terça-feira, setembro 21, 2021

Gripen para o Brasil

Embraer apoia decisão do governo brasileiro em lançar negociações sobre subsídios aeronáuticos

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

São Paulo, 18 de fevereiro de 2021 – A Embraer recebe com satisfação as ações do governo brasileiro no sentido de encerrar o contencioso sobre subsídios aeronáuticos contra o Canadá na Organização Mundial do Comércio (OMC) e de lançar negociações de disciplinas mais efetivas aplicáveis ao apoio governamental no setor de aviação comercial.

Na OMC, o Brasil questionava os mais de US$ 3 bilhões em subsídios ilegalmente concedidos pelos governos do Canadá e do Quebec à Bombardier para o lançamento, desenvolvimento e produção do programa C-Series. Esses subsídios distorceram as condições de concorrência no mercado global de jatos comerciais, ocasionando prejuízo grave à Embraer, em clara violação das regras de comércio internacional da OMC.

Apesar da solidez dos argumentos apresentados pelo Brasil no Painel, o contencioso na OMC não será capaz e produzir os resultados esperados pelo Brasil e pela Embraer, em função das transformações por que passou o setor desde o início do contencioso, em 2017. Com a saída da Bombardier do mercado da aviação comercial e a transferência do programa C-Series (agora A220) para a Airbus, que dispõe de uma segunda linha de montagem final nos Estados Unidos, a disputa comercial contra o Canadá na OMC deixou de ser o caminho mais efetivo para se alcançar o objetivo do Brasil e da Embraer: o reestabelecimento de condições equilibradas de concorrência no mercado de aviação comercial.

A Embraer apoia a iniciativa do Brasil de lançar negociações de novas disciplinas mais efetivas para o apoio governamental no setor de aviação comercial, como melhor forma de se alcançar condições justas e equilibradas de competição nesse mercado, conforme a experiência bem-sucedida do Entendimento Setorial Aeronáutico (ASU) sobre créditos à exportação, assinado em 2007 no âmbito da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). A Embraer acredita que fabricantes de aeronaves comerciais devem competir com base na qualidade de seus produtos e não no volume de incentivos que recebem de seus governos.

Sobre a Embraer

Empresa aeroespacial global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A Companhia projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer Serviços & Suporte a clientes no pós-venda.

Desde sua fundação, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

DIVULGAÇÃO: Embraer

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Matheus

Airbus só vende o A220 com grandes descontos. Quase de graça.

Filipe Prestes

Na venda “casada” com os modelos maiores da empresa, especificamente para as companhias aereas que precisam dos narrow e wide bodies na frota. Se for para cias que operem apenas uma ou outra categoria (a Widerøe é um exemplo) não convém e nem se justifica vender modelos diferentes. Por isso a Airbus tá empurrando, com sucesso o A-220 para as maiores aereas que já são suas clientes. As empresas menores que operam o 220 geralmente não comprariam os widebodies.

Rui Chapéu

Ficou bem mal escrito tudo isso da Embraer.

A princípio parece que a Embraer vai receber subsídios do governo brasileiro, ai no meio da matéria ela fala que quer ter concorrência mas que outros países não forneçam subsídios ao setor de aviação…

E no final não dá pra saber se o governo brasileiro vai fornecer ou não subsídios.

Fernando Turatti

Espero eu que não tenha qualquer subsídio!
Se a empresa for ineficaz(e nem tem sido), que ela vá à falência. Ficar bancando empresário folgado termina igual ao caso da Ford.

Zorann

Concordo com vc. O que temos de fazer é dar mais condições das empresas serem competitivas reduzindo impostos, desburocratizando e agilizando processos; e não dar subsídios, criando desequilíbrios no mercado, no intuito de se criar uma falsa competitividade, em empresa ineficaz, às custas do contribuinte. Reduzir impostos sim, já que a medida beneficia a todos, e realmente traz competitividade. Dar subsídios, favorecendo um em detrimento de outro, não. Quando o subsídio acaba, você criou um desequilíbrio na oferta e procura, saturou o mercado, os preços voltam para patamares superiores, já que as vendas caem para níveis inferiores aos que tínhamos… Read more »

Zorann

Explicando melhor: com subsídios, você antecipa a demanda (todos correndo para comprar – aproveitando o subsídio e o preço mais baixo), criando o desequilíbrio entre oferta e procura. Quando o subsídio acaba, você saturou o mercado, antecipando consumo. O nível de vendas despenca para níveis inferiores ao início do subsídio. Pode demorar anos, para sanar este desequilíbrio.

Allan Lemos

Olha só que mentalidade tacanha, “se for ineficaz, que vá a falência”. É o pensamento típico do liberalismo cego, que não leva em conta fatores como o valor estratégico da empresa ou a geopolítica. Você sabe o que é uma empresa “too big to fail”? Como o próprio nome diz, é uma empresa que graças ao seu tamanho, atingiu um nível de importância tão grande que a sua ruína poderia prejudicar o próprio Estado. Ou seja, até mesmo os americanos sabem que as vezes, é preciso que o Estado interfira no mercado em algumas situações específicas. Mas os “liberais” aqui… Read more »

Wilton

Considerando o cenário atual, ajudar pode ser uma questão sobrevivência da economia como um todo, e não apenas a uma empresa …
Mas que essa ajuda venda através de subscrição de ações, que lá na frente possam ser vendidas e o capital retorne aos cobre da sociedade …
Mas sou totalmente contra subsídio na forma de isenção seja lá do que for ou privilégios em contratos de emprestimos no BNDES …

João Adaime

O melhor “subsídio” que o governo pode oferecer à Embraer é reduzir o custo Brasil.

Carlito

Não apenas à Embraer, mas a todo setor industrial.

João Adaime

Na verdade reduzindo o custo Brasil todos ganham, não só a indústria.

AMX

Falou, falou e não disse nada. Concretamente, o quê será feito?

FernandoEMB

Não sei o porque do mimimi… o texto está claro. Havia um painel na OMC que questionava subsídios ilegais concedidos a Bombardier para o desenvolvimento do CSeries. A Bombardier aviação comercial desapareceu, e CSeries agora é A220 e da Airbus… Então na prática não tinha sentido continuar com o painel na OMC. O artigo fala que o governo vai buscar outros meios de garantir uma competição justa no segmento de aviação… “o reestabelecimento de condições equilibradas de concorrência no mercado de aviação comercial.” E quanto aos subsídios… a indústria de aviação, no mundo todo, recebe subsídios, de uma forma ou… Read more »

OSEIAS

Temos que dar subsídios sim, proteger nossa industrias, nossos técnicos e mão de obra altamente qualificada, chineses fazem isso, americanos fazem europeus fazem e por ai vai. E aqui uns desqualificados com discursinho paz e amor se entregando para os senhores do ocidente. Não esqueçam, para eles ocidentais são europeus, americanos, australianos, nós não passamos de latinos, e toda vez que eles tem oportunidade nos quebram, e aqui ficam uns acéfalos se entregando para os caras, porque são bonzinhos. Temos que fazer igual a eles ou igual a china, quebrar os caras no jogo deles.

Carlito

Como já foi dito por alguém aqui mesmo neste tópico, não temos que dar subsídios, e sim diminuir o Custo Brasil. Para alguém receber subsídios, significa necessariamente que um terceiro estará compensando (pagando) pelo benefício concedido. Se tivéssemos uma política tributária mais justa e adequada à nossa realidade, não apenas o setor aeronáutico, mas todos os demais setores se beneficiariam.

E na boa? Ninguém mais além dos próprios brasileiros são responsáveis pelo atraso deste país. Não há nada pior que essa velha mania do brasileiro de terceirizar a culpa de seus fracassos.

Last edited 7 meses atrás by Carlito
OSEIAS

Concordo com vc, mas isso em um mundo ideal que nós não iremos viver em nossa geração no Brasil. Toda grande nação de hoje, só assim se tornou porque passou por uma grande tragédia histórica, guerras, invasões destruição de toda ordem, assim sua população se uniu em prol de um objetivo comum, coisa que nós não passamos. Se tivéssemos um congresso que se importasse com o país, um presidente que nos governe ao invés de só pensar em reeleição, coisa que ele dizia que não faria no começo do mandato. Ai sim sua ideia de redução de custo Brasil sairia… Read more »

Allan Lemos

São os liberais brasileiros que acham que o Estado não deve interferir no mercado em nenhuma hipótese, estratégia que já falhou miseravelmente na década de 20. Eles querem ser mais liberais do que os americanos.

Adriano Madureira

E falando em Embraer :

DESTAQUE DA BOLSA
Ações da Embraer voam alto e sobem 14% após Lufthansa envolver empresa em conversas sobre renovação de frotaCEO da companhia aérea europeia disse manter conversas com a Embraer para adaptação de frota ao novo cenário pós-pandemia.

https://www.seudinheiro.com/2021/bolsa/embraer-lufthansa-17-02/

fulcrum

Hora Embraer comprar o Comac 21 melhorar e dominar o mercado.

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