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Sabres, MiGs e Ases na Guerra da Coreia

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F-86 e MiG-15
F-86 e MiG-15

Assim como o Spitfire e o Me 109 na Batalha da Grã-Bretanha, os F-86 Sabre e os MiG-15 na Guerra da Coreia marcaram para sempre as mentes dos entusiastas da aviação militar.

O North American F-86 Sabre começou como um projeto de caça a jato de asas retas para a Marinha, o FJ-1 Fury.

Mas os dados aerodinâmicos capturados dos alemães, somadas às ideias da NACA, convenceram os engenheiros da North American a projetarem asas e cauda enflechadas para o avião. O resultado disso foi o F-86.

North American Sabre

F-86H

F-86A-5

  • Caça diurno de um tripulante
  • Alcance de translado: 1.032 milhas
  • Velocidade máxima a 35.000 pés: 601 mph
  • Razão de subida: 7.470 pés/min
  • Teto de serviço: 48.000 pés
  • Armamento: 6 metralhadoras .50″ (12,7mm), foquetes de 5″, bombas de Napalm até 2.000lb sob as asas.

F-86_1

Já o MiG-15, foi desenvolvido por Artem Mikoyan e Mikhail Gurevich e voou pela primeira vez em 30 de dezembro de 1947.

Com asa e cauda enflechadas baseadas nos mesmos dados aerodinâmicos alemães, o MiG-15 era impulsionado por um clone da turbina inglesa Rolls-Royce Nene.

Os soviéticos tinham comprado o motor dos britânicos e compiaram-no com o mesma atenção aos detalhes que o Tu-4.

Mikoyan-Gurevich MiG-15

  • Caça diurno de um tripulante
  • Alcance de translado: 1.250 milhas
  • Velocidade máxima a 40.000 pés: 655 mph
  • Razão de subida: 9.055 pés/min
  • Teto de serviço: 51.000 pés
  • Armamento: 2 canhões de 23mm, 1 canhão de 37mm,  foquetes e bombas até 1.100lb sob as asas.

 

Em combate

Quando operando a Noroeste da Coreia, no “MiG Alley”, os Sabres estavam a cerca de 20 minutos do rio Yalu, enquanto os MiG-15 estavam a poucos minutos de suas bases na Manchuria. Além do problema de alcance, o Sabre também era inferior ao MiG-15 em vários aspectos de performance.

O MiG podia subir mais rápido que o Sabre em todas as altitudes, embora o último fosse ligeiramente mais rápido em voo nivelado. O teto operacional superior do MiG dava-lhe uma vantagem inicial, por causa da maior aceleração num mergulho, mas o Sabre era mais pesado e por isso tinha um mergulho sustentado melhor.

As subidas do MiG e as curvas apertadas (exceto em altas velocidades) lhe davam vantagem, mas esses pontos positivos eram contrabalançados pelo pobre controle em altas velocidades, a baixa taxa de rolagem e a instabilidade direcional em grandes altitudes.

Seu armamento (dois canhões de 23mm e um de 37mm) era melhor para interceptação de bombardeiros do que para “dogfight”. As seis metralhadoras “ponto 50” do Sabre tinham maior cadência de tiro, mas não tinham tanto alcance e poder de parada.

O Sabre, entretanto, tinha uma alça de mira melhor, a K14, que dava grande vantagem ao piloto, particularmente o movimento derivativo do inimigo, que era de grande valor no “dogfight”.

F-86
F-86
MiG-15

Sabres operando no “MiG Alley” encontraram grandes formações de caças inimigos voando a 50.000 pés ou mais, que não podiam enfrentar. Os pilotos americanos tiveram que desenvolver táticas para lidar com os MiGs que mergulhavam sobre eles.

A solução encontrada foi o “jet stream” de 16 Sabres, divididos em 4 esquadrilhas ou flights, cada uma entrando no “MiG Alley” com intervalo de 5 minutos, em diferentes altitudes entre 27 e 33 mil pés.

Os Sabres voavam em altas velocidades (tipicamente Mach 0.87, assim quando uma esquadrilha encontrava MiGs, as outras podiam convergir em pouco tempo para o combate. Cada esquadrilha adotava a formação tática “fluid four”, compreendendo dois líderes cobertos por dois alas. Mesmo operando sob desvantagem de altitude contra os MiGs, as formações de Sabres davam apoio mútuo contra os MiGs que mergulhavam sobre os F-86.

O recorde inicial de combate dos Sabres na Coreia foi impressionante. Das 900 vitórias aéreas requeridas pela USAF, 792 dos MiG-15 foram abatidos pelos Sabres. Os MiG, por sua vez, derrubaram 78 Sabres, o que significava uma “kill rate” de 10:1.

Entretando, pesquisas feitas após a guerra indicam que as vitórias americanas alcançaram no máximo 379 MiGs. Os soviéticos requeriam 650 Sabres abatidos, mas os registros da USAF mostram 224 F-86 destruídos por todas as causas, incluindo acidentes.

Na verdade, a vitória americana foi por uma pequena margem.

MiG-15 sendo atingido
MiG-15 sendo atingido pelas metralhadoras do F-86

Duelo de Titãs

Lieutenant Colonel James Jabara

Em 20 de maio de 1951, 28 jatos F-86 Sabre do 335º FIS engajaram 30 MiG-15 do 196º IAP sobre o “MiG Alley”.

Com 58 caças em combate esta era a maior batalha aérea até aquela data.

O capitão James J. Jabara era membro do 334º FIS, mas quando a unidade rotacionou, ele ficou no 335º para se tornar o primeiro Ás a jato da USAF, pois para ele só faltava uma vitória.

Apesar de não ter conseguido ejetar um dos seus tanques suplementares e estar voando com perigosa carga assimétrica, Jabara conseguiu abater o piloto soviético Kapetan Nazarkin, forçando-o a abandonar a aeronave.

Aquele foi seu quinto abate e tornou Jabara o primeiro Ás de jato-versus-jato da História. Jabara também atacou um outro MiG que diz ter abatido, mas foi logo atacado por dois MiG-15, um deles pilotado pelo futuro Ás russo Starshij Lejtenant V. N. Alfeyev, que alvejou seu Sabre com projéteis de 23mm.

Jabara foi salvo pela intervenção de outro F-86, pilotado por Eugene Holley, que forçou Alfeyev a desengajar, mesmo quando Holley estava ligeiramente avariado pelo ala de Alfeyev, Starshij Lejtenant Fiodor Shebanov.

Jabara conseguiu pousar, mas seu F-86 BuNo 49-1318 estava tão furado de balas que foi considerado “written off”. A despeito disso, Jabara estava muito feliz: ele era agora o primeiro Ás da era jato-versus-jato e sobreviveu para contar sua história. Jabara foi enviado imediatamente para os EUA. Mas de acordo com os registros russos, o “score” de Jabara era de 4 abates e ele só se tornaria Ás no seu segundo tour, em 1953.

RussianAces
Esse combate mostrou que os pilotos dos dois lados eram equivalentes. Nas fotos acima, os Ases russos de MiG-15, da esquerda para a direita: Aleksandr Smorchkov (12 vitórias), Nikolay Ivanov (6 kills), Semyon Fedorets (8), Yevgeny Pepelyayev (19) and Sergey Kramarenko (13).

Durante este combate, dois americanos foram creditados com três MiG “kills”, com Jabara requerendo dois e Milton E. Nelson o terceiro, mas realmente só o MiG de Nazarkin foi perdido. Quatro pilotos russos reclamaram o abate de um Sabre cada (Majores Kirizov, Alfeyev e Shebanov, e Coronel Yevgeni Pepelyayev), quando na verdade o abate de Alfeyev foi “write off”, o de Shebanov foi avariado e o “kill” de Pepelyayev foi o único confirmado. Aquele foi o primeiro de 19 “kills” que esse grande piloto russo iria fazer durante a guerra.

Neste primeiro duelo de titãs, os dois Ases Jabara e Alfeyev se enfrentaram. Ambos voltaram para suas bases com os aviões tão avariados que foram considerados “write offs”. A foto que foi tirada “logo após a missão”, mostrando Jabara na frente de um F-86, na verdade era outro avião, não o que ele voou.

39 ases americanos na Guerra da Coreia. O total de kills de cada um aparece abaixo das fotos

James_JabaraNOTA SOBRE JAMES JABARA: Nascido em 1923, James Jabara tinha apenas 1,65m de altura e usava óculos de correção; jamais poderia ter se tornado piloto de caça. Mas isto não o impediu de ingressar como cadete aviador em Fort Riley. Depois de frequentar quatro escolas de voo no Texas, ele recebeu suas asas e a comissão de segundo-tenente em 1943 em Moore Field, Texas.

Jabara era determinado a tornar-se piloto de caça e conseguiu. Também estava determinado a tornar-se um Ás em F-86 e também obteve êxito.

Jabara faleceu em 17 de novembro de 1966, num trágico acidente de carro, juntamente com sua filha de 16 anos, Carol Anne, na Flórida. Jabara estava se preparando para seu próximo tour na Guerra do Vietnã.

Os corpos dos dois foram sepultados juntos no Arlington National Cemetery. O neto de Jabara, Nicholas Jabara, graduou-se na United States Air Force Academy em 2001 e também morreu em treinamento num T-37, em 31 de janeiro de 2002.

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Augusto L
Augusto L
17 dias atrás

A rand uma vez fez um estudo.

Ela atribuiu a grande vantagem de abates a abates de todas as aeronaves americanas no teatro incluindo avioes da marinha e fuzileiros.

Mas quando foram fazer um ratio f-86 vs Mig-15 ainda deu um ratio alto, se me lembro bem era algo na casa dos 5:1 ou 7:1.

Depois vou pesquisar e mandar o link aqui

Pedro
Pedro
Reply to  Augusto L
17 dias atrás

O estudo da RAND deu resultado de 1,3:1 para o F-86, mas nesse numero não estavam incluídos outros aviões que participaram da guerra. Lembre que alem do F-86 pela USAF, existiam diversos outros jatos (como Cougars, Meteors, Shooting Star e etc) e bombardeios que foram abatidos pelo Mig mas não entraram nesse estudo. Se for somar a qtda de aeronaves abatidas pelo Mig ante as perdidas (geral), o resultado é muito favorável ao mesmo. Por ultimo e não menos importante, nos primeiros meses dos combates a jato a maioria dos pilotos era de nacionalidade Sovietica, ao ponto em que com… Read more »

Gil U
Gil U
17 dias atrás

A história de James Jabara daria um excelente filme de guerra, claro, nas mãos do diretor certo.

Ari Levinson
Ari Levinson
17 dias atrás

Há alguns anos atrás causou um certo furor entre alguns uma matéria em uma revista conhecida por seu viés pró-Rússia, escrita pelo argentino Diego Zampini. Claramente parcial e reportando apenas o lado russo da história ela reivindicava que haviam sido abatidos nada menos que 650 Sabres em combates aéreos. Entretanto, os registros norte-americanos do conflito demonstram que apenas 450 Sabres de todos os modelos foram despachados para o TO coreano, o que joga por terra a narrativa russa reproduzida pela revista. Outro aspecto interessante diz respeito ao score de Yevgeni Pepelyayev em combate. Embora os russos inicialmente tenham creditado ao… Read more »

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Ari Levinson
17 dias atrás

O problema é que vc não se conforma com qualquer coisa que deixe americanos e israelenses em segundo plano.
Aceite que dói menos.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Antoniokings
17 dias atrás

Os números não mentem Xings, os norte-americanos abateram mais migs que o inverso em uma vantagem de 3:1.

Aceite…

Argos
Argos
Reply to  Ari Levinson
16 dias atrás

Acho estranho que existisse uma “MIG Alley”. Pelo que muitos postam aqui acho que deveriam renomeá -la de “Sabre Alley”…

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Argos
15 dias atrás

A questão que fica é: Por que os americanos que tinham (segundo eles) superioridade aérea não ganharam a guerra?
Por que aceitaram o armistício com os ‘fracos’ e ‘debilitados’ chineses?
Percebe-se que esta história não bate.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Argos
15 dias atrás

Sugiro a você olhar o mapa! O Rio Yalu determina a fronteira da Coreia do Norte com a China e era naquele espaço aéreo que se situava o “Mig Alley” visto que os mesmos eram baseados na Manchúria.

Ou seja, os F-86 decolavam da base aérea de Kimpo, nos arredores de Seul, e iriam combater em espaço aéreo inimigo e não o inverso. E alguns pilotos mais agressivos como foi o caso do Coronel Francis Gabrelsky inclusive perseguiam os Migs até suas bases na China.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Ari Levinson
17 dias atrás

Como dito anteriormente, os números russos são claramente inflados, imprecisos e equivocados algo que fica claro quando você confronta o número de Sabres que eles reivindicam o abate e o numero de aparelhos enviados ao TO

Argos
Argos
Reply to  Ari Levinson
17 dias atrás

Se os números divulgados pelos americanos forem verdadeiros. Nessa situação não acredito piamente em nenhum dos lados… Sempre existe a propaganda.

Ari Levinson
Ari Levinson
17 dias atrás

Os números soviéticos mostram claramente inflados, imprecisos, errados até senão vejamos

  • Ao tempo do conflito o F-6F já estava fora de serviço da USN e o P-47 não foi despachado para o TO coreano
  • Os australianos reconhecem a perda de apenas 15 Glosters Meteors para todas as causas
  • Durante todo o conflito apenas 450 Sabres de todas as versões, incluindo os exemplares fornecidos à SAAF, foram despachados para a Coreia.
  • o B-50, versão aprimorada do B-29, não foi empregado no conflito e muito menos em sua versão de reconhecimento
  • O mesmo vale para o B-45 Tornado.
Lucianno
Lucianno
Reply to  Ari Levinson
17 dias atrás

É o conhecido padrão TASS e Sputnik de desinformação.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Ari Levinson
17 dias atrás

Prezado HMS

Os Migs, quando pilotados por soviéticos, eram bem superiores aos F-86 americanos.
Velocidade, razão de subida, teto operacional (eram imunes ao F-86 em grandes altitudes) e armamento poderoso levaramque os pilotos soviéticos a fazer a festa noso céus da Coreia.
Os americanos temiam e não gostavam de enfrentar tais pilotos.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Antoniokings
17 dias atrás

Meu caro Xings, eu trabalho com fatos e não com torcida….

A matéria do site é absolutamente clara em mostrar que os pontos fortes do Mig como maior altitude e armamento mais poderoso não se traduziram em superioridade para os russos pois a despeito das habilidades dos pilotos serem equivalentes as táticas norte-americanas se mostraram superiores. Os números não mentem.

Sinto muito…

MFB
MFB
Reply to  Antoniokings
17 dias atrás

Os migs foram massacrados em todos os TOs que lutaram. Aceite os fatos, os números.

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Antoniokings
17 dias atrás

Palavras comovem, números convencem. basta contar os restos fumegantes no solo.

IBIZ
IBIZ
Reply to  Ari Levinson
17 dias atrás

Assim como o dos americanos. Propaganda faz parte da guerra e é usada por ambos os lados não esqueça disso.

Francisco Bastos
Francisco Bastos
Reply to  IBIZ
17 dias atrás

É isso que os fanboys não enxergam.

Pedro
Pedro
Reply to  Ari Levinson
17 dias atrás

Esses numeros de F-86 dispostos na guerra veio de um jornalista da National Interest, que como todos sabem, é bem parcial quando analisa numeros e desempenhos das FAs americanas. Os proprios EUA por anos divulgaram que haviam abatido 900 migs, sendo que jamais chegaram perto disso. Sera que apenas um lado mente? Se for assim, se nos ceus a vitoria foi tao facil, pq as tropas da ONU foram empurradas da fronteira da Coreia do Norte com a China para as atuais posiçoes?? Onde estava o poder aereo nesse momento critico que nao impediu isso, se eles tinham alegada superioridade… Read more »

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Pedro
17 dias atrás

Recomendo um estudo mais profundo do conflito. Os Coreanos do Norte perderam. Tiveram que apelar para a China. Seria uma vergonha calamitosa todo o esforço norte coreano malograr diante de forças que tiveram que se deslocar alguns milhares de milhas para retomar o terreno que havia sido agredido.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Pedro
17 dias atrás

Meu caro Pedro, os números de jatos F-86 despachados para o TO coreano são públicos e o jornalista do National Interest, BEM menos parcial e MUITO mais confiável que as famigeradas Sputnik, TASS e Southfront russas, fez apenas compilá-los e expô-los.

Por outro lado os russos abusaram da matemática criativa ao reivindicar 650 Sabres derrubados, número esse superior em 200 ou 202 ao número real de F-86 que participaram do conflito.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
17 dias atrás

Os F-80 estavam levando uma surra dos Mig’s e os americanos tiveram que enviar os F-86.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Fabio Araujo
17 dias atrás

Estavam em clara inferioridade, embora a primeira vitória de um jato contra outro na história tenha sido justamente de um F-80 contra um Mig-15. E a segunda foi de um F-9F da USN contra um Mig também.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Fabio Araujo
17 dias atrás

É importante ressaltar que a maior parte dos aviões abatidos pelos americanos eram antigos aviões soviéticos da época da Segunda Guerra pilotados por norte-coreanos.
Quando os Migs chegaram e pilotados por soviéticos, o cenário mudou.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Antoniokings
17 dias atrás

Se não me engano, eram Yak e Lavochkin com motor a pistão.

MestreD'Avis
MestreD'Avis
Reply to  Antoniokings
17 dias atrás

Mudou ate mudar de novo. O MIG-15 chegou de supresa e era superior aos outros caças. Mas quando o F-86 era equivalente. Melhor numas coisa e pior noutras

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  MestreD'Avis
17 dias atrás

E era por isso, por causa dos aviões ultrapassados norte-coreanos, que ocorreu uma ‘kill-ratio’ grande para os americanos.
Aí, tornou-se lenda urbana.
Mas, o fato é que contra os soviéticos foi muitíssimo diferente

MestreD'Avis
MestreD'Avis
Reply to  Antoniokings
17 dias atrás

Me explica uma coisa devagarinho… Então no inicio da guerra os americanos abateram inexperientes pilotos coreanos em caças ultrapassados certo? Depois vieram os Mig pilotados por experientes pilotos soviéticos e a guerra mudou. Mas kings…você sempre diz que os americanos foram humilhados na Coreia pelas bravos soldados norte coreanos. Mas pelo que comenta neste artigo, os americanos lutaram contra norte coreanos, apoiados por centenas de milhares de soldados chineses e milhares de pilotos soviéticos, ases experimentados no melhor avião da época. Espera… o USA estavam em clara desvantagem então! Em termos tecnológicos, numéricos e de terreno?? E mesmo assim conseguiram… Read more »

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  MestreD'Avis
16 dias atrás

Vou explicar.
O engajamento americanos na guerra foi muito maior que o soviético.
Imagine o peso de toda a Força Aérea soviética com milhares de soldados e várias divisões blindadas atuando contra as forças da ‘ONU’ (entre aspas mesmo).
A ajuda chinesa foi basicamente de tropas terrestres e foi o suficiente para empurrar os americanos para o Paralelo 38 e forçá-los a assinar o armistício.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Antoniokings
16 dias atrás

Você continua apegado à torcida desconectada dos fatos Xings!

“Todo o peso” da força aérea soviética apenas serviria para atrair todo o peso da USAF e de outras forças aéreas como a RAF de modo que o resultado seria exatamente o mesmo, ou mesmo uma vantagem maior das forças da ONU.

Quanto ao armistício que foi forçado a assiná-lo foram justamente os norte coreanos, e o foram pelos russos e chineses que não queriam mais guerrear.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Ari Levinson
16 dias atrás

Creio que em duas semanas as forças soviéticas jogariam os últimos americanos no mar.
Sem chances.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Antoniokings
16 dias atrás

Sem superioridade aérea tudo o que as forças soviéticas conseguiriam era se tornar meros alvos das forças da ONU. E cumpre lembrar que isso, superioridade aérea, os russos nunca tiveram na Guerra da Coréia.

Esses são os fatos Xings! Sinto muito…

MestreD'Avis
MestreD'Avis
Reply to  Antoniokings
16 dias atrás

Agora explico eu Você ou é ignorante ou fanático ou um “internet troll”. Ou os três Na sua história alternativa a invasão comunista ao sul nunca aconteceu! Ignora metade da guerra para dizer que os Americanos foram empurrados para o Paralelo 38, esquecendo que antes, já estes tinham empurrado as forças da Coreia do Norte e da China ate à fronteira com a China. Depois, com essa “pequena” ajuda chinesa de mais de 1 MILHÃO DE SOLDADOS, a linha da frente recuou para o que tinha sido acordado em 1945 após a libertação da ocupação japonesa. Consegue ser sério e… Read more »

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  MestreD'Avis
16 dias atrás

Não adianta discutir, em vista do que ocorreu.
O Paralelo 38 está lá (não sei até quando).

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Antoniokings
16 dias atrás

Até o dia que a dinastia dos Kim psicóticos cair e o país for reunificado tendo Seul como capital.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Antoniokings
16 dias atrás

Contra os soviético continuou o mesmo Xings ou seja, as forças da ONU continuaram em vantagem graças à táticas melhores. E na verdade, nos meses finais da Guerra da Coréia a superioridade aérea norte-americana foi ainda mais pronunciada em virtude de uma série de fatores dentre eles a introdução do F-86F, as missões “Maple Special” dentre outras.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Ari Levinson
16 dias atrás

Que mané ‘táticas melhores’.
Os americanos conheceriam o famoso ‘rolo compressor’ soviético.
O mesmo que massacrou as proporcionalmente muitos mais poderosas tropas da Wermacht e o Exército Imperial Japonês.na China.
Acho que vc não está atentando para o poderio do então Exército Vermelho da época.

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Antoniokings
16 dias atrás

O tal “rolo compressor” soviético existe apenas em propaganda oficial dos tempos da URSS e na cabeça dos incautos. Na vida real os alemães foram derrotados por não terem superioridade aérea e as tropas japonesas na Manchúria eram de segunda categoria, composta por soldados que nunca combateram, visto que os melhores soldados do império japonês haviam sido dizimados nas históricas batalhas de Guadalcanal, Tarawa, Palau, Marianas, Filipinas, Iwo Jima e Okinawa dentre outras. Na vida real, e sem superioridade aérea, o “rolo compressor” soviético seria dizimado da mesma forma que os “bolsões da morte” egípcios foram triturados na Guerra dos… Read more »

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Ari Levinson
15 dias atrás

A História das guerras contada pelos ocidentais é sempre diferente.
Foi assim em 1945, 1950, 1973, 1975 e por aí vai.
Mas, o desenrolar do que está acontecendo não nos deixa enganar.
E pior (para vcs), aguarde os próximos capítulos.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Antoniokings
15 dias atrás

E não se esqueça que os bolsões da morte, depois se transferiram para o lado oposto quando chegamos ao fatídico dia 08 de outubro de 1973: ‘Esse é o fim do Terceiro Templo’.

Flanker
Flanker
Reply to  Antoniokings
15 dias atrás

Avança um pouquinho mais……em 25/10/73, data do armistício da ONU, Israel estava com suas forças a 40 km de Damasco e 110 km do Cairo…..

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Antoniokings
15 dias atrás

Os “bolsões da morte” apenas conseguiram atravessar o canal de suez pois quando tentaram avançar no Sinai foram, como de costume, trucidados pela Heyl Ha’Avir. E para piorar tomaram o brilhante contra ataque de Ariel Sharom que não apenas cercou e isolou dois exércitos egípcios como ainda por cima chegou a 100km do Cairo. E a situação chegou a um nível tal que quando foram pedir mais armas ouviram o seguinte dos russos: “vocês querem mais armas para quê, para entregá-las a Israel?” E na frente síria foi pior pois as IDFs chegaram a 40km de Damasco. Aliás, é bom… Read more »

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Ari Levinson
14 dias atrás

A História não mente, jamais.
Demorou alguns anos, mas a verdade veio à tona.
Israel foi derrotado em 5 dias, fato admitido por Golda Meir e Moshe Dayan.
Não fosse a intervenção americana, hoje Israel seria uma lembrança.
Só não sabemos os motivo$$$$ que levaram Sadat a interromper o avanço até Tel Aviv após o Exército israelense ter sido derrotado (até sabemos, mas é melhor não falar, né?).
Mas, isso é passado.
Fique atento com o que está ocorrendo atualmente que muita coisa interessante vai acontecer.

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Antoniokings
17 dias atrás

Não passa vergonha Kings…

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Ricardo Bigliazzi
16 dias atrás

Calculando as chances das tropas da ‘ONU’ enfrentando três dos maiores exércitos no Mundo à época:
Resultado: ZERO.

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Fabio Araujo
17 dias atrás

Sim, trazendo para os dias de hoje é como tentar combater um F-15 com um MIG-21, não daria nem para o começo. Teriam que engajar os Su-35… bem… continuariam a perder do mesmo jeito para o Cinquentenário Rei dos Céus.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Ricardo Bigliazzi
16 dias atrás

Trazendo para os dias de hoje, as chances das forças americanas (pode juntar a OTAN) contra Rússia, China e Coreia do Norte, novamente, três dos maiores exércitos do Mundo, seriam ZERO.

Andre
Andre
17 dias atrás

Roberto, nesse registro, indica quais aviões foram abatidos por AA e quais foram em combates aéreos?

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Andre
17 dias atrás

´É fato que pilotos chineses derrubaram vários aviões americanos na região perto de sua fronteira.
Não sei se os americanos chegaram a invadir o espaço aéreo chinês ou se os chineses entraram na Coreia.

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Antoniokings
17 dias atrás

Kings, claro que invadiram o espaço aereo. KINGS… a Coreia do Sul foi praticamente tomada… as forças aliadas tomaram todo o território de volta e entraram na Coreia do Norte… para de torcida. RESPIRA, arranja uma boa poltrona, se dispa de cores no olhar e vai estudar esse conflito com o coração desnudado das cores vermelhas. Tenho certeza que Você vai se sentir mais completo. A relatos de pilotos americanos sobre a invasões. Se não me engano já foi publicado aqui no site.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Ricardo Bigliazzi
17 dias atrás

Para não ser injusto com qualquer lado. segue relação de ases norte-coreanos, chineses, russos e americanos na Guerra da Coreia.

https://pt.qwe.wiki/wiki/List_of_Korean_War_flying_aces

Andre
Andre
17 dias atrás

“Com asa e cauda enflechadas baseadas nos mesmos dados aerodinâmicos alemães, o MiG-15 era impulsionado por um clone da turbina inglesa Rolls-Royce Nene.

Os soviéticos tinham comprado o motor dos britânicos e compiaram-no com o mesma atenção aos detalhes que o Tu-4.”

Esse chineses só sabem copiar os russos…

Ari Levinson
Ari Levinson
Reply to  Andre
17 dias atrás

O que tem os chineses aqui?

IBIZ
IBIZ
17 dias atrás

Como um canhão de 37mm não é adequado para dogfight? Se o de 23mm já deve fazer um senhor estrago imagina um tiro desse monstro!

MestreD'Avis
MestreD'Avis
Reply to  IBIZ
17 dias atrás

Volume de tiro mais baixo. Se mete menos chumbo no ar tem menos hipótese de acertar no oponente. O 30mm levava apenas 40 munições. O 23mm 160 no total. As .50 do Sabre carregavam 1800 munições.
Contra bombardeiros, o 30mm é mortifero, porque pode alinhar e disparar certeiro. Contra um jacto a manobrar, já não é tão fácil.

Flanker
Flanker
17 dias atrás

Nunca vão ser conhecidos os números reais desses confrontos. Os pró-EUA e os pró-Rússia vão puxar cada um para seu lado.

Antoniokings
Antoniokings
Reply to  Flanker
17 dias atrás

Ainda mais turbinados por filmes de Hollywood.
Lembro de ter assistido um desses filmes em que um piloto americano tinha sido abatido.
Na sequência, os seus colegas ficavam metralhando os norte-coreanos que tentavam capturá-lo.
Dava a impressão que os soldados norte-coreanos ficavam estupidamente expostos aos tiros dos aviões americanos ao mesmo tempo em que mostrava a bravura e o companheirismo dos pilotos que não deixavam um amigo para trás.
Isso é Hollywood!

Flanker
Flanker
Reply to  Antoniokings
17 dias atrás

Igual à sua torcida pelos chineses e russos…..você não difere em um milimeyeo da torcida dos fanboys norte-americanos……é exatamente igual à eles….só torce para o outro lado.

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  Antoniokings
17 dias atrás

Realmente, as centenas de filmes de abate de MIG-15 das “gun cam” são montagens… Valha-me Deus!

IBIZ
IBIZ
17 dias atrás

Essas aeronaves carregavam câmeras como as da segunda guerra?

Ricardo Bigliazzi
Ricardo Bigliazzi
Reply to  IBIZ
17 dias atrás

Sim, centenas de filmes sobre isso. Procura no youtube

Clésio Luiz
Clésio Luiz
17 dias atrás

Eu costumava levar a sério números oficiais de vitórias aéreas, até ler a autobiografia do ás franco-brasileiro Pierre Clostermann. Durante uma pausa na sua carreira em esquadrões de caça da RAF em 1944, por esgotamento físico/mental, ele foi chamado para acompanhar (servir de ajudante/secretário) de um alto oficial da RAF (não lembro o nome agora), nas reuniões dos altos escalões que precederam o “Dia D”. O trecho que me chamou a atenção foram as acaloradas discussões entre a RAF e a USAAF, sobre os números de abates computados pelos americanos, principalmente as tripulações de bombardeiros. A tal discussão aconteceu durante… Read more »

Delfim
Delfim
Reply to  Clésio Luiz
17 dias atrás

Para os americanos, se o inimigo sofrer estol e cair sem ser acertado, é kill.

Meira Ricci
Meira Ricci
Reply to  Delfim
16 dias atrás

Kkkkkkk essa foi boa, até varar pista ta valendo como kill

Last edited 16 dias atrás by Meira Ricci