segunda-feira, outubro 3, 2022

Gripen para o Brasil

FAB assina contrato com empresa canadense para lançamentos de veículos espaciais

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Redação Forças de Defesa
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Cerimônia alusiva à assinatura do contrato entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a empresa canadense C6 Launch Systems Incorporated aconteceu em (25/08)

Um importante passo para inserir o Brasil em um seleto grupo de países com capacidade de lançamento de veículos espaciais. Nessa quinta-feira (25/08), em Brasília (DF), ocorreu a cerimônia alusiva à assinatura do contrato entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a empresa canadense C6 Launch Systems Incorporated, uma das selecionadas para operação no Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão.

O contrato é consequência do Edital de Chamamento Público nº 02/2020 da Agência Espacial Brasileira (AEB), de 22 de maio de 2020, e tem como objeto a disponibilização de bens e serviços para lançamentos de veículos espaciais, a partir da área 3 do Centro Espacial de Alcântara, conhecida como área do Perfilador de Vento.

A solenidade foi presidida pelo Comandante de Operações Aeroespaciais (COMAE), Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues. Participaram, ainda, Oficiais-Generais membros do Alto-Comando da Aeronáutica; Oficiais-Generais da Aeronáutica; o Presidente da Agência Espacial Brasileira, Coronel Carlos Augusto Teixeira de Moura, e representantes da C6 Sistemas de Lançamento e Serviços do Brasil e, por videoconferência, do Presidente e Ceo da C6 Launch Systems Incorporated, Richard Mccammon.

Na oportunidade, o Tenente-Brigadeiro Heraldo ressaltou a importância da assinatura do contrato para a efetiva entrada do Brasil na corrida espacial. “Hoje, com a celebração desse contrato foi dado um passo gigantesco para a exploração no Centro de Lançamento de Alcântara. Paralelamente a isso, a Agência Espacial Brasileira trabalhou junto com o Comando da Aeronáutica para assinarmos alguns acordos que possibilitam a exploração comercial de Alcântara”, completou.

Richard Mccammon frisou que a parceria vai impactar positivamente as economias tanto local quanto nacional. Ele informou, ainda, que o primeiro lançamento deve ocorrer no primeiro semestre de 2024. E destacou também que o contrato é um marco importante que amplia a cooperação e a parceria entre a Força Aérea Brasileira, a Agência Espacial Brasileira e outras Agências Locais, desenvolvendo o segmento espacial no Brasil.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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horatio zhirinovsky

parabéns ao governo e a fab, o prazo para lançamento se comparado a outros projetos é relativamente rapido!

Teropode🇺🇦🇺🇦🇺🇦

Vou ler novamente pois não entendi como o Brasil se beneficiará tecnologicamente 🤔

Alessandro

Segundo entendi o país só irá nesse primeiro momento se beneficiar comercialmente, o que já é alguma coisa positiva, agora se as pessoas envolvidas do nosso lado tiver um pouquinho de juízo, o correto seria usar esse dinheiro para criar a nossa tecnologia nacional, agora se vão fazer isso ae é outra história.

Last edited 1 mês atrás by Alessandro
Renato B.

Para mim, já vale se entrar recurso para a manutenção e expansão de Alcântara.

Só fico pensando para quê essa solenidade toda para uma assinatura de contrato. Celebra só quando o foguete voar, a Cyclone já mostrou como essas solenidades podem ser precipitadas.

Allan Lemos

Não vai, os americanos jamais permitirão que uma empresa canadense compartilhe conosco essa tecnologia.

Carlos Campos

mas é claro que não, o importante é o dinheiro que vai entrar que pode ser usado para pesquisas próprias do Brasil.

Allan Lemos

De qual Brasil você está falando, amigo?

Carlos Campos

do Brasil que fica na America do Sul

Gustavo

Nada. Espantoso como não apoiam empresas nacionais, inclusive uma com um projeto de lançador nacional, usando o pacote do VSB-30. Pesquisem sobre o I CAB. Um certo ministro recebeu em mãos a carta de Foz do Iguaçu em 2018 sobre sugestões para o PEB de faculdades do Brasil inteiro. Pelo jeito, engavetou.

Carlos Campos

mas o dinheiro que entra vai para nosso programa espacial em parte, sem ele não tem VSB e nada.

Gustavo

Prezado, tem o VSB, e daí? Para pesquisas de institutos alemães, voando na Suécia? Agora para liberar esse produto para uma empresa nacional ter um projeto de lançador, nada?

Gustavo

Programa Montenegro, da Acrux

montenegro.PNG
MMerlin

Acredito que nem pra gaveta. Foi direto pro lixo. Infelizmente, a gestão do primeiro astronauta brasileiro no MCTI ficou evidente que seu foco não era o crescimento nacional em áreas de pesquisas tecnológicas, mas sim, expandir seu núcleo político para adquirir uma cadeira no senado. O fundo de R$ 400 milhões para investimento em projetos espaciais, tanto alardeado também por esta pessoa, será diluído ao longo de 20 anos. Ou seja, R$ 20 milhões ao ano! Seria cômico se não fosse triste. Em sua gestão, sua pasta foi a que mais sofreu cortes. Neste mesmo período, foi o ministro que… Read more »

GUSTAVO

É desse jeito que tratam a área espacial no país. Um mundo de oportunidades, para os de fora.

Fagundes

O nosso país é emergente, os recursos são escassos e a política é pragmática.Provavelmente se a comunidade que fez a carta de foz de Iguaçu tivesse chamado economistas e geógrafos para provar tecnicamente que haveria maior arrecadação de impostos e visão geopolítica na iniciativa com melhoria direta na qualidade de vida dos brasileiros, talvez não tivesse sido esnobado.(ps: eu não li a certa estou apenas fazendo conjecturas de matérias jornalísticas sobre)

João Adaime

“Um importante passo para inserir o Brasil em um seleto grupo de países com capacidade de lançamento de veículos espaciais.” Não captei ó magnífico guru (parodiando o Rolando Lero da Escolinha do Professor Raimundo). Se capacidade de lançamento for possuir um centro de lançamento (temos dois), então já temos essa capacidade. Se for possuir foguetes lançadores, daí é discutível, uma vez que o projeto estagnou desde o trágico acidente em Alcântara. A mim parece que nós vamos alugar o centro para que a empresa canadense venha realizar aqui seus lançamentos. Ou iríamos fornecer também o foguete lançador? São questões que… Read more »

Last edited 1 mês atrás by João Adaime
Rinaldo Nery

Alugar o Centro. Melhor que nada…

MMerlin

Sem dúvida alguma.
O modelo de negócio adotado é bom.
Mas só se o valor for bem investido.
Melhor ainda se o CT dos todos os lançamentos for gerenciado e administrado pelos profissionais do CLA. Assim ganhamos experiência em veículos de grande porte.

MMerlin

Duas notícias importantes essa semana:
1. Os lançamentos serão gerenciados totalmente pelo DCTA, o que é ótimo!
2. O foguete coreano que levará o SISNAV previsto para lançamento ainda este ano não o utilizará como controlador inercial. O mesmo será levado apenas como carga para monitoramento e análise do voo.

MMerlin

Mais uma “cerimônia” em alusão à mais umas assinatura de “contrato” ou “parceria” do nosso PEB. Alguns dão parabéns… Para que? Investimento nas startups do setor praticamente não existe. Empresas promissoras tiveram que fechar as portas. Profissionais brasileiros altamente capacitados do setor foram e estão sendo captados por empresas de fora. Os poucos recursos para investimento privado são, em sua maior parte, direcionados para a AVIBRAS. Com esta instabilidade política infantil que vivemos, quero ver se este modelo de negócio permanece. Uma coisa é a entrada de recursos oriunda de lançamentos privados. Outra coisa é o correto investimento realmente na… Read more »

Nemo do Nautilus

Vai começar o choro!

Já estou vendo a onda humana de nacionalistas apaixonados pela eterna transferencia de tecnologia, reclamarem que seremos refêns DusAMERICANuDUMAU!

🤦🤦🤦

Last edited 1 mês atrás by Nemo do Nautilus
Pedro Fullback

É melhor servir apenas como base de lançamento do que deixa a Base de Alcântara nas ruínas. O Governo Bolsonaro acertou e esse acordo vai melhorar a região em torno de Alcântara em 100%. Vai melhorar na infraestrutura, no emprego e em outros setores.

Só lembrando, que a cidade com o maior salário per capita da América Latina é o Kourou, justamente por conta da Base Aeroespacial.

Allan Lemos

“Um importante passo para inserir o Brasil em um seleto grupo de países com capacidade de lançamento de veículos espaciais”

A tecnologia não é brasileira. Desonestidade intelectual para enganar trouxa.

observador

Me permitam uma analogia. A base é como se fosse um porto marítimo de onde partem navios! Permitir que outros “barcos” naveguem apartir deste porto não implica que agora teremos tecnologia de construir embarcações! A noticia é factóide, e triste, simples assim.

Mensageiro

Realmente, parece os fake news do governo. Tá tentando puxar sardinha. Quem escreveu?

Sensato

As fontes estão no texto e no vídeo.

Jaime

Um Casaquistão em escala muito menor…

Orlando Rios

Seremos refêns DusAMERICANuDUMAU!

AU AU AU

sub urbano

Agora na vespera da eleição esse governo ta vendendo até terreno na lua kkkkk É preciso entender que um programa espacial exige vultuosos recursos publicos. Elon Musk recebeu 2 bilhões de dolares + livre acesso ao Laboratorio de propulsão de Jatos da NASA, aí até eu lanço foguetinhos. É muito facil ser Elon Musk

rui mendes

Será que é???
Ele antes de ter esses apoios, provou que conseguia fazer, tão bem ou melhor que a nasa e mais barato.
Ele teve apoios, mas é ele que está a arriscar o seu dinheiro agora.

Heli

E pensar que o programa espacial brasileiro começou na mesma época que o indiano e chinês, no inicio dos ano 70,….

André Bueno

Na verdade em meados dos anos 60. Creio que em 65. A Missão Espacial Completa Brasileira – MECB – previa o lançamento de um satélite brasileiro no final da década de 80. Isso seria feito usando um lançador de projeto nacional e uma base em território brasileiro. Como sabemos, nunca foi efetivada.

André Bueno

Havia uma revista da Editora Abril, Ciência Ilustrada, e em um exemplar de 1983 havia uma extensa matéria sobre a MECB. Incluia o perfil de Jayme Boscov, engenheiro do Instituto de Atividades Espaciais – IAE, ou outra sigla.

Peço licença ao blog para postar link de outra publicação de defesa com uma matéria e entrevista com o engenheiro Boscov.

https://www.defesanet.com.br/space/noticia/37377/Jayme-Boscov—falece-pioneiro-do-Programa-Espacial-Brasileiro/

Cristiano de Aquino Campos

Pelo visto ate gora de concreto mesmo, desde quê o acordo foi feito sobre Alcantara, o programa espacial Braseiro virou um locatário nato ao invés de um desenvolvedor. Alugamos a base para lançar foguetes que nós mesmos vamos alugar de empresas estrangeiras e colocando dinheiro de impostos nisso, pois dúvido que o aluguel da base cubra o aluguel de um foguete. Detalhe, a qualquer momento e por qualquer razão, o contrato acaba r ficamos como antes na mão. Cadê o investimento em pesquisa e desenvolvimento que prometeram, algum novo protótipo de foguete nacional, um satélite inovador, vamos mandar mais um… Read more »

SGT MAX WOLF FILHO

Alô FAB, como diria Cazuza “eu vejo o futuro repetir o passado “, diminuindo as compras do KC390, vocês vão fazer o que o EB fez com o Osório, o Iraque desistiu de comprar, porque neinh o Brasil comprou, diminuindo a quantidade vai gerar dúvidas se o projeto é bom como vocês dizem… Isso não precisa ser nenhum especialista militar pra saber disso… Isso se chama lei do comércio.

MMerlin

A Engesa não projetou e MONTOU o Osório pensando nos requisitos para o EB. Esse papel era do Tamoio projetado e PRODUZIDO pela Bernardini.
A primeira empresa arriscou na entrada desta linha no Oriente Médio subestimando a influência política.
Deu no que deu.
Adquiriu um dívida impagável e fechou as portas infelizmente.

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