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Teste de túnel de vento do caça Tempest mostra detalhes do projeto

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A BAE Systems revelou imagens da futura aeronave de combate Tempest do Reino Unido sendo submetida a testes de túnel de vento em sua unidade de Warton em Lancashire no início deste ano.

“Usando as mais recentes tecnologias de gêmeos digitais, as formas conceituais da aeronave foram virtualmente projetadas e testadas”, diz a BAE, com essa atividade apoiada por trabalho de dinâmica de fluidos computacional. Os pilotos de teste da empresa usaram um simulador para “voar” a aeronave de próxima geração, acrescenta.

Posteriormente, os modelos em escala foram produzidos por meio de impressão 3D e avaliados no túnel de vento, em velocidades representativas superiores a Mach 2.

Imagens originadas da BAE mostram alguns dos principais recursos de design da plataforma Tempest. Isso inclui uma seção da fuselagem traseira ligeiramente elevada, para acomodar dutos em forma de S atrás de suas entradas dos motores, para reduzir a seção transversal do radar frontal. Exaustores protegidos reduzirão a detecção térmica por baixo do jato.

A localização da chamada “baia de carga flexível” da aeronave também é visível na parte inferior da fuselagem. A BAE trabalhou com Harris Release Systems e MBDA neste recurso interno de transporte de armas.

“Os dados desses testes agora estão sendo usados ​​para refinar e moldar o projeto final da próxima aeronave de combate do Reino Unido”, diz BAE. Também ajudará a informar um esboço da proposta de business case a ser submetida ao Ministério da Defesa do país no final deste ano.

A BAE identifica as características de gerenciamento de baterias e energia da plataforma Tempest como a chave para apoiar o uso de tecnologias futuras, como armas de energia direcionada a laser. “Há um grande requisito para dissipar o calor”, observa a empresa, descrevendo os requisitos de energia a bordo como “comparáveis ​​a um Boeing 787”.

Sendo perseguido pela BAE e seus parceiros Team Tempest Leonardo UK, MBDA UK e Rolls-Royce, o futuro sistema de combate aéreo deve entrar em serviço em 2035. Seu desenvolvimento foi recentemente fortalecido por um acordo para envolver também as indústrias de defesa das nações parceiras Itália e Suécia.

FONTE: FlightGlobal

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EdcarlosPrudente
EdcarlosPrudente
2 meses atrás

Olha, de alguma forma seria interessante para o Brasil entrar nessa parceria, pois em algum momento nossa Força Aérea vai ser obrigada a operar aeronaves furtivas se quiser manter alguma capacidade de persuasão e defesa.

Saudações!

OSEIAS
OSEIAS
Reply to  EdcarlosPrudente
2 meses atrás

Olá Edcarlos, o mínimo que essa aeronave será é furtiva, ali terá muito mais coisas pois será uma 6G. Abraço.

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  EdcarlosPrudente
2 meses atrás

Não sonhe com isso.Primeiro porque não há dinheiro disponível.Segundo porque não se sabe se o Reino Unido aceitaria um país como o Brasil no projeto(não é membro da OTAN e não é completamente alinhado com os interesses do RU/USA).E por fim,os oficiais e políticos brasileiros são completamente avessos ao planejamento estratégico e o próprio FX-2 é um exemplo disso,a escolha demorou tanto para ser feita que os Mirage escolhidos como tapa-buraco precisaram ser aposentados e até hoje nenhum Gripen foi entregue à FAB.O Brasil só vai adquirir caças de 5º geração daqui a uns 40 anos,e de 6º daqui a… Read more »

Francisco Vieira
Francisco Vieira
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

Creio que mais importante seria o país sair da imposição de misseis com alcance máximo de 300km.

Allan Lemos
Allan Lemos
Reply to  Francisco Vieira
2 meses atrás

O acordo ao qual você está se referindo não proíbe o Brasil de desenvolver e operar mísseis com alcance superior aos 300km,apenas impede que o país os venda.Então se o Brasil quiser aumentar o alcance dos MTC 300 para uso próprio,ele pode fazer isso,mas se alguma outra nação quiser comprá-lo,o Brasil só poderá vender a versão de 300km.

rui mendes
rui mendes
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

E mesmo isso, (vender) pode, fazendo como a França fez com a Grécia, na venda dos mísseis de cruzeiro para os Mirage 2000-5, os mísseis scalp-naval ou storm-shadow, que em uma recente reportagem da revista Air forces montly, os repórteres diziam a um comandante da FAG, que eles podiam ficar na segurança de disparar a 300km de distância, os mísseis de cruzeiro comprados da França, ao que ele sorriu e disse, isso dos 300km, é por causa do tratado, e oficialmente ficamos na segurança dos 300km, mas na realidade, ficamos praticamente no dobro, ou seja perto dos 600km.

Fabio Lemes
Fabio Lemes
Reply to  Allan Lemos
2 meses atrás

Perfeito.

JuggerBR
JuggerBR
2 meses atrás

Nunca tinha ouvido falar de ‘gêmeos digitais’, nesse link explica um pouco mais:
https://www.mjvinnovation.com/pt-br/blog/gemeos-digitais/

OSEIAS
OSEIAS
2 meses atrás

Escrevi em outro blog, tomara que os suecos e italianos falem bem dos brasileiros como parceiros e que por algum milagre politico e econômico, nós participemos desse projeto, até de forma pequena. Esse tipo de aeronave não seria para nossos vizinhos, mas em 2035, quais serão os desafios do mundo? Quem será nosso inimigo além mar? Seria melhor está preparado. Mas como disse, “milagre”.

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
Reply to  OSEIAS
2 meses atrás

2.

Marcos10
Marcos10
Reply to  OSEIAS
2 meses atrás

Os suecos com certeza vão falar bem, já que tudo está sendo financiado lá fora, desse modo não há falta de verba.
Os franceses também vão falar bem, de um jeito ou de outro, já que as multas contratuais são gigantescas.
A Embraer não fala bem, com certeza, já que a empresa teve de financiar parte do desenvolvimento do KC390 sozinha,

OSEIAS
OSEIAS
Reply to  Marcos10
2 meses atrás

Nesse caso seria apenas os suecos e italianos, pois somente eles participam do projeto junto aos ingleses. Abraço

nonato
nonato
Reply to  Marcos10
2 meses atrás

Muitos países têm cortes de orçamento. Inclusive a Inglaterra.

pedro freire
pedro freire
Reply to  OSEIAS
2 meses atrás

“Está” preparado, não. Estar preparado seria melhor,porém, inútil e não necessário, a não ser que algum vizinho torne-se hostil e bem armado a ponto de nos infringir danos.

Ricardo
Ricardo
Reply to  pedro freire
2 meses atrás

“infringir” não. Infligir danos.

OSEIAS
OSEIAS
Reply to  pedro freire
2 meses atrás

Então professor Pasquale, há erros de ortografia, concordância e até mesmo o de corretor. Não queria aparecer como o “Bomzão” da língua portuguesa porque até você erra como o colega acima observou. Vamos ficar no campo da ideia militar da coisa, aqui não é cursinho de vestibular e não solicitei ajuda gramatical. Atenha ao que se destina esse espaço.

E que país da AL vai ter grana nesse período para se arma mais que nós? Venezuela quebrada? Argentina quebrada? Quando a ameaça chegar será de outro continente.

AMSS
AMSS
Reply to  OSEIAS
2 meses atrás

“bonzão” é o correto. 😉

OSEIAS
OSEIAS
Reply to  AMSS
2 meses atrás

Escrevi assim com a letra M entre aspas para fazer mais graça ainda. Abraço. Sarcasmo.

Filipe Prestes
Filipe Prestes
2 meses atrás

Entre o Tempest e o FCAS, eu apostaria no Tempest. E como disse um colega forista mais acima, tomara que a Itália e Suécia falem bem do Brasil, sobretudo da atuação da Embraer nos programas AMX e agora no Gripen. Tomara que essa experiência no CV da brasileira nos sirva para que o país seja aceito como possível parceiro no programa.

Marcos10
Marcos10
Reply to  Filipe Prestes
2 meses atrás

Os franceses já disseram que o FCAS vai custar muito, mais muito caro mesmo, de verdade, um absurdo de caro, dinheiro que não acaba mais, talvez chegue perto do F35, talvez mais, talvez um pouco menos.
Resta saber se esse dai vai sair caro também.

Tomcat
Tomcat
Reply to  Marcos10
2 meses atrás

Marcos10, loucura é fazer as mesmas coisas esperando resultados diferentes. A Europa não se entendeu e saiu Rafale e Eurofighters que nem seus construtores mal con$eguem operar e agora irão cada um para um lado e vão cair no mesmo erro de aeronaves caríssimas das quais se cada país tiver 50 será lucro.

A FAB comprou o Gripen pensando no órgão mais sensível do corpo humano, o bolso!! E que fique nisso. É melhor ter Ônix que vc sai pro trabalho todo dia do que Ferrari que mal tem dinheiro pro IPVA.

Filipe Prestes
Filipe Prestes
Reply to  Tomcat
2 meses atrás

Tomcat, compreendo sua ótica quando se refere á FAB e os custos envolvidos em comprar/operar jatos mais avançado. Só que isso será inevitável em 2035-40. Se quiser ter capacidade de reagir frente á caças de 5° e 6° gerações a FAB inevitavelmente terá que pensar em ao menos um único esquadrão de aeronaves mais capazes que o Gripen. Não falo de uma ameaça vinda de qualquer país sulamericano mas de atores extra-regionais que tenham essa capacidade. Se houver segundo e terceiro lotes, os últimos Gripen devem estat sendo entregues mais ou menos na mesma época. E isso criaria uma situação… Read more »

OSEIAS
OSEIAS
Reply to  Filipe Prestes
2 meses atrás

Filipe, penso o mesmo que você. Daqui a uns 20 anos nosso amigos poderão ser inimigos e não será a Bolívia ou Venezuela da vida que nos assusta, mas já vimos recentemente declarações de governos franceses, alemães e a chapa do Joe Biden atacar ferozmente o novo governo devido a situação ambiental. Nosso agronegócio é muito forte e esses caras tem interesse sim em acabar com isso. Se não pensarmos nesse senário estaremos fadados ao fracasso, o clima irá mudar muito em 20 anos e sabe lá como estarão os povos. É bem melhor ter air-bag, cinto de segurança e… Read more »

Victor F.
Victor F.
Reply to  Filipe Prestes
2 meses atrás

Com todo o respeito a sua opinião, mas acho um otimismo tremendo sonhar com caça de 6ª geração daqui a 20 anos.

Nossa defesa aérea hoje é garantida, por assim dizer, por um modelo de caças que fez o primeiro voo há 48 anos.

Obviamente que as células não tem toda essa idade e também que foram modernizadas. Mas acreditar que vamos entrar na 6ª geração tão logo ela esteja nascendo não me parece condizente com a história.

A meu ver, a única coisa que pode mudar esse cenário seria uma perspectiva sólida de envolvimento em algum conflito muito grave.

ADRIANO MADUREIRA
ADRIANO MADUREIRA
Reply to  Tomcat
2 meses atrás

Melhor ficarmos fora desse projeto mesmo…Quando fomos parceiros da estação espacial internacional,passamos vergonha,tanto por não ter capacidade técnica para produzir oque nós era obrigado e pelo atraso do dinheiro para a empreitada graças a nossa burocracia política.

Estaremos bem com Gripen-E, e desde que nenhum dos vizinhos compre F-22/35,SU-57 ou J-20,acho que teremos a supremacia aérea na américa do sul por um bom tempo.

rui mendes
rui mendes
Reply to  Tomcat
2 meses atrás

”mal conseguem operar” ?????
Isso de desejar uma coisa, não vira realidade.
Forca aérea Espanhola têm 2 tipos de caças, hornet e Typhoon, vai retirar os hornet e ficar só com os Typhoon, dos quais vai comprar mais, com radares aesa.
Alemanha vai retirar os tornado, ficar com os Typhoon e comprar mais, com radares aesa, juntando alguns super hornet.
UK têm no Typhoon e no f35, os seus caças actuais e de futuro, até ao tempestade.
Itália igual ao reino unido.
Lê mais do Typhoon e das suas capacidades actuais e de futuro próximo, e depois fala.

nonato
nonato
Reply to  Filipe Prestes
2 meses atrás

Que os ingleses falem bem da nossa parceria na compra das Niterói e do Atlântico…
Uai, não existe isso.
O Brasil é um país gigantesco.
Se participar será uma participação menor.
Tipo até 10% dos gastos de desenvolvimento, a Embraer, Weg e outros como parceiros secundários.
Mesmo que o Brasil pule fora, não atrapalha o programa.
O Brasil auxiliaria.
A Embraer tem experiência em desprovimento de projetos.
Certamente ajudaria muito como parceira secundária.
E poderia fabricar trem de pouso ou algo do gênero.
A parte superior da asa direita, etc.

OSEIAS
OSEIAS
Reply to  nonato
2 meses atrás

EXATO

Gil U
Gil U
2 meses atrás

Interessante que o projeto do Tempest utiliza ainda os tradicionais estabilizadores verticais na cauda. Nos projetos de futuros caças, tais como naqueles da marinha americana para um novo caça embarcado, alguns desenhos, em sua maioria, não tem mais o estabilizador. Acho que a ausência deste elemento seria um ganho na capacidade stealth, ou não?

Last edited 2 meses atrás by Gil U
Matheus S
Matheus S
Reply to  Gil U
2 meses atrás

Sim, mas é um ganho limitado na capacidade stealth dos futuros caças. Porém, se você analisar detalhadamente os caças de próxima geração, verá que na ausência dos estabilizadores verticais, ou estarão usando canards como o projeto do caça da USN ou estabilizadores de baixo ângulo como o FCAS da Alemanha e França, tanto os dois estabilizadores substituem os tradicionais estabilizadores horizontais e verticais na cauda. Ao mesmo tempo em que você pode ganhar uma maior furtividade eliminando os estabilizadores verticais na causa, o que diminui o RCS traseiro, pode aumentar o RCS frontal usando canards ou mesmo pode diminuir o… Read more »

Matheus S
Matheus S
Reply to  Matheus S
2 meses atrás

No caso do F-22, os estabilizadores verticais e as barbatanas de causa horizontal que são totalmente móveis.

f22.jpg
Matheus S
Matheus S
Reply to  Matheus S
2 meses atrás

No caso do projeto F-A-XX com canards.

Boeing F-A-XX.jpeg
Matheus S
Matheus S
Reply to  Matheus S
2 meses atrás

No caso do FCAS usando estabilizadores de baixo ângulo.

fcas.jpg
Matheus S
Matheus S
Reply to  Matheus S
2 meses atrás

No caso do J-20 é totalmente à parte. Os estabilizadores verticais são totalmente móveis, o que se diferencia do F-22, por exemplo. Mas ainda usam canards por outros motivos também.

j-20.jpg
Matheus S
Matheus S
Reply to  Matheus S
2 meses atrás

Assim como o J-20, o SU-57. Acho que deu para interpretar melhor o que eu queria dizer.

su 57.jpg
Gil U
Gil U
Reply to  Matheus S
2 meses atrás

Matheus, agradeço pela explicação e exemplos.

Last edited 2 meses atrás by Gil U
Denis
Denis
2 meses atrás

“Dinâmica de fluidos computacional”. Nome pomposo. A técnica permite ganhar muito tempo, mas a Dinâmica de Fluidos REAL é insubstituível em certos ensaios.

WVJ
WVJ
Reply to  Denis
2 meses atrás

Pois é. Modelos físicos ainda são muito úteis.
O desenvolvimento de caças até 1975 era todo analógico, baseado em modelos físicos e protótipos.
Teoricamente, quem estudar os procedimentos daquela época, pode correr atrás e desenvolver um caça de 3ª geração.

Antunes 1980
Antunes 1980
2 meses atrás

Até 2055 ficará pronto. Lockheed e o F-35 agradecem.

Foxtrot
Foxtrot
2 meses atrás

O Brasil com os conhecimentos do programa Gripen ( se é que teve algum) deveria junto com a SAAB já está participando deste programa.
Pois o verdadeiro conhecimento e tecnologias se adquire ou produzindo por si só ou participando de um projeto desde o início.

Jad Bal Ja
Jad Bal Ja
2 meses atrás

Acho que o Tempest sai antes da marmota do FCAS e deve dominar os céus da Europa. França e Alemanha vão bater cabeça.