segunda-feira, setembro 27, 2021

Gripen para o Brasil

Exercício Conjunto Tápio 2021 em Campo Grande (MS) atinge a marca de 200 horas de voo

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

Primeiros pousos e decolagens do treinamento que simula guerra irregular tiveram o objetivo de nivelamento entre esquadrões e integração dos quase 900 militares envolvidos

Em atividades operacionais complexas, como Exercício Conjunto (EXCON) Tápio 2021, é exigido que os participantes sejam capazes de formar consciência situacional a respeito do cenário em que irão operar. As primeiras 200 horas de voo do treinamento promovido pela Força Aérea Brasileira (FAB), alcançadas neste sábado (21), a partir da Base Aérea de Campo Grande (MS), foram marcadas pela sinergia entre os esquadrões de diversas aviações e de Infantaria, além do nivelamento de ações entre os quase 900 militares envolvidos.

As cerca de 30 aeronaves empregadas no EXCON Tápio já se deslocam para missões que simulam um cenário de guerra irregular, quando há um conflito contra forças insurgentes e paramilitares. Os primeiros pousos e decolagens do exercício são voltados para o reconhecimento do cenário e suas evoluções. Assim, os componentes podem analisar as possibilidades de execução da missão designada e verificar as capacidades para explorá-las.

Na Aviação de Caça, aeronaves A-29 Super Tucano fizeram suas primeiras surtidas, por exemplo, em ações de Apoio Aéreo Aproximado e Escolta CSAR. Na primeira, o exercício simula uma situação em que as forças insurgentes tentam impedir a progressão das tropas amigas no terreno, quando então os caças são acionados e auxiliam na neutralização dos inimigos ao solo. Já na segunda ação, as aeronaves atuam como componente de apoio direto aos helicópteros H-36 Caracal e H-60 Black Hawk que resgatam combatentes em território hostil.

Além dessas missões, caças A-1 AMX cumprem, também, aquelas de Controle Aéreo Avançado, que consistem em empregar aeronaves para coordenar o ataque ou o Apoio Aéreo Aproximado contra alvos oponentes, previamente localizados e identificados, a fim de neutralizá-los ou destruí-los. Já as aeronaves E-99 e R-99 demonstram a operacionalidade dos vetores nas missões de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento.

As aeronaves SC-105 Amazonas são intensamente empregadas no lançamento de homens paraquedistas. Clique aqui para baixar a imagem originalMilitares de Operações Especiais das Forças Armadas estão integrados na execução de diversas Ações de Força Aérea, como Guiamento Aéreo Avançado, Infiltração por meio de salto livre operacional, Exfiltração de ambiente hostil e Ação Direta. As missões envolvem componentes do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC) e do Batalhão de Operações Especiais dos Fuzileiros Navais (Tonelero) da Marinha do Brasil; do Comando de Operações Especiais (COpEsp) do Exército Brasileiro; e do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR) da FAB.

Elevação operacional

O Comandante de Preparo, Tenente-Brigadeiro do Ar Sérgio Roberto de Almeida, que nesta sexta-feira (20) visitou as instalações do EXCON Tápio, disse que as atividades são importantes para a defesa do País, considerando que são combinadas e conjuntas, uma vez que envolve o trabalho da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e, ainda, da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). “Ao final, teremos o treinamento de nossas tripulações, a consolidação da nossa doutrina no mais alto padrão internacional de exercícios táticos e que fazem com que a Força Area Brasileira atinja o seu ponto mais alto”, completou.

O Diretor do Exercício e Comandante da Base Aérea de Campo Grande, Brigadeiro do Ar Clauco Fernando Vieira Rossetto, reforça que as missões do EXCON Tápio estão diretamente ligadas à atuação da Organização Militar. “A segunda fase do treinamento é focada justamente no Search and Rescue (SAR, Busca e Salvamento em português), que tem aplicações tanto civis quanto militares. Nas simulações, no local onde há um conflito, buscamos alguém ferido. Essa pessoa tem o primeiro atendimento médico, situação que é um reflexo do que fazemos no dia a dia. Então usamos dessa similaridade de processos para também fazer o nosso treinamento”, completa.

Para quem está sendo treinado, o Exercício refletirá na elevação operacional das tripulações. É o caso do Tenente Aviador Fernando Lima Da Silva Ribeiro, piloto do Esquadrão Falcão (1º/8º GAV). Ele opera o H-36 Caracal e diz que um dos maiores desafios é a coordenação exigida para empregar o vetor em conjunto com as aeronaves de asa fixa no cumprimento das missões. “Essa é uma excelente oportunidade de realizar esse treinamento, que é único e demanda um elevado grau de adestramento das tripulações”, declara.

O Tenente Aviador Danyel Costa Barbosa Abdala, do Esquadrão Centauro (3º/10º GAV), fala que, para as tripulações do A-1, o resultado esperado é o alcance máximo do adestramento das equipagens. “Que estejamos preparados para o pronto emprego para executar essas missões em prol da nossa Pátria”, conclui.

O exercício

A primeira fase do EXCON Tápio ocorreu de 10 a 13 de agosto, no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), em Novo Progresso (PA), na região conhecida como Serra do Cachimbo. Já a segunda fase, é realizada na capital sul-mato-grossense. As atividades operacionais ocorrem até o dia 3 de setembro e simulam um cenário de guerra. A FAB emprega no Exercício aeronaves das Aviações de Caça, Transporte, Reconhecimento e Asas Rotativas.

São treinadas Ações de Força Aérea em uma possível participação da FAB em missões de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo para a ordem e a paz mundial e compromissos internacionais; garantindo a soberania, integridade territorial e defesa patrimonial; e provendo ajuda humanitária.

Assim como na edição do ano passado, o EXCON Tápio implementa o plano de biossegurança para prevenção de contaminação por COVID-19. Dentre as principais medidas estão a utilização de máscaras, manutenção do distanciamento social e uso de álcool gel. Além desses procedimentos usuais, haverá testes para detecção do novo Coronavírus antes e durante o exercício para os militares que, porventura, não estejam vacinados, como medidas adicionais de controle, dentre outras.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Jefferson Henrique

Bem interessante este exercício. Pergunto se alguma unidade de artilharia do EB ou da FAB está simulando a ameaça com mísseis de ombro aos meios aéreos? Mísseis de ombro, até mesmo o RPG-7 são bem fáceis de serem adquiridos por grupos Africanos de Milícias, já que a intenção parece ser de atuar lá a mando da ONU.

No vídeo não foi mostrado os PaveHawk da USAF.

FabioB

Excelente!!
Nada como Operações desse tipo para aprimorar o adestramento e operacionalidade.

Tomcat4,2

Bacana seria o PaveHawk da USAF e o H-225 M da FAB fazendo ReVo no Kc-390.

Fers

Seria uma baita imagem

sj1

Os H225 da FAB tbm usam flutuadores ?

Flanker

A FAB opera duas versões do H225M, a básica, e a chamada Operacional, que conta com RWR, MAWS, chaff/flare, sonda REVO (destacável), flutuadores, etc.
Se tu olhar na primeira foto, o H-36 em primeiro plano é da versão operacional e o outro é da versão básica.

Koprowski

Alguns.

Koprowski

FAB – VH / H-36 CARACAL – STATUS (08/2021) VH-36 FAB-8505 – VIP – GTE VH-36 FAB-8506 – VIP GTE   H-36 FAB-8511 – Básico – 1º/8º GAv (FALCÃO) H-36 FAB-8512 – Básico – 1º/8º GAv (FALCÃO) H-36 FAB-8514 – Básico – 1º/8º GAv (FALCÃO) H-36 FAB-8517 – Sonda retrátil REVO / Flutuadores / FLIR / Supressor Radiação IV / Chaff e Flare – 1º/8º GAv (FALCÃO) H-36 FAB-8519 Flutuadores / FLIR / Supressor Radiação IV – 1º/8º GAv (FALCÃO)     H-36 FAB-8510 – Básico – 3º/8º GAv (PUMA)(ex-1º/8º GAv)   H-36 FAB-8513 – Básico – 3º/8º GAv (PUMA)(ex-1º/8º… Read more »

Flanker

Show! Ótima lista. Tu tens o status atual dos H-60L? Até a chegada do segundo lote, o Harpia operava os 6 do primeiro lote (8901 ao 8906). O segundo lote mobiliou inicialmente o Pantera, do 8907 ao 8913, além do 8916 Os exemplares 8914 e 8915 foram para o Harpia. Após, com a desativação dos H-1H, o Pelicano recebeu o 8901, 8903 e 8907. O Pantera recebeu ao menos 1 do 1⁰ lote (não sei a matrícula), vindo do Harpia, bem como mandou o 8908 para Manaus. Então, com essas mudanças e trocas de exemplares, saberia dizer como está hoje… Read more »

Koprowski

FAB – H-60L BLACKHAWK – (STATUS 08/2021)     FAB-8909 – CAMUFLAGEM FAB – 5º/8º GAv (PANTERA) FAB-8910 – CAMUFLAGEM FAB – 5º/8º GAv (PANTERA) FAB-8911 – CAMUFLAGEM FAB – 5º/8º GAv (PANTERA) FAB-8912 – CAMUFLAGEM FAB – 5º/8º GAv (PANTERA) FAB-8913 – CAMUFLAGEM FAB – 5º/8º GAv (PANTERA) FAB-8916 – CAMUFLAGEM FAB – 5º/8º GAv (PANTERA) FAB-8904 – CAMUFLAGEM US ARMY – 7º/8º GAv (HARPIA) FAB-8905 – CAMUFLAGEM US ARMY – 7º/8º GAv (HARPIA) FAB-8906 – CAMUFLAGEM US ARMY – 7º/8º GAv (HARPIA) FAB-8908 – CAMUFLAGEM FAB – 7º/8º GAv (HARPIA) FAB-8914 – CAMUFLAGEM FAB – 7º/8º GAv (HARPIA)… Read more »

Flanker

Bah….show de bola. Obrigado! Só mais uma pergunta (a ultima): tens o status dos A-1M? Eu sei que já foram entregues os A-1AM 5500, 5504, 5506, 5520, 5523, 5525 (a última vez que vi, estava no hangar de manutenção da BASM, após incêndio do motor), 5526 e 5527. Li que o 5510 teria sido entregue tb, mas não tenho confirmação. Tb foram entregues os A-1BM 5652 e 5654. Não sei tb quais seriam os 3 (ou 4) exemplares ainda a serem entregues modernizados. Se puderes me responder mais isso, agradeço. Abraço.

Koprowski

Fankler, o meu monitoramento é mesmo que o teu, no caso do A-1AM / BM. Não tenho novidades, apenas a dúvida da entrega do FAB 5510, onde não consegui nenhuma foto ou evidência.

Koprowski

…quiz dizer Flanker.

Flanker

Valeu! Abraço.

Jefferson Henrique

Show, agradeço também a estas informações que tu Flanker e o Koprowski estão nos disponibilizando.

Flanker, você sabe informar ao certo o total de AMX que ficaram lotados na BASM? Todos do Adelphi foram mandados para o Centauro e o Poker correto? E de acordo com as informações da publicação World Air Forces 2021, a FAB possui em inventário 46 A-1A + 8 A-1B = 54 AMX.

Acredito que nem todos estejam operacionais obviamente, mas gostaria de saber quantos são ativos.

download (flightglobal.com)

Flanker

Bom dia! Esses números não estão bem corretos, pois a FAB nunca teve 46 A-1A. Foram 45 monopostos (5500 ao 5544) e 11 bipostos A-1B (5650 ao 5660). Quando da desativação do Adelphi, apenas os modelos modernizados que haviam sido entregues até aquele momento foram repassados aos esquadrões de Santa Maria. Portanto, naquele momento, o Poker e o Centauro receberam ao redor de 4 exemplares modernizados que operaram por um tempo junto com os A-1 não modernizados, do terceiro lote, que já operavam em SM. Então, no finalzinho de 2019, já tendo recebido mais exemplares modernizados, os exemplares não modernizados… Read more »

Jefferson Henrique

Show meu caro, muito obrigado! Desmontou toda minha visão apaixonada do que achava que era e não é, e com teus números mostra que a situação é mais crítica do que se imaginava no tocante a quantidade dos meios.

2 Esquadrões da FAB dividem 11 caças.

Você teria uma Picture da situação dos F-5 da FAB?

Obrigado mais uma vez.

Flanker

Quanto aos F-5, foram modernizados 43 F-5E e 3 F-5F….depois, mais 3 F, ex-jordanianos. Depois da modernização, o F-5FM 4806 sofreu acidente em aproximação para pouso em Santa Cruz, com ejeção dos 2 tripulantes. O avião, incrivelmente, “pousou” sozinho em campo próximo à base, sem grandes danos. Atualmente, está em processo de recuperação. O F-5FM 4811 foi perdido em acidente ao decolar de Santa Cruz, sem vítimas fatais. O F-5EM 4830 foi perdido há pouco tempo atrás, ao sair da pista no pouso em Santa Cruz. Assim, hoje a FAB possui 42 F-5EM e 5 F-5FM, totalizando 47 exemplares. Não… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Flanker
Marcelo Baptista

Koprowski, uma pergunta, o sistema de detecção de fogo nos motores não deveria ser standard para todos os H-36? É um equipamento modular?

Koprowski

Marcelo, deveria ser, com certeza, um sistema standart para todos. No entanto, não sei o status atual em relação à instalação no restante dos H-36 CARACAL.

BVR

Não tenho certeza, mas aquela foto do A-29 no crepúsculo parece ser a premiada. Alguém poderia confirmar ? Entendo que o possivel emprego seria, conforme a matéria apresenta, sob o manto da ONU (insurgentes ou paramilitares talvez não sejam audaciosos o bastante para entrarem em uma base aérea); mas sinto certa preocupação com a questão da segurança (policiamento) da base em si. Talvez agindo no perímetro imediato da base e na posse de um RPG ou Igla poderiam causar um “prejú” – estando a aeronave em preparo para vôo ou já nele. Salvo engano, faz tempo em que houve uma… Read more »

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