sábado, julho 2, 2022

Gripen para o Brasil

Diehl produz munições guiadas SPICE 250 ER da Rafael

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

A Diehl e o grupo israelense Rafael estão intensificando sua cooperação e complementando a atual produção da SPICE 250 na Diehl Defense com a nova munição guiada ar-terra motorizada SPICE 250 ER.

SPICE significa Smart Precise Impact and Cost-Effective Guidance Kit. As armas são nomeados por seu peso de 250 lb (113 kg). O peso da ogiva é dado como 75 kg.

A Rafael escreve que a SPICE 250 é a menor do sistema da família SPICE, que inclui os modelos SPICE 250, SPICE 1000 e SPICE 2000. Após o controle inercial inicial, as munições são controladas por meio de imagens do terreno geradas com inteligência artificial.

O controle é, portanto, independente de interferência de GPS. Segundo o fabricante, o sistema atinge um alto nível de precisão (CEP inferior a três metros) e, portanto, minimiza os danos colaterais.

Segundo a Rafael, a SPICE 250 ER tem as mesmas características da SPICE 250 e é equipada com um pequeno motor turbo que aumenta a autonomia para pelo menos 150 km.

O alcance estendido é atingido sem alterar o sistema de planejamento da missão, as interfaces da aeronave e a operação da tripulação. Isso combinaria as vantagens de ambas as variantes (planadoras e propulsadas), reduzindo significativamente o esforço de integração.

A conexão de dados digitais habilitada para rede permite um recurso humano no circuito, permitindo abortar comandos de missão e o uso de agentes de software BDI para inteligência artificial.

FONTE: ES&T

- Advertisement -

31 Comments

Subscribe
Notify of
guest
31 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Nonato

150 km é muito bom.
Deixa o avião livre da maioria das defesas antiaéreas…

Nonato

Claro que o S 400 diz ter alcance de 400 km (o radar pelo menos).

Bruno Vinícius

Nessa situação entra o F-35

Last edited 9 dias atrás by Bruno Vinícius
Sensato

Ainda que tenha, até onde sei e posso estar enganado mas, nesse caso, se a análise mostrar que as circunstâncias favorecem, o atacante pode voar baixo, subir em PC na borda do envelope da Spice, disparar e voltar para o voo rasante para quebrar o trancamento dos radares da bateria que estarão tentando direcionar os mísseis disparados contra ele no meio do curso.

Bosco

Nonato, A Terra é redonda e o feixe de radar se propaga em linha reta e só atinge o que está em linha direta com o transmissor. *Para efeito de simplificação vamos deixar de lados os fenômenos de refração , reflexão e difração que ocorrem por conta da atmosfera. Dito isso, um míssil com 150 km de alcance pode ser lançado por um caça e este se manter completamente a salvo de ser detectado mesmo por um radar com 400 km de alcance, desde que permaneça abaixo de 1000 metros de altura. – Sensato, Essa manobra seria interessante se utilizada… Read more »

Regis

Se não estou enganado um Su-27 ucraniano foi abatido por um míssil S-400 disparado da Bielorrússia, exatamente a 150 Km de distância.

Flanker

Qual era a altitude de voo do avião ucraniano?

Bosco

Para ser atingido a 150 km de distância o caça tinha que obrigatoriamente estar voando a mais de 1 km de altura e permanecer nesse nível em pelo menos uns 4 minutos que é o tempo que o sistema tem de reação combinado com o tempo que o míssil leva para percorrer 150 km. Um sistema AA existe exatamente para negar o espaço aéreo defendido ao inimigo e este deve ou evitar o espaço aéreo negado ou adentrá-lo com brevidade e com o máximo de cuidado ou quando atacar utilizar de meios capazes de mitigar ou neutralizar o sistema defensivo.… Read more »

Cristiano de Aquino Campos

E essa família de bombas que vamos usar no Gripen. De fato, com bombas com alcance de 150km não e tão necessário um missil anti-radar já que o caça não vai entrar no alcance da anti-aérea.

Silvano

MTC300 deve rondar uns mil km ou mais de alcance, segundo deixa transparecer quem faz parte do programa. Mesmo na versão de exportação, já tem o dobro do alcance dessa bomba e também será lançado pelo Gripen.

Temos que trabalhar na versão anti navio do MTC, uma junção com a tecnologia do Mansup, radar de busca na cabeça de guerra.

Brasil deve investir em meios dissuasórios.

Sensato

Verdade mas quanto custa cada um? Quantos de um tipo ou de outro podem ser levados em cada surtida por cada vetor? Isso permite bater quantos alvos por aeronave em casa surtida? Essas questões, entre outras, são fundamentais e determinam a escolha ao usar a Spice ou o míssil.

rui mendes

Onde deixa transparecer isso???
Porquê eu li, pessoal da avibrás, com ligações ao exército Brasileiro, que estão trabalhando na versão, para chegar aos 300km.

Carlos Campos

300Km é para exportação, o que mantém o míssil voando é sua turbina turbo-fan, que pode dar ao míssil mais 800Km de alcance.

Silvano

Leu onde? O general da reserva que é responsável pelo projeto diz com todas as letras, sem dar detalhes, que o alcance do MTC para uso do Brasil é muito maior que os 300 km estabelecidos para exportação. Entrevista de um representante da Avibras, a um grande jornal, onde ele dizia que o MTC leva em torno de uma hora para cumprir uma missão, (só aí são mais de 1.000 Km…) e que sua turbina tinha a garantia de funcionar por pelo menos dez horas seguidas, e palavras dele mesmo: “O motor do MTC tem garantia para funcionar dez vezes… Read more »

Flanker

Os testes do MTC foram feitos na Barreira do Inferno, com lançamentos em direção ao mar. Mar, temos de sobra….

Sincero Brasileiro da Silva

Eles acreditam até em Papai Noel…

Sensato

Na terra dele é Pai Natal

Bruno Vinícius

Silvano, são classes totalmente distintas de armamento. Um míssil de cruzeiro como o MTC300 deve ficar na casa de um milhão de dólares ou mais. Uma SDB II (que seria semelhante à SPICE 250) custa de 1/5 a 1/8 disso (infelizmente não tenho informação sobre o preço das SPICE, mas duvido que fuja muito disso). Claro, esse custo menor se traduz em um alcance menor e um perfil de voo que que permite sua detecção por radares em solo de uma distância maior, porém, para atacar defesas aéreas, acredito ser a melhor opção (pois permite um ataque em saturação utilizando… Read more »

Last edited 10 dias atrás by Bruno Vinícius
Carlos Campos

bem isso mesmo, vai ter vezes que será melhor usar uma spice.

Flanker

A versão ar-terra do míssil de cruzeiro brasileiro é o MICLA. O MTC é a versão terra-terra. Quanto ao alcance, oficialmente o MTC terá 300 km, para exportação. Para uso brasileiro, poderá ter o alcance possível de se extrair dele, condicionado à capacidade de levar mais combustível para aumentar o alcance.

Carlos Campos

aí depende, um caça capaz de usar um míssil anti radiação com capacidade de vadiagem seria um sonho na FAB, pq os inimigos tendem a apagar o sinal de radar para não serem atingidos por misseis anti radiação ou até serem triangulados, enquanto o míssil puder vadiar qualquer radar na área corre o risco de ser destruído se entrar em operação.

Marcelo Bardo

“capacidade de vadiagem” kkkkkkkkkkkkkkkkkk

João Adaime

Caro Marcelo
Você não conhece o termo? Vadiagem é a capacidade de um míssil ou qualquer munição vagante ficar circulando até encontrar um alvo que valha a pena atacar.
Abraço

Carlos Campos

o nome é engraçado, mas é termo mais usado para isso kkk

Bardini

Não precisa de míssil para isso aí…
comment image

Bosco

Cristiano, A que a FAB adquiriu é a versão bomba planadora (não propulsada) e tem alcance de uns 100 km quando lançada de média/grande altitude. Essa versão propulsada (na verdade é um minimíssil cruise) atinge os 150 km mesmo se lançada de baixa altitude. No caso da bomba que a FAB adquiriu se quisermos atacar um alvo protegido por AA de longo alcance há duas formas: penetração em baixa altitude, se mantendo abaixo do horizonte radar do inimigo e subida rápida com auxílio de ECMs; penetração em média altitude utilizando ECM maciça e subida rápida para o lançamento das bombas;… Read more »

Bruno Vinícius

Seria interessante saber o preço (para comparar com outros sistemas de capacidade semelhante). Mas imagino que essa não seja uma informação fácil de achar…

Nonato

Para ter a fotografia do terreno serve imagem de satélite ou precisa voar um drone antes?

Bruno Vinícius

Considerando que os americanos já usavam TERCOM no AGM-86 durante a Guerra Fria (e os soviéticos provavelmente não autorizaram os americanos a passar com aeronaves de mapeamento pelo espaço aéreo deles), eu imagino que os satélites já devem dar conta.

Last edited 9 dias atrás by Bruno Vinícius
Carlos Campos

Será que se o caça estiver a mais de Mach1 daria pra lançar mais longe? outro ponto, é mais barato na alemanha ou em Israel ? lembro que o Gripen pode usar as spice.

Sensato

Quanto mais alto e rápido estiver o vetor de lançamento, mais longe a munição alcança.

Últimas Notícias

Marinha e Força Aérea dos EUA testam novo míssil de microondas de alta potência

ALBUQUERQUE, N.M. - Os laboratórios de pesquisa da Marinha e da Força Aérea dos EUA estão encerrando um esforço...
- Advertisement -
- Advertisement -