domingo, setembro 19, 2021

Gripen para o Brasil

Projeto do IFF que será aplicado no F-39 Gripen passa por revisão técnica multidisciplinar

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Aeronave F-39 Gripen será o primeiro meio de Força Aérea a operar o criptocomputador CM4-B, um dos mecanismos avaliados

O Projeto IFF (Identification Friend or Foe) Modo 4 Nacional (IFFM4BR) do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) passou pela Preliminary Desgin Review (PDR), nos dias 4 a 6 de maio. A PDR é uma revisão técnica multidisciplinar que busca atestar que o Projeto está capaz de estabelecer a linha de base para todos os seus subsistemas e arquiteturas subjacentes.

O Sistema IFF identifica plataformas militares, de amigo ou inimigo, melhorando as Regras de Engajamento ao permitir o emprego de mísseis além do alcance visual com redução das ocorrências de fratricídio (fogo amigo).

No evento, foi analisada a maturidade tecnológica de cada um dos produtos em desenvolvimento: o Criptocomputador CM4-B, que será integrado no F-39 Gripen; o Criptocomputador CM4-L, que servirá de base para a integração das demais Forças Armadas; o carregador de chaves criptográficas (Keyloader) KM4; e os aplicativos para geração, distribuição e recebimento das chaves criptográficas que ocorrem em parceria com o Centro de Computação da Aeronáutica de São José dos Campos (CCA-SJ).

Participaram da PDR representantes do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Comando de Preparo (COMPREP), do Comando Geral de Apoio (COMGAP), da Comissão Coordenadora do Programa de Aeronave de Combate (COPAC) e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI).

DESAFIOS
Apesar dos enormes desafios em desenvolver um sistema tão complexo quanto o IFF Modo 4 Nacional, o Projeto passou pela revisão sem dívidas técnicas. O evento atestou a maturidade do projeto e sua aderência ao cronograma, o qual precisa atender a janela de integração para as próximas etapas de desenvolvimento do novo caça da FAB, o F-39 Gripen.

Para o Gerente-Adjunto do Projeto F-X2 na COPAC, Major Aviador Ivo Cheregati, a participação na PDR do IFFM4BR foi fundamental, uma vez que a aeronave F-39 Gripen será o primeiro meio de Força Aérea a operar o criptocomputador CM4-B. “Do ponto de vista gerencial, acompanhamos os detalhes do andamento do Projeto e constatamos que as evidências de cumprimento dos requisitos, no nível tratado na PDR, estão relacionadas como definido no Projeto F-X2. Dessa forma, a atuação sinérgica dessa stakeholder (parte interessada) garante que tal etapa da engenharia de sistemas ocorra de forma plena, proporcionando o continuado progresso na consecução da Fase 2 do Projeto IFFM4BR”, disse.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Flanker

E quanto tempo para estar pronto e integrado à aeronave? Até lá, Os Gripen que forem sendo entregues, virão sem IFF ou com um sistema estrangeiro?

Leandro Costa

Boas perguntas…

Gustavo

com certeza será sem o sistema, não vão comprar um pra usar e depois trocar pelo nacional.

Renato

Evidente que o Brasil não usará IFF de outro país.
Não faz o menor sentido.
Entendo perfeitamente a ansiedade de alguns colegas.
Mas se formos usar a régua do tempo, perceberemos que num tempo extremamente curto avançamos e muito nesse aspecto.
Quantos países no mundo tem IFF próprio, fora os EUA, CHINA, INGLATERRA, RUSSIA e ISRAEL?
Tenhamos um pouco mais de paciência.

Nilo

Um grande salto em tecnológia nacional, ímpar na América do Sul.

Denis

O Brasil tem capacidade para desenvolver qualquer coisa. Quando há interesse das autoridades, acontece.

Welington S.

Não basta somente interesse político. A população também precisa fazer sua parte que é justamente cobrar por isso.

andré Macedo

Não basta só “cobrar” ou ter “interesse”, existe toda uma questão de mercado por trás. o Brasil ainda é um país de terceiro mundo e com uma economia capenga, uma industria militar potente precisa vender pra fazer valer a pena a montagem de uma linha de produção, não faz sentido desenvolver um projeto pra vender 10 unidades e depois nunca mais, aí entra a concorrência com outros países já estabelecidos também, pro mercado doméstico ou internacional.

ANDRE DE ALBUQUERQUE GARCIA

Qual o cronograma? Os Gripen virão com algum sistema semelhante ou vão ficar sem?

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