segunda-feira, outubro 25, 2021

Gripen para o Brasil

Programa NGAD alcançou o chamado status e-Series

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

O secretário assistente da Força Aérea dos EUA para aquisição, tecnologia e logística, Dr. William Roper, revelou que o programa de Next Generation Air Dominance (NGAD) da Força Aérea dos EUA alcançou o chamado “status e-Series”.

O status refere-se à engenharia projetada digitalmente da aeronave de 6ª geração (e programa). O e-Series permite que o mais avançado demonstrador de voo das forças dos Estados Unidos voe no mundo real anos antes de um projeto de desenvolvimento padrão (old school).

A designação e-Series para o NGAD trouxe o programa para uma próxima etapa. Roper disse que “a engenharia digital leva a tecnologia de criação de computador para o próximo nível, renderizando não apenas o design de sistemas complexos, mas sua montagem, ambiente e até mesmo desempenho físico em realidade virtual de alta potência”.

O NGAD já voa como um demonstrador de sexta geração e segue o primeiro e-Plane da Força Aérea, conhecido como eT-7A Red Hawk, que foi construído em 36 meses por meio de métodos digitais.

T-7A Red Hawk
T-7A Red Hawk

“O Programa de novas asas do A-10, o Programa de Substituição do Motores do B-52 e o Dissuasor Estratégico com Base no Solo atenderam ao padrão e-Series”, explicou Hoper. Alguns outros programas também e muitos virão para as Forças Espaciais e Forças dos EUA.

Todos eles alavancaram virtualizações autorizadas para substituir ou truncar atividades do mundo real de forma significativa e alcançaram um desempenho de mudança de paradigma.

Embora o design auxiliado por computador (CAD) exista por mais de seis décadas, ele afirma que a nova tecnologia de realidade virtual (VR) é muito superior devido ao seu poder de computação.

Roper escreveu: “Um aumento de um trilhão de vezes no processamento de computador transformou essas ferramentas de projeto iniciais nos modelos de engenharia digital poderosos de hoje, chamados de threads digitais e gêmeos digitais, que substituem a prototipagem e testes do mundo real por fontes virtuais confiáveis da verdade.”

Cada novo e-System nos convida a reimaginar sua aquisição e operacionalização”, escreveu Roper. “A e-Series deve guiar a metamorfose analógico-digital da Força Aérea e Espacial. Diante dos adversários e desafios que estes dois Serviços enfrentam, é melhor que essa metamorfose seja rápida”.

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Fernando Turatti

Apesar de parecer ir numa direção diferente da ideia do F-22, possivelmente buscando custos mais acessíveis… Ver pela primeira vez com a difusão atual da informação o surgimento de um novo benchmark para caças(caças mesmo, não um faz-tudo) é bastante excitante!

Teropode

Retornam de certa forma aos caças especialistas .

filipe

Esse caça vai dar muita dor de cabeça para os hackers chineses…

carcara_br

É bem provável que os chineses já tenham competência pra desenvolverem os próprios modelos. Afinal se você pode gastar inteligência e poder computacional pra invadir sistemas de segurança provavelmente consiga igualmente desenvolver sistemas de simulação e fabricação.
Pra mim o e-series é a prova que até os EUA já colocaram suas sandálias da humildade e perceberam que vão competir com um adversário muito qualificado e capaz.

Antoniokings

O problema é o ‘poder computacional’ nos projetos americanos.
Deram problemas no F-35, Zumwalt, , Classe Ford e etc.
Tá complicado por lá

Kemen

Sonhar na Argentina não é proibido. Mas não tem nenhum sentido.

Last edited 9 meses atrás by Kemen
Nick

será que apresentará uma evolução dos 5ª geração, ou apresentará uma série de novos conceitos que não existem no F-22/F-35, por exemplo?

Eduardo

Novos conceitos.

Teropode

Um novo paradigma , semelhante ao que foi o surgimento da impressora digital 3D.

Last edited 9 meses atrás by Teropode
Kemen

É provavel que saiam na frente na 6a. geração como sempre foi com as aeronaves, mas ainda falta muito tempo. A ultima correria o F-35 veio com vários problemas no produto final, relatados pela USAF.

Last edited 9 meses atrás by Kemen
Andre

Lembrando que a quinta geração foi iniciada pelo f22, bem antes do f35 e de qualquer outro país. A quarta geração tbm trouxe muitos problemas e um avião muito caro – f14. Foram necessários uns 10 anos para que a quarta geração estivesse bem estabelecida e com custos razoáveis através do f16.

Antoniokings

Esse poder de computação……..

Marcos10

Pelo que entendi, a aeronave de sexta geração é fabricada pela IA.

André Nobre

Para reflexão… excelente vídeo de simulação no youtube de dogfight entre um F-16 e um Su-57 Felon usando a estrutura da DCS…
Um verdadeiro massacre para o Viper…. Temos que pensar como caças de 4a geração terão que conviver com essas novas gerações….

F-16C Viper Vs Su-57 Felon Dogfight | Digital Combat Simulator | DCS |

Andre

É exatamente isso que define uma nova geração, capacidade de combate muito superior à antiga. Veja o que o f14 fez com os migs 23 e 25 na guerra Irã Iraque, mesmo ele tendo sido lançado poucos anos depois do mig25.

Gosto muito de ver esses vídeos de dcs mas a maioria que vejo é wvr e dificilmente chegaria a esse ponto.

Outro dia vi um vídeo de 1 f15 vs 7 mig29. Começou bvr e acabou wvr com os 7 migs abatidos.

Flanker

“Massacre para o Viper”…..isso quer dizer massacres DO Viper ou NO Viper?

fulcrum

Quando aparecer a versão real e a china aparecer também decolando o seu 6gen muitos ficaram atordoados.

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