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FAB recupera Mirage III exposto em praça de Salvador (BA)

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Reforma incluiu a remoção de corrosão e pintura de toda a estrutura da aeronave

A Base Aérea de Salvador (BASV) promoveu a reforma da aeronave Mirage III, situada em frente ao Centro Militar de Convenções e Hospedagem da Aeronáutica (CEMCOHA). O monumento compõe a Praça Orungan, localizada na Avenida Oceânica, no bairro de Ondina, local que conta com forte atividade turística e desportiva. Ele foi inaugurado no dia 20 de agosto de 2015, e representa os anos de bom relacionamento, admiração mútua e amizade entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e o povo baiano.

A recuperação, ocorrida entre 25 de maio a 11 de junho, incluiu a remoção de corrosão, em função do alto grau de salinidade do local, e pintura de toda a estrutura da aeronave. O processo contou com a força de trabalho do CEMCOHA e com o apoio de militares do setor de pintura do Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP). Além disso, a BASV recebeu o apoio da Base Naval de Aratu, por meio da cessão de uma das plataformas elevatórias utilizadas.

Para o Comandante da Base Aérea de Salvador, Coronel Aviador Ivan Lucas Karpischin, a recuperação do monumento agrega valor histórico e turístico à praça, chamando a atenção de turistas e moradores. “Esse monumento possui elevado valor para o Comando da Aeronáutica por representar um merecido reconhecimento aos bons serviços prestados pelo Mirage III à missão da Força Aérea e ao povo brasileiro. Sua recuperação, agora concluída, é uma forma de a Base Aérea retribuir o carinho que a sociedade baiana alimenta pela FAB, estreitando ainda mais os laços de afeto e cooperação mútua”, ressaltou.

O Mirage III foi uma aeronave de caça que operou na FAB entre os anos de 1972 e 2005. A partir de sua sede, a Base Aérea de Anápolis, o vetor cumpriu mais de 67 mil horas de voo, garantido a soberania da nação brasileira, por meio da Defesa do Espaço Aéreo.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Fabio Araujo
Fabio Araujo
4 meses atrás

Importante principalmente num momento em que estátuas e monumentos estão sendo danificados e/ou derrubados em protestos no mundo inteiro.

PACRF
PACRF
Reply to  Fabio Araujo
4 meses atrás

Considerando a situação atual da FAB, que mal dá conta de modernizar o que precisa ser modernizado, o melhor seria se ainda estivesse voando. Infelizmente é só um monumento…

Last edited 4 meses atrás by PACRF
Camargoer
Camargoer
Reply to  Fabio Araujo
4 meses atrás

Caro Fábio. Acho um erro derrubar as estátuas como protesto, aliás uma cena clássica seria a explosão da suástica em Berlim pelos soviéticos e a derrubada da estátua de Sadan em Bagda. Contudo, acho pertinente o debate. Algumas homenagens feitas no passado se tornaram inapropriadas no presente porque mudamos o modo de pensar e novos valores sociais precisam ser considerados agora e não faziam sentido antes. Agora, o Miragem III não está inserido no contexto dos protestos. Fique tranquilo.

Mayuan
Mayuan
Reply to  Camargoer
4 meses atrás

Verdade mas o caminho mais civilizado seria que as pessoas protestassem pedindo a retirada e não destruindo. Essas estátuas poderiam ir para um museu onde seriam identificadas como uma homenagem feita num momento passado e que não faz mais sentido. Continuariam a exercer um de seus papéis, ou seja, relembrar o passado só que agora com outro viés: o de um passado de erros que não devem mais ser repetidos.

Camargoer
Camargoer
Reply to  Mayuan
4 meses atrás

Olá Mayuan. Pois é. O debate é necessário. Ao destruir as estátuas o que se faz é esconder o passado ao invés de debate-lo. Mais importante do que arrancar uma estátua é perguntar a razão dela ter sido colocada naquele local e o que essa estátua nos faz lembrar. Tomo como exemplo, o monumento á Caxias na Praça Princesa Isabel, em São Paulo. Feito por Victor Brecheret, é uma obra imponente, mas esquecida. Ela faz alusão á Guerra do Paraguai, algo que precisa ser lembrado sempre. A aventura paraguaia poderia ser um capítulo sobre “A marcha da insensatez” de como… Read more »

Charles
Charles
4 meses atrás

Avião Fantástico de sua época. Comparando com o F-102 e F-106 Americanos, o Mirage é mais elegante, sem falar da visibilidade do piloto comparada com os delta americanos. Só não sei dizer quanto a desempenho, ai foge do meu conhecimento. Quem se habilita a fazer as comparações?

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Charles
4 meses atrás

Era um avião de primeira linha em 1972 quando chegou ao Brasil. Como hoje é um F-39

Rival Sensor
Rival Sensor
4 meses atrás

Lindo de ver, um ícone da nossa história, um caça magistral, o mais bonito de todos, que bom ver que está sendo restaurado e bem tratado.

Foxtrot
Foxtrot
4 meses atrás

Ao menos os Mirrages de superioridade aérea do GDA não eram pintados de camuflado de floresta kkkkk.
Pena que não podemos operar os M-2000 por mais tempo viu.
Estão e farão muita falta por um bom tempo!

Flanker
Flanker
4 meses atrás

Exato…toda a frota….. que foi de 32 aeronaves…..22 E e 10 D….entre o lote inicial (novos de fábrica) e lotes posteriores (todos de usados ex-França).

Luiz Konfidera
Luiz Konfidera
4 meses atrás

Sim, o texto se refere a todas as horas de voos, de todos os Mirage III voados pela FAB, portanto é o total de horas voados por todas as aeronaves.

Vilela
Vilela
4 meses atrás

referem ao vetor F103, ou seja todos os Mirage III da frota da FAB

Filipe Prestes
Filipe Prestes
4 meses atrás

Tava bem feinho mesmo mas ainda bem que recuperaram. Era inevitável que sofresse com o salitre ainda mais no local onde estava, bem próximo á orla. Pra piorar Salvador, dentre todas as cidades costeiras do Brasil, tem a maior incidência de salitre espalhado pelo vento. Por essas e outras sou á favor que estas peças devam ir pra museus. Toda a capital que receba essas aeronaves deveria ter seu próprio Musal.

M65
M65
Reply to  Filipe Prestes
4 meses atrás

Como o Brasil infelizmente não tem esta cultura, poderiam colocar no interior dos Aeroportos das Capitais. Protegido das intempéries e bem próximo de quem almeja fotografar. Quando der baixa espero que a FAB em Manaus, deixe ao menos um dentro do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes ou onde era o Aeroporto de Ponta Pelada, atual Base Aerea.

Alex
Alex
4 meses atrás

Quando eu li na manchete “recupera” eu pensei que eles tinha pegado de volta pra alguma outra atividade, fiquei até aliviado de saber que está tudo no seu devido lugar

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
4 meses atrás

Bicho bonito!

M65
M65
4 meses atrás

Quando o F-5 der baixa, apesar de ficar mais bonito e visível quando fixado ao ar livre em áreas públicas, gostaria que ao menos um em Manaus ficasse exposto dentro de uma área coberta e segura: no Aeroporto de Ponta Pelada (antiga denominação da Base Aérea) ou então no interior do Aeroporto Internacional Brig. Eduardo Gomes de Manaus.

Rodrigo M
Rodrigo M
4 meses atrás

Gosto é gosto.. Mas eu achei horrível essa maneira como literalmente entubaram o Mirage por trás.. Em Anápolis existe um outro Mirage exposto em praça pública nessa mesma posição, porém em cima de um suporte decente, preservando a beleza e a “dignidade” do avião digamos assim.. rsrs. Na entrada da Base Aérea da cidade, tem outro no mesmo padrão. Pesquise as imagens no Google..

Jhon
Jhon
4 meses atrás

Fab tem mais aeronaves espetadas que voando?

Cleber Freitas
Cleber Freitas
4 meses atrás

Espero que o que esta parado na AFA, juntamente com um F-5 e um T-33, recebem a mesma atenção, pois quando estive la, estavam ao relento, com a pintura bastante deteriorada pelo sol…

Halley
Halley
4 meses atrás

Esta é a especialidade da fab, restauro de peças de museu, sempre mantendo a mão de tinta em dia para aparentar a eficácia inexistente. As peças de museu são sobretudo mantidas em hangaretes e bases aéreas brazil a fora evitando-se ao máximo que alcem voo para evitar desgastes.

Aêdo Rocha
Aêdo Rocha
3 meses atrás

Poderiam dar uma levantada no Gloster Meteor que fica na entrada na BASV (no inicio do bambuzal do aeroporto), tá muito ruim a aparência.

Jefferson Côrtes
Jefferson Côrtes
Reply to  Aêdo Rocha
3 meses atrás

E sem contar a depredação de alguns vândalos, quebraram o cockpit com pedrada, largaram o valoroso Gloster ao relento, sem iluminação, em local muito inapropriado, antes o deixassem no Dique do Tororó, mas com proteção, gradis para os marginais não o danificassem…