quarta-feira, dezembro 1, 2021

Gripen para o Brasil

Suécia se compromete com futura compra do GlobalEye

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Segundo o Jane’s, a Suécia vai adquirir a plataforma aerotransportada Saab GlobalEye de alerta aéreo antecipado e controle (AEW&C) para substituir seus antigos Saab 340 Erieyes, divulgou o ministro da defesa do país em 16 de fevereiro.

Falando durante uma coletiva de imprensa da Saab sobre o programa de substituição de caça HX da Finlândia, Peter Hultqvist comprometeu a Força Aérea Sueca (SwAF) com o GlobalEye pela primeira vez, enquanto observava oportunidades para a Finlândia caso a Força Aérea Finlandesa (FinAF) selecionasse a plataforma ao lado do Gripen E.

“Não houve uma decisão formal sueca sobre a aquisição do GlobalEye, mas essa deve ser considerada nossa intenção”, disse Hultqvist. “O GlobalEye é uma alternativa muito interessante e um produto sueco. De uma maneira formal, ainda não chegamos lá.”

Os comentários do ministro vieram cerca de quatro semanas depois de ele ter apresentado os planos de defesa de seu governo como parte de um aumento mais amplo nos gastos com defesa nacional em mais de 40% entre 2021–25.

Em janeiro, Hultqvist destacou os planos da SwAF para substituir suas duas plataformas Saab 340 Erieye que estão em serviço desde 2004. Naquela época, nenhum detalhe para uma possível substituição foi divulgado, embora fosse considerado altamente provável que seria baseado no GlobalEye que apresenta a mais recente tecnologia de radar Erieye Extended Range.

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Tutu

Esses Saab 340 Erieye usados devem ser uma ótima plataforma para quem precisar de AEW&C barato, aqui a AL quem sabe o Peru, ou a Colômbia, até o Chile para substituir/complementar aquele 707 Condor.

Rogério Loureiro Dhiério

Eu concordo com a possibilidade de Colômbia ou Chile.
Não vejo outra Força Aérea do continente com interesse ou mesmo condições de operar uma plataforma como esta.

Tutu

Talvez o Peru também manifeste interesse para rivalizar com o Chile. E sobre o Chile fiz um breve busca sobre o Erieye contra o IAI EL/M-2075 do 707 Condor, em termos de alcance são bem próximos (400km) , o israelense opera na banda L com uma área de cobertura de 360° e capacidade de acompanhar até 100 alvos com atualizações a cada 3 segundos, ele tem um modo solo tbm. Já o sueco opera na banda S com um alcance máximo de 450km (para caças 425km) com uma área de cobertura de 300°, modos Ar-Ar e naval, na versão Erieye-ER… Read more »

Last edited 9 meses atrás by Tutu
Glasquis 7

Os oficiais chilenos estão muito contentes com o 707 e continuarão a voar ele até 2030 no mínimo.

Tutu

Que bom, vai ser o B-52 da FACH.

Abaixo uma foto do “N68657”, mais tarde “CC-CEB” atual Condor em seu primeiro vôo no dia 13 de setembro de 1965.

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Last edited 9 meses atrás by Tutu
Tutu

Admita caro Glasquis, 2 ou 3 Saab 340 Erieye atualizados para algo semelhante aos E-99M seriam um belo upgrade para Fach, uma frota de baixo custo de manutenção, com mais flexibilidade e atualizada.

Heli

O complicado é a logística do próprio vetor Saab340 pois já que ha muito tempo que ele saiu de linha, então conseguir pecas de reposição é um desafio.

Tiago da Silva

Nem tanto tem uma quantidade expressiva de Saab 340 no mercado.

Rogério Loureiro Dhiério

Erieye Extended Range”.

Seria a versão utilizada pelos nossos R99A?



Rogério Loureiro Dhiério

Eu concordo com a possibilidade de Colômbia ou Chile.
Não vejo outra Força Aérea do continente com interesse ou mesmo condições de operar uma plataforma como esta.

Jefferson Henrique

Me fiz a mesma pergunta Rogério. A FAB com certeza deve acompanhar a evolução deste radar de perto, atualizando sempre que possível as nossas plataformas que utilizam este radar, além do próprio radar.
Hoje operamos 5 E-99, mas deixo o questionamento se estes seriam o suficiente? Hoje não utilizamos estes meios para monitorar a área de responsabilidade sobre o Atlântico por exemplo, apenas para o SIVAM. Outro ponto é a plataforma, umas vez que o ERJ-145 está envelhecendo e novas possibilidades como os E-2 e o KC-390 estão aí.

Rinaldo Nery

Por que um E-99 estaria voando sobre o Atlântico, se temos P-3 e P-95 pra isso? Pra olhar o que? Aeronaves? Se for pra controlar navios não é a aeronave adequada.

Luís Henrique

Só se tiver um Nae nos ameaçando. Para coordenar um ataque da FAB contra uma FT nucleada em navio aeródromo.

Jefferson Henrique

Boa noite Rinaldo. Sim, temos P-3 e P-95 para Patrulha Marítima. E esta bem claro na minha colocação, que, obviamente, é pra aeronaves. Na Guerra das Malvinas, só se detectou o Vulcan próximo a costa com radar primário. A RAF semanalmente opera vôos para as Falklands que se não fosse o ADS-B e o Transponder não seriam detectados. Considere também o comentário do Luís Henrique logo abaixo. Se na cabeça dos oficiais da FAB manter-se esse pensamento de “pra que voar AEW no mar, se de lá não vai vir nada?” já se se sabe que seremos pegos desprevenidos quando… Read more »

Jodreski

Assino embaixo com sua linha de raciocínio!
Estamos tão acostumados com o “mínimo” que estamos esquecendo do óbvio!

Rogério Loureiro Dhierio

Perfeito.

Rinaldo Nery

Não há nada de óbvio nisso.

Rinaldo Nery

Amigo, QUANDO, e SE, houver necessidade de colocar um E-99M sobre o Atlântico pra detectar ALGUMA aeronave, será feito. Em caso de CRISE ou CONFLITO. Já empregamos os E-99 sobre o mar em várias operações e exercícios. Em tempo de paz, não há NENHUMA necessidade. Ninguém está traficando drogas da África pra cá, via aérea, e nenhum avião está cruzando o Atlântico pra cá sem plano de vôo. Sim, esse é o pensamento da FAB, e do ex cmt do 2°/6° GAV (eu). Não há a necessidade, em tempo de paz, de um E-99 gastando querosene à toa sobre o… Read more »

Cláudio Severino da Silva

Prezado Cel. Nery
Com a subidas da frota pesqueira chinesa (+/- 400 navios pesqueiros e fábricas) dobrando o Cabo Horn , subindo o Atlântico Sul não seria interessante a FAB dispor de todos os meios possíveis para patrulhar nossas águas azuis?

Rinaldo Nery

E quem disse que a Patrulha não está dando conta? Se houver necessidade, outros meios serão, com certeza, empregados. Como já foi postado em outras matérias, satélites de reconhecimento são ótimos pra isso. Por isso o projeto Lessonia (já aprovado).

Tutu

E-99M.

Last edited 9 meses atrás by Tutu
Tiago da Silva

Muito se falou nos comentários sobre a possibilidade da Suécia negociar os S100D Argus com nações como Colômbia e Chile que sim tem até mesmo uma necessidade por aeronaves deste tipo mas estamos deixando passar outras nações. Temos que lembrar daquelas que já usam o Gripen e que não tem um “Argus” no seu inventário com exceção da Tailândia que comprou a dupla, então podemos colocar os atuais operadores deste caça na lista com a segurança que caso estas aeronaves sejam colocadas a venda existe o potencial destes serem as primeiras opções por motivos óbvios. E se é para pensar… Read more »

Tutu

Concordo, também é interessante lembrar que Saab está na luta para emplacar o gripen na Colômbia, sejam unidades novas (Gripens E/F) ou usadas (Gripens C/D Ex-Força aérea sueca) então ao meu ver seria um trunfo colocar pelo menos um Argus no pacote.

Rogério Loureiro Dhierio

Seria excelente.
Pense em uma Cruzex com nossos A4M, A-29, F5M, AMX-M, KC-390, Gripen E, E-99, e Colômbia com Super Tucano, Gripen C/D e Argus, Chile com Super Tucano, Condor, F-16, Argus e Tigers.

Acho que seria praticamente a nata da aviação militar da América do Sul tirando a Venezuela com seus Sukhoy já que eles não participariam com aeronaves, é quase certeza.

Depois viriam o Peru com seus Migs, Mirages, e Equador com os Kfir.

Tutu

Lembrando que a Saab está ofertado pacotes Gripen E/F + GlobalEye para o Canadá e a Finlândia.

Quem para sabe Colômbia no caso dos gripens de segunda mão um pacote Gripen C/D + Saab 340 Erieye modernizado.

Last edited 9 meses atrás by Tutu
Rinaldo Nery

Quando e como perderam o SAAB 200?

Sérgio Santana

Boa noite meu caro Coronel Nery. A Força Aérea do Paquistão perdeu um dos seu Saab 2000AEW em um ataque terrorista à Base Aérea de Minhas, alguns anos atrás. O fato está mencionado no livro “Beyond the Horizon”, que co-escrevi e foi publicado em 2014.

Rinaldo Nery

Li o livro mas não lembro desse trecho. Obrigado.

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