o Capitão Afonso (“Tongão”). Foi uma experiência que guardarei sempre na memória!