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Elbit Systems vai atualizar caças MiG-29 ucranianos

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MiG-29 da Força Aérea da Ucrânia
MiG-29 da Força Aérea da Ucrânia

Em 31 de julho de 2020, o Ministério da Defesa da Ucrânia recebeu todos os documentos da empresa israelense Elbit Systems para a implementação de um programa completo de modernização de uma parte da frota dos MiG-29 da Força Aérea da Ucrânia.

Os documentos incluem todos os requisitos sobre as capacidades futuras, características táticas e técnicas de sistemas e componentes, conforme solicitado pelo MoD ucraniano. Os documentos também propõem uma condição ucraniana de que o trabalho deve ser compartilhado entre a Elbit e a indústria de defesa ucraniana.

A expectativa é que a Elbit seja a principal contratada dos sistemas que serão atualizados, incluindo a instalação de novos computadores de bordo e um radar aerotransportado avançado com capacidade de detecção de alvos aéreos e terrestres, para permitir a integração e o uso de armas guiadas.

É claro que a avionica de orientação inteiramente nova deve garantir uma interação perfeita entre os sensores da aeronave, o computador de orientação e o arsenal existente de mísseis ar-ar e ar-terra, armas que a Força Aérea da Ucrânia está usando ou desenvolvendo. Especialmente, os algoritmos de orientação para o armamento principal do MiG-29, os mísseis ar-ar de médio alcance R-27R/ER podem representar um problema para Elbit.

Não se espera que a Rússia forneça os dados técnicos de mísseis necessários e a Elbit não tem acesso legal ou competência para isso. Por outro lado, isso oferece uma ampla oportunidade de cooperação com empresas ucranianas, como a Fábrica de Reparação de Aviação do Estado de Lviv (LGARZ), responsável por projetos de atualização doméstica para os aviões ucranianos designados MiG-29MU1 e MiG-29MU2. O último upgrade mencionado já recebeu capacidades parciais de um caça polivalente com a possibilidade de usar armas guiadas com orientação de TV, como as russas Kh-29T e KAB-500Kr.

O programa de modernização profunda com a Elbit Systems deve, é claro, fornecer ao MiG capacidades que excedem significativamente a versão doméstica do MiG-29MU2, que até agora existe em um único protótipo. Isso, no entanto, terá um custo.

O acordo preliminar com a Elbit Systems a partir de 2019 exige uma atualização de um lote de onze MiG-29 por quase US$ 450 milhões. Dada a quantidade de MiG-29 ativos no inventário ucraniano, um acordo bem-sucedido com a Elbit provavelmente enterrará o programa MiG-29MU2 em sua totalidade e fará com que a Força Aérea da Ucrânia conte com os poucos MiGs atualizados até que a substituição dos MiG-29 e Su-27 chegue dentro do período de 2032-2035, quando até os últimos Fulcrums com a vida útil prolongada por doze anos serão finalmente aterrados.

A frota de MiG-29 da Ucrânia está baseada na 114ª Brigada de Aviação Tática (114 BrTA) na base aérea de Ivano/Frankivs’k e na 40ª Brigada de Aviação Tática (40 BrTA) na base aérea de Vasyl’kiv. Segundo o banco de dados do Scramble, cerca de 60 MiG-29s (MiG-29C, MiG-29UB, MiG-29MU1 e MiG-29MU2) estão na Força Aérea da Ucrânia, dos quais cerca de dez não são aeronavegáveis ​​no momento.

FONTE: Scramble Magazine

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DOUGLAS TARGINO
DOUGLAS TARGINO
1 mês atrás

onze MiG-29 por quase US$ 450 milhões” sério isso? Jesus…

Tomcat4,2
Tomcat4,2
Reply to  DOUGLAS TARGINO
1 mês atrás

Uai, mas tbm vão basicamente refazer a eletrônica toda dos aviões já colocando no estado da arte(dentro do possível e contratado é claro).

Flanker
Flanker
Reply to  Tomcat4,2
1 mês atrás

Arredondando, dá 41 milhões de dólares por célula. Dá pra reconstruir o avião inteiro, praticamente, não só a eletrônica. É muita grana.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  DOUGLAS TARGINO
1 mês atrás

Os SU-30 indianos usam sensores israelenses e são considerados os melhores SU-30 por conta dos sensores. Os sensores dos Mig-29 sempre foram considerados o ponto fraco desse caça, os russos deixaram os melhores sensores para o SU-27 que era o caça de primeira linha da defesa deles e o Mig-29 seria o caça de exportação. Se os sensores israelenses melhorarem o desempenho do Mig-29 podem abrir um bom mercado.

Lyw
Lyw
Reply to  Fabio Araujo
1 mês atrás

OS SU-30 MKI, usados pela Força Aérea Indiana, utilizam alguns aviônicos de origem francesa e israelense. Mas os principais sensores, o radar NIIP N011M e o IRST/LR OLS-30, são de origem russa.

Os equipamentos israelenses mais importantes instalados são de guerra eletrônica e o pod Litening. Os franceses são de navegação.

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  Fabio Araujo
1 mês atrás

O ponto fraco do MIG-29 era o alcance e não os sensores.

DSC
DSC
Reply to  Cristiano de Aquino Campos
1 mês atrás

Na verdade eram ambos.

Ramon Grigio
Ramon Grigio
Reply to  DSC
1 mês atrás

Em várias entrevistas que li, os pilotos reclamavam mais da interface homem-máquina e da qualidade dos dados apresentada pelos mostradores, sendo de informações incompletas e insuficientes. O Radar original tinha problema de confiabilidade, mas quando estava operacional (funcionando direito) era tido como de alcance aceitável. O calcanhar de aquiles era realmente a falta de informações e a falta de automação na cabine. Os pilotos de F-4 alemães ao ter contato com os Mig-29 não ficaram impressionados com como o Mig apresentava as informações aos seus pilotos… isso que estavam pilotando uma aeronave de geração inferior. O radar até poderia detectar… Read more »

Karl Bonfim
Karl Bonfim
Reply to  DOUGLAS TARGINO
1 mês atrás

Pergunta que não quer calar: Essa modernização esses caças vão usar armas ocidentais?

Lucianno
Lucianno
Reply to  DOUGLAS TARGINO
1 mês atrás

U$ 40 milhões por cada Mig-29 !!!!

Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
Reply to  Lucianno
1 mês atrás

E o preço de um Sukoi novo, um J-10C Chinês, novinho, mais caro que Mig novo, e no preço de um F-16 usado modernizado. Algo esta errado nisso.

Peter nine nine
Peter nine nine
Reply to  Cristiano de Aquino Campos
1 mês atrás

O que está errado é o vosso raciocínio. A doutrina operacional, a manutenção, etc, tudo irá mudar uma vez que a modernização esteja concluída e isso acarreta custos. Vejamos a modernização e venda de F16 portugueses a Roménia. Se dividirmos o custo cru pelas células entregues, vemos um preço alto, se virmos as especificações do contrato já nem tanto. A diferença talvez é que no caso dos serviços prestados por Lisboa, a distribuição dos custos foi clara e não houve muito espaço nem tempo para questionar custos, que quando analisados, coferimos que a grande maioria da quantia nem era referida… Read more »

Gabriel BR
Gabriel BR
Reply to  Cristiano de Aquino Campos
1 mês atrás

Sukhoi novo por 40 milhões? Nem com reza braba !

Marcelo
Marcelo
1 mês atrás

Ha algum tempo li que a Ucrania queria desenvolver um caca localmente, e que seria muito parecido com o Mig-29 e usaria motores ucranianos, versoes maiores dos Al-25/Al-222 com pos combustores. Mas nunca mais vi nada sobre isso. Conhecimento tecnico eles teriam, e poderiam usar a avionica da Elbit, como nessa modernizacao.

JuggerBR
JuggerBR
1 mês atrás

É uma bela mistura de tecnologias, mas ficou caro… Por 40 milhões de dólares cada você compra aeronaves de 4ª geração…tipo Gripen C, os F-16 vendido de Portugal pra Romênia custaram 26 milhões de euros cada…
Mesmo os custos unitários da reforma dos F-16 que o Chile adiou recentemente são mais em conta…

LeoL
LeoL
1 mês atrás

Apesar dos problemas financeiros, a Ucrânia tem uma indústria de defesa relativamente bem desenvolvida, fabricam até motores. Agora ficou bem caro essa modernização se não tiver alguma ToT envolvida.

Last edited 1 mês atrás by LeoL
Plinio Jr
Plinio Jr
1 mês atrás

Toda a frota de combate ucraniana são vetores da época da Guerra Fria , defasados em termos de eletrônica e desempenho, ainda mais com um vizinho nada confiável para eles…a Rússia… será que os ucranianos terão capacidade de desenvolver algo próprio ou vão optar pela aquisição de vetores ocidentais ??

Doug385
Doug385
1 mês atrás

Taí algo que vai ser interessante de se ver a configuração final. A Elbit já possui experiência com os Mig-29 Sniper modernizados para a Romênia.

horatio nelson
horatio nelson
1 mês atrás

já os tem a anos…bem como s-400 s300 etc…

Fábio Jeffer
Fábio Jeffer
Reply to  horatio nelson
1 mês atrás

horário Nelson
S-400? Vc tá delirando completamente

Karl Bonfim
Karl Bonfim
Reply to  horatio nelson
1 mês atrás

Verdade, o Mossad não brinca em serviço disso depende a sobrevivência do Estado de Israel!

Matheus
Matheus
Reply to  horatio nelson
1 mês atrás

Menos amigo, bem menos….

Lucianno
Lucianno
1 mês atrás

Conseguem, tanto pela capacidade tecnológica avançada dos israelenses, como também o preço exorbitante de U$ 40 milhões por aparelho sugere que será um amplo upgrade.

Gabriel BR
Gabriel BR
1 mês atrás

Muito bom

rdx
rdx
1 mês atrás

Aposto que os israelenses vão instalar um radar Elta AESA ,sensores estado da arte, mísseis Python 5 e Derby, pod Litening, bombas Lizard etc.

Italo Souza
Italo Souza
1 mês atrás

Isso me cheira a problemas futuros

Fabio Araujo
Fabio Araujo
1 mês atrás

E por falar em material israelense os colombianos vão testar o lançamento dos mísseis Derby e da bomba Spice 1000 nos Kfir que foram atualizados da versão C7 para a versão C10, essas armas foram adquiridas junto com a atualização.

https://www.defensa.com/colombia/fuerza-aerea-colombia-pondra-prueba-misil-derby-sistema-spice

Funcionario da Comlurb
Funcionario da Comlurb
1 mês atrás

É impressionante a capacidade técnica da Elbit. Ela é capaz de atualizar os sistemas de qualquer coisa que tenha asas.

Kemen
Kemen
1 mês atrás

Deve ser para aproveitar os meios existentes, pilotos, sobresalentes eventuais ou canibalização e armamento disponivel, porque pondo uns US $ 20 milhões a mais por avião poderiam ter Gripen C novos, mas sem contar o custo das armas, tendo de treinar os pilotos, novo conhecimento para manutenção, diferentes sobresalentes, etc.

Last edited 1 mês atrás by Kemen
Tamandaré
Tamandaré
Reply to  Kemen
1 mês atrás

Pensei o mesmo, meu caro Kemen! Vendo tudo isso “daqui de fora”, considero que o acordo nem é tão ruim como alguns dizem. Se incluir a integração de armamentos israelenses, aviônica estado-da-arte e possibilitar que esses vetores ainda voem por mais 10 anos pelo menos… será até um ótimo negócio, em minha opinião.

Cordial abraço! 🙂

Kemen
Kemen
1 mês atrás

Desde a sua saida da antiga União Soviética a industria aeronáutica ucraniana esta com problemas, porque algumas partes e componentes eram fabricados na atual Rusia. O problema ficou evidente quando o Peru comprou alguns componentes aeronauticos e constatou-se que não eram originais, eram cópias feitas na Ucrania.

Por exemplo, a Antonov na produção do AN-178 (desenvolvida a partir do antigo AN-178/158 que tinha componentes fabricados na Rusia) teve que interagir com uns 30 fornecedores europeus e norte americanos, fazer varias modificações, depois a aeronave ainda precisara ser certificada pela EASA e pela FAA.

Nilton L Junior
Nilton L Junior
1 mês atrás

Vende os Migs e compra caça novo que é muito mais sensato.

Tamandaré
Tamandaré
1 mês atrás

Muito bonita essa pintura dos MiG-29 ucranianos!!