terça-feira, outubro 4, 2022

Gripen para o Brasil

Chefe da Dassault confirma atraso de protótipo de caça em meio a disputa de compartilhamento de trabalho

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Redação Forças de Defesa
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STUTTGART, Alemanha – O programa Franco-Alemão-Espanhol Future Combat Air System (FCAS) permanece em um impasse de meses que corre o risco de atrasar o primeiro voo de seu caça de assinatura, disse um alto funcionário da indústria na quarta-feira.

O programa deveria entrar em sua próxima fase no final do ano passado, mas foi adiado porque as principais contratadas Dassault Aviation e Airbus Defence and Space não conseguiram chegar a um acordo sobre a divisão de trabalho para o elemento de aeronave de caça de próxima geração (NGF). O presidente da Dassault, Eric Trappier, disse em uma coletiva de imprensa de resultados no meio do ano.

“No caça de próxima geração, a Dassault deve ser a líder incontestável”, afirmou Trappier, acrescentando que houve algumas “questões de interpretação” entre as duas empresas sobre o que significa ser a principal contratada.

A Dassault disse em seu comunicado financeiro divulgado na quarta-feira que, embora seja a principal contratada do “Pilar 1”, significando o caça da próxima geração, “o relacionamento da principal contratada/parceira principal ainda precisa ser esclarecido”.

“A Dassault Aviation está buscando uma declaração clara de aceitação de seu papel como contratada principal pela Airbus Defence and Space para o NGF”, disse o comunicado.

O programa FCAS – também chamado SCAF, por seu nome francês “système de combat aérien du futur” – consiste em sete “pilares” de tecnologia, dos quais o caça de última geração é a peça central.

Os outros pilares incluem um novo motor para o caça, um sistema de armas de última geração, novos drones de transporte remoto, sensores avançados e tecnologia furtiva e uma rede de nuvem de combate aéreo. A Dassault representa a participação da França no programa, enquanto a Airbus representa a Alemanha e a Indra Systems lidera a participação da indústria da Espanha.

Quando o programa FCAS foi anunciado pela França e Alemanha em 2017, o objetivo era ter um demonstrador de caça voando até 2025. No ano passado, essa data caiu para 2027 e agora o cronograma mudou para 2028, disse Trappier.

“Já perdemos três anos em dois anos”, disse ele, acrescentando que, se essas disputas de compartilhamento de trabalho ressurgirem entre as duas empresas a cada dois anos, será impossível concluir o programa.

Oficiais da indústria no ano passado já reconheceram o difícil roteiro para colocar em campo todo o sistema de sistemas FCAS até 2040. A equipe completou a Fase 1A, uma fase de pesquisa de 18 meses, no final do ano passado, e foi travada desde então.

A Airbus, por sua vez, está pronta para avançar na Fase 1B, disse um porta-voz da empresa em um e-mail na quinta-feira ao Defense News.

“Até agora, acordos justos e equilibrados foram alcançados em seis dos sete pilares. Um acordo semelhante ainda precisa ser alcançado no pilar restante do NGF”, disse o porta-voz.

“A Airbus não contesta a liderança geral do pilar NGF da Dassault. No entanto, a Airbus se vê como uma parceiro principal, ao nível dos olhos, e não apenas um fornecedor”, continuaram.

Apesar do impasse em curso, o novo ministro da Defesa da França parece determinado a impulsionar o programa FCAS.

Sebastien Lecornu reconheceu a “paralisação” do programa em sua primeira audiência como chefe de ministério perante o comitê de defesa e relações exteriores do Senado francês na quarta-feira, mas afirmou que estava trabalhando com seus colegas na Alemanha e na Espanha para ganhar terreno. Ele tem reuniões agendadas com o ministro da Defesa de cada país no início de setembro, disse ele ao comitê.

Enquanto isso, o programa FCAS Reino Unido-Itália-Suécia pretende voar seu próprio demonstrador de aeronaves de combate até 2027, anunciou o ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, esta semana no Farnborough Airshow, nos arredores de Londres.

FONTE: Defense News

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RenanZ

Quem seria capaz de imaginar que isso iria acontecer, além de todo mundo?!

Leonardo Bastos

kkkkkkkkkkkkkkkkk…. ; )

Adunlucas

Demoraram demais. Quando lançaram o F-35 já foi comprado por vários países europeus. E os franceses, embora os melhores nessa área na Europa, não conseguem baixar a bola e passar mais tarefas para outros países.

Gabriel BR

A França tem que seguir seu próprio caminho e ter a maior independência possível em relação a Alemanha e EUA em todas as áreas. Uma França soberana é fundamental para o equilíbrio de poder no mundo

Maurício.

Concordo, e digo mais, tem um pessoal que não gosta da França justamente por ela tentar ser autossuficiente no quesito defesa, por esse pessoal a França só usaria armamento americano ou inglês.

Maurício Veiga

Você já comprou ou compraria um carro francês?!?! Boa sorte…

Allan

Maurício, tive um renault fluence e te digo, excelente carro. Confortável, resistente e econômico, fazendo 9km/l – cidade – com gasolina, para um 2.0 16V.

Muito se fala disso, de carro francês. Mas os novos SUV Mercedez usam motor 1.3 turbo da Renault.

Gabriel BR

Eu também gosto da renault

Elias

Além do mais no quesito espumantes , são imbatíveis…. Vamos falar sério…

Carlos Campos

qual seria esse motor? lembro dó da parceria no THP que a BMW nem usa mais

Atirador 33

Nada contra os carros da Renault, tive um Clio muito econômico e hoje tenho uma Captur gastona mais confortável, apesar do excesso de plástico no interior do carro, eles são muito bons.

Se o avião fosse de fibra de vidro, é só laminar o mockup e começar a inserir os equipamentos e sensores.

Maurício.

Maurício, por isso eu foquei na parte da defesa, sei que tem um pessoal que reclama dos carros franceses, mas de carro eu entendo ainda menos do que defesa!😂

São bons carros , a questão do 6G tem mais haver com falta de entendimento do que incapacidade francesa e ….os franceses estão certos nas reinvidicações pois eles de fato dominam “toda” tecnologia e por questões lógicas deveriam liderar o projeto !

Rinaldo Nery

Tive quatro. Só um deu problema.

Atirador 33

kkkkkkkkkkk ta no lucro… são carros muitos bons, com uma engenharia muito fácil para manutenção.

Maurício Veiga

Eu acredito!!! Aí você aprendeu a lição e nunca mais comprou outro!!!KKK…

glasquis7

Isso demonstra a sua falta de conhecimento na área.

Leonardo Cardeal

Questionamento esdrúxulo. Demonstra total desconhecimento ou se baseia apenas em opinião pessoal….

Paulo Brics

Ainda isto? Se atualize ao invés de ficar repetindo tolices como um papagaio a respeito do que não conhece. A má fama dos carros franceses surgiu no início principalmente porque eles não adaptaram os modelos para a realidade brasileira e houve um péssimo pós vendas, mas isto já foi corrigido a tempos. Já tive dois. um Peugeot 408 e um Renault Fluence, dois excelentes veículos, com excelente motorização, com acabamento e eletrônica embarcada acima da média, dirigibilidade excelente e muito confortáveis. A questão toda se as manutenções foram feiras corretamente. Se não até um trator vira uma bomba. E sobre… Read more »

glasquis7

Já, são ótimos. Tecnologicamente acima de qualquer carro ocidental e com nível de conforto e segurança europeus.

Gustavo

Tenho um Renault Clio 2012 com 170.00km rodados. Naaaaaaada de problemas sério. Nunca uma dor de cabeça das grandes em quebras ou manutenção. Adoro esse carro. Econômico. Muito satisfeito ainda!

Andre

A última vez em que a soberania da França foi ameaçada foi quando um aliado dos russos a invadiu.

Varg

Resta saber se a França tem como bancar sozinha os custos estratosféricos de P&D de um caça de 6ª geração. Um dos motivos pelo qual o F-35 precisou ser desenvolvido em conjunto foi o financeiro.

Teropode🇺🇦🇺🇦🇺🇦Slava Ucraina

Nem tanto , neste caso o “desenvolvimento em conjunto ” teve como pedra fundamental garantir os clientes internacionais ….na verdade nem a goma de mascar utilizada pelos caçadores foi desenvolvida por um parceiro internacional !

Gabriel BR

Se a Turquia faz , a França faz melhor

Luiz Antonio

A França sempre tentando ser independente (ainda). Vivem de soberba e quando a coisa aperta chamam “os aliados”. É histórico e não foi a toa que aquele pintor de parede maluquinho mandou incendiar Paris e suas “boulangeries.
Comprem F-35 e esqueçam essas bobagens. Eles não tem bala na agulha para bancar um “brinquedo” desse nível.

Hcosta

Muita coisa ao mesmo tempo. Daria prioridade aos drones, rede de comunicação e sensores e só depois começava com o caça e novos motores, talvez na próxima década, mesmo correndo do risco de sair depois do projeto do RU.

Dava tempo para testar e implementar novas tecnologias que poderão potencializar as plataformas existentes.

Jorge Augusto

Não me diga….

Maurício.

Europeus batendo cabeça em um projeto militar conjunto, que novidade…
Quanto ao design do caça, se for algo parecido com esse modelo exposto, vai ser um caça muito feio, claro, na minha opinião.

Maurício Veiga

E os caras ainda tem a audácia de lançar um projeto concorrente ao KC 390!!! Isso vai custar caro, Europa sendo Europa, muito bom para a Embraer…

Os projetos de aeronaves comunitárias europeias do passado só tiveram êxito porque houve uma liderança majoritária , sem o mimimi dos demais , cito Jaguar , Tornado .

Carlos Campos

o A400 devia ser chamado de p@rcari@ voadora, todo problemático, pior que o NH90

Tem mais de um mês que este assunto veio a público dificuldades técnicas e briga de egos entre francos e germânicos , além disso a insatisfação francesa com a entrada da Espanha no projeto e a redivisao das tarefas em função disto , acredito que 2040 ainda seja um prazo otimista !

Silvano

É simples, peçam ajuda a sul coreana KAI, ela sem ter feito nada digno de registro em toda sua existência, fez em dois ou três anos um 5G “””sozinha…”””…. kkkkkkkkkk… caboco ainda acredita…

glasquis7
Carlos Campos

Nossa estou chocado que os Franceses querem ser os líderes do Projeto de FORMA INCONTETÁVEL, acho até que os engenheiros vão mijar nos protótipos imitando cães só pra deixar mais claro.

Nilton L Junior

Mas não tinham se unidos??

Hellen

A Dassault no final vai pular fora do projeto e vai desenvolver o seu 5 geraçãosozinho !!!
Lembrando que ela ja fez isso uma vez e acabou desenvolvendo (construindo) Rafale !!!

Segatto

E o óbvio acontece. O FCAS será um projeto menos problemático na minha opinião, nenhum dos 2 parceiros questionam a liderança britânica e nem a almejam

Vendéen

Olá Brasil, Há um grande desacordo em relação à tecnicidade, experiência na área de “controles de vôo” (e também discrição). A Dassault afirma dominar esta área perfeitamente e, portanto, ser o único referente lógico. Além disso, Dassault argumenta peremptoriamente que a Airbus não tem experiência, não sabe nada sobre os controles de voo dos aviões de combate. A Airbus reagiu alegando que isso é falso e, portanto, domina perfeitamente essa área e quer ser o referente lógico do projeto nessa área. Sendo assim, a Dassault avança para ter um plano B se o projeto falhar(?). A Airbus responde que também… Read more »

Carlos Campos

Olá, ninguém aqui, ou talvez a maioria não tinha fé nesse projeto, agora vendo um francês comentar sobre isso, tenho menos fé ainda, acredito que a França deva partir sozinha, assim evitaria mais brigas e atrasos.

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