Home Aviação de Ataque 36 anos do primeiro voo do AMX

36 anos do primeiro voo do AMX

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O protótipo do AMX no primeiro voo

Em 15 de maio de 1984, o primeiro protótipo do Aeritalia-Aermacchi-Embraer AMX (A01/MM X594) decolou para o voo inaugural a partir das instalações da Aeritalia, em Turim.

O voo inaugural estava programado para 2 de maio, mas foi mudado para o dia 15, que amanheceu nublado e chuvoso, com nuvens carregadas e teto baixo.

Isso não impediu que Manlio Quarantelli, piloto-chefe de testes da Aeritalia, realizasse o primeiro voo de ensaios do AMX.

Durante 48 minutos foram executadas manobras de verificação dos parâmetros básicos de comportamento em baixas velocidades, capacidade de manobra a baixa altitude e calibração dos instrumentos de bordo.

No dia 1º de junho daquele ano, aquele protótipo realizou seu quinto e último voo, também com Quarantelli no comando. O AMX decolou por volta das 10h da manhã, mas voou por apenas um minuto e meio.

O avião fazia algumas demonstrações para observadores estrangeiros no aeródromo de Caselle e, após realizar o primeiro toque na pista e acelerar para ganhar altitude, o motor perdeu potência muito próximo do solo.

O piloto ainda tentou executar um pouso forçado numa área rural próxima ao aeródromo, mas acabou ejetando-se no solo e seu assento Martin-Baker bateu na copa das árvores. Quarantelli não resistiu aos ferimentos, falecendo dias depois. A aeronave incendiou-se, ficando destruída.

Protótipo do AMX ao lado de Tornados italianos
Protótipo do AMX ao lado de Tornados italianos

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Flamenguista
Flamenguista
4 meses atrás

Nosso querido “Pocket Tornado”.

Claudio Moreno
Claudio Moreno
4 meses atrás

Bom dia Senhores!

Foi um divisor de águas para a FAB e a própria EMB.
Por falar em Embraer, eis uma razão a mais do por que a EMB vai sobreviver a despeito da não concretização do acordo com a Boeing e o receio (chego até agreditar, desejo de alguns comentaristas só para dizer que tinham razão em seus comentários) de alguns, abaixo nota de outro site de notícias e que saiu na infomoney…

Azul adia entrega de 59 aeronaves Embraer E2s (mas faz acordo de não cancelar as encomendas).

CM

Nota:já a Boeing todos tem sido cancelados.

Claudio Moreno
Claudio Moreno
4 meses atrás

Na segunda foto, vê-se ao fundo um F104S, ainda que tenha sido um mal fadado aparelho, eu acho ele muito elegante, de linhas limpas.

CM

Maurício Veiga
Reply to  Claudio Moreno
4 meses atrás

Foi mal falado porque foi mal utilizado pelos Europeus, como interceptador foi excelente!!! Um dos grandes projetos de Kelly Johnson…

Fabio Araujo
Fabio Araujo
4 meses atrás

Um avião de ataque de respeito!

Jagderband#44
Jagderband#44
4 meses atrás

Na realidade um downgrade do italiano.

pangloss
pangloss
4 meses atrás

Eu era criança quando o “Globo Repórter” divulgou o AMX. Criei um monte de expectativas que não se confirmaram. O AMX merecia um desenvolvimento mais completo de suas capacidades, mais encomendas, e, quem sabe, servir de base para um vetor supersônico.

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  pangloss
4 meses atrás

Caro Pangloss,

Discordo.
O AMX é uma caça para promover interdição e apoio aéreo aproximado. Não tem e nunca teve função de interceptador ou tática em superioridade aérea. Foi feito para ser de características similares ao SU-25.
Em tempos de caças multi-missão, nenhuma evolução dele valeria a pena. Um caça próprio multi-missão teria que ser um projeto novo, aproveitando-se pouquíssimo desse avião.

O AMX cumpriu sua missão bem (continuará cumprindo por um tempo mais). Se 30, 35 ou 40 anos. Mas vida que segue.

Abraços.

pangloss
pangloss
Reply to  GFC_RJ
4 meses atrás

Caro GFC-RJ,
Obrigado pela resposta. Mas creio que não me expressei bem.
Não cogitava uma evolução para um perfil multi-missão, mas um desenvolvimento de suas capacidades iniciais.
Por exemplo, a capacidade de disparar mísseis antinavio é uma lacuna que não foi preenchida.
Abs

GFC_RJ
GFC_RJ
Reply to  pangloss
4 meses atrás

Caro Pangloss, Eu compreendi o que falou. A questão é que já nos anos 90 se verificava a tendência mundial de utilzação de caças multi-missão. Para a FAB, desde o FX-1 já se previa que o novo caça deveria ser multimissão e ser um único modelo, substituindo o Mirage, o F-5 e o AMX. O desenvolvimento de uma nova versão do AMX, inclusive supersônica, iria ser sem sentido. Seria legal? Seria muito legal. Mas não seria prático e nem realista. Somente a FAB iria utilizá-la, pois dificilmente alguém mais compraria um conceito ultrapassado de aeronave dedicada a interdição e CAS.… Read more »

Maurício Veiga
Reply to  pangloss
4 meses atrás

Os teus comentários foram precisos e pontuais, também acompanhei o projeto desde o início e tive a mesma decepção, mas para o TO em que opera acabou sendo uma evolução para a FAB!!!

Robert Smith
Robert Smith
Reply to  pangloss
4 meses atrás

pangloss… quando vice era criança? putz como me sinto velho….

Tomcat4,2
Tomcat4,2
4 meses atrás

Cumpriu e ainda cumpre sua missão. Digamos que é nosso A-10, Su-25 etc. como mencionado pelo sr GFC_RJ.

OSEIAS
OSEIAS
4 meses atrás

Lembro-me dos americanos em um exercício red flag (não me lembro se foi nesse exercício mesmo ou outro e nem o ano), em que confundiram o AMX brasileiro com o A4 em capacidades. Ledo engano, pagaram caro por isso e apelidaram nosso AMX de Bee, pequeno mas mortal.

Robert Smith
Robert Smith
4 meses atrás

É impressão minha ou o AMX é quase do tamanho do Tornado?

Flanker
Flanker
Reply to  Robert Smith
4 meses atrás

O AMX é 3,5 metros mais curto e 1,4 metro mais baixo que o Tornado e, com as asas completamente enflechadas, o Tornado tem 8,6 metros de envergadura contra 8,87 metros do AMX. Portanto, o AMX é consideravelmente menor que o Tornado. O AMX carrega um máximo de 3800 kg de armamento, contra 9000 kg do Tornado.

WSMDAL
WSMDAL
4 meses atrás
Henrique
Henrique
4 meses atrás

Com a experiência da parceria para desenvolvimento do AMX, se o Brasil tivesse uma Política de Estado de fato estabelecida e forte, estaríamos mais avançados não só em versões mais modernas do referido vetor mas também em outros projetos que diminuiriam nossa dependência externa. Vide o tempo que levamos (+ 10 anos) para definirmos um novo caça principal para nossa FA.

Jhon
Jhon
4 meses atrás

Todo mundo sabe que o A1 só foi bom negócio para Embraer, porque para FAB os 56 A1 tiveram o custo de 120 F16 e o sucateamento da força aérea que enterrou bilhões em uma aeronave sub armada e incompleta até hoje. O projeto e o propósito foram bons, mas preço custou caro d+ para FAB.

Renan
Renan
Reply to  Jhon
4 meses atrás

Uma pesquisa difícil de se fazer, mas que seria bacana, seria analisar quanto tempo os 56 A-1 da FAB estiveram em serviço, pois já tem muitos anos que apenas uma pequena parcela deles está operacional. Recentemente foi divulgado que os A-1 modernizados atingiram a marca de x horas de vôo. Não me recordo se foram 500 ou 1000. Em ambos os casos é uma quantidade baixa, que só se sustenta ao ser comparada com os países vizinhos. Após essa pesquisa, e com o passar do tempo, certamente o apelido do A-1 vai se consagrar como F-64. Os argumentos favoráveis ao… Read more »