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Grupo Akaer revitaliza o P-3AM Orion com tecnologia do Século 21

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P-3AM Orion
P-3AM Orion da FAB

A aeronave P-3AM é vital para a vigilância da zona econômica exclusiva do brasil, que pode chegar a 4,5 milhões de km²; o projeto de revitalização da Akaer teve início no final de 2018

Uma aeronave concebida na década de 1950 está ganhando um novo fôlego para realizar suas missões de vigilância nas águas azuis brasileiras. O Grupo Akaer é responsável pela revitalização do P-3AM Orion, oferecendo a melhor solução de custo-benefício para a Força Aérea Brasileira.

O Brasil possui um litoral com 7.367 km de extensão e com uma geografia única. A Zona Econômica Exclusiva – ZEE é uma faixa situada para além das águas territoriais, sobre a qual cada país costeiro tem prioridade para a utilização dos recursos naturais do mar, tanto vivos como não vivos, e responsabilidade na sua gestão ambiental, se estendendo por até 200 milhas náuticas.

Considerando o comprimento da nossa costa, a ZEE Brasileira é de 3.500.000 km² de área, que constitui propriedade exclusiva do país. Se considerarmos ainda a Plataforma Continental com 911.000 km², a nossa ZEE se aproxima de 4,5 milhões de km². Praticamente a mesma área da nossa Amazônia legal. Se não bastasse essa imensidão de água a ser vigiada e controlada, as áreas internacionais de responsabilidade para operações de Socorro e Salvamento (SAR – Search and Rescue), de compromisso junto à Organização Marítima Internacional (International Maritime Organization – IMO) somam cerca de 10 milhões de km².

Essa tarefa cabe constitucionalmente à Marinha do Brasil, que conta com o apoio total do esquadrão de vigilância e reconhecimento da Força Aérea Brasileira (FAB), que até 2010 inventariava somente as aeronaves P-95 (EMB-111, Bandeirantes ou Bandeirulha) dedicada à patrulha marítima.

Sistema FITS instalado no P-3AM da FAB

Porém, no dia 3 de dezembro 2010, o jogo começou a mudar. Nesse dia, a FAB iniciou o recebimento da primeira aeronave P-3AM Orion, uma mudança total de paradigma.

A primeira aeronave P-3AM Orion foi apresentada em solenidade em Madri, na Espanha, com a presença do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, e do então Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito.

O P-3 Orion é uma aeronave de características únicas para realizar as diversas missões de vigilância marítima e negação do uso mar. O perfil da maioria das missões de patrulha marítima exige voo à baixa altitude e baixa velocidade.

Esse perfil privilegia as aeronaves com propulsão a hélice, pois nestas condições consomem menos combustível e com isso conseguem permanecer em voo por muito mais tempo, diferentemente dos jatos, que são mais econômicos em alta altitude e velocidade de cruzeiro também alta, quando comparada com as aeronaves turboprop.

Além de se beneficiar das características intrínsecas de um turboprop, o P-3 vai além, com seus quatros motores, quando na estação da missão, esta aeronave ainda permite o desligamento de um ou dois motores para reduzir o consumo e permanecer mais tempo na missão ou ir mais longe.

O P-3 Orion, derivado de uma versão comercial o Lockheed L-188 Electra, pode ficar em voo por até 16 horas em baixa altitude e a velocidade compatíveis para o lançamento de sonoboias ou um kit SAR. Essas capacidades são imbatíveis quando se realiza missões de guerra antissubmarina ou uma missão de busca e salvamento.

Esse é o motivo que faz desta aeronave campeã de vendas na sua categoria. Entre 1961 e 1990 foram produzidas mais de 750 unidades, e em 2012 entrou para o restrito clube dos aviões com mais de cinquenta anos de serviço contínuo com o mesmo utilizador, neste caso a Marinha Norte-Americana.

Foram modernizadas 9 (nove) aeronaves e novos sensores e sistemas foram instalados, tornando o P-3AM compatível às necessidades operacionais da FAB. De acordo com a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), os P-3AM ORION brasileiros, são vetores poderosos em consonância com as diretrizes estabelecidas na Estratégia Nacional de Defesa, visto que incrementam, substancialmente, a capacidade do Brasil na busca de proteger os interesses nacionais.

O Projeto de Revitalização da Akaer

O projeto de revitalização da Akaer iniciou-se no final de 2018, quando equipes da empresa participaram de treinamentos em uma empresa americana, parceira do projeto. Os primeiros conjuntos de asas estão sendo revitalizados nas modernas instalações da Akaer, localizada no complexo industrial da empresa em São José dos Campos (SP). Desmontagem e montagem serão realizadas no Parque de Material Aeronáutico do Galeão da FAB, no Rio de Janeiro (RJ).

A revitalização estenderá a vida útil das aeronaves. Para isso, a Akaer fará a substituição de diversos elementos primários da asa tais como revestimentos superiores, longarinas dianteiras e traseiras, painéis superiores e inferiores dos caixões centrais asa/fuselagem, entre outras ações. Esse projeto evitará a interrupção da utilização desta aeronave no cumprimento fundamental de proteger nossa costa devido ao esgotamento de sua vida em fadiga, e que estenderá sua vida útil por anos.

A Akaer traz também uma abordagem diferente da normalmente trazida pelas OEM’s e/ou fornecedores de equipamentos isolados. No caso da Akaer, as soluções adotadas são focadas nas análises de engenharia que, em um primeiro momento, permitam a revitalização e/ou extensão da vida operacional das soluções existentes, com um mínimo de intervenção.

Alta tecnologia

A Akaer tem a inovação tecnológica como parte integrante do dia a dia e, no caso da revitalização das asas do P-3, não poderia ser diferente. Desde o primeiro momento, o projeto também era visto como uma plataforma para integrar conceitos e ferramentas de Indústria 4.0: o gêmeo digital, a manufatura avançada, a integração de sistemas, entre outros.

Para se ter uma ideia, antes mesmo de se começar a instalar os ferramentais e materiais no hangar, uma série de estudos de layout foram conduzidos em busca de uma distribuição ótima das estações de trabalho que pudesse maximizar a agregação de valor ao produto, reduzindo-se desperdícios.

Resumidamente, todo o layout de fábrica foi concebido, analisado e validado em um ambiente virtual antes de se tornar físico. E, mais: a análise e validação foram feitas utilizando-se recursos de realidade virtual – o que permite melhor percepção do layout.

Seguindo a mesma abordagem de se analisar criticamente as informações recebidas, também há inovação no que se refere aos roteiros de manufatura. O boletim de serviço a ser aplicado nas asas compreende mais de 1500 instruções de trabalho tornando o manejo da informação e documentação um desafio importante.

Para esse fim, foi desenvolvida uma solução tecnológica capaz de organizar os roteiros de manufatura em grupos correlacionados e que permite uma melhor visibilidade do status geral do processo (melhorando o processo de tomada de decisão). Essa solução recebe o nome de Rotas Alternativas, justamente por permitir que diferentes “caminhos” possam ser tomados para se executar o boletim de serviço, além de garantir maior transparência das informações de cada roteiro.

O primeiro protótipo foi desenvolvido para uma amostra de 150 roteiros e foi validado com sucesso. Neste momento, a solução está em fase de transbordamento para todo o universo de mais de 1.500 roteiros.

E as inovações aplicadas e desenvolvidas no P-3 não param por aqui. Todos esses roteiros de manufatura foram construídos a partir de imagens digitalizadas de desenhos da década de 1950 (período de desenvolvimento do avião) e organizados em uma base de dados confiável e única no ambiente de PLM (Product Lifecycle Management, ou Gerenciamento do Ciclo de Vida do Produto). E ainda: todos os roteiros podem ser consumidos por meio de dispositivos móveis, tais como tablets, diretamente na linha de produção. Ou seja, mesmo que os desenhos sejam antigos, a tratativa digital fornecida permite um projeto sem papel e com confiabilidade de que todos os operadores e engenheiros tenham acesso à mesma base de dados.

Em um futuro próximo, abordaremos outra capacidade que será implantada na execução das atividades. Além dos desenhos, será possível acessar informações tridimensionais dos roteiros de manufatura, sendo uma ferramenta ainda mais interativa e garantindo maior valor agregado à operação.

Encontra-se em processo de desenvolvimento de conceito uma solução de realidade aumentada para permitir que as operações e informações de produção sejam feitas em tempo real, utilizando a própria estrutura como plataforma de imagem.

FONTE: Akaer

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Ferreras
Ferreras
30 dias atrás

Mais um beneficio indireto da escolha do Gripen.

O Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito foi um grande comandante da FAB.

MCruel
MCruel
Reply to  Ferreras
30 dias atrás

Certamente a descendência japonesa influenciou muito a vida profissional do TBA Saito. Particularmente admiro a educação e pensamento coletivo desenvolvido no Japão. Nos falta muito ou quase tudo nesses dois aspectos.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Ferreras
30 dias atrás

Juniti Saito foi um grande Brigadeiro, com certeza, não aceitou Le Jacque, a Rainha de Hangar.

Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  Ferreras
29 dias atrás

Gisus…. Rsrsrsrs

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Ferreras
26 dias atrás

Não compartilho desse pensamento…

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
Reply to  Rinaldo Nery
25 dias atrás

Nós.

LucianoSR71
LucianoSR71
30 dias atrás

Lembrando que a origem desse projeto está na compra de todo ferramental e documentação técnica da L3 Communications Integrated Systems que decidiu não mais atuar nessa área, isso significa que qualquer outro país que precise dessa revitalização terá que fazê-la c/ a Akaer.

Junior
Junior
Reply to  LucianoSR71
30 dias atrás

Creio que não, tendo em vista que a Lockheed Martin também faz esse tipo de trabalho, se não me engano eles estão revitalizando as asas dos P3 chilenos

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  Junior
30 dias atrás

A única que fazia esse serviço era a L3, que comprou o ferramental da fabricante.

Junior
Junior
Reply to  LucianoSR71
30 dias atrás

A Lockheed também faz esse trabalho, fez no P3 chileno e canadense

https://www.defensa.com/edio-brasil/lockheed-martin-abre-linha-produo-asas-dos-p-3-primeiro-p-3ach-1

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  Junior
30 dias atrás

Vc observou que a data da matéria é 17/03/2015? Tem mais de 5 anos e 7 meses. A Lockheed não faz mais, há alguns anos foi anunciado que ela teria fabricado os últimos conjuntos das asas e não mais fabricaria.

Junior
Junior
Reply to  LucianoSR71
30 dias atrás

A entrega do ultimo P3 chileno foi no ano passado, duvido muito que eles encerrariam a fabrica das asas tão rapidamente assim, ela ainda deve estar aberta

LucianoSR71
LucianoSR71
Reply to  Junior
30 dias atrás

Se vc procurar vai ver que a linha só foi reaberta p/ atender o Canadá e o Chile. A fabricação é apenas uma parte modernização, a parte do recheio eletrônico leva muito mais tempo p/ aprontar, entregar certificada e c/ tripulações treinadas. A escala valia a pena, p/ poucas unidades, não há como justificar, ainda mais hoje c/ ela tomada pela produção dos F-35 e os países sem recursos p/ Defesa, não pagariam um preço que tornasse atrativo p/ a LM.

Grozelha Vitaminada Milani
Grozelha Vitaminada Milani
30 dias atrás

Parabéns pela iniciativa de modernização e atualização dos P-3. E também por ser feito em solo brasileiro, mostrando a capacidade instalada e o conhecimento dos nossos técnicos e engenheiros. Só acho que 9 unidades para nossa imensa costa são poucos e muito mal destribuidos. Deveriam ter 3 grupos de 3 aeronaves por base aérea estratégicas e não 9 unidades no Rio de Janeiro. Não consigo entender essa logística e área de cobertura atual de vigilância. Até chegar um P-3 para cobrir a costa Norte e Nordeste muita coisa já aconteceu. No sul temos o P-95 Bandeirulha. Gostaria de entender essa… Read more »

Last edited 30 dias atrás by Grozelha Vitaminada Milani
Sergio Cintra
Sergio Cintra
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
30 dias atrás

Você deve incluir na vossa informação, que na Ala 9, em Belém – portanto região norte, está instalado o Esquadrão Netuno, o 3o/7o Grupo de Aviação, Unidade de Patrulha Marítima, também com os “Bandeirulhas”.
Abraços

Andrew Martins
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
30 dias atrás

Eu acredito que essa lógica e baseada no grau de importância da aérea patrulhada. Por exemplo, próximo a BASC temos a bacia de Campos, um tráfego maior devido aos portos da região principalmente o de Santos, as instalações da Marinha e a base da esquadra e principalmente o Pré-Sal que se eu não estou enganado foi uma das razões que impulsionou a compra dos P-3.

Grozelha Vitaminada Milani
Grozelha Vitaminada Milani
Reply to  Andrew Martins
30 dias atrás

Andrew, mas precisa de 9 , nove unidades no Rio se Janeiro???? Nem que estivessem 24 horas x 7 dias por semana no ar …

Last edited 30 dias atrás by Grozelha Vitaminada Milani
Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
26 dias atrás

A transferência pra SBSC ocorreu por conta da sede da FORSUB em Itaguaí. Os operadores de sonar da MB vão tripular os P-3. E, os aviões não estão ¨estaqueados¨ em Santa Cruz. Deslocam, constantemente, pra qualquer aeródromo ao longo do litoral. E, a partir deles, executam as missões de esclarecimento. Estamos falando de aviões, não de blindados.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Reply to  Grozelha Vitaminada Milani
30 dias atrás

Grozelha, pela autonomia que o P-3 tem, estão bem posicionados. Além do mais, é o Parque Aeronáutico do Galeão que os mantêm! Em Belém tem um esquadrão de P-95, vigiam a foz do Amazonas.

Grozelha Vitaminada Milani
Grozelha Vitaminada Milani
Reply to  Marcelo Andrade
30 dias atrás

Obrigado. Quando os P-3 vieram, todos ficavam na Bahia. Posteriormente foram todos deslocados para o Rio de Janeiro.

Acredito na grande autonomia dos P-3. Mas estando no Rio e precisa de uma ação em Natal ou Fernando de Noronha vai tempo de vôo, abastecimento e etc. Por isso eu gostaria de uma melhor distribuição. Sejam 3 x 3 x 3, 4 x 3 x 2 …

Last edited 30 dias atrás by Grozelha Vitaminada Milani
Veiga 104
Veiga 104
30 dias atrás

Quem tinha que fazer vigilância marítima com essas aeronaves ou qualquer outra que vier é a MARINHA. Em relação a informação trazida pela matéria; excelente notícia. Eu só não entendo é o motivo de no Brasil a força aérea usurpar essa função da marinha.

Astolfo
Astolfo
Reply to  Veiga 104
30 dias atrás

Usurpar? Cara, se informe antes de falar esse tipo de coisa. A FAB já ofereceu a operação dos P3-AM à MB e a Marinha não quis. Quer que a Força Aérea faça o que? Aliás, se não fosse a FAB, esses P3 nem estariam aqui, porque quem demonstrou interesse e foi atrás destas células foi a força aérea.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Veiga 104
30 dias atrás

Veiga, é uma questão Histórica da época da criação da FAB (1941), quando para se providenciar a criação da mesma, Vargas canetou um decreto lei que dizia que tudo que voa deveria pertencer à recém criada FAB, quando então o Exército e a Marinha passaram seus meios aéreos (inclusive bases, pessoal de solo, etc.) para a recém criada Força Aérea Brasileira. O problema é que ninguém quis mais meter a mão. Ocorreram diversos problemas em relação à isso com Marinha e Exército querendo voltar à ter asas, gerando muito conflito entre as forças. Houve relaxamentos aqui e ali para operação… Read more »

Veiga 104
Veiga 104
Reply to  Leandro Costa
30 dias atrás

Muito obrigado pela informação. Um forte abraço.

Mayuan
Mayuan
Reply to  Veiga 104
30 dias atrás

Convence a MB a receber e operar que acho, só acho, que a FAB entrega e com um sorriso no rosto.

Marcelo Andrade
Marcelo Andrade
Reply to  Veiga 104
30 dias atrás

Veiga, faça a mesma pergunta para a RAF, Canadá, Austrália, etc, onde é a Força Aérea quem faz este trabalho. Também concordo, questão de tradição da SGM e, além do mais , a Marinha não quer.

Cidadão
Cidadão
30 dias atrás

A missão constitucional de Patrulha em nossas águas azuis é da MB mas está nas mãos da FAB…Aeronaves de ataque baseadas em terra que deveriam ser da FAB são da MB. Esta não possuí NAe para ser eficaz naquilo que é razão da sua existência: combate aero-naval-anfíbio em favor dos interesses do Brasil e na proteção do seu comércio e defesa do mar territoria e ZEE.

Mauro S
Mauro S
30 dias atrás

Típico release que tenta transformar limão em limonada. Quanto vai custar este projeto? Essas aeronaves foram totalmente reformadas há apenas 10 anos.

Flanker
Flanker
Reply to  Mauro S
30 dias atrás

As asas não entraram na modernização realizada na CASA, na Espanha. Por que? Talvez por questao de custos. Talvez os tomadores de decisão tenham entendido qur as asas ainda tinham vida util pela frente….e tinham….e agora estão fazendo a reforma das mesmas…..se foi certo ou errado, cada um tire suas conclusões…..

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Mauro S
30 dias atrás

Não houve reforma total até onde eu sei. A parte estrutural foi relativamente pouco tocada, sendo feitos apenas os reparos necessários para se colocá-los em operação após anos no deserto. Os sistemas eletrônicos e sensores, esses sim foram totalmente substituídos.

cwb
cwb
Reply to  Mauro S
30 dias atrás

Eu acho uma notícia excelente,pois mostra a capacidade técnica de nossos profissionais ligados a indústria aeronáutica. Como não sou engenheiro, então o que eu colocar aqui é apenas suposição.Acredito que a missão de patrulha marítima com aeronaves tem o sal marinho como inimigo,(que evapora do mar)e é levado à altitude onde esse avião atua,causando corrosão nas estruturas do aparelho. Os P3 da Nooa, que monitoram furacões são constantemente revisados contra corrosão. Alguém ligado a aviação de patrulha poderia comentar se o tipo de missão do P3M força as longarinas das asas? Tipo descidas bruscas para localizar um submarino ou se… Read more »

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  Mauro S
30 dias atrás

Sua desinformada reclamação é uma tempestade num copo d’água. O que foi feito pela Akaer é a parte estrutural das asas. Não se está refazendo uma atualização como a feita durante a compra das aeronaves.

Um projeto desses custa menos que uma única unidade de um Boeing P-8.

Mayuan
Mayuan
Reply to  Mauro S
30 dias atrás

Totalmente não. Quando foram recebidas, essas aeronaves tinham aproximadamente 60% da vida útil da célula, não fazendo sentido mexer nessa parte, o que, por essa razão. Não foi feito.

Marcelo Mendonça
Marcelo Mendonça
Reply to  Mauro S
30 dias atrás

Essa modernização foi nos sistemas, não estrutura.

Mauro S.
Mauro S.
Reply to  Mauro S
29 dias atrás

Menos, né gente? Este problema nas asas dos P3 brasileiros foi descoberto ainda no processo de modernização, na década passada. Mas como, à época, não haviam recursos para o reparo, empurraram a coisa pra frente. Agora finalmente vão começar a mexer nisso. Então, apesar do release destacar a questão do desafio técnico (o que não deixa de ser interessante), a questão central é que a FAB tem um problemão nas mãos para resolver, fruto de mais uma “surpresa” em um projeto de modernização de material antigo. E segundo o link abaixo, foram adquiridos apenas 3 “kits” de asas. Daí pergunto:… Read more »

Salim
Salim
30 dias atrás

Enquanto forças aéreas capazes mudam para jato ( Boeing P8 ) aqui vão gastar mais uma fortuna para esquentar aeronave em fim vida útil operacional mundo, lembrando que a compra e modernização em 2010 foi caríssima. Estas aeronaves são modelo PrA que foram encostadas por sérios problemas estruturais na década 60. Temos aeronaves mais capazes da Embraer, i nclussive Paquistão mostrando interesse e vamos requentar os p3.

Mayuan
Mayuan
Reply to  Salim
30 dias atrás

Quanto custa um P8? E pra operar o P8? E pra operar o P3? O custo benefício do P8 é melhor? Em quantos %? A FAB tem a verba necessaria para adquirir o P8 e sua logística? Quanto tempo demoraria pra receber depois de encomendando? E o Embraer, em quanto tempo e por quanto ele estaria operacional? Pelas certezas que mostra, deduzo que tenha essas informações pra enriquecer nosso debate.

Salim
Salim
Reply to  Mayuan
30 dias atrás

Agora e remendar P3 , projeto de novo patrulha era para 10 anos atrás. Os próximos serão bandeirulha, mais um remendo. Mundo mudando para avião a jato . Segurança custa caro. O que é claro e que não existe planejamento, embora tenha 74 mil homens FAZ. Ficaria contente se Akaer estivesse reprojetando asa aviao nacional novo.

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Mayuan
30 dias atrás

Se você quer operar os melhores equipamentos,tem que gastar mais. Se não têm verba,que corram atrás,batam a portas dos parlamentares e ministros e/ou cortem na própria carne diminuindo o pessoal. Agora ficar com esse mimimi de “ah,a gente queria mas não temos orçamento para isso” nunca ajudou e nunca ajudará em nada.É exatamente por causa desse tipo de mentalidade que as nossas forças armadas estão sucateadas.

Mayuan
Mayuan
Reply to  Allan Lemos
29 dias atrás

E quem disse que eles querem o P8? Onde foi que apareceu que os P3 não cumprem a missão que cabe a eles? Vejo a FAB fazendo com responsabilidade o melhor que pode com o que tem. Quem dera a MB e principalmente o Congresso fizesse o mesmo.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  Salim
30 dias atrás

Caríssima? Tudo, 9 aeronaves mais modernização, custou o equivalente a um único Boeing P-8. Foi uma barganha e tanto.

A FAB não está nem aí para a vontade de vocês de sair se gabando em foruns da vida, por estar operando tudo no estado da arte. Se opera o que o dinheiro dá.

Quer mudar isso, comece a votar em político que apoia a defesa nacional. Vir aqui reclamar de dor de barriga não resolve nada.

Salim
Salim
Reply to  Clésio Luiz
30 dias atrás

O Brasil tem orçamento em defesa entre os 10 maiores mundo usd. Fab 74 mil homens, força aerea Israel 25 mil e eles gastam menos em defesa que nos em usd. Defesa custa caro, mais caro e aceitar estas gambiarras milionárias por falta planejamento e o conformismo de alguns em comemorar remendo de avião fabricado em 1960. Pagaremos caro este conformismo , em vidas e perda de bens caso ocorra algo.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  Salim
30 dias atrás

É sério que esta comparando o Brasil com um país minúsculo, que recebe gratuitamente bilhões de dólares em ajuda anualmente? E ainda está cercado de inimigos declarados querendo a sua extinção?

Lidar com verbas prometidas mas cortadas de última hora não acontece em Israel.

Salim
Salim
Reply to  Clésio Luiz
29 dias atrás

Israel gasta cerca uso 20 bi ano, ajuda americana e uso 10 bi para dez anos. Cade os meios para manter 74 mil homens. 20 f5 operacionais e uma duzia amx. So se salva ST e agora o kc390.

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Clésio Luiz
30 dias atrás

9 aeronaves mais modernização, custou o equivalente a um único Boeing P-8. Foi uma barganha e tanto. E desde quando quantidade>qualidade?Desde quando o fator econômico é o único que os militares devem levar em consideração antes de decidir o que comprar?Se é assim,vamos cancelar a compra dos Gripens,e com o dinheiro a gente pede aos britânicos que construam uns 400 Spitfire. As forças armadas brasileiras têm um papel constitucional a cumprir,achar que ele pode ser cumprido através da operação de equipamentos defasados,tecnologias da época do Cabral e gambiarras aqui e ali é de uma ignorância imensa.A questão não é se… Read more »

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  Allan Lemos
30 dias atrás

Tivesse você no lugar dos militares, aprenderia rapidamente duas coisas:

  • Querer o melhor não é o mesmo que poder comprar;
  • Escrever prestando atenção na pontuação.
Salim
Salim
Reply to  Clésio Luiz
30 dias atrás

Querer e ridículo . O certo e trabalhar e planejar futuro, com orçamento entre os 10 maiores do mundo em usd e incompetência mesmo.
Se você está preocupado com pontuação recomendo que vc frequente blogs de filosofia ou literatura.rsssss

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Clésio Luiz
30 dias atrás

Querer o melhor não é o mesmo que poder comprar

Conta outra,essa já está velha.Como o colega Salim já mencionou,temos um dos maiores orçamentos do mundo. Basta haver planejamento,corte de pessoal e um bom e velho lobby no Congresso.Se não estão dispostos a isso,então são coniventes com o descaso dos políticos.Infelizmente,alguns “entendidos” adoram passar pano para os militares.

Escrever prestando atenção na pontuação

Sério?Hahaha…acho que quem está precisando aprender mais sobre as regrinhas gramaticais é você,amigo.Fica a dica.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Allan Lemos
30 dias atrás

Então. Beleza Allan. Vamos dizer que de HOJE em diante vamos ter um planejamento decente, com bastante anuência política e econômica tanto do legislativo quanto do executivo. Quanto tempo vai levar para enxugar toda a máquina para que se possa aumentar o nível de investimentos para as FFAA? Até lá os P-3 simplesmente param de voar e qual seria sua sugestão para preencher essa lacuna? Da maneira como está eles cumprem o papel muito bem, e ainda por cima capacitam uma empresa nacional à efetuar tarefas que anteriormente não eram possíveis de fazer no Brasil, fazendo com que os P-3,… Read more »

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Leandro Costa
30 dias atrás

Como eu afirmei no meu comentário anterior,há outras formas de tentar resolver a situação,a começar pelo lobby no Congresso. O que custaria aos oficiais,baterem à porta de cada um dos parlamentares para explicar-lhes a situação? Será que só agora eles perceberam que precisariam renovar a aviação de patrulha ou será que os P3 ficaram velhos de um dia para o outro? Então,colega,não me venha com essa de ficar passando pano para a morosidade e a falta de planejamento dos militares. Eles também são coniventes com a situação,a menos que você ache que ficar sentado em seus escritórios esperando as verbas… Read more »

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Allan Lemos
30 dias atrás

E como você sabe que eles não batem na porta dos parlamentares e não explicam essas coisas ao parlamento, comissões de Defesa, etc.? Por que não vai mais longe e inclui o fato de que o próprio povo não se interessa pelo assunto, caso contrário haveria maior chances desses políticos mesmos prestarem atenção ao tema. Não estou aqui para passar a mão na cabeça dos comandos militares, mas criticar uma boa decisão (a de se reformar por baixo custo equipamento que já temos e funciona bem via capacitação de empresa nacional), devido à achismo de falta de planejamento acerca da… Read more »

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Salim
30 dias atrás

As forças armadas brasileiras não têm noção nenhuma de planejamento.Acham que modernizar o que tem décadas de defasagem resolve tudo.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  Allan Lemos
30 dias atrás

E com qual dinheiro vão comprar tudo do bom e do melhor? Você acredita mesmo que é só chegar lá em Brasília e sair com o cheque na mão? Cada um que aparece…

Salim
Salim
Reply to  Clésio Luiz
30 dias atrás

Brasil está entre os 10 maiores orçamentos defesa mundo. Aceitar a falta de planejamento e sucateamento meios/ falta do basico fora Cabidao empregos e deserviço a Brasil e brasileiros.

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Clésio Luiz
30 dias atrás

Se você acha que o problema é a falta de dinheiro,então você é ingênuo,para dizer o mínimo. Informe-se sobre qual a posição do Brasil no ranking de maiores orçamentos militares. Se você souber ler e tiver um nível aceitável de interpretação de textos,o que eu duvido,acredito que acabará percebendo que não nos falta dinheiro. Mas se ele é investido de maneira errada,a culpa já não é apenas dos políticos,como os passadores de pano gostam de afirmar que é.

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Clésio Luiz
30 dias atrás

Significado de Lobbysubstantivo masculino Grupo organizado que busca influenciar as decisões de outras pessoas, especialmente o voto de parlamentares; rede de influência política: lobby político.

lobby |lóbi|
(palavra inglesa)
substantivo masculino
1. Pressão, exercida geralmente por um grupo organizado, para atingir determinados .objetivos ou para defender determinados interesses.
2. Grupo que exerce essa pressão.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Allan Lemos
26 dias atrás

Você deve ser gerente de projeto de construção naval, já que sabe tanto de planejamento. Qual multinacional você gerencia?

SmokingSnake 🐍
SmokingSnake 🐍
30 dias atrás

Mais um absurdo, P-3 era para ser da marinha. Nos EUA é a marinha que opera os P-3 e P-8
comment image

Last edited 30 dias atrás by SmokingSnake 🐍
Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  SmokingSnake 🐍
29 dias atrás

Espera-se que daqui a pouco tempo, isso se torne realidade… Daí porque o Esquadrão foi parar no RJ e não mais na BA (apesar que, do ponto de vista geográfico), em Salvador a distribuição espacial para atual das aeronaves era melhor (distância equivalente para atuar de Norte a Sul do litoral brasileiro).

Jef2019
Jef2019
30 dias atrás

Olha fiquei admirado com o processo de revitalização pois menciona até substituição de longarinas!! Isso mexe na parte estrutural da aeronave e trata-se de uma atividade bem complexa…também é de se aplaudir o fato destes aviões estarem aptos ao lancamento de um otimo pacote se armas, que incluem o missil harpoon e torpetos MK 46…nao tenho iseia de quanto essa mosernizacao custou, adicionando tb o custo da 1 modernização qdo do recebimento inicial delas mais creio que foi verificado que compensava operar estas aeronaves ao invez de adquirir novos vetores, levando em conta econonia de combustivel, custo operacional, manutenção, hora… Read more »

RCJ
RCJ
30 dias atrás

Matéria que acoberta os vários erros da FAB no projeto P-3AM.

Wagner
Wagner
Reply to  RCJ
30 dias atrás

Quais erros?

Fernando
Fernando
Reply to  RCJ
30 dias atrás

Mais um analista de teclado…

Salim
Salim
Reply to  Fernando
30 dias atrás

Comprar Avião da década 60, encostado por falhas estruturais graves e agora que não planejou nada gastar mais dinheiro pra consertar. Brasil tem o terceiro maior fabricante aviões mundo, teríamos plataforma opcional mais em conta que P8 da Boeing se tivemos planejamento e visão futuro e de mercado, gerariamos empregos, tecnologia, divisas, etc… se gabar de consertar avião década 60 sendo que todos evoluíram pra jato. Me desculpem e muito conformismo. Analista teclado atualmente tem mais visão que planejadores de nossas forças defesa.

Luiz Antonio
Luiz Antonio
Reply to  Salim
30 dias atrás

É amigo, analista de teclado se surpreende quando compram aviões supostamente “modernizados” e 10 anos depois trocam ou reformam as asas enquanto os “experts” acham o maximo. Impressionante.

Fernando
Fernando
Reply to  Luiz Antonio
30 dias atrás

Salim é analista de teclado. Fora da realidade. COmpara coisas que não entende e simplifica análises como se fosse uma criança.

Não que não existam oportunidades de melhoria, espaço para críticas e etc.

Mas vamos comentar com mais maturidade né Salim!!!

Salim
Salim
Reply to  Fernando
29 dias atrás

Aceitar P3 da década de 60 requentado, com 9 unidades para patrulhar Amazônia azul com décimo maior orçamento usd mundo. Prefiro ser analista teclado do que lambe botas. Infantil e não planejar e colocar força aerea 74 mil homens sem meios. Sem falar em mísseis antiquados e abaixo da realidade atual alcance e capacidade.FAB tem que melhorar, não é falta dinheiro.

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
Reply to  Salim
25 dias atrás

P-3 BR lança Harpoon, antiquado ? Pesquise sobre a suíte dessa ANV.

Mayuan
Mayuan
Reply to  Luiz Antonio
29 dias atrás

Os aviões foram modernizados quando comprados mas essa parte estrutural não precisava ser mexida na época já que tinham gasto só 40% das horas da vida útil dela. Agora chegou o momento de mexer nisso e a FAB foi lá e fez. Vamos pesquisar antes de tacar pedra.

Luiz Antonio
Luiz Antonio
Reply to  Mayuan
29 dias atrás

Alguem não analisou com cuidados na ocasião da compra. Foram apenas 10 anos de uso de um equipamento tido como modernizado. Todos sabemos que a idade da célula é relativa, pois se os elementos estruturais estiverem preservados, a aeronave voa por muitos anos (vide B-52 que voaram e muito e continuam voando).No Brasil sempre aparece um “se”. “… mas essa parte estrutural não precisava ser mexida na época já que tinham gasto só 40% das horas da vida útil dela….”. Horas voadas sob quais condições? Uma aeronave pode sofrer danos estruturais um dos protótipos do KC-390) Faça você suas pesquisas,… Read more »

Last edited 29 dias atrás by Luiz Antonio
FABIO MAX MARSCHNER MAYER
FABIO MAX MARSCHNER MAYER
Reply to  RCJ
30 dias atrás

Com todo respeito: uma aeronave produzida na década de 50 ou 60, modernizada e entregue em 2010, que depois disto voou 10 anos nas condições pesadas do mar, com a corrosão natural do vôo sobre o mar?

Estas aeronaves são um portento, se a modernização de suas longarinas só está ocorrendo agora!

Vão aguentar mais 10 anos e talvez, até uma terceira modernização!

Não teve erro nenhum no projeto, o que teve foi uma visão pragmática dentro dos recursos existentes.

Gamayun
Gamayun
Reply to  FABIO MAX MARSCHNER MAYER
24 dias atrás

A aeronave não voou 10 anos. o FAB 7201 por exemplo chegou em 2011 e em 2017 já estava desativado para remoção de peças. outros já estão parados há anos.

Wagner
Wagner
30 dias atrás

O loco, meu! Parabéns Akaer!

Paulo Sollo
30 dias atrás

Fonte: Akaer
Enquanto isto já tem país que decidiu usar E-Jet para esta tarefa, e todos os operadores de P-3 que tem grana para investir estão preferindo trocá-lo por jatos.
Será que são estúpidos por descartarem turboélices, que são mais baratos de operar em baixa altitude, ou existem outras implicações operacionais que fazem com que a escolha por jatos seja prioritária por todos que podem pagar?
Beleza, o recheio ficou ótimo, dá pra modernizar até DC-3 com sistemas modernos, mas a plataforma, independente do overhaul, é obsoleta para os padrões atuais.
Ops, mas a nível de A.L. está bom…

Luiz Antonio
Luiz Antonio
Reply to  Paulo Sollo
30 dias atrás

Não perca o próximo capítulo: compra de 707 modernizado para REVO. Não vejo a hora.

Sergio Cintra
Sergio Cintra
Reply to  Paulo Sollo
30 dias atrás

Persuader vc ouviu falar. Bem é uma aeronave de Patrulha Marítima, turbohelice (2) adotada não a muito, pela Guarda costeira americana – entre outros – que são originados ( EADS – Casa espanhola – Airbus ) em projeto, cujas suites eletrônicas são as mesmas do nosso P-3, portanto bem “fresquinhas”. Ocorre que além da vigilância marítima, existe também a função exercida, e de nossa responsabilidade no Atlântico Sul em sua maioria, SAR, na qual uma aeronave turboélice se presta melhor. A velocidade é muito mais propícia para executar os “circuitos padrões” de procura. Vez ou outra vê-se até os “Gordos”… Read more »

Luiz Antonio
Luiz Antonio
Reply to  Sergio Cintra
30 dias atrás

Caro Sergio É inegável a eficácia do P3. Essa aeronave dispensa comentários. A grande questão é que a FAB deveria ter adquirido as unidades “com asas”. Acho um absurdo uma reforma desse nível no componente que é a razão da aeronave operar. É a mesma coisa que equipar um Opala com varios sistemas eletrônicos de gerenciamento e o carro ficar parado porque rachou o painel corta-fogo. Alguem não analisou direito na ocasião da compra. Foram apenas 10 anos de uso de um equipamento tido como modernizado. Todos sabemos que a idade da celula é relativa, pois se os elementos estruturais… Read more »

Fabio Araujo
Fabio Araujo
30 dias atrás

Como a aquisição de equipamentos militares não são feitos de uma hora para outra acho que já é hora de começar a pensar na substituição dos P-3, se começar o processo agora ainda vamos levar alguns anos para fechar o negócio e mais alguns anos para receber as primeiras unidades!

M65
M65
30 dias atrás

Quando o P-3 for para a reserva encontrará no MUSAL o seu “irmão” civil o Electra da Ponte Aérea Rio SP.

Salim
Salim
Reply to  M65
30 dias atrás

Não dá ideia, daqui a pouco vai ter cara querendo dar serviço Akaer e modernizar os e letra e usar para transporte tropa rssssss

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  M65
30 dias atrás

Tem muitos Electra voando no Canadá ainda. Fazem serviços de passageiros e carga para as regiões remotas. Muitos deles são ex-VARIG.

Siarom
Siarom
30 dias atrás

Não sou engenheiro então desculpem minha ignorância mas se a Akaer será expert nessas asas não seria possível produzi-las e transformar o E175 num turbo hélice substituto do P3 Orion?

Fernando
Fernando
Reply to  Siarom
30 dias atrás

Putz…. pelo que se vê realmente não é engenheiro mesmo.

Alterações, modificações em aeronaves são coisas bem complexas, sem espaço para gambiarras.

Luiz Antonio
Luiz Antonio
Reply to  Fernando
30 dias atrás

Caro Fernando
Voce poderia ter suprimido o primeiro paragrafo da resposta ao colega. Ele se desculpou e admitiu não ser engenheiro. De repente ele pode ser um especialista em outra área. O debate é aberto e não exclusivo para engenheiros ou especialistas.
Como leigo no assunto como ele admitiu, a pergunta dele foi pertinente e natural.
Abraços

Last edited 30 dias atrás by Luiz Antonio
Siarom
Siarom
Reply to  Fernando
26 dias atrás

Podem ser complexas e caras mas são impossíveis de se fazer? Eu não falei em gambiarras.

Nilton L Junior
Nilton L Junior
30 dias atrás

Acho que os dados falam por si só, a realidade orçamentária se sobrepõem ao ideal – http://www.portaltransparencia.gov.br/funcoes/05-defesa-nacional?ano=2020

Luiz Antonio
Luiz Antonio
Reply to  Nilton L Junior
30 dias atrás

Caro Nilton
Esses dados deveriam estar pregados nas 4 paredes de cada cômodo de repartição pública, seja municipal, estadual ou federal. O mesmo se aplica, obviamente e redundantemente aos edifícios de todos os executivos, de todos os legislativos e de todos do judiciário. Quem sabe, com o tempo alguém sentiria vergonha na cara e trabalhasse, também para mudar esse absurdo.

Luiz Floriano Alves
Reply to  Nilton L Junior
30 dias atrás

Esse processo deve ser estendido para a frota de C-130 Hercules. Mais propensos a fadiga do que os Electras. Quando estudante estagiei nas oficinas da VARIG. Fazíamos estre processo de revitalização estrutural, com troca de componentes. É um reparo vital para manter aviões no ar.

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Luiz Floriano Alves
26 dias atrás

C-130 vai ser substituído pelos KC-390, bem superior.

ADRIANO MADUREIRA
ADRIANO MADUREIRA
30 dias atrás

Pergunta:

Poderia-se possível dar ao P-3 Orion um novo layout de asas, mais moderno do que o desenho atual?

Se sim, um desenho moderno poderia dar algum ganho em performance?

Entusiasta Militar
Entusiasta Militar
30 dias atrás

Estranho, na época da compra, muito se falou que viriam 16 aviões ao todo, depois esse numero caiu para 12, agora só 09 modernizadas ?

Melhor eu para de contar senão vai acabar desaparecendo mais uns 3 ou 4..

Sergio Cintra
Sergio Cintra
Reply to  Entusiasta Militar
29 dias atrás

Foram adquiridas 12 unidades no total, sendo que 3 ( vieram voando para o PAMA- GL) seriam utilizadas para reposição de peças – incluindo então 3 pares de asas, certo pessoal – e as 9 restantes sofreram manutenção, reposição estrutural do corpo principal das células para acomodar as novas suítes, eletrônicos ( flir, por exemplo) e suas novas funções. As asas ficaram para depois pois haviam meios de reposição. Simples assim!
Agora, com as novas asas e o domínio das manutenções pelo PAMA, teremos uma aeronave com disponibilidade por um bom tempo.

OSEIAS
OSEIAS
30 dias atrás

Já já a Akaer estará fabricando drones de maior porte e na sequencia, outras aeronaves, abre o Olho Embraer. kkkkkkk

Carlos Campos
Carlos Campos
30 dias atrás

Engenharia de Produção em Excelênica no Gerenciamento desse Projeto, parabéns à Akaer,

nonato
nonato
29 dias atrás

” Para isso, a Akaer fará a substituição de diversos elementos primários da asa tais como revestimentos superiores, longarinas dianteiras e traseiras, painéis superiores e inferiores dos caixões centrais asa/fuselagem, entre outras ações.” Por que não trocar logo as asas que devem ter uns 30 anos de uso? Troca painéis, troca longarinas, caixões. O que falta para trocar? Qual a dificuldade de uma empresa que fabrica a fuselagem do gripen, asas, fabricar as asas de um avião projetado há 60 anos? Modernidade não há. Uma aeronave projetada por volta de 1960… Por que não trocar as asas? Material composto não… Read more »

Foxtrot
Foxtrot
29 dias atrás

Corrigindo Grupo SAAB, pois a Akaer foi adquirida 100% pela SAAB. E por fim, acho que a FAB/MB já deveria estar em conversas com a Embraer para reativação do projeto P-95 (patrulha naval baseado no EMB-195 que foi adquirido pelo México). Porém atualizando a plataforma por outra maior como o ERJ-190 ou outra plataforma civil de maior dimensão da empresa. E lógico que seus sistemas de EW embarcados! Mas está aí uma prova de quando o projeto de máquina é bom ele vence o tempo. Esse Electra era tão bom que até hoje é utilizado por vários países como plataforma,… Read more »

Wellington Góes
Wellington Góes
Reply to  Foxtrot
29 dias atrás

Sendo verdade, então deixou de ser EED… Só não entendo (quer dizer, entendo sim, mas não é nada republicano) do porquê há uma espécie de incentivo interno nas forças armadas (em especial pelo Aeroclube), para que aquisições de empresas importantes no desenvolvimento tecnológico-militar, sejam feitas por empresas concorrentes estrangeiras. Complexo de vira-latas dos infernos….
Uma correção… É P-190 e não P-95.
Até mais!!! 😉

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Wellington Góes
29 dias atrás

É verdade sim caro Wellington, li isso pouco tempo atrás.
E escreveram como se fosse a melhor coisa do mundo para o Brasil.
Mas a AEL, ARES e muitas outras já não são nacionais há anos e continuam como EED, recebendo todos os incentivos que essa categoria tem.
Ou seja, estão usando o seu, meu dinheiro para encher os cofres da gringalhada que vieram aqui com uma maleta de “pedrinhas coloridas” trocar por ouro e Prata kkkk.
Brasil e sua política as avessas !

Foxtrot
Foxtrot
Reply to  Wellington Góes
29 dias atrás

PS: Obrigado pela correção !

Frederick
Frederick
Reply to  Wellington Góes
27 dias atrás

A participação da Saab na Akaer é de 40%.

Jamais houve aquisição da empresa joseense.