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Primeiro V-22 japonês chega ao campo aéreo de Kisarazu

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PATUXENT RIVER, Maryland — A primeira variante internacional da aeronave V-22 Osprey voou da Estação Aérea Marine Corps Iwakuni para o Campo Aéreo de Kisarazu em 10 de julho, onde a Força Terrestre de Autodefesa do Japão (JGSDF) agora operará, treinará e manterá a aeronave.

Desde 2016, pilotos, chefes de tripulação e mantenedores da JGSDF treinam com o Esquadrão de Treinamento de Tiltrotor Médio da Marinha (VMMT) 204 e a Unidade de Treinamento Técnico de Aviação da Marinha no MCAS New River.

A JGSDF adquiriu o V-22 em 2015 por meio de vendas militares estrangeiras (FMS) para modernizar sua frota de transporte e apoiar suas necessidades de defesa e missão especial. Os V-22 aumentarão suas capacidades humanitárias e de assistência a desastres e apoiarão operações anfíbias.

“Este é um momento empolgante em nossa parceria com a JGSDF; tivemos o prazer de trabalhar com eles no estado para produzir, desenvolver, treinar e manter sua frota inicial de aeronaves”, disse o coronel do Corpo de Fuzileiros Navais Matthew Kelly, gerente de programa do Escritório de Programa Conjunto V-22 (PMA-275). “Esta chegada marca um passo fundamental na manutenção de sua frota V-22 e, mais importante, na colaboração contínua entre nossas nações.”

O V-22 é a primeira aeronave tiltrotor do mundo em produção, combinando as qualidades de decolagem vertical, voo pairado e aterrissagem vertical de um helicóptero com as características de longo alcance, eficiência de combustível e velocidade de uma aeronave turboélice.

O V-22 japonês é o primeiro dos dois aviões transportados dos EUA para Iwakuni via navio em maio. A segunda aeronave deverá chegar em breve a Kisarazu.

Além da JGSDF, o V-22 é fundamental para três ramos militares dos EUA, a Força Aérea, o Corpo de Fuzileiros Navais e a Marinha. Para as Forças de Operações Especiais dos EUA, o CV-22 suporta missões de infiltração, exfiltração e reabastecimento de longo alcance. O MV-22B do Corpo de Fuzileiros Navais fornece transporte de apoio a assalto de tropas, suprimentos e equipamentos de combate durante operações expedicionárias, conjuntas ou combinadas. O CMV-22B é a aeronave de substituição de Carrier Onboard Delivery (COD) da Marinha, atualmente em teste de voo.

O PMA-275 gerencia desde a aquisição até o desenvolvimento, implantação, manutenção e descarte do programa tiltrotor para o DoD e a JGSDF.

FONTE: US Naval Air Systems Command

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Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
25 dias atrás

V-22, F-35, uma marinha de respeito, uma força de submarinos ultramoderna….

Existe equipamento caro, ou existe equipamento seu seu país não pode comprar/manter?

Saldanha da Gama
Saldanha da Gama
Reply to  Willber Rodrigues
25 dias atrás

Existe o Barato geralmente sai caro…. Abraços

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  Saldanha da Gama
25 dias atrás

Existe o mais barato ainda: não fazer nada, ou deixar como está. Esse sim, sai ainda mais caro depois…

Ersn
Ersn
Reply to  Willber Rodrigues
25 dias atrás

E tem o mais caro de todos ,que é entupir as FA de pessoal para mobiliar unidades que só existem e operam no papel ,esquadrões que não voam,subequipadas ou que estão com material totalmente obsoleto,bases aéreas vazias que tem uma folha enorme.

paulop
paulop
Reply to  Willber Rodrigues
23 dias atrás

Caro: tenho cá para mim que a aquisição de uma quantidade destes para a FAB e MB compensaria muito mais do que sonhar com Porta Aviões e F18.
Essa plataforma agregaria muito tanto para a aviação naval (pela sua velocidade e capacidade de pousar tanto no Atlantico quanto no Bahia e,futuramente, nas fragatas Tamandaré) quanto para a aviação de transporte e busca e salvamento da FAB.
Abraço.

Willber Rodrigues
Willber Rodrigues
Reply to  paulop
23 dias atrás

Não sei se o Bahia, e as futuras Tamandarés, teriam o porte necessário pra operar essa aeronave, embora eu acredite que as aeronaves conseguiriam no Atlântico.
Tambem não sei se essa aeronave seria boa pras nossas FA-s, mas sobre essa aeronave, se começassemos a falar sobre ela, esbarraríamos na velha questão do “é caro demais de adquirir e operar pro Brasil”.
Porque aqui nunca se tem dinheiro pra comprar/operar nada no estado da arte, mas temos dinheiro pra gastar em 80 de folha de pagamento.
Bem, cada um com suas prioridades….

Joanderson
Joanderson
25 dias atrás

Vi em um comentário em outro poste um cara dizer qui o pib Russo é maior qui o brasileiro alguém pode confirmar isso ?

Roger
Roger
Reply to  Joanderson
25 dias atrás

Com dados de 2018
Brasil: US$1,86 Bilhões
Rússia: US$ 1,65 Bilhões

Isso em 2018, o Brasil não cresceu tanto, mas a Rússia também não…
E com a crise da gripe chinesa e o Real desvalorizando mais do que qualquer moeda entre os emergentes, pode ser possível que a Rússia tenha um PIB maior agora, já que os PIBs são cotados em doláres. Já se for por PIB em paridade por poder de compra, acho que os Russos estão ligeiramente na frente, mas não tenho certeza. Se procurar por projeções para 2020 talvez ache uma resposta mais esclarecedora.

Joanderson
Joanderson
Reply to  Roger
24 dias atrás

Obgd pele resposta

Cristiano GR
Cristiano GR
Reply to  Roger
12 dias atrás

O PIB com a diferença cambial pode, num curto prazo cair, mas volta a crescer justamente por pela diferença cambial que faz com que os produtos industrializados no Brasil, de ótima qualidade reconhecida em todo mundo, fiquem mais baratos e atrativos para os outros países, o que possibilita um aumento das exportações, aumento das vendas da indústria estabelecida e abertura de novas indústrias, geração de mais empregos aumento de arrecadação. Ou você acha que a china chegaria onde chegou com uma moeda com valor próximo ao do dolar?

Funcionário dos Correios
Funcionário dos Correios
Reply to  Joanderson
25 dias atrás

Não diria maior, e sim ambos estão pau a pau. Se não fosse esse maldito vírus de um certo país vermelho, estaríamos a frente da Russia.

Carlos Eduardo Broglio Gasperin
Carlos Eduardo Broglio Gasperin
25 dias atrás

Será que os japoneses estão se preparando para alguma coisa??? F-35,V_22…Será que a melhor defesa é o ataque? É só um questionamento.

Roger
Roger
Reply to  Carlos Eduardo Broglio Gasperin
25 dias atrás

Eles ainda são uma Força estritamente de defesa, seus armamentos são tem um caráter mais defensivo, seja pela limitação na sua constituição, seja pela pressão popular. Não creio que o Japão vá começar alguma guerra. Eles só entrariam em uma se fossem tragados e obrigados por seu comprometimento com seus aliados. A mudança de comportamento para a aquisição de armas mais ofensivas se deve ao receio com as ambições da China com a cadeia de ilhas mais afastadas ao sul do Japão. Se por um acaso as defesas falharem ou se alguma ilha for tomada de surpresa, uma força mais… Read more »

Funcionário dos Correios
Funcionário dos Correios
Reply to  Carlos Eduardo Broglio Gasperin
25 dias atrás

Do jeito que as coisas andam por lá, é bom eles se armarem mesmo.

DOUGLAS TARGINO
DOUGLAS TARGINO
25 dias atrás

Uma vez saiu que o Exercito Brasileiro queria 06 unidades de uma aeronave desse tipo dos EUA para as forças especiais… Só queria saber onde eu vi isso ;/

Funcionário dos Correios
Funcionário dos Correios
Reply to  DOUGLAS TARGINO
25 dias atrás

Acredito que seria uma boa

Marcelo
Marcelo
25 dias atrás

agora que o Japão tem, 2 coisas vão acontecer:

  • A Coréia do Sul vai comprar também e em quantidades semelhantes.
  • A China vai querer fazer uma cópia !
Pedro Rocha
Pedro Rocha
25 dias atrás

Olá senhores! Colocando fogo nesse tópico! Qual seria a reação da FAB se o EB adquirisse MV-22? Olha que sou “puxa-saco” da FAB mas seria muito difícil barrar essa aquisição!

Pedro Rocha
Pedro Rocha
Reply to  Pedro Rocha
25 dias atrás

Em tempo! Apesar dos custos o MV-22 seria extremamente útil nas grandes extensões brasileiras!

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Pedro Rocha
25 dias atrás

A anos venho dizendo que o Osprey seria a plataforma ideal para operação na região Amazônica. Tanto EB, quanto FAB e MB poderiam utilizá-la. Mas não irão e por excelente motivo: O V-22 é surrealmente caro. Se é caro de adquirir, imagina então para manter e operar, ainda mais sendo em pequena quantidade para cada força. Estaríamos muito bem com ele, mas no momento (e em um futuro previsível), infelizmente estamos melhor sem ele.

Pedro Rocha
Pedro Rocha
Reply to  Leandro Costa
25 dias atrás

Mestre Leandro Costa saudações! Talvez o MV-22 seja até um sonho de verão mas não seria nada ruim ficar de olho no programa JVL da US Army. Tanto o V-280 como o SB> (o meu predileto) cairiam como uma luva para as três Forças Brasileiras. Eu vi no site SNAFU (https://www.snafu-solomon.com/2020/07/brits-to-join-us-armys-high-speed.html) que Inglaterra já demonstrou interesse em entrar no desenvolvimento.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Pedro Rocha
25 dias atrás

Ficar de olho nunca é ruim. Acho esses projetos também muito bons. Mas é um olho nos desenvolvimentos e outro na carteira heheheheh

Ersn
Ersn
Reply to  Leandro Costa
25 dias atrás

Acho que antes do Brasil operar esse tipo de aeronave talvez devesse pensar em aeronaves mais convencionais como o CH47 ou AW101 para ganhar experiência em manter e operar complexas e grandes aeronaves de asa rotativa, talvez o projeto do EC725 nós ensine sobre logística nesse aspecto.

Roger
Roger
Reply to  Pedro Rocha
24 dias atrás

Também acompanho o site SNAFU, sempre tem algo interessante lá

Maicon Martins
Maicon Martins
24 dias atrás