EUA aprovam venda de mísseis AIM-9X Block II para a Noruega no valor de US$ 370,9 Milhões
AIM-9X Sidewinder Block II
O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou a possível venda militar estrangeira (FMS) para o governo da Noruega de mísseis táticos AIM-9X Block II Sidewinder e equipamentos relacionados, num contrato estimado em US$ 370,9 milhões. A Agência de Cooperação de Segurança da Defesa (DSCA) notificou oficialmente o Congresso norte-americano nesta sexta-feira.
A solicitação norueguesa inclui:
- 300 mísseis táticos AIM-9X Block II,
- 2 mísseis de treinamento aéreo especial (NATM),
- 24 mísseis de treinamento aéreo cativo (CATM),
- 20 unidades de guiagem tática,
- 20 unidades de guiagem CATM.
Além dos armamentos, estão incluídos equipamentos auxiliares como mísseis inertes, contentores, softwares, treinamento técnico, peças sobressalentes, documentação, transporte e apoio logístico por parte do governo dos EUA e da contratada RTX Corporation, sediada em Tucson, Arizona.
Segundo o Departamento de Estado, a venda está alinhada com os objetivos de segurança nacional dos EUA, por fortalecer um aliado da OTAN considerado fundamental para a estabilidade política e o progresso econômico da Europa. A aquisição também visa garantir a interoperabilidade das forças aéreas norueguesas com os EUA e outros países da Aliança Atlântica, diante de ameaças atuais e futuras.
O governo norte-americano afirmou ainda que a transferência desse material bélico não altera o equilíbrio militar na região e que não haverá impacto negativo na prontidão das Forças Armadas dos EUA. A execução do programa exigirá a presença temporária de três representantes do governo e três contratados civis norte-americanos em território norueguês.
Até o momento, nenhum acordo de compensação (offset) foi proposto, sendo este um item que poderá ser negociado diretamente entre a Noruega e a RTX Corporation.
A compra reforça o contínuo investimento da Noruega na modernização de suas capacidades de defesa aérea e sua integração estratégica com os aliados ocidentais frente ao cenário geopolítico em transformação.

Nas Malvinas, o Sidewinder que o Sea Harrier lançou no C-130 não o derrubou. Foi derrubado pelos canhões de 20 mm.
Entendo o seu ponto. Faz bastante sentido. Apenas faço a observação que um C130 não é um bom exemplo. Diria que uma aeronave de transporte é um alvo bastante valioso, ainda que a carga daquele voo seja de baixo valor. Privar o inimigo de acesso a um meio de transporte tático ou estratégico quase sempre representa uma vitória aérea muito importante por justamente dificultar a movimentação logística do inimigo. Claro que não se trata de um alvo de abate difícil e é perfeitamente possível se tentar utilizar o canhão interno.
Só contribuindo com o debate, o Sea Harrier era armado com dois canhões Aden de 30mm.