segunda-feira, setembro 27, 2021

Gripen para o Brasil

FAB certifica míssil antinavio Exocet em helicóptero H225M da Marinha do Brasil (MB)

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

O DCTA realizou a Campanha de Certificação do Míssil AM39B2M2 Exocet, em conjunto com o Subdepartamento Técnico (SDT), a Divisão de Projetos (DPJ), o Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV) e o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI)

O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), localizado em São José dos Campos (SP), realizou, de 14 a 25 de junho, a Campanha de Certificação do Míssil AM39B2M2 Exocet, empregado pela primeira vez a nível mundial em um helicóptero H225M.

A ação foi um trabalho conjunto entre o Subdepartamento Técnico (SDT), a Divisão de Projetos (DPJ), o Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV) e o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) do DCTA, visando aumentar a capacidade operacional da Marinha do Brasil (MB).

A Campanha consistiu em dois lançamentos do míssil AM39B2M2 em uma área de ensaio selecionada pela Marinha, afastada mais de 130 milhas do litoral. A operação contou com a participação de diversas outras Companhias e Organizações Militares, como a Airbus Helicopters/Helibras, a empresa MBDA e a Marinha do Brasil.

De acordo com o Coordenador-Geral da Operação (CGO), Coronel Aviador José Ricardo Scarpari, “mais do que uma etapa contratual, a certificação de integração do míssil AM39 Exocet ao H225M versão Naval, viabilizará o aumento da capacidade de emprego da Marinha do Brasil, que obterá novamente a capacitação de lançamento dessa categoria de armamento inteligente, a partir de uma plataforma de Asas Rotativas. É a Força Aérea Brasileira (FAB) contribuindo para o poder dissuasório das Forças Armadas”, afirma.

Ainda segundo o Oficial, a Campanha exigiu meses de planejamento e preparação, sendo realizadas ações de treinamento e de simulações para tornar possível o ensaio com o nível de segurança apropriado. Dentre as atividades preparatórias, destacam-se o treinamento no laboratório de testes de sistemas da Helibras (CSIB – Complete System Integration Bench), o treinamento na Unidade de Treinamento de Escape para Aeronaves Submersas (UTEPAS) e a qualificação de pouso a bordo em navio da Marinha do Brasil.

Preparação para a Campanha

O treinamento no CSIB foi realizado em abril, na cidade de Itajubá (MG), local onde fica a sede da empresa Helibras. Na oportunidade, pilotos e engenheiros de prova puderam se familiarizar com o sistema embarcado na versão Naval do helicóptero H225M, bem como analisar e ajustar os detalhes operacionais e de segurança relativos aos voos da Campanha de Certificação.

O treinamento UTEPAS, ocorrido no mês de maio, foi realizado no Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval (CIAAN), na cidade de São Pedro da Aldeia (RJ). Desenvolvido pela Marinha do Brasil, o treinamento teve a finalidade de melhorar a possibilidade de sobrevivência das tripulações de ensaio em caso de queda da aeronave no mar. Foram feitas simulações de queda do helicóptero na água e o treinamento de escape pelos tripulantes.

A qualificação de pouso a bordo em navio da Marinha do Brasil foi realizada em duas etapas, nos meses de março e junho. Na primeira, pilotos e engenheiros de prova puderam acompanhar os procedimentos para pouso a bordo no NAM (Navio-Aeródromo Multipropósito) Atlântico.

Na segunda etapa, ocorreu a qualificação para pouso a bordo do NDM (Navio Doca Multipropósito) Bahia, navio utilizado em apoio à Campanha de Certificação, com instruções teóricas e práticas. As instruções teóricas ocorreram no aeródromo da Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (BAeNSPA) e as instruções práticas ocorreram no NDM Bahia navegando em alto-mar. A qualificação ocorreu com o navio em movimento no mar e seguiu o mesmo programa de formação realizado pelos pilotos da Marinha do Brasil.

De acordo com o Piloto de Prova Principal da Campanha (PP1), Major Aviador Javé Ferreira da Costa, “o planejamento e as ações realizadas em período anterior da Campanha permitiram que os objetivos dos ensaios fossem alcançados com segurança”, disse.

Após a realização da Campanha, as próximas etapas serão finalizar discussões contratuais e ensaios entre o DCTA/IPEV e a Helibras/Airbus Helicopters, de maneira que se possa viabilizar o recebimento da primeira unidade da versão Naval ainda no ano de 2021.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Pecatoribus

Eu só gostaria de entender pq a Marinha só mostra a imagem termal do impacto do míssil no casco da corveta alvo, sendo que a operação foi em plena luz do dia.

Will Messias

O mistério do impacto é um efeito dissuasório. Assim como os impactos dos astros são difíceis de vê. O inimigo tem medo do ele não sabe que você tem! Se ele saber com o que está lidando, fica mais fácil de se prevenir.

Barak MX para o Brasil

Não é segredo pra ninguém do que a MB tem em seu arsenal. Que papo furado.

José

Você insultou a língua portuguesa!

Leandro Costa

E agorinha acabaram de passar aqui em cima da minha casa um Esquilo, um Lynx, um Sea Hawk e um H225 da MB…

Clésio Luiz

Devolve aquela âncora do São Paulo que vc pegou de souvenir Leandro. Os caras ainda tão procurando. Uma hora eles chegam em vc…

Leandro Costa

Nunca vão encontrar! Está num barco no Clube Naval. Jamais vão achar que aquele pedação de ferrugem está em outra embarcação heheheheh

FabioB

Existem momentos para apontar os possíveis equívocos.

E existem momentos para saudar o trabalho bem feito.

Parabéns a Força Aérea e Marinha pelo excelente trabalho e conquista realizada.

Único pais da América Latina com capacidade intelectual e tecnológica para esse tipo de operação/certificação.

Para concluir, o tempo provou que foi realmente acertada a escolha pela aquisição do Atlântico + Bahia, além do H225M + AM39B2M2 Exocet, colocando a Marinha do Brasil em outro patamar no contexto sul-americano.

Pedro Bó

MB com Exocet e Penguin e FAB com Harpoon.

Ainda existe a possibilidade técnica dos Gripen operarem com o RBS-15.

Marcos Cooper

Parabéns nada. Com esse dinheiro dava pra comprar mais SeaHawk,este sim,um helicóptero com DNA guerreiro. Não essa joça adaptada.

Cristiano de Aquino Campos

Só que o seahawk com DNA guerreiri não lança um missil anti-navio pesado como o Exocete. Só o penguim que tem um alcance e poder de destruição menor.

Bardini

O Seahawk pode lançar um míssil muito superior ao Exocet…
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Last edited 2 meses atrás by Bardini
Leandro Costa

É bom lembrar que já tínhamos essa capacidade com os Sea King.

FabioB

Perfeito, mais motivo para comemorar a recuperação dessa capacidade, que havia sido perdida.

Leandro Costa

Sim, eu acho que por mais que eu tenha discordado sobre a aquisição dessa aeronave e o tempo que levou para que fosse feita essa integração, acredito que se nós temos, temos que usá-la e assim está sendo feito.

Maicon

Podem falar o que quiserem, mas agora a MB, aliás, a FAB, tem capacidade de disparar Exocet de Super Puma navalizado. Pra poucos.

carcara_br

Localização do impacto.

AM-39.jpg
Jacinto

Exibido!

carcara_br

Bem observado… pergunto-me se seria possível também programar o míssil pra assumir uma rota de aproximação diferente, seja pra “camuflar” a direção da origem do disparo, ou simplesmente fazer uma abordagem em ângulo mais favorável.

carcara_br

*ou para sincronizar a chegada de múltiplos lançamentos

Diego

Não concordo. Nas Malvinas teve navios de maior tonelagem afundados por exocet, se tivessem afundado a corveta
com o torpedo certamente falariam…

Cristiano de Aquino Campos

Afundaram por causa do incêndio e explosão dos depósitos de combustível e munição depois do impacto do missil, coisa que não tem nos navios de teste.
Achei estranho que o missil acertou fora do local alvo, pintado de laranja. Em geral o alvo prioritário desses misseis.

Bardini

Quem afundou essa Corveta, foi o Penguin disparado pelo Seahawk, e em questão de ~8 minutos após o seu impacto.

Bardini

A própria MB divulgou isso, em um de seus vídeos…

Wellington Góes

Já parou para pensar que se o AM-39 afundasse, de primeira, a Corveta, não haveria navio para o Penguin e o Seahawk também participassem do exercício?!
Fica a dica….

Bruno

Agora está explicado por que não mostraram o vídeo do impacto.

Wellington Góes

Se o AM-39 tivesse afundado a Corveta, o Penguin e o Seahawk não participariam do exercício…

Luiz Guilherme

Isso é viável na prática ? Quero dizer, não conheço a distância de lançamento, mas um helicóptero lançar esse míssil não é um alvo muito “fácil” para as defesas antiaéreas ?

GFC_RJ

Caro LG,

Quais defesas antiaéreas? Dependendo de qual seja, sim pode ser. Ou… dependendo… não, não pode.
Qual é o alvo? Uma Arleigh Burke, nem f…do. Uma corveta qualquer ou um Atlantic Conveyor da vida… bem viável. Enfim… Acho que deu pra entender.

Abs.

Luiz Guilherme

Caro GFC, entendi. Dependendo do alvo é viável. Obrigado pela esclarecimento.

Phillipe Blower

Não só isso, mas tem que se levar em conta a curvatura da terra que reduz qualquer alcance de radar ao horizonte. 2 Helis voando baixo mais uma Fragata, cada um vindo de uma direção diferente, já são 6 Exocet pra cima de um alvo… uma situação em complicada para qualquer escolta moderna.

Last edited 2 meses atrás by Phillipe Blower
Diego

Mas é só ele subir somente no momento do disparo e receber a posição do alvo por data link

glasquis 7

Na América Latina, apenas a ARCh teria condições de negar espaço aos Helicópteros da MB a uma distância que impeça o lançamento do míssil. Mesmo assim, continua sendo um médio de capacidades válidas para um ataque naval.

Marcos

Glasquis vai negar como? O helicóptero voa a 400 metros de altura e só sobe p/ disparar o míssil.

Radar do navio só vai enxergar o helicóptero quando ele subir e disparar. Depois vai descer e puff, sumiu!

glasquis 7

Claro e como o Helicóptero vai detectar o navio e engajar o alvo transhorizonte sem se expor? O radar dos Helicópteros faz curva na superfície do mar ou eles já saberiam de antemão a localização do Helicoptero? Tal vez o helicóptero dispara o missil e ele sozinho detecta o alvo, identifica como inimigo, engaja ele e se autodirige ao alvo. Para adquirir o alvo, o helicóptero fica exposto e vulnerável aos sistemas do inimigo e a ARCh conta com 2 navios de defesa de zona com alcance superior ao alcance do Exocet. Isso já dá a capacidade de negar espaço… Read more »

Tomcat4,2

Esse míssil é enorme !!!

Spitfire

Parabéns as forças envolvidas (Fab e MB) nesse processo de certificação. Penso que estamos muito bem equipados nesse segmento com misseis anti navio, os exocet ou penguin + helis… porem penso que esse tipo de estrategia (helis+misseis) são insuficientes fatores de dissuasão para uma frota naval inimiga… não só pelos sistemas de defesa antiaérea da eventual frota atacante, bem como por outros meios aereos, seja helis ou caças enviados por este para interceptação… continuo sem entender e acho que nunca entenderei o motivo de ate hj não termos nenhum caça equipado para lançamento de misseis anti navio…sejam os A4 da… Read more »

glasquis 7

“ate hj não termos nenhum caça equipado para lançamento de misseis anti navio…”

Custo, doutrina, necessidade mas, com a chegada dos Gripen, esta carência estará sanada

Poucas forças na região tem caças com esta capacidade.

Last edited 2 meses atrás by glasquis 7
Gabriel

Muito excelente!!!.

Apenas uma observação:

Se a mesma informação fosse relativa à marinha do Chile, teriam 300 elogios e naturalmente a crítica, cheia de ranço, a nossa Marinha.

Infelizmente uma parte do nosso povo só elogia e gosta do que aparece no quintal do vizinho, além de continuamente desmerecer seu próprio patrimônio e conquistas.

Marcos Cooper

Desculpa mas não dá pra aplaudir essa papagaiada,mais uma que,junto com o Trader,não dá pra entender .

glasquis 7

Se a mesma informação fosse relativa à marinha do Chile, teriam 300 elogios e naturalmente a crítica, cheia de ranço, a nossa Marinha….”

É um grande mérito da ARCh ser considerada como comparativo frente à MB já que são países completamente diferentes em tamanho e população. Isso deveria ser levado em conta já que o Chile tem apenas um 8.5% da população do Brasil e as suas forças deveriam ser assimétricas na mesma proporção.

Fernando

O disparo foi feito umas 25 milhas de distância, longe demais para a câmera comum. Já em infravermelho, o próprio FLiR consegue acompanhar o míssil. Sensibilidade de câmera, só isso…

Marco

A utilização desse míssil em asas rotativas é mais dissuasória do que num caça? O helicóptero consegue “caçar” digamos assim, melhor o inimigo? Ou são cenários diferentes? Somente uma dúvida. Parabéns a Marinha.

Nunao

Marco,
A diferença primordial é que no caso brasileiro, sem caças embarcados em navios-aeródromos (o que aliás é lacuna em todas as marinhas sul-americanas e na maior parte das marinhas do mundo) só o helicóptero pode operar embarcado e ser uma ameaça, com esse tipo de míssil ar-mar, operando numa força tarefa onde quer que ela vá, para além do raio de combate de caças em terra que também utilizem mísseis ar-mar .

Last edited 2 meses atrás by Nunao
Marco

Obrigado amigo. Abs

carcara_br

Isso explica a predileção pela posição (a frente) do impacto em teste estáticos, mas pode ser coincidência…

glasquis 7

“Quando se tem a posição aproximada do alvo pelo radar do navio ou de outro meio qualquer, é preparada a missão e o heli decola.” Acho que não bem assim pois isso limita a ação da arma à detecção do navio que não vai além do seu horizonte. Além disso, o próprio navio fica vulnerável ao ataque do inimigo. A implementação de helicópteros é adotada justamente para dar a capacidade de ataque transhorizonte aos navios. Se o Heli depende do radar do próprio navio para atacar, então, qual a necessidade dele se o míssil pode ser lançado do próprio navio… Read more »

glasquis 7

Sim mas, entendo que o Heli deve caçar sim o alvo.

glasquis 7

Vc não entendeu meu comentário. As forças “suspeitam, deduzem, etc.”, baseadas em informes de satélite, aeronaves de vigilância, etc, em quais zonas se encontram os navios inimigos mas eles não são um alvo travado, os helis, são transportados pra região por seus navios onde são liberados e eles saem pra “caçar mesmo”, os navios inimigos.

É claro que a missão é planejada e até treinada com antecedência mas, os helis caçam sim os seus alvos. Nenhum navio vai ficar parado esperando ser um alvo e isto é ainda mais notório na caça a submarinos.

Linhares

Aí é CMASM e CMM! EXOCET, porra! 200 kg de TNT….

Alisson Mariano

Achei interessante a informação de que foram efetuados dois lançamentos. Teria sido no mesmo dia? Se tiver sido no mesmo dia, imagino que esse dano que aparece na proa do navio alvo foi do primeiro míssil.

Denis

É muito legal quando a gente vê a coisa dando certo. Sensação maravilhosa de realização e orgulho. Se dessem dinheiro de verdade na mão desses caras, a gente ia ver que FFAA soda seriam as do Brasil.

Teropode

12 AMX devidamente convertidos para intervenção naval , portando estes mísseis ou o Mansup e com as cores do F2 japonês , , pensem numa coisa para dissuadir ……

Tel Mariavos

Exocet é aquele que a França ENTREGOU os códigos pra Inglaterra depois de tê-los vendido para a Argentina na época das Malvinas ?

Luiz Floriano Alves

Nem pensr em utilizar esse vetor contra uma FT defendida por caças modernos,

Wellington Góes

Quem sabe agora a FAB resolva embarcar com a MB no MANAER.

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