domingo, maio 22, 2022

Gripen para o Brasil

INNOSPACE assina Acordo de Cooperação com o DCTA para ensaios de voo

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

Plano para lançar o primeiro veículo de lançamento de teste civil do país ‘HANBIT-TLV’ no Brasil no quarto trimestre de 2022

SEJONG, Coreia do Sul (3 de maio de 2022) – A INNOSPACE, startup espacial sul-coreana para pequenos veículos lançadores, assinou um acordo com o Departamento Brasileiro de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (“DCTA”) para lançar o SISNAV, projeto de sistema de navegação inercial apoiado pela Finep e AEB.

A INNOSPACE está atualmente desenvolvendo o HANBIT, um pequeno lançador de satélites movido por seus motores de foguete híbridos, e o primeiro voo de teste do HANBIT-TLV está programado para o quarto trimestre de 2022 no Centro de Lançamento de Alcântara, no Brasil, que é um local de lançamento equatorial. Será o primeiro voo de teste suborbital para validar o motor de primeiro estágio do HANBIT-Nano, que é um pequeno lançador de satélites de 2 estágios capaz de transportar uma carga útil de 50kg.

Com este acordo, a INNOSPACE espera poder verificar a capacidade de desempenho do veículo lançador e obter reconhecimento no setor aeroespacial ao mesmo tempo, lançando a carga útil apesar de um voo de teste. O HANBIT-TLV é um foguete híbrido de estágio único de empuxo de 15 toneladas com altura de 16,3 m, diâmetro de 1 metro e peso de 9,2 toneladas.

O HANBIT-TLV levará a bordo a carga útil SISNAV, um sistema de navegação inercial que está sendo desenvolvido pelo DCTA e outras instituições. Eles verificarão se o SISNAV funciona bem em ambientes específicos como vibração, choque e alta temperatura que ocorrem em todo o processo desde a decolagem e durante o voo transatmosférico.

“Este acordo é significativo porque a INNOSPACE e a DCTA estão comprometidas com o desenvolvimento técnico e operacional mútuo e a parceria contínua. Esperamos que a INNOSPACE entre no mercado de serviços de lançamento de pequenos satélites com o primeiro teste de lançamento bem-sucedido do HANBIT-TLV no quarto trimestre no Brasil”, disse Soo Jong Kim, CEO da INNOSPACE.

Os motores de foguete híbridos diferenciados da INNOSPACE para fabricação mais rápida e acesso ao espaço de baixo custo têm um design estável, não tóxico e não explosivo que usa propulsores à base de oxigênio líquido e parafina e seu sistema patenteado de alimentação por bomba elétrica.

Sobre o INNOSPACE

A INNOSPACE é uma startup espacial sul-coreana para fabricação de pequenos lançadores de satélites e serviços de engenharia aeroespacial. A empresa está desenvolvendo lançadores de pequenos satélites híbridos movidos a foguetes (HANBIT) para fornecer serviços de lançamento confiáveis, de baixo custo e de baixa latência no mercado de pequenos satélites em rápida expansão de hoje. Para obter mais informações, visite www.innospc.com.

Sobre o DCTA

O DCTA é uma organização militar e instituição científica e tecnológica do Comando da Aeronáutica responsável pelo planejamento, gestão, execução e controle das atividades relacionadas à ciência, tecnologia e inovação, no âmbito da Força Aérea Brasileira. https://www.dcta.mil.br/

DIVULGAÇÃO: Contemporânea Channel

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Jadson S. Cabral

Não sei se é mais triste ou engraçado ver startups que surgem do nada e com quase dinheiro nenhum conseguindo desenvolver lançadores capazes de colocar objetos em órbita, enquanto o Brasil está há sei lá quantas décadas brincando de lançar foguetes de treinamento e, quando muito, foguetes de sondagem… uma startup da qual ninguém nem ouviu falar está desenvolvendo um foguete simples, capaz de colocar 50kg em órbita e que vai chegar no espaço primeiro que o VLM, que aliás, nem terá essa capacidade, embora seja maior, pois é um projeto já obsoleto para dias atuais. Meus amigos… a indignação… Read more »

JT8D

Entendo sua indignação, mas não deixe que isso o faça perder de vista que a informação mais importante da matéria é que esse veículo será usado para testar um sistema de navegação inercial 100% nacional, o SISNAV

Jadson S. Cabral

Isso eu vi e é realmente importante. O problema é que ter e não usar ou subutilizar. Convenhamos que um sistema de navegação, embora importante, não é exatamente a coisam mais complexa e cara de se desenvolver. É algo que um país com um “programa espacial” que começou nos anos 60 já deveria dominar de cabo a rabo. Eu tô cansado desses desenvolvimentos que nunca chegam a lugar nenhum. A gente gasta a maior grana, desenvolve algo e engaveta pro n motivos. Daí, 10 anos depois, começa tudo de novo. Eu queria acreditar que dessa vez vai ser diferente, que… Read more »

Foxtrot

Ou seja, darão acesso a uma empresa estrangeira a tecnologia altamente sensível nacional ?
Já vi esse filme de horror antes, e não terminou bem !

Marcelo

O problema é que o foguete é protótipo e ainda nao foi homologado e a chance de perda da plataforma inercial é grande !!!!
O certo é contratar um foguete homologado para fazer o teste e confirma que os 10 anos gasto no desenvolvimento da plataforma inercial foi um sucesso e por fim na historia !!!

Taso

vai ver sai mais caro contratar esse foguete homologado que pagar outra plataforma inercial…

MMerlin

O SISNAV é uma lenda mas, ao que parece, está finalmente próximo de ser concluído. O triste desta história é que ele deveria estar sendo homologado pelo VS-50 (primeira versão), junto com os principais sistemas do VLM-1. Já que AVIBRAS teve que reprojetar o motor S50, o que trouxe prejuízos financeiros (como já comentei aqui) e no cronograma, a FAB encontrou um caminho para não afetar o calendário deste projeto. Lembrando que o SISNAV é um projeto considerado altamente estratégico. Boatos estão surgindo que uma grande parceria possa estar surgindo entre a FAB e INNOSPACE. Essa pareceria provavelmente deve se… Read more »

Last edited 16 dias atrás by MMerlin
Jadson S. Cabral

Sim, e ainda tem essa. As dezenas de milhões que a Avibras recebeu para desenvolver os S-50 foram pro ralo. Um projeto que já nasceu obsoleto. Foguete movido a combustível sólido não é confiável, é caro e tem desvantagens quanto a inserção de órbitas. Mas A FAB e a AEB resolveram seguir nesse caminho. Não bastasse todos os problemas a Avibras agora entre em recuperação judicial… literalmente centenas de empresas desenvolvendo propulsão muito mais precisa, segura, barata e em pouco tempo e o Brasil preso a foguete de combustível sólido cheio de problemas…

MMerlin

Concordo Jadson.
AVIBRAS precisaria se reinventar. Investir na pesquisa de novos equipamentos, uso de novos materiais e uso de novos processos de construção. É essencial. Tudo isso trará custos.
Em paralelo, contratação de engenheiros de gerações, dispensando profissionais que se recusam ou não querem se atualizar. Sabemos que isto é polêmico mas, ás vezes, isso infelizmente se faz necessário. Isto também traria novos custos.
E, por fim, deixar de ser uma empresa familiar. A geração atual e anterior se acostumaram à ver a empresa totalmente dependente de verbas públicas. Outros acionistas poderiam mudar esta situação.

sub urbano

Fundão eleitoral do bolsonaro pagaria um lançador médio. 5 bi

Silvano

Você foi pro chou da Dani?

Guacamole

É o que a minha falecida avó costumava dizer que “quem quer, faz”.

Sagaz

Tesla um dia foi startup. Apple um dia foi startup. Quantos dos supercontratos com Odebrecht dentre outros renderam algo surpreendente?

Foxtrot

“A INNOSPACE, startup espacial sul-coreana para pequenos veículos lançadores.”
Já que não temos mais um programa espacial, uma base de lançamentos, um veículo lançador, os concorrentes já se antecipam.
Enquanto isso, nada do dinheiro do “aluguel” de Alcântara, o “turista privilegiado” que era ministro, agora se aventura na política (dentre inúmeras aventuras dele), e nossa C&T foi para a ponte que caiu.
Complicado !

Marcelo

Pq o DCTA não contrata um foguete homologado para fazer o teste da plataforma do SiSNAVE ja que é um desenvolvimento de mais de 10 anos para correr o risco de lançar de um foguete de teste e correr o risco de explodir !!!!

Aéreo

Não sei se esta é o caso Marcelo, mas normalmente em primeiros lançamentos os operadores oferecem “carona”, para as cargas úteis, uma operação chamada piggyback. O lançamento sai de graça, (ou a um custo bem menor) mas o risco é maior. Volto a repetir, não sei se este é o caso desta operação nem se houve outros tipos de permuta entre o DCTA e a dona do foguete.

Denis

O barato, muita vezes, sai muito caro.

MMerlin

Como comentei acima, O SISNAV é considerado um sistema altamente crítico.
Para ter sido cedido, salvaguardas sem dúvidas foram garantidas.

FERNANDO

“Não sei se é mais triste ou engraçado ver startups que surgem do nada e com quase dinheiro nenhum conseguindo desenvolver lançadores capazes de colocar objetos em órbita, enquanto o Brasil está há sei lá quantas décadas brincando de lançar foguetes de treinamento e, quando muito, foguetes de sondagem”. Colega, vc ainda não entendeu. O Brasil avança apenas naquilo que nos deixam avançar. O objetivo é nos manter dependentes economicamente, culturalmente, socialmente, tecnologicamente,etc. Somos uma fábrica de mão de obra, formamos mão de obra qualificada mesmo que pouca, mas, para trabalhar nos projetos deles. Não nos nossos! Além do peso… Read more »

Zé lesqui

O DCTA tem algum interesse, ao menos teórico, na nascente ciência da Warp Drive ? Existem alguns Brasileiros por dentro desse campo como Oswaldo S. Pereira .

Last edited 16 dias atrás by Zé lesqui
MMerlin

A tecnologia de dobra é investimento a longo prazo, muito maior que a geração positiva de energia por fusão. Isso que pode resultar na inviabilidade.
No Brasil, investimento com fundo perdido é apenas para projeto políticos com desvio de verba. Os motivos são óbvios.

Cristiano GR

Faltou ao Brasil articuladores, players, que façam as coisas acontecer, independente do engeçamento de todos os governos e de tudo que é público no Brasil para realizar ações altamente confidenciais e de suma importância ao país. Talvez por falta de visão de governantes anos atrás, ou de oficiais e ministros. Nesse contexto, as autoridades brasileiras, até poderia ser, também, os grandes empresários, se estes contassem com mais apoio dos governos, perderam uma grande oportunidade de captar pessoal com grande conhecimento para alavancar o setor espacial e os projetos de mísseis quando da dissolução da URSS. Poderiam ter trazido para o… Read more »

SGT MAX WOLF FILHO

Gente sigam o Marcos Pontes ele explica tudo sobre o programa, resolveram que foi melhor colocar a Base como um centro comercial, o dinheiro ganho lá vai ser usado no programa espacial… ( Pois depender de verba do Governo nunca da certo, isso não da voto). A única coisa que o governo Americano pediu foi que os componentes usados americanos, não sejam copiados ou enviados para alguém, respeitando as patentes, pois mesmo esses foguetes coreanos levam componentes americanos… assim como nossa Embraer e etc!

Last edited 16 dias atrás by SGT MAX WOLF FILHO
Fagundes

Dizem que o mercado espacial vai ser o próximo mercado trilionário…o Brasil que tem um dos melhores se não a melhor combinação da área aeroespacial entre mão de obra barata e qualificada, no ocidente, e quem sabe futuro parceiro global da OTAN , poderia sim atrair para o território a produção em série industrial de artefatos de lançamento espacial, e satélites civis de outros países mais caros, vide a startup americana produtora de motores espaciais que vai se instalar em Sp, nosso país tem potencial e confiança para ser um pólo indústrial da área espacial do ocidente? …se for esse… Read more »

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