quarta-feira, maio 12, 2021

Gripen para o Brasil

Competição une Brasil e Suécia na busca de soluções aeronáuticas

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

1ª Competição Aeroespacial SARC-BARINet tem como foco ações cooperativas entre veículos aéreos não-tripulados

Numa ação inédita que une o Brasil e a Suécia, foi criada a primeira competição acadêmica e industrial do setor aeroespacial, que inclui estudantes, pesquisadores e startups de ambos os países.

A ideia é selecionar e premiar as melhores soluções para um problema específico que envolva múltiplas aeronaves não-tripuladas, que podem ser poucos veículos voando em formação, ou até mesmo um enxame de pequenos drones.

A competição é mais uma ação da cooperação Brasil-Suécia no setor aeroespacial, e foi idealizada pelo Centro Sueco de Pesquisa Aeroespacial (SARC, na sigla em inglês) e pela Rede Brasileira de Pesquisa e Inovação Aeroespacial (BARINet, também em sigla na língua inglesa), e conta com o apoio do CISB, o Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro, que atua como facilitador para a cooperação entre a Indústria e a Academia dos dois países.

A competição

É a primeira vez que uma competição desse tipo é realizada e o desafio é que se torne um evento anual. Nesta edição, haverá apenas uma categoria, chamada de Open Class, com equipes formadas por pós-graduandos, pesquisadores e startups.

O foco da disputa é a apresentação de cenários em que diversos VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) sejam usados de maneira cooperativa para solucionar um problema específico proposto pela equipe, tais como busca e salvamento, logística ou resposta a emergências, por exemplo. No projeto devem ser utilizados no mínimo três veículos, que não precisam ser idênticos. Usos militares são permitidos, desde que sem armas e que tenham também aplicações civis.

Apresentação de projetos e critérios de avaliação

Pensando em custos e também no cenário de pandemia ainda instaurado em todo o mundo, a participação no concurso requer apenas o envio de um paper, com no máximo cinco páginas, descrevendo o sistema e a solução, além de um vídeo (sem limite de duração) com uma demonstração prática da missão que o time propõe resolver, acompanhado de um pitch do projeto. É importante ressaltar que esta parte prática pode ser simplificada. Como são soluções de uso de múltiplos veículos, pode-se construir somente um protótipo e a colaboração com os outros ser demonstrada virtualmente, na produção do vídeo.

“Ver o lançamento de uma competição neste nível é fundamental para unirmos teoria e prática e trabalho em equipe, algo extremamente necessário tanto para a indústria quanto para o mundo acadêmico”, explica Alessandra Holmo, diretora do CISB e uma das apoiadoras do projeto.

O júri avaliador será formado por indicações do SARC e da BARINet, vindas do ambiente acadêmico, da indústria e outros players do setor aeroespacial do Brasil e da Suécia, que vão analisar os seguintes pontos:

  • Nível de inovação: tanto da solução proposta quanto da técnica inserida em seu desenvolvimento;
  • Business case: o potencial de mercado da missão apresentada e de sua consequente solução;
  • Engenharia: demonstração de viabilidade tecnica e engenosidade;
  • Relatório: qualidade geral.

Premiação

O time vencedor receberá um prêmio no valor de 6 mil euros para custear despesas de viagem para os membros da equipe, que serão convidados para viajar para o Brasil (caso sejam suecos) ou para a Suécia (se forem brasileiros). A viagem incluirá ainda reunião dos visitantes com representantes da indústria aeroespacial do país correspondente.

As datas relevantes para o concurso são:

  • 01/02 – Lançamento oficial da competição.
  • 12/03 – Demonstração de interesses.
  • 09/04 – Registro das equipes. Data limite para indicar a participação. Deve incluir os dados dos participantes e um breve relato do caso e da solução a ser apresentada.
  • 15/09 – Envio dos projetos.
  • 30/09 – Anúncio dos vencedores.
  • Outubro (data a ser definida) – Apresentação dos projetos e premiação.

A competição é patrocinada pela empresa sueca de defesa e segurança Saab. “A inovação é fundamental para a existência da empresa e nosso compromisso em ter um pensamento de vanguarda significa que sempre buscamos agir e pensar de forma inovadora em todas as disciplinas. A colaboração entre a academia e a indústria também está por trás do principal projeto da Saab no Brasil, o Programa Gripen. Por isso, estamos muito felizes em fazer parte desta inciativa e de patrocinar esta competição”, explica Magnus Ahlström, vice-presidente de Inovação Global na Saab.

Para mais informações e inscrições, interessados devem acessar o site https://sarc.center/sarc-barinet-aerospace-competition/.

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Nilo

Excelente a Suécia abrir espaço deste evento também para estudantes e pesquisadores brasileiros, uma competição acadêmica e industrial, o que eleva o nível da competição.
Deveriamos esta fazendo parceria.
O desenvolvimento de drones, com função de alas para os caças é um caminho para a sexta geração.
Valeu Suécia

João Adaime

Deveria haver um co-patrocínio de uma empresa brasileira. Senão os suecos vão ficar com todos os louros (e os lucros futuros).

Nilo

Twitte da SAAB do Brasil em pesquisa, quer saber onde você gostaria de ver o Gripen sobrevoando pelo Brasil!
https://twitter.com/saabdobrasil/status/1364925505674305538

João Fernando

Já passou aqui em cima da minha casa vindo de SJC ou pouso em GRU

Nilo

Estou na espera, primeiro evento público com ele em SJC corro pra lá. rsrsrs.

Bruno

Poderíamos fazer grandes projetos com os suecos, massss, aqui é brasil (minúscula mesmo).

nonato

Pronto.
Resolveu o problema.
Há um mau hábito no Brasil e na trilogia de criticar e falar mal do próprio país.
Estamos num momento de mudanças.
Precisamos de união e contribuições construtivas inclusive para elevar o moral de todos.
Lançamos o Amazônia 1.
Temos a Embraer.
O gripen está chegando.
Se depender do presidente, as forças armadas receberão muitos investimentos.
Espalhar negativismo não leva a lugar algum.
É bom lembrar que nem a Alemanha produz drones e compra de Israel.

nonato

Essa matéria saiu muito em cima para quem quer se inscrever…

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