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Japão vai adquirir mísseis de longo alcance para o F-35 até 2022

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F-35A da Força Aérea de Autodefesa do Japão
F-35A da Força Aérea de Autodefesa do Japão

O Ministério da Defesa do Japão planeja adquirir até março de 2022 mísseis standoff com um alcance de cerca de 500 quilômetros que podem atacar alvos de fora do alcance dos mísseis inimigos, de acordo com fontes.

A aquisição está em linha com o programa de construção de defesa de médio prazo para o ano fiscal de 2019-2023.

Os novos mísseis standoff, que devem ter o maior alcance entre todos os sistemas atuais das Forças de Autodefesa do Japão, serão montados em caças stealth de ponta F-35, disseram as fontes.

Desde que desistiu de seu plano de implantar baterias de mísseis interceptores Aegis Ashore baseados em terra no início deste ano, o governo japonês manteve discussões ativas sobre possíveis meios de dissuasão para prevenir ataques com mísseis balísticos, incluindo a aquisição da capacidade de atacar bases inimigas.

De acordo com o ministério e outras fontes, o Japão planeja adquirir os mísseis antisuperfície e antinavio JSM da Noruega. O desenvolvimento foi concluído, com entrega prevista para meados de março de 2022.

FONTE: Japan Times

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Fabio Araujo
Fabio Araujo
1 mês atrás

O Japão tem dois vizinhos brigões e tem que estar preparado!

Filipe Prestes
Filipe Prestes
1 mês atrás

“O Ministério da Defesa do Japão planeja adquirir até março de 2022 mísseis standoff com um alcance de cerca de 500 quilômetros que podem atacar alvos de fora do alcance dos mísseis inimigos(…)” “De acordo com o ministério e outras fontes, o Japão planeja adquirir os mísseis antisuperfície e antinavio JSM da Noruega. O desenvolvimento foi concluído, com entrega prevista para meados de março de 2022”. Uai e o MTCR que teoricamente proíbe a exportação desses mísseis com alcances superiores á 300km? Pro Japão e Noruega não vale? O Japão inclusive foi um dos signatários de primeira hora no âmbito… Read more »

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  Filipe Prestes
1 mês atrás

Boa pergunta. Más tem que ver o que diz a lei ao pé da letra.
Se e limitado o alcance só para venda de prateleira e para fabricação local com repasse de técnologia não se aplica.
Se e limitado para toda e qualquer tipo de venda más não válido para desenvolvimento e uso próprio.
E lembrando que nem todos os países fazem parte desse tratado e que os que fazem podem sair dele se tiverem como aguentar as sanções.

Luís Henrique
Luís Henrique
Reply to  Cristiano de Aquino Campos
1 mês atrás

A ogiva tem que ter 500 kg ou Mais. O Tomahawk possui mais de 1.500 km de alcance e já foi vendido para o Reino Unido. Coincidência que a ogiva pesa 450 kg?

O Storm Shadow foi vendido para 9 países ogiva de 450 kg.
O KEPD 350 para 3 países, ogiva de 481 kg.

MestreD'Avis
MestreD'Avis
Reply to  Filipe Prestes
1 mês atrás

O MTCR proibe ou “desaconselha” a exportação de misseis para países fora desse acordo. O Japão e a Noruega saõ ambos parte do “clube” logo não infrigem qualquer norma. Além disso, o MTCR não preve quaisquer sanções para paises que não o cumpram. Se o Brasil quiser vender misseis de cruzeiro a Portugal, sendo ambos parte do tratado, não há qualquer problema. Se qusier vender á Libia… O assunto será diferente.
Acho que é isto que consta no acordo

Filipe Prestes
Filipe Prestes
Reply to  MestreD'Avis
1 mês atrás

Caso seja de fato isto que consta no acordo este tratado tem por objetivo apenas cooptar países para que comprem apenas de uma determinada procedência e visa manter a dominância dos grandes players no mercado internacional de armas. Gostaria de saber qual a grande vantagem para nós estarmos atrelados á este compromisso.

Teropode
Reply to  Filipe Prestes
1 mês atrás

Ficamos em uma boa posição para sermos caso necessário árbitros em alguma peleja , uma coisa é vc ser um cara bonzim e fraco ,outra é vc ser boa praça e ter a capacidade de criar grandes dentes . O VLS tá fazendo falta .

Pablo Maroka
Pablo Maroka
1 mês atrás

Venha passaro dodo, venha ser feliz no japão!

Teropode
1 mês atrás

Interessante , ao decidir não adquirir o sistema Aegis o Japão provavelmente levou em consideração a provável tática de saturação por parte do inimigo , oque certamente lhes custariam muita grana para neutralizar e dependendo dos recursos do inimigo , ficar na defensiva apenas é desperdiçar recursos, optando pela ação direta na região de lançamento dos balísticos eles deixam o agressor com menos audácia, certamente possuem um sistema de spy e vigilância competentes para observar os lançamentos e assim retalhar a área .

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Teropode
1 mês atrás

O os radares SPY1 nas fragatgas conseguem localizar de onde está vindo o ataque mísseis balísticos, para defesa do Território o Japão já tem Patriot e THAAD se não me engano, nada impede que o Japão coloque o mísseis SM3 nas fragatas, e aumente a capacidade de seu escudo antimísseis, de resto a compra de misseis de cruzeiro, só deixa as forças de de “defesa” mais forte.

nonato
nonato
1 mês atrás

Isso é burrice. Deixar de ter mísseis de defesa… Achando que esses mísseis com meros 500 km de alcance vsi impedir ataques com mísseis balísticos. Na minha opinião, míssil balístico é a arma mais poderosa que existe. Tem alta velocidade, chegar muito rápido no alvo e pode ter alcance bastante longo. Um bom exemplo foi o ataque iraniano à base americana. Já falei antes. Se um dia os Estados Unidos quiserem atacar a Coreia do Norte, a estratégia é começar usando uns 200 mísseis balísticos contra os principais alvos. Se usarem mísseis de cruzeiro, é impossível sincronizar todos e daria… Read more »

Victor Filipe
Victor Filipe
Reply to  nonato
1 mês atrás

Eles não são feitos para atingir misseis balísticos Nonato, são feitos para atacar navios ou alvos em terra. a matéria pode ter dado a entender uma coisa, mas na real os misseis tem um proposito bem especifico.

nonato
nonato
Reply to  Victor Filipe
1 mês atrás

A reportagem é clara.
Trocaram defesas de mísseis aegis por mísseis de cruzeiro de “longo” alcance.
Em parte, pensando poder atacar os lançadores dos mísseis balísticos.
Na minha opinião, defesa antimíssil balístico é algo sem igual.
Poderiam adicionar esses mísseis da matéria, para complementar, não substituir.
Não entendi porque não trocaram a localização das bases de Aegis.
A população reclama demais.
Depois não achem ruim os chineses atacando…
Ninguém quer colaborar com a defesa…

nonato
nonato
Reply to  Victor Filipe
1 mês atrás

Desde que desistiu de seu plano de implantar baterias de mísseis interceptores Aegis Ashore baseados em terra no início deste ano, o governo japonês manteve discussões ativas sobre possíveis meios de dissuasão para prevenir ataques com mísseis balísticos, incluindo a aquisição da capacidade de atacar bases inimigas.